Somos o que Somos
Filmes - Drama, Suspense
Somos o que Somos (2013)
(We Are What We Are)
  • País: EUA
  • Classificação: 18 anos
  • Estreia: 13 de Dezembro de 2013
  • Duração: 100 min.

Somos o que Somos | Crítica

Terror com pretensões de filme indie do campo não se decide entre a ironia e a gravidade

Vai longe a tradição no cinema americano dos caipiras canibais, vilões de filmes de terror que não fazem concessões, particularmente nos anos 1970, como O Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos. Apesar da familiaridade, Somos o que Somos (We Are What We Are) evita essa tradição e busca se filiar com uma mais em voga em festivais, derivada dos longas de Terrence Malick: a do filme indie do campo.

Remake hollywoodiano do terror mexicano Somos lo que Hay, de 2010, o longa se ambienta nas montanhas Catskill, ao Sul de Nova York, onde o diretor Jim Mickle já havia feito em 2010 o terror de vampiros e zumbis Stake Land. Não há criaturas aberrantes em Somos o que Somos, pelo menos não à primeira vista. Na trama, a reclusa família Parker vê seus bizarros costumes ameaçados quando uma chuva torrencial atinge sua cidade, o que força as irmãs adolescentes Iris e Rose a assumir a responsabilidade e lidar com os segredos da casa.

Da escolha das protagonistas Julia Garner e Ambyr Childers, com sua fotogenia de anjo, passando pela fotografia meio sépia, até a disposição de enquadrar tudo com simetria, Somos o que Somos lembra os longas típicos de um Festival de Sundance (como Martha Marcy May Marlene, também rodado nas Catskills). O problema é que Mickle não parece ter muita vocação para esse tipo de filme (ou para qualquer outro, dados os erros de continuidade), e Somos o que Somos não vai muito além da emulação de outros estilos, indeciso ainda entre ser grave e ser irônico.

A atuação desastrosa do ator Bill Sage, uma versão sem carisma de Bruce Campbell, como o pai das duas garotas, é a síntese dos problemas de tom de Somos o que Somos. Ele procura uma dúzia de caretas diferentes para transmitir seu misto de sofrimento e predestinação, mas só parece estar imitando outros patriarcas cegos de fé, de filmes melhores. A cara do ator Michael Parks no fim do filme, incrédulo diante de tudo isso que testemunhamos, acaba sendo o que de melhor Somos o que Somos tem a oferecer.

Somos o que Somos | Cinemas e horários

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

Estou quase 3 anos atrasado, mas é assim, sempre assisto os filmes beem depois de lançados (mentira, esse conheci apenas hoje, em propaganda na TNT); Não costumo criticar atuações nem enredo, pra mim filme é filme... mas no caso de Somos o que Somos, achei muito devagar... podia ter rendido bem mais... não considerei terror em hipotese alguma (nem chega aos pés de um Colecionador de Ossos ou Albergue), estando mais para suspense. A história é bem explicada, o enredo é lerdo mas consistente; não achei "pontas soltas". O final não foi o previsível, juro que esperava outro. Se eu recomendo? Sim. Mas não como prioridade. Sabe aqueles dias, (hoje, hehehe) tipo de eleições, que você vota e nem nos HBO tem filme que lhe chame a atenção? Está chovendo, nem ao parque pode ir? Então, dia ideal para gastar 105 minutos!

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