Silêncio
Filmes - Drama histórico
Silêncio (2016)
(Silence)
  • País: EUA, Japão, Itália, México
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 9 de Março de 2017
  • Duração: 2h39 min.

Silêncio | Crítica

Em filme reverente, há anos em produção, Martin Scorsese pega provação de fé para si

Da mesma forma que o protagonista de Silêncio (Silence, 2016) se devota a explicar tudo que lhe acontece com base em sua espiritualidade, o filme de Martin Scorsese também incorpora esse registro de um tom só, e a partir dele o cineasta - que já desenvolve a adaptação do livro de Shusaku Endo há anos - faz um sofrido drama que reitera situações e temas como um mantra.

O livro desencadeou uma ampla discussão no Japão, após sua publicação em 1966, por tratar da perseguição aos missionários católicos no país no século 16. Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações, e usa Silêncio, de forma reverente, para repassar o tormento dos portugueses torturados pelo regime local, que prezava pela hegemonia do budismo como a religião oficial do Japão. Andrew Garfield faz o padre principal, Rodrigues, numa jornada para entender o que aconteceu com seu mentor (Liam Neeson), que os locais dizem ter abandonado o cristianismo.

Ator que se entrega aos seus papéis mas frequentemente se escora em gestuais e expressões mais teatrais, Garfield alcança sob Scorsese uma atuação mais comedida e autêntica, e o filme todo depende dele para funcionar. A transformação física de Rodrigues é o fio condutor da trama, que transcorre como uma provação de fé sem nunca deixar de seguir a linguagem das narrativas do catolicismo, particularmente a devoção aos símbolos. Além de iluminar ambientes com um pudor especial, como se todos esses cenários de um Japão rural e às vezes francamente precário fossem potenciais cenários de culto, tocados por Deus, Scorsese se esmera nos planos-detalhes de objetos, cruzes, terços, mãos, toques.

O resultado é um filme que visivelmente pretende se filiar a uma tradição do cinema japonês, de Mizoguchi e Ozu, que Scorsese cresceu assistindo, particularmente na busca de Silêncio por filmar com respeito o sofrimento e a dignidade de seus personagens. Algo nesse esforço parece desperdiçado, porém: o foco na espiritualidade soa bitolado ao condicionar os contextos à jornada do protagonista e minimizar interpretações políticas, e o cuidado de Scorsese para não ofender ninguém pode desapontar quem espera do diretor uma narrativa mais enérgica, tortuosa.

Isso não quer dizer que Silêncio não tenha um impulso minimamente questionador. Depois de realizar alguns longas que colocam em dúvida a confiabilidade do ponto de vista de seu narrador, como Ilha do Medo e O Lobo de Wall Street, Scorsese faz o mesmo aqui, numa escala mais discreta mas não menos intensa, no clímax de Silêncio que resolve a busca de Rodrigues e encerra a trama. Nem isso, porém, deixa de ligar o filme às características do catolicismo, já que duvidar de si mesmo é nas narrativas da Igreja um dos temas mais recorrentes.

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

Exatamente!!!!!

Agradeço pelo comentário a respeito da crítica!

Acabei de assistir o filme, infelizmente não pude assisti-lo no cinema, então esperei o DVD por isso a demora. Lendo a sessão de comentários, só eu que não achei o filme longo demais? Eu achei no ponto certo, de que outra maneira a história poderia ser abordada da forma "contemplativa" que o Scorcese queria? E vejo muitos também falando que o filme é unilateral. Primeiro: ele não é completamente unilateral, o ponto de vista dos budistas é abordado sim, e muitas vezes eles tinham argumentos melhores que os dos cristãos. Segundo: e se for unilateral mesmo? E daí? O filme é sobre CRISTÃOS, contado a partir do ponto de vista de CRISTÃOS. Qual é o grande problema de ter um filme abordando apenas um ponto de vista? Nenhum, afinal, 99% de todos os filmes mostram o ponto de vista de apenas um dos lados. Mas só porque é sobre cristãos, a geração vitimista de hoje acusa o filme de propagandear a religião. Que saco, ninguém sabe curtir um bom filme, independente do credo?

Concordo a atuação dele nesse filme e melhor do que na do Mel

Opressão colonialista? Que crítica mais sem sentido. Ao meus ver, uma das principais chaves nesse filme é a ironia. Ver o cristianismo ser vítima de uma inquisição, coisa que a igreja imprimiu de forma impiedosa por tantos longos anos na Europa.

amado

Engraçado os direitistas achando que o filme tem partido religioso kkkkkkk coitados.

Assista de novo. Você acha mesmo que os "cristãos" japoneses do filme estavam morrendo pelo seu deus ocidental? kkkkkkkk

O filme contém criticas sutis ao cristianismo e à igreja católica, caso não tenha percebido aconselho assistir de novo. O que os governadores do japão estavam fazendo com os jesuítas é bem parecido com os métodos católicos de imposição de crença, e o filme faz critica à ambos desses fatores de depreciação do ser humano em favor da religião com muita maestria.

ok criança. Te falta bom senso. Boa sorte!

Me obrigue kid. Meu tempo é precioso pra perder tempo com filmes pouco inspirados. E não insista em retrucar, já te dei atenção demais cristão.

" Isso é só uma ficção de autor cristão japonês mostrando como os jesuítas foram "corajosos" e "sofreram" na mão dos "maus". " hahahahaahahahaha Depois disso, vou ter que insistir: assista novamente e, desta vez, não durma.

Se trata fi. Isso é só uma ficção de autor cristão japonês mostrando como os jesuítas foram "corajosos" e "sofreram" na mão dos "maus". Ninguém é obrigado a enxergar um obra prima num filme mediano de um diretor que já fez clássicos como "A Última Tentação de Cristo". Esse sim, falava sobre Cristo de forma humana e reflexiva. Valor histórico meu ovo!

Não obrigado. Uma vez já foi suficiente como sonífero.

Caim Distímico, sou ateu. Não preciso de religião pra reconhecer o valor histórico tratado no filme. Reitero: assista novamente o filme, você não foi capaz de compreender absolutamente nada. Boa sorte!

Ok cristão, já entendi que você se identificou com a obra. Mas isso não faz dela menos inspirada.

Recomendo que assista novamente o filme, pois claramente você não compreendeu nada. Não faz sentido esperar que Scorsese se repita em todo filme que dirige. Caso contrário, ele teria uma filmografia tediosa.

Imaginei que alguém fosse fazer um comentário óbvio como esse a respeito do título do filme. Procure assistir a filmografia de Martin Scorsese e irá perceber como ele foi um diretor vibrante e criativo, com obras-primas como Touro Indomável. "Silêncio" é um filme pouco inspirado.

Hessel mais uma vez trouxe uma crítica rasa e passou longe de compreender a grandeza da obra. Quando se trata de um filme simples, mal executado e cheio de atuações overacting, Hessel aplaude porque é o máximo que sua capacidade cognitiva de crítico de cinema permite chegar.

O filme se chama Silêncio. É meio óbvio que o fato do filme ser contido não o desqualifica, muito pelo contrário.

Achei um filme muito contido. Chega nem perto de A Última Tentação de Cristo ou até do recente o Lobo de Wall Street por exemplo...

"Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações". Opressão colonialista? Isso nunca existiu no Japão, eles nunca foram colonizados, nem quando o poderoso Império Mongol tentou invadir o arquipélago por duas vezes seguidas. Como se deve retratar uma "opressão colonialista" no contexto histórico de um país que nunca sofreu com ela? Só se o Scorsese se utilizasse de algum tipo de licença poética absurda e inventasse uma. Você pensa que os europeus chegaram no Japão e encontraram um bando de índios, tal como ocorreu nas Américas? No Japão já havia uma grande organização política, portanto seria, como realmente foi, impossível colonizar e oprimir -- pelo contrário, os oprimidos foram os colonizadores. Não dá pra acreditar que você realmente imaginou alguma opressão colonialista ocorrida no Japão, sério mesmo. É risível. Houve um tempo em que críticos de cinema possuíam senso histórico, pelo visto isso acabou.

Argumentos, por favor, para podermos ter uma conversa adulta.

Eu sou ateu, seu imbecil preconceituoso.

Essa critica parece vir de um garoto liberal sem o mínimo de conhecimento sobre os fatos e a narrativa do filme. "Scorsese tira da equação qualquer referência mais contundente à opressão colonialista da era das navegações" pfff por favor arrumem um critico que saiba o que está escrevendo.

Sim, é etnocêntrico (nem tanto assim), e tinha que ser, a fidelidade com a época tá ai, é o contexto cara, é a história passada da visão de um padre português no séc XVII, apenas saiba ler o contexto do filme.

Então o rei de portugal não era católico ? Atá............

Salvou quem concordava com ela. kkkkkkkk

Assisti e gostei também, poderia ser mais curto mesmo, mas ta de bom tamanho, fotografia muito bela assim como foi indicado ao Oscar, andrew garfield da um show também... É aquele filme que se vc entrar no personagem vc sente o que ele ta passando e começa a ficar com puro ódio dos japoneses... RECOMENDO

Gostei do filme, história muito interessante e interpretações muito boas. Poderia ser mais curto e melhor editado, pois o sono bateu em alguns momentos. Recomendo Insta: quickreviewall

Kkkkkkk!!!

que baita argumento hein sabixão

Silêncio, de Martin Scorsese, vai além do entretenimento: http://bit.ly/2mH8InV

Tu és um mito.

Sim, ele está impregnado pelo preconceito anti cristão e anti ocidente, disseminado pelo pensamento acadêmico desde os anos 60. Para essas pessoas é impossível, perceber que bárbarie existiu em todos os povos que não os europeus, e em diferentes épocas, e que querendo ou não valores como: Direitos humanos e Democracia, apesar das derrapadas ao longo da história, foram valores ocidentais da Europa Cristã que se espalhou para o mundo.

Aposto que se fosse um filme criticando o cristianismo, os missionários europeus com o velho clichê com e surrada imagem do ocidente como o dominador do mundo, tu iria achar o máximo. Um ponto a mais para firmar sua opinião em um espantalho criado pelo mundo acadêmico e artístico. Saia do senso comum.

Mario, só um detalhe: os primeiros europeus à chegarem ao Japão foram os portugueses (que introduziram a pólvora ao Japão), seguidos pelos espanhóis. Dentre as cinco principais nações marítimas europeias daqueles tempos (Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e França), eles, holandeses, foram os penúltimos à chegarem ao Japão (Somente a França é mais recente). No caso, porém, eles foram os únicos europeus à terem permissão para comerciar com o Japão, durante o período Edo, na ilha artificial de Dejima.

Parei de ler em "sofrido drama".

"Testo"... Só fala besteira e quando quer falar algo sério, sai besteira de novo. É um imbecil.

OS CARAS DOMELETE ESCREVEM MTO MAL, MAS A GENTE ADORA OMELETE... ENTAUM TD BEM... LOL...

Ah salvou um punhado, que lhe foi útil. No processo endossou . um dos maiores genocídio da modernidade.

nada disso, os japoneses embora sejam torturadores no filme(e de fato fizeram isso na vida real), não são tratados de maneira vilanesca e unidimensional, inclusive eles apresentam argumentos coerente em diversos momentos, que não justificam as torturas, mas que são nos fazem pensar, o próprio governador não é esse monstro, sendo educado em diversos momentos e nunca virando um esteriótipo, tornando o personagem mais complexo. E se alguns camponeses sofredores encontram paz no cristianismo, é porque isso é real, quer você queira ou não pessoas encontram paz nas religiões, no filme muito camponeses também odiavam os padres e não eram cristãos, tanto que jogam coisas no protagonista quando ele passa na rua, mas o filme é contado do ponto de vista dos padres, que passam a maior parte de seu tempo com os fieis. O que parece ser o seu caso, me desculpe se eu estiver errado, é que existe um certo desprezo da sua parte pela fé cristã, fazendo com que você olhe com maus olhos para o filme, acho que devemos ver uma dimensão maior das coisas, você pode ver muito defeitos no cristianismo, mas dize que ele é 100% ruim e não traz nada de bom para as pessoas é forçar a barra.

geralmente os imbecis focam mais no critico do q na critica.

cada um no seu quadrado

google.com

para mim, um dos melhores do Scorsese, se não o melhor.

Outra crítica sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2017/03/10/silencio-2016/

É um filme etnocentrico. O governador parece um vilao de batman. Os pobres camponeses sofredores encontram a paz no cristianismo. Isso é um discurso da idade nédia

Alguém sabe um lugar onde posso encontrar uma crítica de verdade, sem esse monte de frescuras no texto só pra ficar bonito?

Os aztecas se uniram aos europeus, João. Neste quesito o livro referência atualmente a respeito da conquista espanhola é o "Sete Mitos da Conquista Espanhola", de Matthew Restall. Pode procurar e ler. Te asseguro que vai amar. Tive que resenhá-lo para uma matéria específica sobre América Espanhola na faculdade e se tornou um dos meus livros favoritos.

A igreja defendia a conversão dos índios e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano.

A Marcia precis entender que o Japão jamais sofreu colonialismo. Os primeiros europeus à chegarem por lá (os holandeses) mal conseguiam manter suas relações comerciais que não fossem baseadas nos interesses dos grandes shoguns, os quais tinham enorme anseio pela pólvora. Coisa que monopolizaram com eficiência assustadora.

Cara, você sabe a diferença da justiça privada para o sistema do código canônico? Ao menos pesquise isso antes de soltar um "Qual era a religião dos senhores locais mesmo ? Isso mesmo CATÓLICOS". Vc não passou nem de longe de um argumento.

Por que é o ponto de vista adotado ao longo do filme, logo, Scorseses não poderia fazer diferente. Se contasse a história da resistência japonesa ao processo de "evangelização" forçada pelos europeus, aí deveria adotar outro ponto de vista para construir a história. Ainda sim é muito bom filme, pois é sobre duvidar...

AI QUE POVO CHATO DO CARALHO quer fazer mimimi sobre a critica então faz direito, tenta na próxima que essa não deu

5 ovos para Cinquenta tons mais escuros e 3 Ovos para um filme do Scorsese. Sério?

Qual era a religião dos senhores locais mesmo ? Isso mesmo CATÓLICOS.

Primeiro vamos falar algo sobre a inquisição. Creio que saibas que saiba que o termo é usado para se referir a um processo jurídico e não à uma instituição. Correto? Dito isto, ressaltemos que o processo seguia as leis do Tribunal do Santo Ofício. Atualmente existe um consenso entre historiadores da inquisição que a Inquisição espanhola foi a mais branda e responsável por salvar inúmeras vidas da justiça particular dos senhores locais. Em todo o século 16, a Inquisição na Espanha só executou cerca de 50 pessoas, o que é contrário à “lenda negra” que os números das execuções de centenas de milhares de pessoas. De todas as inquisições juntas por toda a Europa, os estudiosos estimam que o número de pessoas executadas variou em algum lugar entre 3000 e 5000 pessoas. Isso resulta, no máximo, cerca de 14 pessoas por ano em todo o continente durante um período de 350 anos. (1) A Igreja medieval SALVOU inúmeras vidas e retirou a lei do poder arbitrário privado dos senhores. Não existisse a Igreja, muito provavelmente, viveríamos em um mundo onde, ainda, senhores escravizariam seus inimigos e infiéis seriam levados à forca. Nossa, até parece que estou me referindo ao Oriente Médio pós-ortodoxo. ;) Ah, sim, a inquisição na Espanha não caçava judeus. Quem caçava etnias eram os muçulmanos em Andaluzia. (1) La inquisicion espanola Breve Historia De España, ambos de Henry Kamen

Os Jeruítas e a Igreja católica era contra a escravidão dos índios. A igreja defendia a conversão dos mesmos e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano.

Marcia, você está completamente equivocada. A igreja defendia a conversão dos índios e PROIBIA que índios convertidos fossem escravizados (1). A igreja foi a instituição mais importante para o fim da escravidão nas Américas. Sendo um dominicano - Bartolomé de Las Casas, considerado o primeiro a defender o direito universal dos homens à liberdade. Isto no século XV. Até mesmo no Brasil, onde a escravidão perdurou muito mais, a Igreja estimulava a alforria, e tal ato era visto como caridade cristã (2). Quanto à inquisição creio que saibas que saiba que o termo é usado para se referir a um processo jurídico e não à uma instituição. Correto? Dito isto, ressaltemos que o processo na América Latina latina seguia as leis do Tribunal do Santo Ofício Espanhol. Atualmente existe um consenso entre historiadores da inquisição que a Inquisição espanhola foi a mais branda e responsável por salvar inúmeras vidas da justiça particular dos senhores locais. Em todo o século 16, a Inquisição na Espanha só executou cerca de 50 pessoas, o que é contrário à “lenda negra” que os números das execuções de centenas de milhares de pessoas. De todas as inquisições juntas por toda a Europa, os estudiosos estimam que o número de pessoas executadas variou em algum lugar entre 3000 e 5000 pessoas. Isso resulta, no máximo, cerca de 14 pessoas por ano em todo o continente durante um período de 350 anos. (3) A Igreja medieval SALVOU inúmeras vidas e retirou a lei do poder arbitrário privado dos senhores. Não existisse a Igreja, muito provavelmente, viveríamos em um mundo onde, ainda, senhores escravizariam seus inimigos e infiéis seriam levados à forca. Nossa, até parece que estou me referindo ao Oriente Médio pós-ortodoxo. ;) (1) Sete Mitos da Conquista Espanhola, de Matthew Restall (2) Em Resgate: Uma Janela para o Oitocentos, Matha Abreu deixa isto bem claro no seu artigo, no qual aborda a escravidão tardia no Recôncavo Baiano. (3) La inquisicion espanola Breve Historia De España, ambos de Henry Kamen

O cara tá de zoeira,gente.Olha o nome de um imperador que perseguia cristãos.

acho que todo mundo faz isso kkkkk

FAZ UM "SOFRIDO DRAMA"?... SÉRIO?... QUE TAL UM DRAMA DRAMÁTICO?

não sou ele, mas imagino que ele disse isso porque o Scorsese é católico(embora não seja praticante).

Achei um excelente filme, muito bem dirigido, muito bem fotografado, muito bem montado. Através de personagens complexos o filme consegue fazer diversas reflexões, o filme tem um ritmo propositalmente lento, é um filme para te fazer pensar, refletir e sentir o drama dos personagens(nesse sentido é um filme bem naturalista, cru, sem maniqueísmos, extremamente honesto). É sim cansativo, isso é inegável, não é um dos melhores do Scorsese, mas ainda é um filme muito bom.

É, o livro original foi bem discutido por apresentar um outro ponto de vista da fé e iconografia cristã. De boaça, buenas.

Só quis dizer que um erro não justifica o outro. Matar em nome de Deus ou contra ele é condenável, assim como sua tentativa de justificar a morte dos cristãos no Japão pelos erros da Igreja.

Assisti esse filme mês passado via download, pois no cinema aqui da minha cidade não passou. Achei um filme longo e cansativo, embora soubesse que fosse um drama, e já conhecesse o contexto da perseguição ao cristianismo no Japão, achei várias partes desnecessárias, as quais poderiam ter sido removidas para fazer um filme de 2 horas ou menos. No entanto, gostei da ambientação da época, da fotografia, da atuação do Garfield. Do tom dramático e até mesmo cruel, que de fato era assim. Tanto autores cristãos de origem europeia e japonesa relatam que as torturas e execuções embora não fossem sangrentas, eram terrivelmente dolorosas. Algo que achei interessante, foi os questionamentos dos dois missionários quanto a maneira que os japoneses entendiam a fé cristã. Eu gostei do filme, mas achei muito longo, cansativo, parado em vários momentos, enrolativo algumas partes. Mas em termos históricos ele representa bem alguns aspectos da intolerância religiosa.

A vida humana vale mais do que suas crenças.

Vocês cristãos não se acham tão ''bonzinhos'' ? Os judeus perseguidos na inquisição espanhola conhecem bem o ''dar a outra face''.

Estou vendo muitas pessoas criticando o Hessel aqui. E estou achando bem engraçado kkk

De fato. É por isso que eu pretendo ver esse filme em breve (e, se possível, ler o romance algum dia). Tirando essa questão histórica, parece ser interessante a visão religiosa e até filosófica que esse filme aparenta ter, com o tema da fé do homem posto à prova. Já disse isso anteriormente: tirando o tempo e o lugar, a história desse filme lembra um pouco da história de "A missão". Fora que é Martin Scorsese na direção, portanto, sinal de bom filme vindo por aí. Tenha uma boa tarde. Até mais.

Obrigado, Adrianotenorio. De fato, a polarização em tudo, hoje em dia, acaba com qualquer possibilidade de diálogo pacífico e produtivo. Não podemos deixar de citar a atual contexto político brasileiro, onde tudo agora é "esquerda" ou "direita", mesmo em tópicos que não envolvem nada de política. Tenha uma boa tarde. Até mais.

Poxa, obrigado, Robinho. Realmente, coisas assim dificilmente aprenderemos na escola, pelo menos aqui no Brasil. Eu mesmo só aprendi isso por causa de muita pesquisa pessoal. É um tema muito interessante de se ver. Uma boa tarde e até mais.

Obrigado.

Entendo o que você quer dizer. Enfim, esse assunto não leva ninguém a nada.

Enquanto os inquisitores eram os cristãos todo mundo se escandaliza, mas quando se inverte a história ai os cristão que continuam sendo intolerantes???

Se alguém invade sua casa vc não vai atacar? Os jesuítas foram lá como invasores numa terra com um povo com uma cultura antiga e formada tentar impor suas crenças, sofreram pq quiseram. Vc não precisa acreditar na crueldade e sanguinolência do cristianismo a história está aí para isso, sem tirar que até hj eles ainda tentar impor suas crenças nos outros, aqui no Brasil msm tem a bancada evangélica para comprovar, que vota no que eles acredita, não no que é o certo para todos.

E no que isso apaga o sofrimento dos jesuítas no Japão ? Essa lógica de vocês é incrível

E daí ? Isso não apaga o sofrimento dos jesuítas no Japão. Aliás, cristãos/judeus são perseguidos desde sempre, desde o tempo do Tibério César e a maioria dos 'apóstolos' foram mortos pela mesma causa. Eu não acredito que nenhum deles matava, torturava e queria explorar e escravizar o outro povo

kkkk...esse "mequi" fundiu a cabeça de vcs...pqp. Eh sempre o mesmo mimimi

Prezado, poderia explicar o porquê de "pela lógica seria a do jesuíta"?

Muito bom argumento amigo. Parabéns pela explicação.

Infelizmente os cinemas da minha cidade não exibem o filme =/

Eu vejo muita gente aqui xingando o Hessel, dizendo que suas criticas são merdas e blá blá blá. Bem, ao meu ver, o único problema nas criticas dele é rebuscar demais a escrita.

Ok, expressei-mal. Japão, tinham uma sociedade não tribal estabelecida. Podemos até dizer que na América Central, haviam sociedades fortes e com grande esmero cultural, mas na época da chegada dos espanhóis, já estavam em decadência e declínio por conflitos internos. Além de meio que terem se auto sabotado por algumas questões religiosas, como a visão da teocracia Asteca sobre o que eram os espanhóis (tipo, aquela coisa de ver eles como divindades). O Japão podia fazer frente militar a esse povo todo. No período Edo, ele já estava se restabelecendo de conflitos internos e estava, se não 100%, bem mais unificado internamente. Inclusive já contava com uma frota naval com navios de estilo europeu, além dos seus típicos. Os portos fechados no Japão, muito disso era a desconfiança do Tokugawa Ieyasu, o shogunzão do início do período Edo. E muita dessa desconfiança se originou por questões internas. Ele até queria estabelecer rotas de comércio vantajosas e fazer de sua área de domínio uma boa rede de portos, mas descobriu que a região de Kyushu, do arquipélago japonês, uma das poucas que ele ainda não dominava (e sim seus rivais, inclusive alguns daymios com simpatia pelos cristãos) era a preferida pelos Europeus pelo atracamento dos navios. Além disso, fazia parte dos seus planos de comércio marítimo acordos com a China, mas esta acabou não aceitando. Como represália a isso tudo e como medida de controle, além do temor que seus rivais daymios pudessem receber auxílio direto (tipo, forças militares. Mais improvável) ou indireto (tipo, rotas de comércio. Mais provável) de forças externas, ele ordenou o fechamento quase total dos portos. Apenas alguns ficaram aceitando estrangeiros de países específicos, e apenas para embarque/desembarque de mercadorias. Por isso que eu digo. Nessa história que é contada, pode-se ter até uma questão ligada ao colonialismo (a presença de jesuítas, que sempre viam de esteio com forças colonialistas) mas ela não é o foco do livro e nem precisaria ser do filme, como sugere a crítica. Um montão de filmes já trabalharam e trabalham como isso.

Como todas do Hessel.

Hessel só pode ser retardad0... Que crítica merd*...

Fiz o mesmo kkkkkkk

Eu até ia ler a crítica mas quando vi que era do Hessel,pulei pra ver os comentários..kkk

Pra começo de conversa os cristãos sempre foram intolerantes a começar pela religião dos Gregos.

Por sinal, A. Garfield deveria ter sido indicado por este filme...

É um grande filme! Pode não ser o melhor de Scorseses, mas tá acima da média das exibições realizadas no Brasil. Com imagens bem construídas e com visível referencia ao cinema Japonês, já citadas na crítica e acrescentaria Kurosawa, Scorcese cria um clima de perdição, dúvida e silêncio neste filme. Coloca o protagonista em situações de duvidar da sua fé. O pecado do filme está em ficar sobre o muro e tentar abraçar discursos que são inconciliáveis (europa x Japão). Scorsese deveria "levantar" uma bandeira (pela lógica seria a do jesuíta) e fazer um filme mais visceral quanto a perseguição, dor e sofrimento impostos pelos japoneses aos cristãos daquele lugar. Talvez aí tivéssemos o filme que esperávamos, ainda que pudéssemos criticá-lo por tratar o cristianismo com a devida benevolência... Mesmo assim é um grande cinema.

o que o ser humano fez na maior parte do mundo? não tem nenhum grupo influente que não tenha feito o que vc falou.

quando é um filme de uma nota só sobre a doutrina da ONU o crítico se amarra.

Na maioria dos paises onde os jesuítas tentaram impor o cristianismo houve massacre dos mesmos e do povo que aceitava a nova religião, isso é fato. O filme relata essa situação com o final que todos os jesuitas tiveram, ou renega a fé ou morre. A falha desse filme é que ele é extremamente longo, monotono e na boa poderia ter 1:30 de duração que estaria ótimo, mas é simplesmente mais do mesmo, não foge do padrão de filmes do tema, cheguei, tentei e me lasquei. Para um Scorsese ficou devendo muito, minha avaliação 2 ovos, sendo 1 de beija-flor

Pera... então não haviam sociedades estabelecidas na América e na África? E por que cargas dǵua o Japão mantinha os portos fechados, se não era por temer opressão externa?

No Brasil também houve perseguição aos jesuítas, por outros grupos religiosos católicos e com o apoio da coroa portuguesa - as famosas guerra das missões. Eu aprendi sobre missões jesuítas e guerras religiosas no contexto da colonização, mas também pudera: minha professora comunista não gostava nem um pouco das apostilas reducionistas dadas pelo governo brasileiro, e sempre passava material extra. Mas é importante pontuar que a história não é uma linha fixa que separa bonzinhos e malvadões. Tome por exemplo, os processos de inquisição na América Latina, endossado por muitos beneditinos (mas desprezado pelos Jesuítas)nos quais se torturou e matou milhões de indígenas, tudo pela 'conversão'. Então estudar a história da igreja na colonização é preciso compreender esse duplo papel: endossaram a exploração colonialista (as terras eram de 'ninguém', os nativos poderiam ser escravizados, desde que convertidos, expropriar as riquezas locais eram aceito, desde que a cota parte da igreja fosse paga), mas também houveram grupos minoritários de religiosos que foram críticos ferozes da crueldade inerente aplicada nos processos das guerras de conquista coloniais. Bartolomé de las casas, por exemplo, pregava contra a escravidão de indígenas. Mas esses grupos minoritários podem mesmo caracterizar todo o processo em si? Voltando ao tema do filme, não ignoro nem por um segundo a crueldade com que os Japoneses tradicionalmente trataram os estrangeiros na história, mas aí acreditar que todo e qualquer cristão missionário trazia consigo apenas o 'bem' é muita ingenuidade.

Meus caros @Raposito e @O Corneta, não posso deixar de elogiar o diálogo de vocês. Entendi as duas visões, pois argumentaram, sem xingamento ou drama. Era pra ser o básico por aqui, né? Mas nesta geração que aprendeu a polarizar tudo, não é.

Eu assisti e 3ovos tbm é o máximo que dou, é muito unilateral e apesar de gostar de filme parado, esse passa dos limites, falta acontecimentos que prendam a atenção ou algum toque de mistério na trama, dava pra tirar uns 40min facilmente.

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