Sin City: A Cidade do Pecado
Filmes - Ação, Crime
Sin City: A Cidade do Pecado (2006)
(Sin City)
  • País: EUA
  • Classificação: 16 anos
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível

Sin City 2 - A Dama Fatal | Crítica

Apenas mais uma noite em Sin City (mas agora em 3D)

A adaptação para os cinemas de Sin City(2005), HQ escrita e desenhada por Frank Miller, estreou nos Estados Unidos em um 1º de abril. E não é mentira alguma dizer que o estilo exagerado da película dividiu opiniões. Co-dirigida por Robert Rodriguez e o próprio Miller, o filme trazia um estilo único de transformar em cenário a tela verde que ficava atrás dos atores durante as gravações. Para deixar o longa-metragem o mais próximo possível das páginas das graphic novels, tudo virava preto e branco, exceto alguns detalhes vermelhos como manchas de sangue ou os lábios carnudos de uma femme-fatale.

Seja movido pela curiosidade ou por gosto próprio, o público foi ver o filme nos cinemas e em pouco tempo uma sequência era anunciada - e assim começava uma "novela" que durou nove anos e teve confirmações, desmentidos, boatos e a ligação de atores como Angelina Jolie, Johnny Depp e Antonio Banderas, entre tantos outros. Neste meio tempo Rodriguez fez seus dois Machete e três filmes infantis, e Frank Miller se lançou em carreira solo no cinema, cometendo The Spirit - O Filme (2008).

Porém, quando as luzes se apagam e começa Sin City 2 - A Dama Fatal (Sin City 2- A Dame to Kill For, 2014) parece que foi ontem mesmo que estávamos entrando pela primeira vez nas escuras e perigosas ruas de Basin City. As únicas diferenças realmente importantes são que agora as tracejadas gotas de chuva que Frank Miller pegou emprestadas de Will Eisner aparecem na tela em 3D e Josh Brolin assume o papel de Dwight, interpretado por Clive Owen no primeiro filme.

Assim como foi no primeiro filme, esta nova andança por Sin City é composta de pequenas histórias que são contadas de forma paralela e sem preocupações de cronologia - até por isso é que Marv (Mickey Rourke) está lá de volta. A mais interessante delas mostra Joseph Gordon Levitt como um "rato de cassinos", que faz chover dinheiro por onde passa. Em pouco tempo ele já está com cacife suficiente para entrar na mesa de pôquer liderada pelo Senador Roark (Powers Boothe). Ao limpar o político corrupto, ele é aconselhado a sair da cidade o quanto antes. Ao ficar, sabe que terá de encarar as consequências. "The Long Bad Night" é uma das histórias inéditas escritas por Miller especialmente para o filme. A outra é "Nancy's Last Dance", que coloca Jessica Alba novamente no palco de striptease e encerra o longa.

O conto que dá título ao filme, "A Dama Fatal", serve de resumo ao tipo de cinema proposto por Miller e Rodrigues aqui. Empacotado e vendido como um neo-noir, o filme coloca as mulheres em posição única de objeto sexual. Ava Lord (Eva Green) sabe disso e usa seu sex-appeal para conseguir dos homens tudo o que quer. Os diretores e a linda Eva Green conseguem imprimir um sensualismo às cenas, mas certamente vai ter muita gente no cinema que vai ver ali apenas mais um filme machista e, por isso, descartável.

Os longos nove anos de espera entre um filme e outro podem ter esfriado os ânimos dos mais empolgados fãs de Frank Miller e Robert Rodriguez, mas quem gostou do primeiro pode se divertir também aqui. Na verdade, esta sequência é apenas isso, uma repetição da fórmula que deu certo lá atrás. Não há inovações (além do 3D, quase obrigatório hoje em dia, para poder cobrar mais nas bilheterias) ou novidades. É apenas mais uma noite em Sin City.

Sin City 2 - A Dama Fatal | Cinemas e horários

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

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