O Abutre
Filmes - Suspense
O Abutre (2014)
(Nightcrawler)
  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: 25 de Dezembro de 2014
  • Duração: 117 min min.

O Abutre | Crítica

Estreia na direção de Dan Gilroy tem Jake Gyllenhaal em um de seus melhores trabalhos

Os limites morais e éticos da mídia e até onde pode-se chegar por uma história são temas frequentemente vistos no cinema. Mas nunca pelo ângulo que Nightcrawler introduz.

Na brilhante estreia na direção de Dan Gilroy, conhecido roteirista de Legado Bourne e Gigantes de Aço, Jake Gillenhaal vive Lou Bloom, um sujeito que vive de pequenos crimes, como roubar cercas e fios para vender. Mas suas ambições e determinação, adquiridos através de um vida de estudos online, o colocam em uma carreira como cameraman em busca de desastres noturnos para vender às redes de TV na madrugada.

O personagem é fascinante e Gyllenhaal o encarna com velocidade no raciocínio e discurso, fascínio nos olhos vidrados e foco em seus movimentos. O resultado é como se ele tivesse aprendido a lidar com outros seres humanos através de seminários na internet. Até seu sorriso parece brotar ao final de uma sentença como um emoticon, uma caricata pontuação tranquilizante para o outro lado da conversa. Deve ser provavelmente a maior preparação e trabalho de criação que o ator já teve - e isso é sentido o tempo todo. Gyllenhaal está surpreendente.

Dos roubos de cercas, Lou torna-se um ladrão de privacidade. Escuta as frequências da polícia em busca de cenas de crimes e acidentes para filmar as vítimas, operando com extrema competência nas madrugadas de Los Angeles. As ruas da cidade e seu vazio são filmadas de forma lúgubre e fria por Gilroy ao lado de um dos melhores diretores de fotografia em atividade, Robert Elswit (Sangue Negro). Seu olhar apurado ganha uma nova especialização depois de trabalhar em filmes como Salt e Legado Bourne. Ele usa tais ferramentas aqui em um inesperado crescente de ação, culminando em uma excelente cena de perseguição de carros.

Empregando uma comicidade um tanto sinistra, o diretor mantém o ritmo de Nightcrawler sempre tensionado, revelando os acidentes e desgraças apenas através do olhar do cinegrafista. Ao final, a crítica da mídia que Nightcrawler faz de maneira tão profissionalmente voyeuristica é um olhar incisivo sobre quem efetivamente consome seu produto. Mais do que isso, é também um ensaio sobre extremismo, solidão e a obsessão sobre o que significa vencer.

Leia mais críticas do TIFF 2014

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Exatamente, é uma crítica também ao papinho que mistura gestão com autoajuda.

Muito bom filme ! Te faz pensar no quanto um ser humano consegue ser sangue frio em prol de seus próprios interesses. Esse ator merecia ao menos uma indicação ao Oscar, pelo tanto que ele atuou. Personagem te faz sentir raiva e admiração ao mesmo tempo, porque tem que ser muito sagaz pra conseguir dobrar e atingir seus objetivos com tanta astucia ! Filme muito bom mesmo

Esse filme é foda!

Eu enxerguei o filme não só como uma crítica sobre a mídia sensacionalista, mas também sobre o mundo empresarial, onde as empresas tem gestores psicopatas que chegaram onde chegaram usando os mesmos métodos de Lou e que tratam os funcionários exatamente como Lou trata os seus.

O ABUTRE Falar sobre a imprensa não é um tema que seria algo original. Já há excelentes filmes que falam sobre o circo que ela tem o costume de armar. Em O Abutre o diretor Dan Gilroy conseguiu realizar uma obra que tem um tema que não é original, mas consegue atualizá-lo. Fala da necessidade que há do ser humano em cada vez mais assistir a uma violência urbana de uma sociedade ávida por sangue e sofrimento. Em um mundo como esse com certeza não faltariam quem poderia alimentá-los e a imprensa sensacionalista está aí para saciá-la. Lou Bloom (Jake Gyllenhall) é uma “criatura” da noite. Sem emprego e sem grandes expectativas vive de furtos e da revenda das mercadorias que consegue fruto de sua atividade ilegal. Após fazer mais um negócio, ao voltar para casa, se depara com policiais que tentam salvar uma vítima de acidente automobilístico. Enquanto isso surgem pessoas com uma filmadora para filmar aquela cena desagradável. Ao interpelá-los descobre que aquelas imagens serão vendidas a um canal sensacionalista para estar no noticiário. Lou logo vê uma oportunidade de conseguir dinheiro e passa a investir em um projeto em que filmará os acontecimentos na rua e também venderá a televisão. O filme é dirigido e roteirizado por Dan Gilroy e tem o ator Jake Gyllenhall (em uma ótima atuação) como o protagonista. Seu personagem tem um daqueles sorrisos fáceis e falsos que para mim tornou-o inesquecível. Ele tem uma atenção com seu olhar que realmente mostra o quanto ele quer aquilo. Somado a sua interpretação, o roteiro ajuda bastante o personagem, pois ao mesmo tempo que ele tem algo de sujo, tem algo que consegue nos envolver. Não é uma aceitação plena, mas sob o olhar de um prisma. Talvez seja a vontade de vencer que parece, apesar de ter um discurso batido, ser verdade. Talvez o sorriso. Apesar de seus métodos serem nada convencionais, realmente vemos que ele além de querer um emprego, quer ser um profissional reconhecido na área que atuará. Agindo como um diretor Lou Bloom monta seus filmes e por que não suas cenas assim como um diretor. Assim isso acaba funcionando com algo metalinguístico, pois enxergo uma conversa com alguns filmes que tratam tanto da necessidade pela violência quanto do poder da imprensa. Um filme que me fez lembrar foi Violencia Gratuita de Michael Haneke por dialogar com a violência que o ser humano tanto deseja olhar. Apesar de não ter o sadismo de Haneke ele parece falar da necessidade do homem de assistir algo violento. Talvez o personagem de Gyllenhall tenha entendido a essência de um ser humano que parece ter a necessidade de testemunhar violência. Parece que isso, assim como o título fala de um nightcrawler (criatura que rasteja ou uma minhoca) ocorra uma simbiose velada entre esse ser e a sociedade. Esse ser que ao mesmo tempo se alimenta e faz a sociedade se alimentar de realitys shows e UFCs da vida. Aos se fundir esses dois temos essa violência explícita que invade nossas casas. Durante a projeção de O Abutre também fiquei pensando em um paralelo com dois outros filmes. O excelente A Montanha dos 7 Abutres e o correto O Quarto Poder. Assim como estes abordam o circo que a imprensa monta entorno de alguma matéria sensacionalista, se utilizando muitas vezes da desgraça alheia para se vender. Agora, se ela tem esse poder, é porque do outro lado há quem compre o ingresso para assistir. Um ser humano que quase para o trânsito por causa de um acidente na pista contrária somente para ver o quanto foi feio aquele acidente é facilmente envolvido pela atmosfera que a imprensa cria com as cenas de violência mostradas em telejornais. Não só isso, mas há vídeos espalhados pela internet que nos deparamos com cenas bárbaras, mas que se vermos a quantidade de acessos, ficamos estarrecidos. Então fazendo o tal paralelo, O Abutre consegue ser um filme que ao mesmo tempo consegue ser algo evolutivo/atualizado em relação ao tema da imprensa x telespectadores. Ele traz para a época atual um tema já abordado no cinema, mas com um teor mais moderno e que condiz com a realidade. Deste modo este filme parece compor uma sociedade atual e uma imprensa idem. Aliás não só esses dois, mas até mesmo o cinema que muitas vezes mostra uma violência literalmente gratuita. Então ao terminar esse filme temos a sensação de que o diretor/roteirista Dan Gilroy consegue falar de um tema atual e toca nesse assunto de forma inteligente e sensata. http://embriagadospelocinema.blogspot.com.br/2015/05/critica-o-abutre.html

Filmaço. Jake Gyllenhaal soberbo!

O filme é excelente, e um crédito deve ser dado ao diretor pelo fato de a maioria das cenas do filmes terem sido filmadas a noite, o que dificulta muita por causa da iluminação e etc..e é muito legal ver essa crescente do Jake, ele está melhor em cada filme que faz!

Esse filme é 5 ovos sem dúvidas.

A atuação do Jake Gillenhaal - que aliás ficou a cara do Fábio Arruda após o emagrecimento para o filme - é o melhor do filme. Mas também merecem destaque o ritmo das cenas e sobretudo a sutileza.

Excelente crítica ,eu não tirei os olhos da tv,cada cena do Jake Gillenhaal é imperdível

Muito bom esse filme, bela crítica.

Apesar da excelente atuação, achei a história fraca. Esperei um final surpreendente mas no fim não aconteceu nada que eu já não sabia.

Filmaço, merecia indicação à melhor filme ao envés de A Teoria de Tudo que é um filme super mal desenvolvido.

Bem acima da média , este Jake .g é excelente ator , tem feito excelentes filmes acredito estar entre os melhores da atualidade e mais importante sabe escolher filmes!!!! 5 ovos com certeza.

Meu deus, que filme é esse? Obra prima de primeira qualidade. Melhor atuação que eu já vi do Jake Gyllenhaal.

Muito boa a crítica, porém não entendo como Jake Gyllenhaal ainda te surpreende, sendo que ele tem tantas boas atuações em sua carreira: de Donnie Darko a Brokeback Mountain, até em O Homem Duplicado ele tem boa performance...

Assisti ontem. Excelente mesmo!

Prezados, Sugiro o seguinte texto sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2014/12/23/o-abutre-2014/ Abraço

Absurdo a exclusão do Jake Gyllenhaal e do Ben Affleck no Oscar de melhor ator,e o Dan Gilroy também fez o roteiro de um filme que eu gosto muito com o Al Pacino Tudo por Dinheiro.

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