Os 8 Odiados
Filmes - Ação, Aventura
Os 8 Odiados (2015)
(The Hateful Eight)
  • País: Estados Unidos
  • Classificação: 18 anos
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível

Os 8 Odiados | Crítica

Tarantino volta ao pequeno filme de câmara mas a tentação da grandiloquência só aumenta

Quentin Tarantino gosta de dizer que vai parar de dirigir depois de dez filmes, o que força ainda mais uma tendência do público e da crítica de enxergar seus longas dentro do contexto de sua obra. Nesse sentido autorista, Os 8 Odiados (The Hateful Eight, 2015) é interessante porque marca tanto um passo para trás como outro adiante.

Para trás porque, embora comece com um sinistro e estrondoso tema de Ennio Morricone sugerindo um faroeste de travessia com um clímax apoteótico, Os 8 Odiados está mais próximo do filme de câmara que marcou a estreia de Tarantino como diretor, Cães de Aluguel. Este seu novo western funciona como um longo "impasse mexicano" entremeado por vaivéns no tempo, como o longa de 1992. De qualquer forma, o clímax apoteótico continua lá - talvez Tarantino nunca abra mão dele.

A trama se passa alguns anos depois do fim da Guerra da Secessão; as feridas dos Confederados, mais abertas do que nunca. Embora o oficial John Ruth (Kurt Russell) seja o personagem que faz a trama andar, ao levar a fugitiva de justiça Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) para ser enforcada em Red Rock, é o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) o verdadeiro protagonista. O militar negro ainda goza da vitória diante dos escravagistas na guerra, e mostra sempre, para quem quiser ver, a carta que ele recebeu de Abraham Lincoln, supostamente um confidente seu de correspondências.

Quando esses personagens se reúnem a outros tantos numa noite, num armazém, para se refugiar de uma tempestade de neve a caminho de Red Rock, é o Major Marquis - na voz ao mesmo tempo sarcástica e grave de Jackson, o melhor intérprete dos monólogos rebuscados de Tarantino - que se torna o centro da ação, ao redor de quem orbitam figuras-símbolos da formação da identidade do país, do velho colono sulista ao imigrante mexicano. É como se a carta do presidente outorgasse ao major o protagonismo na refundação.

Se todo faroeste americano trata da construção dessa identidade, de levar a ordem aonde não havia civilização (e Django Livre, também com suas cartas assinadas, e com seu zigue-zague hipnótico entre o legalismo e o vigilantismo, não era exceção), Os 8 Odiados problematiza a função da violência como motor dessa construção.

Porque o "impasse mexicano" é como a parábola bíblica do pecado original: basta que um dos envolvidos, com sua arma apontada aleatoriamente, dê o primeiro disparo, dê aquela mordida gostosa na maçã, para que a possibilidade primeira de um acordo fique definitivamente impossibilitada. Desse ato surge um outro acordo, porém, porque adquirir uma consciência do pecado pode ser, para o homem, tanto uma emancipação quanto uma nova responsabilidade.

Esse é o passo adiante que Tarantino dá em Os 8 Odiados, numa caminhada que notadamente vem sendo trilhada à medida em que seus filmes de vingança ficam mais complexos. Se a violência começa comicamente cartunesca (no olho roxo de Daisy que parece desenhado a mão) e passa pela catarse gore (produzida pelo supervisor de efeitos de Walking Dead, Greg Nicotero, velho colaborador de Tarantino), porque afinal de contas o cineasta problematiza a violência sem deixar de usá-la primeiramente como válvula de escape, a impressão que fica, ao fim, é a da melancolia.

É uma melancolia parecida com aquela de Kill Bill, um épico de destruição que termina, depois de quatro horas, com um casal que só consegue lamentar o caminho que trilhou. O choro de desabafo da Noiva ao fim de Kill Bill já deveria servir de evidência, há uma década, para quem ainda acha que Tarantino recorre à violência em seus filmes de forma inconsequente. A diferença em Os 8 Odiados é que, à medida em que se aproxima da sua prometida aposentadoria, Tarantino começa a sentir a tentação do relato testamental, de legar o Grande Filme sobre sua visão de mundo e sobre seu país. O perigo da grandiloquência é o único que de fato ameaça seu oitavo longa.

No fim, talvez esse filme-resumo nunca venha, pela própria natureza cinefílica do diretor, cultor de gêneros acima de tudo. De qualquer forma, Os 8 Odiados não é esse Grande Filme, mas, dentro daquele que talvez seja o banho de sangue mais desregrado na obra do diretor, ao som de Morricone, há tanto um tom de lamento quanto um de consumação.

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Bastardos Inglórios é de longe o melhor da série de filmes do mestre Tarantino seguido de Django. Bastardos Inglórios e Django são bem resolvidos, vão direto ao assunto e sem rodeios cumprem sua "missão". Os 8 Odiados também não fica pra trás. Apesar de "rodear" um pouco em alguns instantes, eu gostei demais. É muito bom quando um filme te faz desejar assistir o próximo ato. Os 8 Odiados estimula o espectador no máximo, pra saber o que se sucederá e você se satisfaz com o filme num todo. Mais uma obra prima do diretor.

Eu achei o filme MUITO bom ! Lógico, a primeira metade dele pode ser um pouco arrastada para alguns, mas para mim foi ótima de todo o jeito. A metade final então é sensacional, quando a coisa engrena você simplesmente não desgruda o olhar do filme. O banho de sangue característico de Tarantino só funciona pra quem gosta. O humor ácido é muito bem utilizado, os diálogos são insanos, e Samuel L. Jackson está sensacional no papel ! As quase 3 horas acabam passando rápido. Eu sinceramente acho que gostei mais desse filme do que de Django, mas pode ser que seja a euforia mesmo, mas não deixa de ser um ótimo filme.

Mais um filme com o selo Tarantino de qualidade, eu daria 5 ovos.

Assisti no Netflix, simplesmente genial e divertido. Muito superior à Django Livre e Bastardos Inglórios, para mim os dois piores filmes do Tarantino, sendo Bastardos o pior - e ainda é um bom filme, diga-se de passagem. É Tarantino voltando a ser Tarantino na sua melhor forma, com roteiro sagaz e que te prende ser revelar o que virá pela frente, uma narrativa densa e cativante com atuações impecáveis, e a volta de queridinhos do diretor como Tim Roth e Madsen é sempre bem-vinda (e não aberrações como Brad Pitt, péssimo ator com sorte de cair em filmes bons). Um filme que te coloca como expectador, sem tomar partido de nenhum lado, pois todos os personagens são odiavéis o suficiente para se não se torcer por ninguém. Mandando às favas o politicamente correto, e com a violência explícita de sempre (e muito bem vinda), impossível não rir e se divertir das situações e reações inesperadas dos personagens, principalmente dos abusos do personagem de Kurt Russel com sua prisioneira, em atuação grandiosa da Jason Leigh. O monólogo do personagem do Samuel L. Jackson e as cenas onde o general visualiza o abuso de seu filho nas mãos do seu algoz são a cereja do bolo, ao mesmo tempo cômico e desconcertante, coisas que só Tarantino consegue proporcionar com maestria. Nota 10 com louvor e o melhor filme que assisti esse ano.

Maravilhosos também, o que de maneira alguma apequena Tarantino.

HERESIA

Pra quem espera ver algo parecido de Django ou Bastardos pode não gostar, mas para mim é muito bom, pega algumas das principais características do Tarantino, me lembrou muito de Cães de Aluguel onde o filme se desenrola principalmente em um cenário, foca muito em diálogos e como conta a história de forma não linear, e com aquelas cenas de tiroteio sangrento que nunca sabemos exatamente como irá terminar. Vejo Os Oito Odiados como um Cães de Aluguel evoluído, principalmente na produção. A forma como Tarantino faz um filme com poucos cenários, poucos atores e coadjuvantes, brinca com a linearidade do tempo para contar a história, isso pra mim é sensacional, e os personagens e seus diálogos são sempre interessantes. Sei que não agrada a todos, pode ser cansativo pelo tamanho do filme, ou para quem gosta de ação, tem que realmente gostar desse estilo para curtir. Django ou Bastardos eram mais abrangentes ao publico.

Pra quem diz que Tarantino é o melhor diretor roteirista, não deve conhecer steven spielberg e Louis Leterrier .

Podemos começar com steven spielberg e Louis Leterrier . Engraçado, comigo foi o oposto, o filme tava era me repelindo de tão ruim, e fui obrigado a passar partes pra frente senão eu iria dormir de tédio.

Concordo com você, diretor se criatividade alguma nesse filme, Django foi bem melhor.

Engraçado, comigo foi o posto, o filme tava era me repelindo de tão ruim, e fui obrigado a passar partes pra frente senão eu iria dormir de tédio.

Mas que filmezinho meia boca, pelos comentários achei que era um filme tão bom quanto Django livre, mas que nada. Na primeira meia hora, ficam só de falatório dentro de uma carroça, filme sem ação, sem nexo, história fraca, não entendo como Kurt e Samuel se sujeitaram a isso.Várias vezes tive que passar o filme pra frente porque estava quase dormindo. Só mesmo o fã clube do Quentin Tarantino pra dizer que esse filme é bom. Lamentável.

ESSE FILME DIVIDE MUITO AS OPINOES, MAS ACHO QUE CONCORDO COM O QUE ESCREVERAM NESSA CRITICA AQUI: http://mixsea.com.br/2016/01/a-maravilha-do-timido-os-oito-odiados-de-tarantino-critica/

Triste as pessoas saindo do cinema. Parece que esperam blockbusters americanos em todo filme que veem...por favor! E parece que nunca viram Tarantino mesmo. Parece que o bom do filme é só ação....coitado dos filmes europeus e iranianos, então!

Pois é...e esse tem quase 3 horas!

O filme se arrasta um pouco no início, mas o roteiro é ótimo, pois Tarantino é um diretor e roteirista que consegue como poucos fazer um filme onde o espectador nunca sabe o que realmente vai acontecer, o filme é sempre imprevisível, tem uma bela fotografia, os atores estão ótimos, assim como a trilha sonora bem executada, filmão, apenas os exageros no banho de sangue, já conhecida mania do diretor, podem causar nojo a uma platéia que não acompanha a trajetória do mesmo, pois para o seu público, eu incluso, achei o filme maravilhoso.

E lá foi você dar Ibope pro Tarantino. Esse diretor sem talento algum.

Verdade, quem não está acostumado com este tipo de filme ou não conhece o trabalho do diretor e não prestar atenção direito não irá gostar, voltei várias vezes para captar melhor, achei melhor que Django Livre, um Cães de Aluguel no Westerns, a diferença para mim é: Django livre é um western linear e este aqui não!

Irretocável os diálogos dos personagem dentro da proposta do filme! Alguém manda o Zack Snyder ter umas aulas de desenvolvimento de roteiro e roteiro com o mestre!

É muito.... mas muito melhor!

Mulher falar de cinema = falar de futebol! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Filme sensacional, construção de diálogos é com Tarantino, mestre!!!!!

Alguém por favor me aponte um diretor que consiga prender sua atençao por mais de 90 minutos num filme: 1) baseado em duas locações extremamente simples e; 2) com um punhado de personagens detestáveis; Sou todo ouvidos. Me desculpem os que não concordam, mas atualmente temos pouquíssimos diretores que consigam amarrar filmes inteiros somente em diálogos e construção de personagens. Tarantino é para poucos (e verdadeiros) fãs de cinema.

Comentários vazios como o seu,não muda o fato do filme ser um dos melhores do ano passado,me desculpe se o filme tem camadas demais e você não passou nem da primeira.

coitadinha.... :) kkkk

ame ou odeie.......filme fantástico,um dos melhores do tarantino

Muita gente acha que entende de filme porque gosta do tarantino. O cara não tem talento algum só sabe fazer cópia de filmes, e cópias ruins, esse por exemplo é uma bosta, história tosca, amarrado, e torturante, final idiota como sempre.

De longe melhor Tarantino desde Pulp Fiction. Obra-prima,cinema na sua mais pura arte,teatral,cômica e exagerada,detalhando tudo,não pela cena em si,mas sim pelas falas dos personagens.

É o filme mais chato do Tarantino! Muito dialogo, pouca ação na primeira hora do filme. Acho que ele quis exagerar nas conversas para pegar novamente o Oscar de melhor roteiro! Esse filme seria o Django 2. Mas Tarantino acho que o Django não se enquadrava dentro dos Oito Odiados por se bom. Ainda bem! Seria uma péssima sequência. Nunca mais assisto!

Kkkkkkk filosofia do ódio

Estupro do cara? Acredito ser uma projeção na cabeça do velho coronel insinuada por Marquis de um racista sendo estuprado por um negro. Se fosse você o coronel faria o mesmo....kkkkkkkkk

Essa galera vai ver o crime e castigo zumbi

kkkkkkkk quantas cabeças explodem nesse filme? Gore? kkkkkkkkk cada "termo" inglesado....

Moda Velha

o final é exatamente o mesmo do filme de terror O ENIGMA DO OUTRO MUNDO, que o Tarantino declarou ser a base de Os 8 Odiados

(que bosta)

Pulp Fiction é o mais chato do Tarantino.

Concordo que é injusto falar que o Tarantino usa a violência de maneira inconsequente. Pelo contrário, ele a trata de maneira espetaculosa, beirando o ridiculo justamente para enfraquecê-la. Olhem esse texto sobre o assunto: https://popsocialista.wordpress.com/2016/02/02/review-os-oito-odiados-e-unico-vilao-de-tarantino/

Pra mim, só não é pior do que À prova de morte. O problema nem são os diálogos, e sim quando a violência começa. O enredo vai por água abaixo e o filme se resume a cabeças explodindo, vira um filme gore. Esperava bem mais dele.

Achei esse review muito bom, se alguém tiver interesse: https://www.youtube.com/watch?v=G1IBUGheprs

Convenhamos, esse filme, diferente de Django ou Pulp Fiction, não é algo que agrada qualquer um. Filmaço, que é preciso escutar cada diálogo detalhes por detalhes para poder se impressionar com tamanha grandeza de Quentin.

Filme fantástico, sem mais. Um dos melhores do Tarantino. Os diálogos são muito bem escritos, de tal forma que a tensão e suspense vão crescendo tanto até tudo ''explodir'' numa grande carnificina. Destaque também para o humor-negro, a trilha sonora e o suspense muito bem entrelaçados. O maior exemplo disso é na cena em que o Major descreve como matou e violentou o filho do velho. Conforme ele começa a contar a história o público na minha sessão foi abaixo em muitas risadas, mas logo a música tema começa a tocar e a tensão vai subindo até que todos ficaram em silêncio, e mais uma vez tudo ''explode'', desta vez com a morte do velho. Muito bom. Também achei muito interessante o capítulo do flashback, que mostra a verdadeira identidade dos bandidos. Se por um lado toda a violência do filme soa como engraçada, como humor-negro, nesse capítulo é exatamente o oposto, com os bandidos matando sem piedade todos os donos da hospedaria. As mulheres e o negro pedindo piedade foi um detalhe sensacional, pois ressalta a verdadeira natureza fria e violenta dos personagens e explicando, como o título em inglês do filme diz, todo o ódio dos mesmos.

Tarantino sendo Tarantino, gostei do filme. não é o melhor mais assistindo pela segunda vez ficou melhor. para falar a verdade esse filme me empolgou em algumas partes mais que kill bill 2 inteiro. a narrativa com o estilo que quem conhece dele já conhece o filme é bem resolvido nos diálogos.se não prestar atenção,dormir ou não entender certas referencias com a guerra civil americana fica confuso e desinteressa qualquer um

Quentin Tarantino = Modinha

Na minha sessão também saíram várias pessoas.

Diria que é o pior

Nunca será. 'Os 8...' é um dos piores filmes do Taranta.

Os 8 Odiados > Django

Vc saiu no meio de Pulp Fiction também?

pra mim: 1 - Pulp Fiction 2 - Bastardos 3 - Kill Bill 4 - Kill Bill 2 5 - Cães de aluguel 6 - 8 odiados 7 - Django 8 - Jackie Brown

Saíram da sala? Hahahahaha como eu acompanho sobre os filmes e geralmente sei o que esperar do que vou assistir, acabo me esquecendo que tem gente que vai ver filme sem ter a menor ideia do que esperar, não que isso seja necessariamente ruim, mas daí a desistir de ver e sair... não devem ter visto nem o trailer rs

os primeiros 80 minutos, que são apenas diálogos, só servem para quem é muito fã do Tarantino. teve gente na minha sala que saiu pois não aguentaram o quanto o filme estava parado e chato. ainda bem que eu não saí, pois o filme melhora bastante. alguém já leu O Caso dos 10 Negrinhos da Agatha Christie? esse clássico livro de suspense não saiu da minha cabeça enquanto assistia o filme, parece muito! mas em versão Western e muito gore.

O filme é bom, porém a violência gratuita na final do filme é nojenta, principalmente a cena do estrupo que é na minha opinião totalmente constrangedora. Gosto dos filmes do Tarantino(principalmente Jackie Brown e Pulp Fiction) mas confesso que sai do cinema enojado.

kkkkkkkkkkkkkkkk exato!

Sai daqui Woody Allen!

Esse filme não é pra crianças acostumadas com Transformers e Crepúsculo...

To doido pra assistir o filme, mas aqui no RJ são poucos os cinemas exibindo o filme e os que estão colocam em um horário tosco como 23:50.

SPOILER esse filme é um dos mais violentos dele, basta reparar na jennifer jason leigh banhada de sangue no final da projeção para constatar isso, o que não é uma coisa ruim, pelo contrário, se tratando de tarantino quanto mais sangue melhor.

quais os defeitos da revolucionaria e inovadora obra prima ícone dos anos 90 pulp fiction?

são filmes bem parecidos, a premissas são bem semelhantes, um monte de mal caráter dentro de um único ambiente, onde alguém pode ser uma ameaça aos outros.

Nolan está no nível do fincher, mas ainda precisa provar muita coisa para chegar no nível do tarantino.

no omeletv dos oito odiados e na entrevista com o tarantino ele se mostrou um grande fã do diretor, o fato dele ter dado 4 ovos para o filme já é muito vindo do Hessel, ele dá notas baixas para filmes excelentes, e às vezes notas altas para filmes bem fracos.

Nolan é um bom diretor. Fincher e Tarantino são gênios.

Nolan no mesmo patamar de Fincher e Tarantino? Haha

Existem outras questões importantes que aqui não falam, mas nesta crítica aqui eles falam: http://mixsea.com.br/2016/01/a-maravilha-do-timido-os-oito-odiados-de-tarantino-critica/

Assisti ontem no cinema, e que filme foda! Roteiro amarradinho, atuações excelentes (a Jennifer Jason Leigh está demais, merece Oscar) e o toque Tarantinesco de sempre. O Tarantino é um contador de história, esse roteiro na mão de um diretor qualquer sairia um filme de 90 minutos que vc no dia seguinte nem lembraria de ter assistido. Mas o Tarantino capricha tanto nos diálogos, nas referências, na trilha sonora e na violência estilizada que o filme se torna inesquecível. Ele conta e história com calma, provocando a platéia, chega a beirar o sadismo, hehe... Alguns não acharam esse um dos melhores filmes dele, mas eu discordo, achei superior ao Bastardos Inglórios e Jango Livre. Esse ano promete muito, já começamos com um Tarantino de primeira! Que venha O Regresso e BvS pra fechar o primeiro trimestre com chave de ouro!

Achei o final do Django muito fraco, sei lá, para mim Bastardos Inglórios e Os 8 Odiados foram BEM melhores!

Essas 3 horas passaram voando!

Uma? Duas! "Porque você atirou?" "Ah, ele estava demorando muito!" kkkkkkkkkkkkk

Na seção que fui saiu um casal depois que começou a sanguinolência kkkkkkkkk

Começou a imaginar, não?

REALMENTE MERECE UM ÓTIMO .... CRITICA PERFEITA

Aqui vc vai entender: http://maxiverso.com.br/blog/2016/01/13/critica-os-8-odiados-the-hateful-eight/

Ultimamente as críticas do Omelete parecem que 'falta algo'... sei lá, é muita filosofia e pouca explanação prática em cima do roteiro, do desempenho dos autores... recomendo essa crítica aqui, muito mais direta e prazeirosa de se ler: http://maxiverso.com.br/blog/2016/01/13/critica-os-8-odiados-the-hateful-eight/

O Tiago Belotti, um dos meus criticos de cinema favorito, explica um pouco porque do filme gravado em 70mm em um ambiente fechado. Dá uma olhada que é muito legal, cara. https://www.youtube.com/watch?v=jLrD7GQMPig

Eu já havia lido outras críticas antes desta, que por ser do Hessel, não me dei ao trabalho de ler; assumo o pior dele.

Defeito de 'Bastardos Inglórios': Como o Utivich "The Little Man" foi capturado?

O filme é foda.

Prezados, sugiro o seguinte texto sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2016/01/07/os-oito-odiados-2015/ Abraço

Tarantino voltando as origens! ótimo filme.

Ufa, ainda bem... Como eu não levo oferendas ao altar de São Quentin Tarantino, os devotos tendem a me apedrejar virtualmente. Já cansei de ler coisas como "cale a boca, tarantino é um gênio".

Discordo totalmente, acho que quem assiste um filme de Tarantino, tem que esperar Tarantino, e não outra coisa. Mas beleza, vivemos em uma democracia, não é mesmo?

Parece-me que Hessel nunca foi muito com a cara de Tarantino.

Pessoal se vcs assistiram caes de aluguel e nao gostaram, assistam SIM os 8 odiados, porque eu nao gostei de caes de aluguel, mas adorei os 8 odiados. Que comentario nada a ver o seu, filmes totalmente diferentes, nem da pra comparar.

Pra mim ele esta no mesmo patamar de Nolan e Fincher, diretores que primam pela história bem contada, elenco de 1ª e imagens marcantes.

Tarantino é um sujeito que pouco dirigiu (08 filmes!! ) e conseguiu o que muitos não conseguiram dirigindo dezenas de filmes: RESPEITO E ADMIRAÇÃO.

3 fanboy

Não, mas me arrependo de ter comprado esse Blu-ray. Está longe de ter a genialidade que as tarantinetes tanto falam. É mais do mesmo. O cara se repete a cada filme. Pra piorar ele se repete com os mesmo atores, de forma que as atuações ficam presas aos personagens anteriores. Não acho tarantino ruim. O cara produziu alguns filmes fantáticos, mas produziu filmes comuns e filmes ruins também.

O problema é que o Hessel, fala coisa com coisa, não entendi nada do que ele quis dizer. Mas o filme é muito bom, o problema é que o Tarantino faz um filme parado (com sua assinatura) e não um filme de aventura como Django, mas óbvio que ele não faz um simples show, tem sempre uma visão de tudo que está acontecendo, cada personagem faz parte de uma crítica a sociedade. É só não ir esperando uma aventura e sim um cães de aluguel (assistam no netflix antes, se não gostarem do cães de alugue não vão gostar dos oito odiados).

Exato, parece um filme bem autoral, no sentido de o estúdio não cortar em nada as decisões do Tarantino, acho que é o único que tem culhões para fazer um filme assim, não deve arrecadar muito!

Sim! O povo vai esperando Transformers 6 - Agora no Velho Oeste! E depois saem frustados do cinema reclamando de tudo.

Concordo completamente. Quem não lê o filme desta maneira, não sabe o que significa Tarantino.

Bastardos Inglórios é ruim para você?

Concordo! Achei algumas cenas desnecessárias, e o final também não me agradou tanto, porém, achei o filme phoda demais, melhor até que Django Livre. Tarantino está cada vez melhor. Recomendo! Nota 9 pra mim.

HAUHAUHAUHAUHAUA não, isso sempre acontece comigo. Eu não possuo inteligencia o suficiente para entender uma crítica do Hessel. Tanto que eu nem tento mais.

Na real, dentro do contexto de cada personagem, eu gostei de todos os atores. Realmente, Samuel e Jennifer destroem, mas Kurt também apavora, e Tim Roth também está muito bem. No modo geral, todos estão excelentes.

Exatamente! Isso ficou explicito no filme.

Não, não, À prova de morte é um filme de Tarantino sim. Estrear em Grindhouse, não faz com que ele deixe de ser um filme, mesmo o porque, nesta sessão, os filmes foram divididos com intervalo. E outra coisa, em outros países, isso nem aconteceu, Aqui no Brasil, À prova de morte estreou anos depois do que Planeta Terror. Logo, Kill Bill é um filme só sim. Tanto que o subtitulo e VOL 1 e VOL 2. Não é uma sequência.

Errado, Death Proof não entra pois é um Short Movie, e estreiou junto com Planeta Terror do Rodriguez, em uma só sessão chamada Grindhouse. Então, não considera-se uma experiência 100% "Tarantinesca", mas quase claro.

Boa crítica. O filme peca em poucos pontos, porque acredito que se Tarantino de acordo com o modus operandi dos seus filmes, prefere a máxima "não mostre, conte", tem todo um capítulo desse longa que é um item narrativo desnecessário. Principalmente porque Tarantino sempre nos brinda com o benefício da dúvida, o fato do filme ser compreendido apenas pelas perspectivas dos personagens e não por sequências objetivas, que se proponham a explicar o que realmente aconteceu (embora mais uma vez o diretor use pontualmente aqui e acolá algumas narrações em off, desnecessárias no entanto pelos motivos acima). Me parece que uma máxima dos trabalhos do Tarantino é discutir, estimar o quanto vale a violência quanto o agressor; a grande catarse compensa no final? Num dos momentos um personagem diz que justiça deve ser feita sem paixão, porque do contrário, correria o risco de não ser precisa. Eu achava que era dessa forma que a maioria dos personagens tarantianos enxerguavam a redenção, mas nesse filme fica muito claro uma coisa: não são os personagens que interpretam a justiça dessa forma, e sim, a América. Pelo fato de ser um país com seus alicerces no sangue, talvez uma das formas mais fáceis e certeiras de identificação com o próximo, seja através da violência; da violência contra um inimigo maior. E por isso na minha opinião, somente no final do filme temos um personagem amassando uma das cartas de Lincoln, que, foram explicadas como uma "defesa contra os brancos": somente sob a ameaça de perigos maiores, os americanos se unem independente das raças e outras diferenças. E quando a violência é inerente a construção do país, como o hessel diz, a única coisa que o filme pode fazer é lamentar pelo que já foi consumado.

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus