Mary Shelley
Filmes - Drama, Biografia, Romance
Mary Shelley (2017)
(Mary Shelley)
  • País: EUA
  • Classificação: Não definido
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível

Mary Shelley | Crítica

Elle Fanning capta a doçura e a raiva da escritora responsável por Frankenstein

Quando tentou, aos 18 anos, publicar Frankenstein, Mary Godwin ouviu as mais variadas recusas de editores. Se não duvidavam da sua autoria, consideravam o tema inapropriado para uma jovem do século XIX. Quando finalmente aceitaram publicar o livro foi sob a condição de que a autora permanece anônima e que o poeta Percy Shelley, seu companheiro, escrevesse uma introdução - o que levou muitos a acreditarem que ele era o autor. Apenas na segunda edição o seu nome, já como Mary Shelley, foi revelado para o mundo.

Nada mais justo então que essa jornada por reconhecimento seja contada por duas mulheres. A diretora Haifaa Al Mansour e a roteirista Emma Jensen assinam essa cinebiografia de Mary Shelley para, além de contar a história de um dos mais importantes nomes da literatura fantástica, provar a importância da representatividade atrás das câmeras. A forma como o filme entende as alegrias e angústias de Mary é consequência direta dessa autoria feminina.

É um mundo de horrores e delicadezas, com Elle Fanning captando a doçura e o raiva da escritora, e um um mundo de desajustados joviais, com Douglas Booth e Tom Sturridge dando a Shelley e Lord Byron o charme imprudente que autoriza a tudo. Suas vidas são romantizadas, as situações simplificadas, mas a verdade é mantida para revelar as dores que levaram Mary a criar um dos maiores monstros da história.

A montagem com desvios não lineares reforça o tom sensorial do filme. Há muito que não precisa ser dito para ser entendido, o que torna menos maçante o objetivo de revelar as inspirações por trás de uma obra famosa. As peças do monstro de Mary Shelley surgem aos poucos e são sensivelmente reunidas para criar uma história coesa e agradável.

Essa é uma cinebiografia necessária, que mostra outro olhar sobre o mundo, seja pela sua protagonista, seja pela forma como sua história é narrada. Com a criatura do Dr. Frankenstein, Mary Shelley levou uma necessária mensagem sobre dor e abandono para um mundo que preferia mascarar a realidade. Sua história precisa ser conhecida e o filme de Mansour e Jensen é uma bela introdução.

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Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Frankenstein... por quê o cinema adaptou o monstro de forma tão diferente do livro de Shelley?!!

Interessante

Compraria da Natália...

Cinebiografia da Mary Shelley ou da Natália Bridi?

Quero muito ver esse filme.....quem viu As irmãs Brontê ? achei no torrent e é ótimo tb..

Agora fiquei interessado...

NATÁLIA BRIDI, quando essa cinebiografia chega ao Brasil?

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