Moulin Rouge - Amor em Vermelho
Filmes - Romance, Musical
Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001)
(Moulin Rouge)
  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: None
  • Duração: 135 min.

Moulin Rouge - Amor em Vermelho | Crítica

Amor (en)cantado(r)

Satine (Nicole Kidman) é a mais cobiçada cortesã do club parisiense Moulin Rouge. Lá, ela conhece o escritor Christian (Ewan McGregor). Juntos, eles vivem uma história de amor impossível que acaba quando ela morre. Calma! Não se desespere. Não estamos estragando o final do filme. Na verdade, essa é a primeira coisa que você ficará sabendo quando for ao cinema ver Moulin Rouge - Amor em Vermelho.

Como o próprio diretor Baz Luhrmann falou quando esteve no Rio de Janeiro, um musical não tem de contar uma história complexa. O que se quer ver aqui são as músicas, da mesma forma que quem vai assistir a um filme de ação quer ver, claro, ação! E é exatamente isso que o diretor de "Romeu + Julieta" e "Vem Dançar Comigo" consegue: uma trama fácil em que o importante não é o fim, mas sim a forma como a história é contada.

Para os que acham que os musicais são chatos, pode haver até uma gostosa decepção. Num clima alegre conseguido através de muitas cores, movimentos cartunescos e diálogos cantados, fica bem mais fácil conseguir agüentar as duas horas de cantoria.

E, como tem de ser, são justamente as músicas o diferencial desta obra. Os meninos, que geralmente se enchem na hora da cantoria, poderão se divertir muito desta vez. Vários diálogos acontecem com os atores "soltando o gogó" e, o mais legal, são músicas que nós conhecemos!!! Na sua primeira aparição, Satine surge deslumbrante, entoando "Diamonds are a girl´s best friend" (eternizado por Marilyn Monroe em "Os Homens Preferem as Loiras") e, quando menos se espera, surpreende com trechos de "Material Girl", da popstar Madonna. Foi dada a largada. Prepare seu ouvido para achar Nirvana, U2, The Beatles, Kiss, David Bowie e mais um monte de hits de todas as épocas e estilos musicais.

A câmera passa boa parte do tempo em closes extremos, tornando ainda mais fácil a adoração à lindíssima Nicole Kidman. As seqüências coreografadas em que ela canta e dança não devem em nada a um show da "Material Girl". Madonna foi fonte de inspiração confessa de Baz Luhrmann. Além dela, somente Bowie tem duas músicas suas entoadas. "Madonna é A estrela pop, a mulher com quem muitos gostariam de dormir", diz Luhrmann comparando-a com Satine.

Falar da simplicidade da história, que o filme é um videoclipe sem fim e abusivamente colorido é uma meia verdade. Moulin Rouge tem todas estas características, mas será que elas são tão nocivas assim? Ou elas estão ali de propósito? Cantar o amor deixou de ser apenas melancólico e passou a ser também uma diversão. Esta transformação, por si só, já paga a entrada do cinema.

 

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

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