Jogo Perigoso
Filmes - Suspense, Terror
Jogo Perigoso (2017)
(Gerald's Game)
  • País: EUA
  • Classificação: Não definido
  • Estreia: 29 de Setembro de 2017
  • Duração: indisponível

Jogo Perigoso - Crítica

Nova adaptação de Stephen King é miscelânea sobre abuso sexual, machismo, fetiche e terror psicológico

Stephen King está mais alta que nunca e a Netflix aumentou a lista de adaptações do autor para o audiovisual com o longa Jogo Perigoso. O livro original, publicado em 1992, mostra o talento do autor em fazer o mais puro e eficiente terror psicológico com poucos recursos: a trama gira em torno de uma mulher que vai a uma casa afastada com o marido para realizar as fantasias sexuais dele e acaba presa em um pesadelo. Após divergências sobre colocar determinados fetiches em prática, o marido sofre um ataque cardíaco e sua jovem esposa termina sozinha e algemada na cabeceira da cama, sem possibilidade de se mover, pedir ajuda ou mesmo se alimentar - sua única companhia é um cão faminto que vai lentamente devorando o corpo do homem morto.

O longa é protagonizado por Carla Gugino (Watchmen, Sucker Punch) ao lado dos atores Bruce Greenwood (Star Trek, Star Trek: Além da Escuridão) e Henry Thomas, o eterno Elliot de E.T. O Extraterrestre. Gugino vive a esposa chamada Jessie, enquanto seu marido Gerald é papel de Greenwood - Thomas é o pai de Jessie, fundamental nos diversos flashbacks que se desenrolam ao longo da trama. Antes de ser um filme sobre sobrevivência, Jogo Perigoso é essencialmente um suspense psicológico. Enquanto definha presa à cama, Jessie tem como companhia apenas alucinações que fazem com que ela encare fatos do passado e que vão induzindo suas ações em busca - ou não - de salvar sua vida e sua sanidade mental.

Em relação ao processo de adaptação, contudo, o diretor Mike Flanagan fez escolhas infelizes do que levar para o longa e do que deixar de lado do conteúdo original. O filme seria muito mais interessante se mantivesse todos os holofotes no confronto da mulher presa no beiral da cama com seu passado, mas o diretor opta por trazer do livro também alguns elementos que soam como sobrenaturais à primeira vista. Durante suas alucinações, causadas pelo misto de medo e privação de água, Jessie recebe a visita de uma figura que apelida de Homem de Luar - que, sem maiores spoilers, depois embarca em uma trama paralela pontuada por necrofilia que não acrescenta absolutamente nada à história principal. Já outras alucinações do livro, como a de uma velha amiga do colégio e de sua ex-psiquiatra, não aparecem no filme.

O começo do longa é bem construído: todos os detalhes constroem uma atmosfera de tensão no espectador, que vai vendo a cena da tragédia de Jessie sendo desenhada. Porém, o mais interessante é ver que, desde o começo, tudo ao redor da protagonista esteve ligado à traumas do passado - sem que o espectador perceba, Jogo Perigoso vira uma história sobre as cicatrizes psicológicas de violências na infância ligados a pedofilia e abuso doméstico. É essa guinada, indo além da busca por resolver a situação complicada do presente, que segura a trama por quase duas horas, ainda que o filme encerre com a impressão de que durou mais do que deveria.

Por um tempo, os diálogos entre Jessie e a alucinação de Gerald são um trunfo ao desenrolar todas as nuances escondidas sobre o início e a manutenção do problemático relacionamento dos dois, mas, em dado momento, se tornam apenas enfadonhos. Mesmo com problemas, o filme ganha pontos por gerar a reflexão sobre como determinadas violências não terminam simplesmente quando são interrompidas e da profundidade e complexidade de seus efeitos a longo prazo. Há um debate interessante também sobre os extremos da relação de poder pouco saudável entre homens e mulheres e a forma como isso é ilustrado indo desde a infância de Jessie até os motivos pelos quais ela era o objeto de uma fantasia sexual que envolvia a simulação de um estupro.

O filme, no fim das contas, é uma miscelânea de assinaturas tanto de King quanto de Flanagan. Há a tensão de estar preso em uma cama como visto em Misery, há um cachorro assustador como em Cão Raivoso, há a questão do abuso sexual infantil já retratada em It - A Coisa - o livro de certa forma, jamais saiu da zona de conforto do autor. O filme segue a mesma linha ao estabelecer alguns paralelos com outros trabalhos de Flanagan. Assim como em O Espelho, há poucos personagens girando em torno de uma narrativa que explica o presente usando massivamente o passado. Outro paralelo, infelizmente, é que o diretor parece ter dificuldade em dar encerramentos dignos aos seus filmes. A meia hora final do longa é dividida em 15 minutos de pura tensão (e cenas realmente de virar o estômago do avesso) e 15 minutos de escolhas cafonas e decepcionantes. Jogo Perigoso não chega a ser uma completa bagunça, mas, se fosse um pouco mais conciso e organizado, poderia figurar o panteão de produções excelentes da Netflix.

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

HAHAHA verdade!

kkk, não é isso que eu quis dizer... é que a capinha passa uma ideia e o filme é outra coisa! tipica propaganda enganosa!

Vai pro xvideos cara, lá você vai achar o que procura...

Poutz. Apaga.

Bom comentario.

Será que bobeei mas a história ñ se passa no Maine? Rsrs Mais um suspense de Stephen King de prender a atenção do inicio ao fim. Ñ é o tipo de filme que vai agradar o publico que gosta de sustos, sangue e morte. E nem para publico que espera ver erotismo. Está mais pra drama, q suspense. Até Stephen King poderia nos decepcionar, mas não foi dessa vez. Excepcional. ☆☆☆☆☆

Eu só acho que ela poderia ter resolvido todo o problema falando: “E aí, Siri”...

pq n eh mesmo

Mas creio, João, que o foco de "Louca Obsessão" seja a admiração doentia de uma fã com o livro e seu autor. Fã que não sabe diferenciar a ficção da realidade (algo relativamente comum na vida real). No caso, não há esse teor "sexual" na obra, na "batalha dos sexos". Se o fã fosse homem e no lugar do escritor, uma escritora, o teor do filme seria o mesmo.

O filme é bom mas é muito expositivo

filme fraco... não tem nenhuma cena de sexo que é o que se espera ao ver a capa do blu-ray. .. muita conversa fiada... parado... sei lá, não curti, achei que seria mais interessante.

O filme deveria ter acabado quando ela bate o carro seria foda

gostei do filme!! Intrigante demais!

quiseram isentar a personagem de culpa para termo ainda mais empatia com a situação dela!!!

Se você assistiu o filme deve saber que o assunto é exatamente sobre isso, sem interpretação livre nem nada... o assunto é exatamente esse. E essa sua comparação pra desmerecer o teor feminista do filme foi de doer...

Comentário mais sem lógica desde a invenção da internet

Stephen King=miscelânea sobre abuso sexual, machismo / 50 tons de "trash"= obra de arte

engraçado q quando ele escreveu um livro onde uma mulher rapta um escritor e prende ele na casa dela não é "femismo"

"Ninguém transa de roupa." Se for saia ou vestido dá...

E bem adaptado tirando o final arco iris marvel...outra coisa foi que a causa da morte do marido nao e aquela mostrada, é jessie que o empurra e ai ele bate a cabeça no chao.

minha noiva quase teve um treco e ficou brigando comigo que eu fiz ela ver esse filme kkkkk Mas todo filme que coloca uma unica cena de violência no meio impacta mais, se essa cena tivesse num Albergue da vida nem daria tanto impacto.

Eu gostei do filme e vou procurar o livro para ler.

Eu sou difícil de me impressionar nesses tipos de cenas, mais essa parte confesso que quase vomito, na parte que aparece os ossos entao pqp kkkkkk

Tu já rasgou a roupa da mina na hora da chibata?

Uma bosta!

"ninguém faz isso". Você só pode falar por você rsrs Ademais, a fantasia em questão envolve um casal. Não vejo empecilhos ou inconsistências narrativas.

Eu fechei o olho kkkk bem feita mesmo!

Essa cena é difícil de não desviar o olhar. Muito forte, e muito bem feita msm.

Achei o filme bom, consegue nos deixar angustiados (foi a melhor palavra que acredito que se encaixe no filme), pelo fato de me fazer imaginar maneiras de sair de lá e ver como a protagonista falha em se livrar enquanto o tempo passa, a noite cai, a casa está aberta, entre outros fatores. Os protagonistas estão ótimos, belo trabalho dos atores. O final me incomodou no modo como foi construído, foi o contrário do "show, dont tell", ficou muito um narrador contando e imagens passando na tela.

bom filme, mas como disseram ai, esperava algo mais na linha de sobrevivência, mas pelo jeito está bem parecido com o livro. E eu vi A Morte do Demonio de boa e nem me impressionei, S POILER mas a cena da mão me deu um asco, nem tanto a parte mais gore ao final dela, mas aquele parte que ele finca o vidro na prateleira e corta o pulso, muito bem feita essa cena.

ninguém faz isso, isso é coisa de filme porn0, rasga a roupa de um mulher e tu vai ve se continua o ato, vai leva é uma bicuda.

Concordo. A crítica do Rafael é boa, mas a maioria das críticas lá fora, em sites especializados como o Rotten, têm sido mais positivas sobre o filme.

O filme é muito bom, a trama do lado sobrenatural que faz o filme ter um algo a mais. Não conhecia a obra e curti muito.

Mas essa é a essência do livro.

Oxê, e não podia rasgar a roupa?

Eu achei que teve uma importância na trama. Uma maneira da personagem enfrentar seu passado traumático.

Não tem como fugir disso. A história de sobrevivência é apenas pano de fundo.

Talvez inserir outra alucinações com que a personagem pudesse interagir tornasse confusa para o público não muito afeito a este tipo de narrativa psicológica.

Depois que vira um drama cafona fica terrível podia ter feito um bom suspense sexual no começo e depois um suspense com terror de sobrevivência,detestei a direção tomada.

Sim! Inicialmente dá a impressão que é a morte vindo buscá-la... (me lembrava aquele episódio do pica-pau..hehehe), mas como não dava para distinguir se era alucinação ou não... ficava tudo muito suspense.

Eu li o livro, lembro de ficar até com dor de cabeça da tensão psicológica da trama, foi um livro "pesado" de ler. O filme vou assistir esse finds!

Se bem que o material original é isso mesmo. O livro é uma exploração psicológica principalmente, de dramas do passado, o gatilho sendo a situação dela algemada na cama.

Pela primeira vez vou dizer isso de uma obra do king, o que estragou o filme foi justamente o elemento sobrenatural totalmente desconexo com a trama. o primeiro e segundo ato do filme são bons e tem diálogos bem interessantes. o terceiro ato é sofrível, busca explicar apressadamente o misterio do filme. Poderiam ter se concentrado muito mais na tensão da situação e nas alucinações, o climax passa muito rápido sendo, desculpem o trocadilho, broxante.

Gostei do filme, bem interessante e tem um bom suspense psicológico.

Não gostei... unica parte legal para mim foi a que ela quase arranca a mão.

Se seria um estupro ele com certeza rasgaria a roupa dela, o iphone (pelo menos o meu) deixo desativado a Siri pra poupar bateria e por ser um pouco inútil pra mim, realmente tem o selo de Netflix, mas não acho que o filme sofreu de furos, exageradamente falando, foi um filme bom. (minha opinião). :D

Bom filme, mas com selo Netlfix, ou seja, nada demais. Tem seus furos, o cara ia come a mulher como se não tirou a roupa dela antes de algema? A roupa ia saí que jeito? Ninguém transa de roupa. E aquele iPhone com a Siri quebrada? Mas valeu pela cena da mão, o k9 e o Tropeço.

Pena não ter a Gugino nua. De resto curti o filme

achei o filme bem descente viu? Boa crítica!

Boa Critica, otimo livro. Mas referente a "depois embarca em uma trama paralela pontuada por necrofilia que não acrescenta absolutamente nada à história principal." Esta parte existe no livro e é bem curiosa... pro mais estranho que fique na trama.

Assisti e achei muito bom, vale a pena ver

E como o panteão de produções excelentes da Netflix é muito limitado... acho que 3 ovos já é motivo de comemoração kkkkkkkkkk. Tava meio que ignorando esse filme, mas vou conferir depois de ler a crítica.

Eita, tem sete km de crítica. Rafael tava inspirado.

"sem que o espectador perceba, Jogo Perigoso vira uma história sobre as cicatrizes psicológicas de violências na infância ligados a pedofilia e abuso doméstico. É essa guinada, indo além da busca por resolver a situação complicada do presente, que segura a trama por quase duas horas, ainda que o filme encerre com a impressão de que durou mais do que deveria." - É exatamente essa parte que não gostei, queria ver um filme sobre sobrevivência, nos moldes de Águas Rasas ou Pânico na Neve, não sou contra os flashbacks, 127 Horas também os tem, mas o filme num certo momento vira um dramalhão e esquece o problema da protagonista em grande parte do tempo, voltando apenas no final, com uma cena bem inverossímil e com um lance de um suposto homem enigmático que só enfraquece a trama. Sinceramente, não gostei do filme.

Vi hoje e concordo com os aspetos gerais desta crítica. Podiam mostrar outras personagens nas alucinações e dar mais destaque ao Moonlight Man (a primeira vez em que ele surge é mesmo assustadora), talvez assim o filme se tornasse mais interessante.

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