Segurança Nacional (2010)
Filmes - Ação
Segurança Nacional (2010) (2010)
(Segurança Nacional)
  • País: Brasil
  • Classificação: 10 anos
  • Estreia: 7 de Maio de 2010
  • Duração: 120 min.

Crítica: Segurança Nacional

Thiago Lacerda é o Jack Bauer brasileiro em filme de ação repleto de erros

Sejamos sinceros e diretos: por que você acha que um filme que foi rodado em 2006 só chega aos cinemas agora, 4 anos depois? Falta de bons contatos não é, pois teve apoio do Ministério da Defesa, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e até da Presidência da República. Tem efeitos especiais, usou aviões, iates e locações até em prédios oficiais do Governo Federal, então, falta de dinheiro também não deve ser. Desistiu? Eu digo o porquê: PORQUE É MUITO RUIM!

O nome do projeto é Segurança Nacional (2010), o filme que tenta pegar carona (atrasado) no sucesso de Tropa de Elite produzindo um thriller de ação e coloca o Thiago Lacerda no papel do Jack Bauer brasileiro, com direito a presidente negro (Milton Gonçalves), armas de destruição em massa e terroristas. Ok, não é uma premissa inovadora, mas esse não é o maior dos problemas.

Para começar, falta ao roteiro uma lógica, uma linha de continuidade básica que prenda a atenção do espectador. O vilão, o traficante colombiano (Joaquin Cosio), só encontra paralelos no mundo do entretenimento com o Coiote dos desenhos do Pápa Léguas. Todos os seus planos são facilmente desmontados pelo ágil e inteligente Agente Marcos "Bip Bip" Rocha (Thiago Lacerda), o que o deixa mal entre os outros traficantes e só aumenta a sua raiva. É dele a ideia de enviar uma bomba atômica para destruir o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), que custou 3 bilhões de reais dos cofres públicos e está destruindo a sua principal rota de entrada de drogas no país.

Poderia passar o resto do texto descrevendo incoerências do roteiro, como o presidente chegando em uma escola primária, cumprimentando as crianças e depois fazendo um discurso sobre terrorismo e como é o dever de todos eles zelar pelo bem do pais. Hein? As crianças devem pegar nas armas, então? E esse é só um dos exemplos. Tentar entender a lógica de algumas outras sequências é um trabalho que deveria ser entregue apenas a quem consegue completar aqueles livrinhos de Sudoku nível avançado.

Enfim, Segurança Nacional é uma sucessão de erros. Os atores declamam suas falas como se estivessem numa telenovela mexicana e não convencem. A música, sempre equivocadíssima, sobe (e muito!) sempre na hora errada, em alguns momentos até atrapalhando o clima que pretendia construir. O roteiro tem crateras maiores do que a floresta amazônica que eles querem proteger. As cenas de ação são lentas e a montagem não ajuda, tornando-as sem emoção alguma. E literalmente por último, naqueles textos que aparecem no fim do filme para dar a última contextualizada, está escrito "Braileiro" (sic). Tudo bem, todo mundo erra, mas não precisava repetir tanto, né?

Nota do crítico (Ruim) críticas de Filmes
 

Passou ontem na globo. Até mesmo eu, um aficionado pela filmatografia nacional, tenho que confessar. Não tem como salvar esse aí. Eu ria do filme a toda hora. Minha impressão é que o roteirista/ diretor pensou que colocar uma sequencia de cenas clichês pudessem gerar, no final, algo de bom. Não! Foi esse, o seu pior equívoco. Plagiando um argumento holista que diz: "o todo não é a soma das partes", igualmente, um monte de boas cenas clichês não fazem um bom filme.

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