Os Excêntricos Tenenbaums
Filmes - Drama, Comédia
Os Excêntricos Tenenbaums (2001)
(The Royal Tenenbaums)
  • País: EUA
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: None
  • Duração: 109 min.

Os Excêntricos Tenenbaums | Crítica

A história não é muito original, mas a diferença está na realização

Royal Tenenbaum é um advogado de sucesso, que compra uma casa com jeito de castelo - incluindo bandeirolas nas torres - para alojar a família. Como num desenho animado, cada uma das crianças tem seu quarto num andar diferente, e todos são gênios. Chas, um rei das finanças que investe em imóveis aos onze anos; Ritchie, um fenômeno do tênis; e Margot, uma dramaturga que escreve a primeira peça aos nove anos.

Royal é um canalha, a mulher, Ethel, coloca-o porta afora e, mais tarde, o filho o processa e cassa seu registro de advogado. Ele vai à falência, mas como é um malandro de deixar brasileiro com orgulho - apesar de gringo - continua morando num hotel com todo conforto até ser enxotado de lá também. Se apenas com esse pequeno resumo, você já se sente em meio a um hospício, amarre os cintos porque a coisa ainda não terminou.

A princípio, a história não é nada original. Arrependido de suas sacanagens passadas, como dizer a todos e, a cada instante, que Margot é adotada, Royal (Gene Hackman) tenta se reconciliar com a família. A diferença está na realização.

Os filhos, adultos, parecem congelados em seu momento de glória, apesar de já não serem os gênios maravilhosos de antes. Margot (Gwyneth Paltrow) continua usando os mesmos vestidos e o mesmo rosto inexpressivo. Ritchie (Luke Wilson), apesar de ter afundado sua carreira, continua com seu uniforme de tenista. Chas (Ben Stiller) trocou o terno por agasalhos, mas isso não é um elogio. Para sua volta ao lar, Royal inventa que está morrendo, e Ethel (Anjelica Houston) acredita não uma, mas duas vezes na mesma cena. Tudo isso apimentado pelo amigo de infância chapado Ely Cash (Owen Wilson), que sempre quis ser um Tenenbaum, Danny Glover, como o contador de Ethel, e seu pretendente, e Bill Murray como o analista e marido (traído) de Margot.

A sensação de uma realidade um tanto doida continua com os capítulos de um livro que aparecem introduzindo as cenas numa Nova York sem táxis amarelos e superpovoada de camundongos dálmatas. Com tudo isso, dizer que o filme tem um final feliz parece estranho, ainda mais que uma das personagens morre, mas não é isso que interessa. O grande barato dos Tenenbaums é a viagem de conhecê-los.

Nota do crítico (Excelente) críticas de Filmes
 

Eu gosto de cada detalhe nesse filme, da pra ir pausando as cenas e analiasa-las como obras de arte muito bem elaboradas. Além disso é divertido e chego a compartilhar o sonho do Ely em ser um Tenenbaum. A trilha sonora, as cores, os taxis, a forma como a Margot usa os pés, a performance incrível do Gene Hackman, tudo está em harmonia com o tom singular dos filmes de Wes Anderson, meu preferido dele e um dos meus preferidos de todos os tempos

Eu gostei deste filme.

Esse foi sem dúvida alguma o pior filme que eu já assiti em minha vida!!!!Foi de tanta sutileza que a gente tem que traduzir e editar seja lá o que for da mensagem para tentar entender a essência do nada e coisa nenhuma. Que desperdício de um elenco talentoso!

Particularmente gostei muito deste filme. Gostei como os autorres mostraram de forma terrivelmente simples a decadência de uma família e de seus filhos prodígios. Não que não tenha faltado amor a eles, mas mostrar que gênios também fracassam de forma simples e fria foi o mais interessante deste filme. No filme em geral as pessoas não se tocam, não sorriem e não percebem um ao outro, somente percebem aquele que é "visível" aos olhos. Sorrateiramente, o mau caráter da história também é o herói da história. Entender que existe uma diferença entre filho da puta e canália, é uma sacada que imprime outra visão de Royal Tenembaum. Gosto de todos os personagens, mas Royal me encantou por demosntrar redenção com malandragem. Gostei muito do filme, gostei da fotografia, iluminação, figurino que sutilmente demosntra decadência e brilho ao mesmo tempo. Créditos memoráveis a trilha sonora. mas já digo, NÃO É UM FILME PARA QUALQUER UM. SE QUER RIR, E VER PIADAS SUPERFICIAIS, NÃO ASSISTA ESTE FILME.TRATA-SE DE UMA COMÉDIA IRÔNICA A RESPEITO DO QUE É DE FATO DECADÊNCIA FAMILIAR.

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