Silêncio
Filmes - Drama histórico
Silêncio (2016)
(Silence)
  • País: EUA, Japão, Itália, México
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 9 de Março de 2017
  • Duração: 2h39 min.

Silêncio | Crítica

Em filme reverente, há anos em produção, Martin Scorsese pega provação de fé para si

Da mesma forma que o protagonista de Silêncio (Silence, 2016) se devota a explicar tudo que lhe acontece com base em sua espiritualidade, o filme de Martin Scorsese também incorpora esse registro de um tom só, e a partir dele o cineasta - que já desenvolve a adaptação do livro de Shusaku Endo há anos - faz um sofrido drama que reitera situações e temas como um mantra.

O livro desencadeou uma ampla discussão no Japão, após sua publicação em 1966, por tratar da perseguição aos missionários católicos no país no século 16. Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações, e usa Silêncio, de forma reverente, para repassar o tormento dos portugueses torturados pelo regime local, que prezava pela hegemonia do budismo como a religião oficial do Japão. Andrew Garfield faz o padre principal, Rodrigues, numa jornada para entender o que aconteceu com seu mentor (Liam Neeson), que os locais dizem ter abandonado o cristianismo.

Ator que se entrega aos seus papéis mas frequentemente se escora em gestuais e expressões mais teatrais, Garfield alcança sob Scorsese uma atuação mais comedida e autêntica, e o filme todo depende dele para funcionar. A transformação física de Rodrigues é o fio condutor da trama, que transcorre como uma provação de fé sem nunca deixar de seguir a linguagem das narrativas do catolicismo, particularmente a devoção aos símbolos. Além de iluminar ambientes com um pudor especial, como se todos esses cenários de um Japão rural e às vezes francamente precário fossem potenciais cenários de culto, tocados por Deus, Scorsese se esmera nos planos-detalhes de objetos, cruzes, terços, mãos, toques.

O resultado é um filme que visivelmente pretende se filiar a uma tradição do cinema japonês, de Mizoguchi e Ozu, que Scorsese cresceu assistindo, particularmente na busca de Silêncio por filmar com respeito o sofrimento e a dignidade de seus personagens. Algo nesse esforço parece desperdiçado, porém: o foco na espiritualidade soa bitolado ao condicionar os contextos à jornada do protagonista e minimizar interpretações políticas, e o cuidado de Scorsese para não ofender ninguém pode desapontar quem espera do diretor uma narrativa mais enérgica, tortuosa.

Isso não quer dizer que Silêncio não tenha um impulso minimamente questionador. Depois de realizar alguns longas que colocam em dúvida a confiabilidade do ponto de vista de seu narrador, como Ilha do Medo e O Lobo de Wall Street, Scorsese faz o mesmo aqui, numa escala mais discreta mas não menos intensa, no clímax de Silêncio que resolve a busca de Rodrigues e encerra a trama. Nem isso, porém, deixa de ligar o filme às características do catolicismo, já que duvidar de si mesmo é nas narrativas da Igreja um dos temas mais recorrentes.

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

Achei um filme muito contido. Chega nem perto de A Última Tentação de Cristo ou até do recente o Lobo de Wall Street por exemplo...

"Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações". Opressão colonialista? Isso nunca existiu no Japão, eles nunca foram colonizados, nem quando o poderoso Império Mongol tentou invadir o arquipélago por duas vezes seguidas. Como se deve retratar uma "opressão colonialista" no contexto histórico de um país que nunca sofreu com ela? Só se o Scorsese se utilizasse de algum tipo de licença poética absurda e inventasse uma. Você pensa que os europeus chegaram no Japão e encontraram um bando de índios, tal como ocorreu nas Américas? No Japão já havia uma grande organização política, portanto seria, como realmente foi, impossível colonizar e oprimir -- pelo contrário, os oprimidos foram os colonizadores. Não dá pra acreditar que você realmente imaginou alguma opressão colonialista ocorrida no Japão, sério mesmo. É risível. Houve um tempo em que críticos de cinema possuíam senso histórico, pelo visto isso acabou.

Argumentos, por favor, para podermos ter uma conversa adulta.

Eu sou ateu, seu imbecil preconceituoso.

Essa critica parece vir de um garoto liberal sem o mínimo de conhecimento sobre os fatos e a narrativa do filme. "Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações" pfff por favor arrumem um critico que saiba o que está escrevendo.

Sim, é etnocêntrico (nem tanto assim), e tinha que ser, a fidelidade com a época tá ai, é o contexto cara, é a história passada da visão de um padre português no séc XVII, apenas saiba ler o contexto do filme.

Então o rei de portugal não era católico ? Atá............

Salvou quem concordava com ela. kkkkkkkk

Assisti e gostei também, poderia ser mais curto mesmo, mas ta de bom tamanho, fotografia muito bela assim como foi indicado ao Oscar, andrew garfield da um show também... É aquele filme que se vc entrar no personagem vc sente o que ele ta passando e começa a ficar com puro ódio dos japoneses... RECOMENDO

Gostei do filme, história muito interessante e interpretações muito boas. Poderia ser mais curto e melhor editado, pois o sono bateu em alguns momentos. Recomendo Insta: quickreviewall

não é argumento, sabiCHão! É uma constatação.

Kkkkkkk!!!

que baita argumento hein sabixão

Silêncio, de Martin Scorsese, vai além do entretenimento: http://bit.ly/2mH8InV

Hessel claramente não compreendeu nada sobre o filme. Novamente, passo aqui pra registrar que o cara é um crítico muito ruim. Como pode?

Tu és um mito.

Sim, ele está impregnado pelo preconceito anti cristão e anti ocidente, disseminado pelo pensamento acadêmico desde os anos 60. Para essas pessoas é impossível, perceber que bárbarie existiu em todos os povos que não os europeus, e em diferentes épocas, e que querendo ou não valores como: Direitos humanos e Democracia, apesar das derrapadas ao longo da história, foram valores ocidentais da Europa Cristã que se espalhou para o mundo.

Aposto que se fosse um filme criticando o cristianismo, os missionários europeus com o velho clichê com e surrada imagem do ocidente como o dominador do mundo, tu iria achar o máximo. Um ponto a mais para firmar sua opinião em um espantalho criado pelo mundo acadêmico e artístico. Saia do senso comum.

Mario, só um detalhe: os primeiros europeus à chegarem ao Japão foram os portugueses (que introduziram a pólvora ao Japão), seguidos pelos espanhóis. Dentre as cinco principais nações marítimas europeias daqueles tempos (Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e França), eles, holandeses, foram os penúltimos à chegarem ao Japão (Somente a França é mais recente). No caso, porém, eles foram os únicos europeus à terem permissão para comerciar com o Japão, durante o período Edo, na ilha artificial de Dejima.

Parei de ler em "sofrido drama".

"Testo"... Só fala besteira e quando quer falar algo sério, sai besteira de novo. É um imbecil.

OS CARAS DOMELETE ESCREVEM MTO MAL, MAS A GENTE ADORA OMELETE... ENTAUM TD BEM... LOL...

Ah salvou um punhado, que lhe foi útil. No processo endossou . um dos maiores genocídio da modernidade.

nada disso, os japoneses embora sejam torturadores no filme(e de fato fizeram isso na vida real), não são tratados de maneira vilanesca e unidimensional, inclusive eles apresentam argumentos coerente em diversos momentos, que não justificam as torturas, mas que são nos fazem pensar, o próprio governador não é esse monstro, sendo educado em diversos momentos e nunca virando um esteriótipo, tornando o personagem mais complexo. E se alguns camponeses sofredores encontram paz no cristianismo, é porque isso é real, quer você queira ou não pessoas encontram paz nas religiões, no filme muito camponeses também odiavam os padres e não eram cristãos, tanto que jogam coisas no protagonista quando ele passa na rua, mas o filme é contado do ponto de vista dos padres, que passam a maior parte de seu tempo com os fieis. O que parece ser o seu caso, me desculpe se eu estiver errado, é que existe um certo desprezo da sua parte pela fé cristã, fazendo com que você olhe com maus olhos para o filme, acho que devemos ver uma dimensão maior das coisas, você pode ver muito defeitos no cristianismo, mas dize que ele é 100% ruim e não traz nada de bom para as pessoas é forçar a barra.

geralmente os imbecis focam mais no critico do q na critica.

cada um no seu quadrado

google.com

para mim, um dos melhores do Scorsese, se não o melhor.

Outra crítica sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2017/03/10/silencio-2016/

É um filme etnocentrico. O governador parece um vilao de batman. Os pobres camponeses sofredores encontram a paz no cristianismo. Isso é um discurso da idade nédia

Alguém sabe um lugar onde posso encontrar uma crítica de verdade, sem esse monte de frescuras no texto só pra ficar bonito?

Os aztecas se uniram aos europeus, João. Neste quesito o livro referência atualmente a respeito da conquista espanhola é o "Sete Mitos da Conquista Espanhola", de Matthew Restall. Pode procurar e ler. Te asseguro que vai amar. Tive que resenhá-lo para uma matéria específica sobre América Espanhola na faculdade e se tornou um dos meus livros favoritos.

A igreja defendia a conversão dos índios e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano.

A Marcia precis entender que o Japão jamais sofreu colonialismo. Os primeiros europeus à chegarem por lá (os holandeses) mal conseguiam manter suas relações comerciais que não fossem baseadas nos interesses dos grandes shoguns, os quais tinham enorme anseio pela pólvora. Coisa que monopolizaram com eficiência assustadora.

Cara, você sabe a diferença da justiça privada para o sistema do código canônico? Ao menos pesquise isso antes de soltar um "Qual era a religião dos senhores locais mesmo ? Isso mesmo CATÓLICOS". Vc não passou nem de longe de um argumento.

Por que é o ponto de vista adotado ao longo do filme, logo, Scorseses não poderia fazer diferente. Se contasse a história da resistência japonesa ao processo de "evangelização" forçada pelos europeus, aí deveria adotar outro ponto de vista para construir a história. Ainda sim é muito bom filme, pois é sobre duvidar...

AI QUE POVO CHATO DO CARALHO quer fazer mimimi sobre a critica então faz direito, tenta na próxima que essa não deu

5 ovos para Cinquenta tons mais escuros e 3 Ovos para um filme do Scorsese. Sério?

Qual era a religião dos senhores locais mesmo ? Isso mesmo CATÓLICOS.

Primeiro vamos falar algo sobre a inquisição. Creio que saibas que saiba que o termo é usado para se referir a um processo jurídico e não à uma instituição. Correto? Dito isto, ressaltemos que o processo seguia as leis do Tribunal do Santo Ofício. Atualmente existe um consenso entre historiadores da inquisição que a Inquisição espanhola foi a mais branda e responsável por salvar inúmeras vidas da justiça particular dos senhores locais. Em todo o século 16, a Inquisição na Espanha só executou cerca de 50 pessoas, o que é contrário à “lenda negra” que os números das execuções de centenas de milhares de pessoas. De todas as inquisições juntas por toda a Europa, os estudiosos estimam que o número de pessoas executadas variou em algum lugar entre 3000 e 5000 pessoas. Isso resulta, no máximo, cerca de 14 pessoas por ano em todo o continente durante um período de 350 anos. (1) A Igreja medieval SALVOU inúmeras vidas e retirou a lei do poder arbitrário privado dos senhores. Não existisse a Igreja, muito provavelmente, viveríamos em um mundo onde, ainda, senhores escravizariam seus inimigos e infiéis seriam levados à forca. Nossa, até parece que estou me referindo ao Oriente Médio pós-ortodoxo. ;) Ah, sim, a inquisição na Espanha não caçava judeus. Quem caçava etnias eram os muçulmanos em Andaluzia. (1) La inquisicion espanola Breve Historia De España, ambos de Henry Kamen

Os Jeruítas e a Igreja católica era contra a escravidão dos índios. A igreja defendia a conversão dos mesmos e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano.

Marcia, você está completamente equivocada. A igreja defendia a conversão dos índios e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). Quanto à inquisição creio que saibas que saiba que o termo é usado para se referir a um processo jurídico e não à uma instituição. Correto? Dito isto, ressaltemos que o processo na América Latina latina seguia as leis do Tribunal do Santo Ofício Espanhol. Atualmente existe um consenso entre historiadores da inquisição que a Inquisição espanhola foi a mais branda e responsável por salvar inúmeras vidas da justiça particular dos senhores locais. Em todo o século 16, a Inquisição na Espanha só executou cerca de 50 pessoas, o que é contrário à “lenda negra” que os números das execuções de centenas de milhares de pessoas. De todas as inquisições juntas por toda a Europa, os estudiosos estimam que o número de pessoas executadas variou em algum lugar entre 3000 e 5000 pessoas. Isso resulta, no máximo, cerca de 14 pessoas por ano em todo o continente durante um período de 350 anos. (3) A Igreja medieval SALVOU inúmeras vidas e retirou a lei do poder arbitrário privado dos senhores. Não existisse a Igreja, muito provavelmente, viveríamos em um mundo onde, ainda, senhores escravizariam seus inimigos e infiéis seriam levados à forca. Nossa, até parece que estou me referindo ao Oriente Médio pós-ortodoxo. ;) (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano. (3) La inquisicion espanola Breve Historia De España, ambos de Henry Kamen

O cara tá de zoeira,gente.Olha o nome de um imperador que perseguia cristãos.

acho que todo mundo faz isso kkkkk

FAZ UM "SOFRIDO DRAMA"?... SÉRIO?... QUE TAL UM DRAMA DRAMÁTICO?

não sou ele, mas imagino que ele disse isso porque o Scorsese é católico(embora não seja praticante).

Achei um excelente filme, muito bem dirigido, muito bem fotografado, muito bem montado. Através de personagens complexos o filme consegue fazer diversas reflexões, o filme tem um ritmo propositalmente lento, é um filme para te fazer pensar, refletir e sentir o drama dos personagens(nesse sentido é um filme bem naturalista, cru, sem maniqueísmos, extremamente honesto). É sim cansativo, isso é inegável, não é um dos melhores do Scorsese, mas ainda é um filme muito bom.

É, o livro original foi bem discutido por apresentar um outro ponto de vista da fé e iconografia cristã. De boaça, buenas.

Só quis dizer que um erro não justifica o outro. Matar em nome de Deus ou contra ele é condenável, assim como sua tentativa de justificar a morte dos cristãos no Japão pelos erros da Igreja.

Assisti esse filme mês passado via download, pois no cinema aqui da minha cidade não passou. Achei um filme longo e cansativo, embora soubesse que fosse um drama, e já conhecesse o contexto da perseguição ao cristianismo no Japão, achei várias partes desnecessárias, as quais poderiam ter sido removidas para fazer um filme de 2 horas ou menos. No entanto, gostei da ambientação da época, da fotografia, da atuação do Garfield. Do tom dramático e até mesmo cruel, que de fato era assim. Tanto autores cristãos de origem europeia e japonesa relatam que as torturas e execuções embora não fossem sangrentas, eram terrivelmente dolorosas. Algo que achei interessante, foi os questionamentos dos dois missionários quanto a maneira que os japoneses entendiam a fé cristã. Eu gostei do filme, mas achei muito longo, cansativo, parado em vários momentos, enrolativo algumas partes. Mas em termos históricos ele representa bem alguns aspectos da intolerância religiosa.

A vida humana vale mais do que suas crenças.

Vocês cristãos não se acham tão ''bonzinhos'' ? Os judeus perseguidos na inquisição espanhola conhecem bem o ''dar a outra face''.

Estou vendo muitas pessoas criticando o Hessel aqui. E estou achando bem engraçado kkk

De fato. É por isso que eu pretendo ver esse filme em breve (e, se possível, ler o romance algum dia). Tirando essa questão histórica, parece ser interessante a visão religiosa e até filosófica que esse filme aparenta ter, com o tema da fé do homem posto à prova. Já disse isso anteriormente: tirando o tempo e o lugar, a história desse filme lembra um pouco da história de "A missão". Fora que é Martin Scorsese na direção, portanto, sinal de bom filme vindo por aí. Tenha uma boa tarde. Até mais.

Obrigado, Adrianotenorio. De fato, a polarização em tudo, hoje em dia, acaba com qualquer possibilidade de diálogo pacífico e produtivo. Não podemos deixar de citar a atual contexto político brasileiro, onde tudo agora é "esquerda" ou "direita", mesmo em tópicos que não envolvem nada de política. Tenha uma boa tarde. Até mais.

Poxa, obrigado, Robinho. Realmente, coisas assim dificilmente aprenderemos na escola, pelo menos aqui no Brasil. Eu mesmo só aprendi isso por causa de muita pesquisa pessoal. É um tema muito interessante de se ver. Uma boa tarde e até mais.

Obrigado.

Entendo o que você quer dizer. Enfim, esse assunto não leva ninguém a nada.

Enquanto os inquisitores eram os cristãos todo mundo se escandaliza, mas quando se inverte a história ai os cristão que continuam sendo intolerantes???

Se alguém invade sua casa vc não vai atacar? Os jesuítas foram lá como invasores numa terra com um povo com uma cultura antiga e formada tentar impor suas crenças, sofreram pq quiseram. Vc não precisa acreditar na crueldade e sanguinolência do cristianismo a história está aí para isso, sem tirar que até hj eles ainda tentar impor suas crenças nos outros, aqui no Brasil msm tem a bancada evangélica para comprovar, que vota no que eles acredita, não no que é o certo para todos.

E no que isso apaga o sofrimento dos jesuítas no Japão ? Essa lógica de vocês é incrível

E daí ? Isso não apaga o sofrimento dos jesuítas no Japão. Aliás, cristãos/judeus são perseguidos desde sempre, desde o tempo do Tibério César e a maioria dos 'apóstolos' foram mortos pela mesma causa. Eu não acredito que nenhum deles matava, torturava e queria explorar e escravizar o outro povo

kkkk...esse "mequi" fundiu a cabeça de vcs...pqp. Eh sempre o mesmo mimimi

Prezado, poderia explicar o porquê de "pela lógica seria a do jesuíta"?

Muito bom argumento amigo. Parabéns pela explicação.

Infelizmente os cinemas da minha cidade não exibem o filme =/

Eu vejo muita gente aqui xingando o Hessel, dizendo que suas criticas são merdas e blá blá blá. Bem, ao meu ver, o único problema nas criticas dele é rebuscar demais a escrita.

Ok, expressei-mal. Japão, tinham uma sociedade não tribal estabelecida. Podemos até dizer que na América Central, haviam sociedades fortes e com grande esmero cultural, mas na época da chegada dos espanhóis, já estavam em decadência e declínio por conflitos internos. Além de meio que terem se auto sabotado por algumas questões religiosas, como a visão da teocracia Asteca sobre o que eram os espanhóis (tipo, aquela coisa de ver eles como divindades). O Japão podia fazer frente militar a esse povo todo. No período Edo, ele já estava se restabelecendo de conflitos internos e estava, se não 100%, bem mais unificado internamente. Inclusive já contava com uma frota naval com navios de estilo europeu, além dos seus típicos. Os portos fechados no Japão, muito disso era a desconfiança do Tokugawa Ieyasu, o shogunzão do início do período Edo. E muita dessa desconfiança se originou por questões internas. Ele até queria estabelecer rotas de comércio vantajosas e fazer de sua área de domínio uma boa rede de portos, mas descobriu que a região de Kyushu, do arquipélago japonês, uma das poucas que ele ainda não dominava (e sim seus rivais, inclusive alguns daymios com simpatia pelos cristãos) era a preferida pelos Europeus pelo atracamento dos navios. Além disso, fazia parte dos seus planos de comércio marítimo acordos com a China, mas esta acabou não aceitando. Como represália a isso tudo e como medida de controle, além do temor que seus rivais daymios pudessem receber auxílio direto (tipo, forças militares. Mais improvável) ou indireto (tipo, rotas de comércio. Mais provável) de forças externas, ele ordenou o fechamento quase total dos portos. Apenas alguns ficaram aceitando estrangeiros de países específicos, e apenas para embarque/desembarque de mercadorias. Por isso que eu digo. Nessa história que é contada, pode-se ter até uma questão ligada ao colonialismo (a presença de jesuítas, que sempre viam de esteio com forças colonialistas) mas ela não é o foco do livro e nem precisaria ser do filme, como sugere a crítica. Um montão de filmes já trabalharam e trabalham como isso.

Como todas do Hessel.

Hessel só pode ser retardad0... Que crítica merd*...

Fiz o mesmo kkkkkkk

Eu até ia ler a crítica mas quando vi que era do Hessel,pulei pra ver os comentários..kkk

Pra começo de conversa os cristãos sempre foram intolerantes a começar pela religião dos Gregos.

Por sinal, A. Garfield deveria ter sido indicado por este filme...

É um grande filme! Pode não ser o melhor de Scorseses, mas tá acima da média das exibições realizadas no Brasil. Com imagens bem construídas e com visível referencia ao cinema Japonês, já citadas na crítica e acrescentaria Kurosawa, Scorcese cria um clima de perdição, dúvida e silêncio neste filme. Coloca o protagonista em situações de duvidar da sua fé. O pecado do filme está em ficar sobre o muro e tentar abraçar discursos que são inconciliáveis (europa x Japão). Scorsese deveria "levantar" uma bandeira (pela lógica seria a do jesuíta) e fazer um filme mais visceral quanto a perseguição, dor e sofrimento impostos pelos japoneses aos cristãos daquele lugar. Talvez aí tivéssemos o filme que esperávamos, ainda que pudéssemos criticá-lo por tratar o cristianismo com a devida benevolência... Mesmo assim é um grande cinema.

o que o ser humano fez na maior parte do mundo? não tem nenhum grupo influente que não tenha feito o que vc falou.

quando é um filme de uma nota só sobre a doutrina da ONU o crítico se amarra.

Na maioria dos paises onde os jesuítas tentaram impor o cristianismo houve massacre dos mesmos e do povo que aceitava a nova religião, isso é fato. O filme relata essa situação com o final que todos os jesuitas tiveram, ou renega a fé ou morre. A falha desse filme é que ele é extremamente longo, monotono e na boa poderia ter 1:30 de duração que estaria ótimo, mas é simplesmente mais do mesmo, não foge do padrão de filmes do tema, cheguei, tentei e me lasquei. Para um Scorsese ficou devendo muito, minha avaliação 2 ovos, sendo 1 de beija-flor

Pera... então não haviam sociedades estabelecidas na América e na África? E por que cargas dǵua o Japão mantinha os portos fechados, se não era por temer opressão externa?

No Brasil também houve perseguição aos jesuítas, por outros grupos religiosos católicos e com o apoio da coroa portuguesa - as famosas guerra das missões. Eu aprendi sobre missões jesuítas e guerras religiosas no contexto da colonização, mas também pudera: minha professora comunista não gostava nem um pouco das apostilas reducionistas dadas pelo governo brasileiro, e sempre passava material extra. Mas é importante pontuar que a história não é uma linha fixa que separa bonzinhos e malvadões. Tome por exemplo, os processos de inquisição na América Latina, endossado por muitos beneditinos (mas desprezado pelos Jesuítas)nos quais se torturou e matou milhões de indígenas, tudo pela 'conversão'. Então estudar a história da igreja na colonização é preciso compreender esse duplo papel: endossaram a exploração colonialista (as terras eram de 'ninguém', os nativos poderiam ser escravizados, desde que convertidos, expropriar as riquezas locais eram aceito, desde que a cota parte da igreja fosse paga), mas também houveram grupos minoritários de religiosos que foram críticos ferozes da crueldade inerente aplicada nos processos das guerras de conquista coloniais. Bartolomé de las casas, por exemplo, pregava contra a escravidão de indígenas. Mas esses grupos minoritários podem mesmo caracterizar todo o processo em si? Voltando ao tema do filme, não ignoro nem por um segundo a crueldade com que os Japoneses tradicionalmente trataram os estrangeiros na história, mas aí acreditar que todo e qualquer cristão missionário trazia consigo apenas o 'bem' é muita ingenuidade.

Meus caros @Raposito e @O Corneta, não posso deixar de elogiar o diálogo de vocês. Entendi as duas visões, pois argumentaram, sem xingamento ou drama. Era pra ser o básico por aqui, né? Mas nesta geração que aprendeu a polarizar tudo, não é.

Eu assisti e 3ovos tbm é o máximo que dou, é muito unilateral e apesar de gostar de filme parado, esse passa dos limites, falta acontecimentos que prendam a atenção ou algum toque de mistério na trama, dava pra tirar uns 40min facilmente.

Essa é a definição perfeita do filme.

Eu gostei muito dos seus comentários. Entrei pela critica do filme e me deparei com algo que nunca aprendi na escola.

E oq os cristãos fizeram na maior parte do mundo? Eles são tudo menos vitimas, mataram e torturaram milhares e tentavam impor suas crenças e destruíam as culturas dos outros povos.

Parei em "testo".

Que superficial essa crítica!

Sim, Raposito. Mas não muda o que foi comentado anteriormente, de que não foi colonialismo o que o Japão sofreu, e nem poderia, no ponto em que estava. Foi mais uma tentativa de infiltração, já que quem conseguisse fixar um reduto religioso de larga escala no país (disputa que ficou entre Portugal e Espanha, especialmente) também traria junto as tratativas de comércio exclusivo com o Japão. Naturalmente a paranoia do Shogunato Tokugawa começou a pesar a mão. E oficialmente, a despeito de acontecimentos anteriores, o primeiro decreto de controle da expansão do cristianismo começou a valer em 1614, já dentro do período Edo. E mesmo com isso tudo, o livro do Endo têm um foco bem voltado para questão de ambiguidade da fé ou percepção religiosa, e não pesa muito a mão nas questões políticas.

Isso sim é uma crítica de verdade! Super bem desenvolvida de detalhada nos pontos principais de quem realmente viu o filme. Ovolete cad vez pior em suas críticas, o dim dim subio no ego.

" Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações" Ao ler isto você nota que Hessel NÃO ENTENDE NADA sobre os jesuítas no Japão. Os caras comeram o pão que o Diabo amassou. Haviam ordens monásticas xintoístas que caçavam jesuítas e saqueavam cidades inteiras. É de se relevar a ignorância do Hessel pois o sofrimento dos cristãos no Japão não é abordado nas escolas brasileiras. Contudo é intolerável que, por ser um influenciador virtual, não tenha feito uma pesquisa mínima para por seu preconceito contra cristãos em dúvida.

E a crítica 30 linhas a menos

50 tons mais escuros foi melhor Hessel?

Interessante esse novo projeto de Martin Scorsese. Posso estar enganado, mas, ao que parece, esse filme tem um toque de "A missão", apenas transpondo de lugar e tempo ("A missão" se passa na época das missões guaraníticas, no Paraguai do século 18). Pretendo conferir em breve. Obs: sobre a questão da hegemonia do Budismo, mesmo o governo local, durante o Período Sengoku e durante parte do Edo, não era tão favorável assim aos budistas. Muitos monges budistas detinham imenso poder, e generais como Oda Nobunaga, por exemplo, fizeram de tudo para suprimi-los. Na verdade, a religião hegemônica do Japão era o Xintoísmo, e que se estabeleceu da maneira moderna como se conhece hoje justamente no período Edo.

Mas, Corneta, a questão é que o xogunato estava desconfiado com a atividade missionária. Não pela religião, mas porque o governo acreditava que isso poderia ser uma prévia para a conquista do Japão por algum poder estrangeiro. A perseguição aos cristãos japoneses, mostrada nesse filme, nasceu justamente por causa de uma política de unificação, iniciada por Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu. E essa perseguição começou antes do período Edo.

dinossauro sem cultura.

Mas, João, os Astecas foram derrotados por vários fatores, porém, o principal deles foi a existência de desavenças internas, o que foi explorado pelos europeus (nesse caso, espanhóis). A mesma coisa ocorreu aos Incas (No momento da conquista, o império passava por uma guerra civil, entre Atahualpa e Huáscar). Não se esqueça de que, no momento da chegada portuguesa ao Japão, este enfrentava o terrível "Sengoku Jidai" ("Período dos estados beligerantes"), onde o país estava dividido entre clãs que almejavam o poder. Um país mal-intencionado poderia muito bem utilizar isso para dominar o Japão. E, infelizmente, a religião estava envolvida nesse meio. Basta você lembrar de duas coisas: 1ª: As Filipinas. Estas foram dominadas e colonizadas pela Espanha. Os "filipinos" (O termo "Filipinas" veio com a Espanha, em homenagem ao rei Felipe II) pré-coloniais tinham uma boa tecnologia, imunidade à doenças, conhecimento de pólvora, aço e cavalos, entre outras coisas. Porém, eles eram divididos entre eles, e a Espanha jogou um contra o outro para dominar. E, ao dominar as Filipinas, assim com a América, eles acabaram impondo a sua religião. 2ª: Toyotomi Hideyoshi não tinha nada contra o Cristianismo, inicialmente. Porém, ele começou a desconfiar demais da atividade dos missionários no Japão. Em 1596, houve um incidente chamado "Incidente de San Felipe", onde um Galeão espanhol naufragou na baía de Urado. O comandante do galeão, segundo consta, teria dito que a pregação era um prelúdio à conquista (se ele disse isso para intimidar o Xogum, não se sabe). E Hideyoshi, que já estava desconfiado com a religião, começou a persegui-la (o que culminou, no ano seguinte -1597- no martírio de 26 cristãos, por crucificação). O sucessor de Toytomi, Tokugawa Ieyasu, continuou com essa política. Então, é isso. Veja, eu sou cristão, mas, saindo um pouco da visão religiosa, devemos olhar pelo olhares daqueles tempos. E, talvez, a grande ameaça ao Japão nem fosse Portugal, mas a Espanha. A Espanha almejava conquistar a China (veja só!), além de ter oferecido à um Daimiô cristão, Ukon Takayama (Dom Justo Takayama), apoio para derrubar o governo japonês. Então, não se pode dizer que o xogunato não tivesse uma certa "razão" em desconfiar da religião. Não pela religião em si (não é isso), mas pelos poderes coloniais envolvidos nisso. Tenha uma boa noite. Até mais.

Vc está um pouco desinformado, Assista o "a missão"...e veja o papel dos padres jesuítas.

O problema é que ele tenta escrever com autoridade sobre assuntos que não domina ou mesmo tenha um mínimo de relação; isso é bem nítido nas resenhas dele.

BAAAAAUUUUUUMMM...

Esse critico calado, em silêncio, é um poeta!

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus