I, Tonya
Filmes - Drama, Biografia, Esporte
I, Tonya (2017)
(I, Tonya)
  • País: EUA
  • Classificação: Não definido
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível

I, Tonya | Crítica

Cinebiografia estrelada por Margot Robbie é um estudo sobre péssimas decisões de vida

Tonya Harding nunca foi a queridinha da América. De origem humilde e família problemática, ela era o oposto da perfeição da patinação artística. Sua capacidade técnica para o esporte era uma contradição, um segredo que, a contragosto, os EUA revelava para o mundo. Nada mais natural então que a sua carreira tenha terminado com um escândalo: prestes a disputar a sua segunda olimpíada, Harding participou do ataque que quebrou o joelho da sua colega e concorrente Nancy Kerrigan.

Em I, Tonya, o diretor Craig Gillespie e o roteirista Steven Rogers narram a versão de Harding para os fatos, mas buscam todas as verdades que explicam o caso. Para tanto, aplicam os ensinamentos de Martin Scorsese sobre personagens problemáticos. A história da patinadora é vista com empatia, mas nunca condescendência. No controle da narrativa, os envolvidos entram em contradição, manipulam imagens e fazem da cinebiografia um estudo sobre péssimas decisões de vida.

Pela reprodução de depoimentos gravados de Tonya (Margot Robbie), seu marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a mãe LaVona Golden (Allison Janney), o “segurança” Shawn Eckhardt (Paul Walter Hauser), entre outros, o filme garante não apenas um retrato genuíno dos outros envolvidos e da época, mas também da obsessão midiática que fez da crise de Harding um espetáculo - e logo depois a abandonou para cobrir o caso de OJ Simpson. Ao mesmo tempo, as tiradas irônicas, o elenco carismático e a trilha sonora animada pelo melhor dos anos 90, dão à história complicada de Tonya alto valor de entretenimento. A fórmula só falha quando deixa na cara que quer ser engraçadinha.

Robbie mostra a sua a sua habitual competência fazendo de Tonya a definição do errar é humano. Porém, o grande destaque do elenco é Janney, que com seu olhar fixo e visual excêntrico mostra como é possível amar um filho e ainda assim ser a pior mãe do mundo. A atuação de Hauser é outra a roubar a cena, principalmente quando os créditos finais revelam os vídeos das entrevistas originais de Shawn Eckhardt.

A história de Tonya Harding não cabe em uma cinebiografia convencional e Gillespie encontrou a forma perfeita para narrar o imperfeito. Como a própria Tonya diz, cada um tem a sua verdade, essa é a dela.

 

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Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Por favor, mandem a Natália pro TIFF mais vezes!

Torcendo muito para a Margot Robbie. :D

Estava esperando que a crítica falasse tbm sobre a atuação do Sebastian,já q o próprio elenco do filme elogiou mto a atuação dele,dizendo q ele era perfeito pro papel desde q fez a audição pro filme.Mas pelo visto ele foi esquecido nessa crítica.Sebastian é um grande ator q não teve tantas oportunidades de mostrar seu talento em papéis de grande destaca,com excesso do Soldado Invernal,q trouxe ele pra fama definitiva.Quando ele finalmente ganha um grande papel,sua atuação sequer é comentada na crítica,lamentável.

Por isso msm. É mais fácil entrar na categoria de coadjuvante, do que na categoria principal. A principal feminina sempre é bem concorrida.

Será? Acho que a maior chance é com I, Tonya mesmo. Aquele filme do Pooh acho que só sai ano que vem e ela é coadjuvante, nem parece ser um papel de muito destaque.

Mas pelo que li, é mais fácil ela ser indicada pelo outro filme (do Ursinho Pooh).

Faz um bom tempo já, eu assisti ao doc feito pela ESPN, pela série 30 to 30, sobre o caso. Achei a história muito interessante e intrigante. A conversão pela dramaturgia no caso de OJ Simpson teve uma série pior que o doc. Vamos ver se por se tratar do filme, a dramaturgia supere o doc.

Também fiquei! Gosto dela! S2

Estou curiosa com relação a esse filme. Margot Robbie tentando a primeira indicação ao Oscar, quem sabe ela consegue...

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