Crimes Ocultos
Filmes - Drama, Suspense
Crimes Ocultos (2015)
(Child 44)
  • País: República Tcheca/Romenia/EUA
  • Classificação: 16 anos
  • Estreia: 21 de Maio de 2015
  • Duração: 137 minutos min.

Crimes Ocultos | Crítica

Suspense de serial killer em forma de filme de guerra não honra nenhum dos dois gêneros

O cinema de gênero, com seus limites mais ou menos definidos, desde sempre nos ajuda a estabelecer uma familiaridade com os filmes. Em Crimes Ocultos (Child 44, 2015), porém, um filme de Guerra Fria que se organiza como um suspense de serial killer, temos o pior lado do cinema de gênero: quando a segurança narrativa se presta a banalizar temas e situações.

O filme se baseia no primeiro livro, publicado em 2008, de uma trilogia estrelada por um oficial soviético que investiga homicídios na URSS de Stalin, nos primeiros anos do Pós-Guerra. Tom Hardy vive o oficial, Leo Demidov, que depois de carregar a bandeira vermelha na Segunda Guerra cai em desgraça quando sua esposa é suspeita de trair os ideais comunistas. A oportunidade de investigar uma série de assassinatos de crianças entre Moscou e Volsk pode lhe trazer alguma paz de espírito.

A premissa é interessante pelo contexto de castração que impõe à investigação. Para Stalin, "não há assassinos no Paraíso", e os infanticídios sempre são catalogados como acidentes pelas autoridades, e ao questionar esses registros oficiais Demidov flerta com a subversão. É uma ideia bastante interessante para um suspense claustrofóbico, em que todas as variantes conspiram contra o herói, mas esse potencial não se efetiva na tela.

O filme do diretor Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo), na verdade, sentimentaliza e transforma em clichês de thriller uma situação que, por sua natureza, é bem mais complexa. Há um mal maior a ser combatido (o que pode ser mais nefasto que matar crianças?) e isso relativiza não só os crimes de guerra mas também todas as pequenas áreas cinzas de comportamento e caráter que poderiam fazer de Demidov um personagem melhor e de Crimes Ocultos um filme (seja de guerra, de suspense policial ou ambos) minimamente interessante.

As relações do Estado com seus oficiais são simplificadas em nome de uma narrativa mais acessível (chega a ser risível a velocidade e a brutalidade com que se dá o alpinismo do vilão na hierarquia militar, em nome apenas de um impacto visual e do maniqueísmo) e, na hora de opor Demidov e o culpado pelos homicídios, Crimes Ocultos manda até o clássico "eu e você somos iguais" que os maníacos tipo Seven soltam para se equivaler dramaticamente aos heróis.

Dos lugares-comuns de filme policial a que Crimes Ocultos recorre sem muito filtro, o principal é a defesa do vigilantismo. Por que, em resumo, a adaptação parece dizer: tudo bem buscar a justiça com as próprias mãos, às margens da lei, desde que o vigilantismo não seja institucionalizado como eram as polícias secretas militares da União Soviética. O que vale em Crimes Ocultos, como no capitalismo, é consagrar a ordem do indivíduo.

Nota do crítico (Ruim) críticas de Filmes
 

Tava vendo o filme no Telecine e joguei no google pra ver as críticas. E, no final, eu queria realmente entender a necessidade de virem em uma crítica dois anos do lançamento apenas para reclamar do crítico e de sua "pretensa" opinião política. Em toda crítica dos últimos dois ou três anos vêm essa galera chata do caralho reclamar de "crítico comunista" e mais uma porrada de chororô, mas não largam o site de jeito nenhum. Parece que tem tesão em caçar inimigo em todo lugar. Vontade de usar um "arjumento" do nível deles e falar "mais num gosta do critico é só num ler as criticas dele ué".

Você sabe ler? Leia a crítica e leia o que eu escrevi. Quer me falar de cobiça pedante vindo em comentário meu de mais dois anos. Acorda pra vida, maluco

Crítica indigestamente tendenciosa que não está de acordo com o grau de inteligência do seu autor. É engraçado, o que mais me impressiona nos esquerdistas é que debaixo de toda incoerência, desonestidade intelectual, e indignação seletiva que eles carregam, eles realmente acreditam que sua ideologia vai vingar um dia, apesar de muitas partes do mundo terem testado esse idiotice e falhado magistralmente.

Parece-me que temos mais uma página "jornalística" patrocinada pela lei Rouanet...

Vale nem à pena comentar tanta tentativa de glamourizar o comunismo e a morte que ele trouxe ao mundo.

Tenho certeza absoluta que o "articulista" em moldura, mudaria seu posicionamento se soubesse que o escritor da obra original é gay -- preenchendo a cota da diversidade.

Que dividir pessoas? Leia "O livro negro do comunismo".

Mais um desonesto intelectual. Tem cobiça pelas virtudes alheias, meu caro?

Se o "articulista" ler sobre o gulag soviético, pensará em tratar-se de peça de ficção. Como podem dar espaço para um desonesto intelectual desse porte?

Você são patéticos!!! É desinformação pra cima e para baixo, no intuito de defender essa ideologia [comunista] sanguinária.

Crítica patética. O filme mostra o lado asfixiante do comunismo, regime político pelo qual o crítico parece ter banstante apreço...

Eu gostei do filme. Achei meio longo, mas a estória é interessante e os atores, muito bons!

O que sei é que o filme prendeu minha atenção do começo ao fim... e não gostei da crítica de Hessel... nada a ver... muito bom filme e valeu a pena assistir.

Estou lendo o livro e estou achando ótimo, do jeito que está vai para a lista dos favoritos. Quanto ao filme vou assisti-lo com certeza, porque tive a impressão que as críticas que eu li parecem mais uma birrinha pq a história mostra alguns dos horrores do "perfeito comunismo"...

Ambos (Cidadão X e Crimes Ocultos) foram inspirados na historia de Andrei Chikatilo ou "O Estripador da Floresta" http://oaprendizverde.com.br/2013/03/20/serial-killers-o-estripador-da-floresta-2/

É incrível como esses pseudocríticos comunistas de bar de Ipanema e fanáticos pelo pt falam mal de um filme pq mostra a realidade do comunismo. Esses cara amam Stálin, Fidel, Mao, Guevara, Lula e outros lixos históricos, não conseguindo desvincular sua ideologia obsessiva do espírito crítico exigido a um profissional. Se fosse um filme sobre o ignóbil Fidel, estariam prostrados de joelhos reverenciando a película panfletária.

Cara, estou percebendo isso também. Será possível que nesta galáxia haja um site de críticas a filmes que tenha uma viés mais realista/direita?

Você por aqui Marisol haha. Esses críticos de cinema de blogs famosos são todos esquerdistas. Vou assistir esse filme agora também!

O problema está na direção. O filme é mal conduzido. Embora a reconstituição da época seja interessante, o filme tenha um clima convincente e até demonstre razoavelmente o regime Stalinista, a trama se desenrola previsivelmente, mas com muitos erros, principalmente na descoberta do assassino, não havia dados suficientes para chegar a ele, a situação foi muito forçada. Nesse filme as pessoas se encontram do nada, não há como saber onde estão e de repente elas simplesmente aparecem. Sem contar as crianças do inicio e fim do filme que aparentemente não envelheceram durante o período todo da trama.

Foi a primeira vez que vi um filme por causa de uma critica ruim. Achei Estranho tantos filmes horríveis de diretores péssimos terem notas maiores que este. Assim como achei curioso 90% das pessoas discordarem da critica. Tenho que concordar com esses 90%, péssima matéria, pior de tudo falaciosa. Concordo com o que foi dito, um ótimo trabalho de desinformação e premissas falsas. Começarei procurar outras fontes quando estiver curiosa sobre algum filme. Aqui já deu.

Pera aí que bugou aqui.. que horrivel essa critica

Que crítica ruim, preguiçosa e desinteressante. Nada a ver com o filme.

Esse crítico aí de cima faz um excelente trabalho de desinformação à moda soviética. Levanta uma série de premissas falsas para sacar a desonestidade que escreveu aí em cima. O crítico nega a existência do regime totalitário mais sangrento de toda a história, não há nada mais cruel e desumano do que isso.

https://faroestevirtual.wordpress.com/2015/07/25/crimes-ocultos-tom-hardy/ Este é um daqueles filmes que, daria um livro só de crítica sobre o mesmo. São vários “assuntos” mostrados na tele que um espectador menos atento pode não ver sentido algum. O início dele mostra de forma escrita algo que é descrito como Holodomer, ou Holocausto Ucraniano. O termo significa literalmente: “matar de fome” e refere-se a um genocídio promovido por Joseph Stalin, quando ele foi o todo poderoso da União Soviética. O roteiro é baseado em um livro escrito por um autor inglês. A melhor definição de comunismo está nesta música do conjunto THE POLICE Como o filme retrata a vida durante um período da história, no qual o comunismo imperava naquela parte do mundo, é necessário que se defina o termo para que se entenda o impacto dele na vida das pessoas normais. É necessário que por mais que se pense na tirania de um regime, as pessoas que vivem sob ele, podem ter diferentes comportamentos por causa disto. O primeiro comportamento que gostaria de mostrar, e que é mostrado no filme é o relacionamento conjugal. Alguns críticos falaram sobre a falta de “química” do casal mostrado no filme, como se o comportamento humano fosse baseado nos fluidos corporais, como os gregos pensavam 3 mil anos atrás. Acontece que o ser humano é um tanto mais profundo do que a fleuma grega, que pode catalogar alguém em depressivo, entusiasmado ou coisa do gênero. O filme mostra então um casal, formado por um alto oficial do partido comunista com uma mulher que casou com ele por “medo”. E como definiria Carlos Drumond de Andrade, em seu poema: Congresso Internacional do Medo, “Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços”. É possível então notar esse medo esterilizando, até uma relação sexual entre marido e mulher. E cada gesto dela, em relação a ele, é explicada na cena em que ela se abre e diz que casou com ele por medo de ser denunciada e morta por uma política opressora. E o filme é cheio destes medos, feitos principalmente na forma de pequenas chantagens entre os personagens. O outro medo nas relações humanas, feita de modo oficial é o pavor que existe em alguém ser denunciado como homossexual. Qualquer um que conheça a Rússia sabe como este assunto é tratado por lá. O grande problema neste aspecto é que este medo de ser gay não vem apenas dos que o são. Ele habita também a mente dos que não são. É um medo meio paranoico de não ter tempo de provar, antes de levar uma bala oficial no meio da testa. Essa sensação apavorante de que ele não é apenas membro da Grande Pátria Mãe, ele é propriedade dela. Não é só a propriedade que foi estatizada, foi o ser humano. E o que sobre quando não somos donos de nós mesmos, é a certeza de uma escravidão apavorante em todos os sentidos. O grande achado do filme é mostrar que o ser humano é um indivíduo. Por mais que ele seja coletivizado ou escravizado, sempre terá atitudes das quais prestará contas apenas à sua consciência. A primeira mostra de que este é o assunto do filme, e que veio do livro, é o título original: Child 44 (Criança 44). Apesar de todos os garotos que foram assassinados e cujo crime é, ilegalmente, por Leo Demidov (Tom Hardy), ele tem um motivo próprio para investigar o crime. O fato de seu sobrinho ter sido assassinado do mesmo modo que os outros. Este é o primeiro indício de que a coletividade nunca irá superar o individualismo humano. Outra cena que mostra esta característica única do indivíduo humano, é mostrado na cena em que o mesmo personagem impede que um outro oficial, Vasili (Joel Kinnerman) mate duas crianças das quais acabou de matar os país, para que servisse de exemplo. E esta é a característica principal de qualquer coletividade forçada. Ninguém quer servir de exemplo. Em relação à investigação do crime, feita de forma não oficia, é interessante notar que o filme não mostra se o assassino, em algum momento se os crimes foram praticados por motivos sexuais. Entretanto a que se notar que todas as vítimas são meninos. E que o assassino, do mesmo jeito que o investigador e o outro oficial mencionado são órfãos que moraram no mesmo orfanato. Fica assim estabelecido também o caráter individual do ser humano. Todos tiveram as mesmas oportunidades, estiveram nas mesmas guerras, mas cada um preferiu seguir um caminho psicológico. Creio que o ponto positivo mais marcante do filme, seja a mudança de atitude da relação da esposa de Leo. No momento em que ele dá a ela toda a chance de livrar-se dele, inclusive com documentos que lhe permitiriam ter uma vida própria ela escolhe ficar com ele. Algo que este filme põe uma pá de cal, é no conceito do amor romântico. No eu te amo porque te amo e pronto. Não consigo viver sem você e vou ser seu escravo psicológico. Do mesmo modo que ele não quer que ela fique com ele por medo, ele também não quer que ela fique por obrigação. O amor verdadeiro supera qualquer dificuldade ruim e faz que ele seja livre. A cena do filme que mais define o amor é dita por Leo, para sua esposa: “Eu prefiro passar minha vida inteira nesta espelunca, com você, do que viver 5 minutos, sem você, em Moscou”. Isto sim é amor: compromisso. O resto é história da carochinha. De resto não tem como uma pessoa equilibrada não gostar de um filme destes.

O país mais comunista do mundo atualmente é os EUA. Inclusive o presidente.

O cara que escreveu essa crítica é comunista até dar uma dor. Ou então acha que pode julgar uma história passada no berço do comunismo do mesmo jeito que fala de um filme americano.

nao entendi porra nenhuma dessa critica.

Como o crítico medíocre do Hessel fez a crítica do filme, terei que procurar outra fonte para saber se o filme presta ou não.

Não importa muito esse um ovo se o filme tem Tom Hardy, Noomi Rapace, Gary Oldman e Vicent Cassel.

tom hardy, alienígena, britânico, australiano, russo e americano... e depois é só o the rock...

Excelente crítica!

Vou ver o filme só porque o Hessel não gostou. Por isso, deve ser bom.

Esquerda Caviar. Praticamente tudo que Hessel comenta ou fala sobre (Marvel, DC, blockbusters, internet, etc ..) foi produzido no capitalismo malvadão.

gostaria de ter lido mais sobre a fotografia, e a trilha sonora. Essa viagem que fazemos até a Rússia, é bela visualmente, ao ler o criança 44 eu imaginei algumas passagens lúdicas, mais intimistas e imaginei uma trilha sonora mais condizente ao solo russo. Tom Hardy já dá mostras de uma melhor dramaticidade em um papel com muitas falas??? Acho que a crítica poderia ter englobado outros tópicos do filme...

A estrutura narrativa e a relação com o cinema de gênero, em Child 44, é realmente bastante equivocada. Mas a tentativa de mostrar as bizarrices historicas da Rússia Socialista, de uma maneira bem direta é interessante. E Hessel, você ainda não aprendeu que consagrar a ordem do indivíduo é justamente a façanha do Capitalismo. O que você faz quando visita os EUA? Fica criticando a ordem social vigente ou babando frente a uma sociedade tão rica, desenvolvida e tendo uma máquina que funciona como nada nesse mundo?... Bom, não precisa nem responder...

guerra fria, direta e esquerda, etc., e blá, blá, blá, joguetes, pedaços de um plano maior para dividir as pessoas, nações. na pratica, tudo o mesmo lixo, escravas de um "mal" maior... o filme deve ser ruim mesmo, não duvido, apesar do elenco ser bacana, o livro já é razoável, adaptar é algo que sabemos que é complicado vingar, então.... huahauhauha

o filme também recebeu muitas criticas negativas nos EUA o país que era o grande rival da URSS

Seria "Cidadão X" com Stephen Rea e Donald Sutherland?

suspeito que o hessel não gostou, pois: 1- tom hardy trabalhou com nolan; 2- mostra como um país comunista (lembrem-se que o hessel é esquerda, apesar da contradição em ser um nerd e consumir produtos de hollywood e cia) é literalmente uma porcaria. normalmente tem-se q ler o que hessel escreve e levar ao contrário...

Lembro de ter visto um filme com roteiro parecido. Ou misturei o roteiro de diversos filmes antigos. Um que me lembro, "parecido, mas diferente" é mistério no Parque Gorki. Mas tenho quase certeza de ter visto um sobre a investigação do assassinatos de crianças por um serial killer na URSS.

Uma premissa interessante, um elenco com grandes nomes e um diretor que tem bons filmes no curriculo, porém nem sempre isso garante um bom filme.Crimes Ocultos é um exemplo disso.

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