Extraordinário
Filmes - Drama
Extraordinário (2017)
(Wonder)
  • País: EUA
  • Classificação: 10 anos
  • Estreia: 7 de Dezembro de 2017
  • Duração: 113 min.

Extraordinário | Crítica

Mesmo infantil demais, filme acerta ao tratar o bullying de forma delicada

É curioso como alguns adultos afirmam que em suas épocas de escola não existia o “bullying”. Isso é algo da nova geração e está deixando as crianças “fracas”, dizem. A verdade é que o bullying sempre existiu, mas não era tratado com a seriedade necessária. Felizmente, os tempos mudaram e hoje é comum tocar nesse assunto, como faz o livro Extraordinário, lançado por R.J. Palacio em 2012.

Essa é a história do garoto Auggie, que tem uma deformidade facial e está prestes a começar na escola pela primeira vez. Com 10 anos, ele era ensinado em casa pela mãe, mas ela resolve que é hora do menino frequentar uma escola regular. É uma trajetória delicada, que cita inclusive as várias cirurgias pelas quais Auggie passou, mas o grande diferencial é a linguagem simples. Tanto no livro como no filme, quase tudo é narrado pelo ponto de vista de Auggie.

O resultado é um filme delicado, mas que se torna infantil demais. É um caminho seguro para não se aprofundar em algumas discussões pertinentes. O bullying, por exemplo, é abordado no ambiente escolar, inclusive mostrando que a criança que faz esses atos também costuma ter problemas emocionais. Mas tudo é extremamente leve, de uma forma que funciona no livro, mas precisava de mais peso ao ser mostrada nos cinemas. Com temas tão interessantes e atuais, o longa poderia ir mais fundo na questão do preconceito, provocando os que assistem ao longa a um questionamento interno. Ao escolher o caminho simples, o filme se torna agradável de assistir, mas perde a oportunidade de ser mais do que isso.

Elogiado por seu papel em O Quarto de Jack, Jacob Tremblay usa maquiagem e próteses para fazer o menino e coloca muito bem os sentimentos de Auggie na tela. Apesar da pouca idade, ele sabe quando é tratado com preconceito, mesmo quando isso não é feito de forma direta. As interações entre Tremblay e Julia Roberts, que faz a mãe do garoto, são as mais emocionantes de toda a produção. O carismático pai de Auggie, interpretado por Owen Wilson, acaba ofuscado nessa relação. Para os curiosos sobre a participação de Sônia Braga, a brasileira não aparece tanto, mas domina a tela quando surge como a avó materna do protagonista.

Além da narração de Auggie, a adaptação de Extraordinário também é fiel aos outros pontos de vistas apresentados no livro. Embora a escolha seja interessante para apresentar melhor como a condição do garoto afeta as pessoas ao redor - como seu melhor amigo e sua irmã -, também é uma decisão que deixa o filme um pouco lento em seu segundo ato. Muitas vezes uma história é totalmente interrompida para contar outra, que também demora para se desenvolver. Faltou ao roteiro, escrito pelo também diretor Stephen Chbosky, por Steve Conrad e por Jack Thorne, ser um pouco mais dinâmico para a linguagem dos cinemas.

Extraordinário cresce quando trata do ponto principal de sua história: amadurecimento. Tanto de pessoas, quanto da sociedade. Auggie cresce após seu convívio inicial difícil com as crianças da escola. Elas também aprendem a lidar com as diferenças de forma melhor, percebendo que ele é um garoto como qualquer outro. Até sua família, tão acostumada a protegê-lo o tempo todo, entende que o garoto precisa seguir sozinho em alguns momentos, para seu próprio bem. São aprendizados difíceis, que não acontecem do dia para a noite, mas fazem toda a diferença.

Leia mais sobre Extraordinário

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

As vezes prefiro nem ver a nota, só ler a crítica.

Eu não sou de chorar nesses filmes modinha que todo mundo chora, com mil e uma apelações e muitos dramas. Mas nesse eu me emocionei em todos os momentos como nunca antes. Cada cena é um deleite e um aprendizado. É um filme emocionante, mas não é um filme triste. Isso foi o que eu mais gostei. Não sei quanto aos outros, mas pra mim esse filme foi totalmente PERFEITO.

Bullying é um assunto sério, porém por mais que nos informemos nunca saberemos da real relação entre ela e a irmã. Pelo que parece a irmã dela guardava muita mágoa e a responsabilizava por oportunidades perdidas, assim como a culpava pela sua depressão. Nunca fui muito fã da Julia Roberts, assisti ótimos filmes dela, mas os últimos que a vi eu não gostei. A atuação dela no filme O Extraordinário é boa, como fã do livro para mim isso já basta.

Por isso que no filme ela interpreta outra pessoa...eh isso que faz uma atriz...

E voce eh o abobado que nao consegue admitir que o filme eh emocionante

Vocês são péssimos para dar nota

O bullying existe mesmo no filme e é pesado. Mas o filme vai muito além disso e trata também da amizade, do amor familiar, das dificuldades nas relações humanas, da superação dos obstáculos e também de se enxergar o lado positivo da vida. Talvez se a autora da crítica estivesse menos preocupada em escrever um texto lacrador e tivesse mais sensibilidade, erudição e bom senso, ela conseguisse transmitir as impressões reais e sublimes desse filme aos seus leitores.

mimimimimimimimimimimimimimimimimi Só li mimimimimimi Mais uma chorona No cry, no cry, please

Você criticou a crítica, mas não disse nada. Ficou feio isso.

"Mimimi" é argumento de idiota que não tem o que dizer.

Desculpe CAMILA SOUSA , mas que critica mas sem vergonha minha querida. Não estou nem falando da nota ... mas do que vc escreveu . Tem certeza que vc viu este filme antes de começar a digitar ? Omelete... Por favor contrate um revisor . Fica feio isso. Mas estou falando ao vento mesmo ... não vai haver mudanças. Foda !!!

Péssima crítica.

Olha o outro "chorando" nos comentários aqui tb kkkk mimimimi

Gente, que crítica horrível foi essa? Pelo amor...

Falou tudo.

O que não é normal é censurar a emoção do outro, amigo. Depressão nada tem a ver com "chorar a toa". E chorar em reação a um filme emocionante ou outra forma de arte qualquer também não é a toa.

Eu tenho percebido isso mesmo. O resultado é a perda de credibilidade.

Pergunta pro titio Google.

Procura se informar sobre o que aconteceu com a irmã que sofreu bullying,como ela está hoje,aí vc reflete se fazer um filme sobre a assunto serve como remissão.

Nunca vi um adulto dizer que "em suas épocas de escola não existia o “bullying”". Isso sempre existiu e talvez fosse até pior - e era conhecido como "agressão". O que se diz é que qualquer contrariedade que o "xóven" sinta hoje é tratada como uma grande tragédia traumatizantem tornado-o assim essa criatura insuportavelmente mimada que se tornou conhecida como "millenial". Incapaz de agir e criar, e sempre pronto a reclamar e "denunciar".

quem nunca praticou bullying? errada seria se ela continuasse e não tentasse se redimir com um filme assim

O que ela fez? Sério mesmo, eu não sei da história.

Não sei se por ler várias críticas da Camila Sousa em sequência hoje, mas o padrão de texto dela é esse mesmo? Ela sempre tenta "lacrar"? Jogar para torcida a espera de confetes tal qual um professor que, ao dar pitaco sobre platitudes numa sala de aula, aparenta achar que os alunos são papeis em branco? Complicado...

Olha temos um desinformado por aqui kkkk

olha,temos uma "Cheroke homes" aqui

Corrigindo, no livro existem vários pontos de vista, como o do augguie ,summer,via,justin, miranda e etc

Cara, talvez você esteja com depressão. Ficar chorando a toa assim não é normal.

Assisti sem expectativa e sem ler o livro, não tive como conter o choro, o filme é sensacional, dá aquela sensação de "feelgood" (tipo Intocável francês)...enfim, vale a pena ver em tela grande...

Julia Roberts nem de graça.

Vou ver o filme ainda se sobrar o dinheiro do décimo. Tô entre esse e Dona Flor.

Curioso é Julia Roberts num filme sobre bullying,quando ela mesmo praticou esse crime cruel contra a própria irmã na vida real.Isso sim é extraordinário.

O Livro é melhor . Pensei que ia chorar , mas me divertir do que emocionei . Trás uma grande reflexão sobre preconceito contra deficientes , sua aceitação na escola e sociedade . Um belo filme com mensagens inspiradoras

Segundo trabalho como diretor de Stephen Chbosky (As vantagens de Ser Invisível), e podemos dizer que é seu primeiro sucesso comercial, já fez mais de 100 milhões, com orçamento de 20... Ví o trailer e gostei.

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus