Percy Jackson e o Mar de Monstros
Filmes - Ação, Aventura
Percy Jackson e o Mar de Monstros (2012)
(Percy Jackson: Sea of Monsters)
  • País: EUA
  • Classificação: 10 anos
  • Estreia: 16 de Agosto de 2013
  • Duração: 106 min.

Percy Jackson e o Mar de Monstros | Crítica

Franquia do filho de Poseidon melhora, mas não justifica a sua existência

Fracasso entre críticos e fãs da série literária de Rick Riordan, Percy Jackson e o Ladrão de Raios ganhou uma sequência graças ao seu poder de bilheteria em águas internacionais (dos mais de US$ 226 milhões arrecadados, US$ 137, 7 saíram de bolsos fora dos EUA). Uma segunda chance que chega aos cinemas ávida por exorcizar a mistura desandada de mitologia grega e cultura teen assinada por Chris Columbus em 2010.

A salvação da franquia, porém, escapa às mãos do novo diretor, Thor Freudenthal, e Percy Jackson e O Mar de Monstros não passa do “menos pior” no critério de qualidade.  A adaptação apenas continua a desdobrar a sua falha mitologia, redistribuindo a Grécia Antiga pelo mapa dos EUA e povoando-a com personagens fantásticos extremamente ordinários.

Saindo da ordem pai e filho do primeiro filme, o segundo capítulo foca nos laços entre irmãos (de sangue ou não) e coloca seu personagem-título para justificar a própria divindade no temível Mar de Monstros, também conhecido como Triângulo das Bermudas. Desta vez, o trio de amigos sobrenaturais capitaneado por Logan Lerman precisa salvar o seu precioso acampamento de verão – aqui, o único lugar seguro na Terra para deuses, semideuses e afins é o segundo principal arquétipo da infância norte-americana depois do bullying escolar.

Mesmo que funcione nos livros, falta densidade para que essa americanização/pasteurização da mitologia grega se justifique no cinema. Assim como o seu antecessor, Percy Jackson e O Mar de Monstros apenas cola personagens, maldições e missões em um amontoado que é bruscamente arremessado em direção ao espectador. Os poucos suspiros de alívio são fornecidos por Stanley Tucci (que desempenhou papel semelhante em Jack – O Caçador de Gigantes), uma boa sequência de animação e alguns marinheiros zumbis. A redução (não eliminação) do didatismo e da pieguice nos diálogos também ajuda a elevar a nota do segundo filme.

À época de seu lançamento, O Ladrão de Raios carregava a aura de “o próximo Harry Potter”. Comparado à franquia de J.K. Rowling, contudo, Percy Jackson está mais próximo das séries de TV da Disney e da Nickelodeon do que do cinema, com uma direção de arte que sobrepõe gregos e romanos para criar um mundo extraordinário incapaz do óbvio: encantar. Os monstros do título só ganham importância quando vistos em 3D, quando o filme justifica o seu enredo aparentemente despretensioso ao se transformar em um passeio desenfreado de montanha-russa – bons sustinhos que valem uma meia-entrada em um dia de chuva.

Talvez exista outra crítica possível de Percy Jackson e O Mar de Monstros. Um olhar mais ingênuo e menos crítico-chato sobre o filme.  Quando se chega à vida adulta, entretanto, é preciso mais consistência para se abandonar a realidade. Na sua segunda tentativa, o filho de Poseidon continua mundano demais para alçar o público acima dos 10 anos ao Olimpo.

 

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

O mar de monstros tenta se aproximar do livro, ao contrário da esculhambação que foi o ladrão de raios, mas ainda deixa muito a desejar. O problema é que o primeiro filme foi tão ruim que não acredito que isso possa ser consertado ao longo dos próximos filmes. Na minha opinião deveriam parar por aqui, ou começar do zero, também daria uma ótima série.

Eu achei pior, pq mesmo sendo mais fiel ao livro, é mil vezes mais infantil que o primeiro. Pessoas que nunca leram os livros gostaram do primeiro mesmo que um pouco, já o segundo e quase inassistível

o filme é muito ruim,esse realmente é menos pior que o primeiro mas infelizmente a franquia foi enterrada a Warner deveria compra os direitos e rebootar tudo Percy e Eragon foram destruídos com suas adaptações na Fox a Warner tem gente competente pra fazer um trabalho zilhões de vezes melhor

Concordo com cada palavra Natália

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