De Canção em Canção
Filmes - Drama, Musical
De Canção em Canção (2017)
(Song To Song)
  • País: EUA
  • Classificação: Não definido
  • Estreia: 20 de Julho de 2017
  • Duração: 129 min.

De Canção em Canção | Crítica

Terrence Malick volta aos triângulos amorosos em mais um filme que busca os signos do século 21

Desde que tornou sua produção mais prolífica nos anos 2010 a partir de A Árvore da Vida, o ex-bissexto Terrence Malick trocou os filmes de época pelos olhares sobre o mundo contemporâneo, e consequentemente uma coisa se confunde com a outra: Malick faz filmes hoje com mais frequência porque ele passou a se interessar mais pelas imagens que o cercam do que pela mitologia americana de antes? Ou foram esses mitos que para ele se transformaram em algo novo e talvez definitivo?

Embora alguns temas se repitam desde o seu começo de carreira - em especial, os vaivéns de triângulos amorosos, que estão no centro de seu novo longa, De Canção em Canção (Song to Song, 2017) - o Malick de hoje é visivelmente um cineasta interessado em encontrar os signos do século 21. Essa busca passa pela regressão, por imagens de uma memória coletiva americana, nas casas de subúrbio com seus quintais arborizados, no casting feito todo com crianças e jovens brancos como leite, e termina em espaços esvaziados da vida adulta, as mansões brancas e cinzas de arquitetura modernista que Malick tanto filma hoje, sempre atento para claraboias que toquem o céu e assim possam aproximar essas casas-templos de uma ideia de religiosidade.

Seguindo essa descrição, De Canção em Canção não difere muito de A Árvore da Vida, nem de Cavaleiro de Copas, drama que Malick rodou em paralelo a De Canção em Canção (antes de definir o que seriam e montar cada um desses filmes), com quem forma um díptico de colagens. Em Michael Fassbender, o cineasta encontra um protagonista com perfil semelhante ao de Sean Penn, capaz de resumir num semblante o desespero de duvidar de tudo, embora vivencie tudo com intensidade. Ter um ator magnetizante em cena é essencial para esses filmes, porque o movimento de chicote que a câmera de Emmanuel Lubezki faz o tempo inteiro, emulando justamente esse jogo de pólos de atração e repulsa, carece de uma presença carismática que sustente o vaivém.

Que os outros dois pontos do triângulo, Rooney Mara e Ryan Gosling, não sejam tão sólidos quanto Fassbender até ajuda a trama (ele faz um produtor musical que já viveu de tudo, enlouquecido por essa bagagem, enquanto Mara e Gosling cumprem o arco malickiano do amor puro e do fim da inocência) mas não ajuda na empatia nem faz de De Canção em Canção um filme melhor. Da mesma forma, a busca do cineasta por uma transcendência no improviso se sufoca aqui pela tentativa ostensiva de fabricar esses momentos. Malick sempre gostou da imagem da fumaça e da poeira, por exemplo, para ele é uma coisa das mais evocativas, mas ver Ryan Gosling chutando terra e brincando com Rooney Mara nesses figurinos perfeitos da Austin mais hipster não ajuda muito na procura por uma espontaneidade sublime.

Diante das repetições nesses filmes recentes e o uso desgastado dos mesmos recursos visuais é muito fácil reduzir De Canção em Canção à mecanicidade com que Malick se aproxima do que filma, mas é inegável o charme de criar uma dramaturgia sobre jogos de poder entre homens e mulheres a partir de registros aparentemente desinteressados. O trio protagonista parece despojado de intenções quando brinca diante da câmera, mas aos poucos surgem daí laços de dependência; personagens se amarram, se seguram, o cara ameaça se jogar e a menina segura, um se posiciona aos pés do outro e depois se invertem. Há muito de teatral nesse jogo, mas do acúmulo e da persistência Malick, tira, ao menos, uma jornada pessoal, e não dá pra dizer que De Canção em Canção é aleatório ou inconsequente. Na verdade, dessa encenação surge um dos seus filmes mais lineares e consequentes.

A questão é se isso basta. Temos aqui um cineasta que por anos, folcloricamente, representou o máximo do que imaginamos de uma persona artística, seja no ostracismo público digno de Pynchon que adotou por anos, seja no anedotário que acompanha seus processos de filmagem, as dezenas de atores que aceitam trabalhar para Malick sem saber se aparecerão nos filmes. Assim como os filmes que o precederam, De Canção em Canção é feito de narrações em off cheias de indagações sobre o sentido do mundo e da vida - Malick responde à altura, nessa hora, a toda a expectativa que temos dele como artista capaz de questionar as coisas - mas as soluções que ele acha ainda nos satisfazem? É também de insatisfação, afinal e acima de tudo, que seus filmes tratam.

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

Já sim, gostei bastante desse. Mas a partir de Knight of Cups ele meio que caiu num loop infinito, desde então seus filmes parecem todos iguais. Acho triste pq considero o Malick um poeta visual, uma especie rara de cineasta, tal como Andrei Tarkovski.

Outro dia revi Cinzas no Paraíso (1978) e pensei "nossa, que filme bom do c$#@%$!!". Aí lembrei que cargas havia acontecido àquele Malick? Síndrome de Mediocridade Spielbergiana? Não sei...só sei que tentei assistir a este De Canção em Canção e não consegui. Prefiro pegar Cisne Nero e ver quadro a quadro do que esses filmes nauseabundos dele.

Outra obra espiritual do Malick cujo roteiro, por ser totalmente fora de sequência, quebra a tentativa de entendimento racional para nos arrebatar em subconscientes que pouco a pouco vão pipocando, nos incomodando e fazendo com que sintamos o drama em toda sua crueza. É impossível não comparar o roteiro com A Insustentável Leveza do Ser, seja o livro, seja o filme. Você pode substituir o clima sombrio da Primavera de Praga pela autodestrutivo mundo do rock’n roll no Texas. Pode substituir também o melancólico desterro do doutor Tomas pelo também melancólico vazio existencial do empresário musical Cook. Admito que o filme não tem muita originalidade pois repete muitas técnicas e narrativas do Árvore da Vida, mas, se esse é foi e é um filme maravilhoso também, porque não mais do mesmo? As atuações são maravilhosas, especialmente a de Natalie Portman e o eterno retorno contido na trama não deixa escapar uma constatação de que trata-se simplesmente de uma história de amor, ainda que narrado instintivamente.

Marcela, o mesmo aconteceu comigo! Tirando a fotografia, é péssimo! Pretensioso! Uma das 03 vezes em minha vida que quiz sair do cinema. Pretensioso, vazio, embora queira parecer profundo é raso! Repetitivo.Detestei!

Estou no cimema agora assistindo "De canção em canção" e estou com vergonha de sair, pois tenho que pedir licença para um casal do meu lado. Horrível esse filme!

Pra mim o Malick deveria ter parado na Arvore da Vida, dpois disso seus filmes são praticamente o mesmo, parece q o cara tá num loop infinito d vazio existencial d brancos milionários kkkkk E pelo amor d Deus, larga d mão do Lubezki, só isso já daria a sensação d sair do loop infinito, mas daí vem a questão, o q seria d seus filmes sem o Lubezki? Pois mto d sua obra é contemplada ainda pela fotografia, enquanto as histórias estão repetitivas,ou seja sem o Lubezki não tá sobrando mta coisa ultimamente.... É nessas horas q bate uma tremenda saudade d caras como Kiarostami e Tarkovsky, em q cada obra parecia genial e ÚNICA...

Os filmes desse diretor são os melhores para se ver quando se quer tirar um cochilo após o almoço. Vc acorda antes do final e percebe que não perdeu nada. Muito bom. Cavaleiro de Copas até o momento é meu predileto. Tiro e queeeeeeda. zzzzzz

exatamente, essa cena de Whiplash exemplifica muito bem isso, o pior é que como visto no filme, o cara que defende esse ponto de vista sempre é visto como um babaca arrogante, quando ele só está defendendo o real valor de se fazer arte. Essa história de dizer que é tudo questão de gosto não passa de pseudo democracia, é um pensamento sem senso crítico, raso.

Mais algum critico ou cinéfilo diz aos outros o que gostar? isso seria presunção. Agora se dispor a discutir aspectos técnicos é inútil pois a pessoa não tem senso critico nem conhecimento para tal, é como eu discutir arquitetura com arquiteto, concorda? Como eu disse, quem vê filme apenas como entretenimento apenas emite sua opinião pessoal, nada mais.

Disse tudo! parabéns! A arte pode ser subjetiva sim, mais só parte dela. Me lembro bem de uma cena do filme "Whiplash" em que há um concurso de musica e o irmão do protagonista pergunta como podem julgar isso por que a musica é subjetiva e ele responde indignado "claro que não!" pois o cara estudou anos e anos então não, não é so subjetivo.

Mas e sobre o filme ora resenhado, nada? O que você achou dele?

Alguém que estuda cinema por mais conhecimento que tenha, não pode dizer o que as pessoas tem que gostarem ou não, ou dizer que meu gosto é melhor que o seu. Avaliação técnica é uma coisa, medir a empatia que as pessoas podem ter com filme A e B é outra completamente diferente, se Transformers atrai mais público que filmes conceituados, não quer dizer que a massa é burra, e sim que esse tipo de entretenimento causa mais atração pelo seu propósito. Apenas isso.

Como assim? quer dizer que quem estuda um tema por anos e anos e sabe distinguir um filme entre roteiro, direção, atuação, sabe dizer o que é um plano sequencia, um corte americano, quem vê filmes europeus e também blockbusters, analisa diferentes escolas e vertentes, sabe tanto como alguém que nunca desenvolveu senso critico e nem sabe o que um diretor de cinema faz? é piada né? toda obra criativa pode e deve ser analisada e para isso tem que ser estudada, opinião própria não é critica, se vc não tem embasamento não critique, apenas diga "Eu não gostei".

Verdade...é preciso separar o publico que vê filme apenas como entretenimento dos cinéfilos, pessoas que de alguma forma estudam a arte cinematográfica e tem sim maior gabarito pra analisar filmes, assim como quem estuda música tem uma visão mais técnica dela, pra tudo na vida voce precisa estudar pra saber o que diz.

Já assistiu Amor Pleno? Ainda é melhor que KC e Song to Song.

Filmes não são só roteiro, como eu disse, são entretenimento. Se só roteiro fosse levado em consideração, não teríamos filmes pipoca, seja de ação barata ou comédias, pq em todos eles os argumentos de atração são outros do que histórias pra explodir a cabeça. A atração desses filmes são outra, ninguém vai ver filme de herói pelo roteiro, filme do Shwarzenegger por roteiro, filme do The Rock por roteiro, filme do Vin Diesel por roteiro, filme do Eddie Murphy por roteiro, filme do Adam Sandler por roteiro, vão pq possuem atrativos de identificação que compensam personagens rasos e roteiros previsíveis. Se o Michael Bay não é um primor em roteiro, tem muita qualidade nas produções de seus filmes, pare para ver qualquer making of de desenvolvimento de seus filmes pra ver o quanto é trabalhoso criar filmes de ação a moda antiga em pleno 2017 (mais efeitos práticos e menos fundo verde).

E o problema dos filmes do Michael Bay não é por serem filmes de ação, mas sim por serem mal feitos mesmo, você é formado em cinema, você realmente acredita que os roteiros dos filmes do Michale Bay são bons?

Se você resume tudo a gosto, dizendo que o gosto de ninguém é melhor, então você está dizendo que cinema é uma arte puramente subjetiva? Se você diz que uma obra artística é puramente subjetiva, e é tudo questão de gosto, então você está tirando todo o mérito que um cineasta tem ao fazer um filme, pois não importa o quanto ele estude, o quão criativo ele é, o quanto ele se esforce para fazer o melhor filme possível, o filme dele nunca será melhor que um batman e robin da vida, feito de qualquer jeito, sem criatividade, esforço ou conhecimento cinematográfico, pois tudo é questão de gosto, não existe melhor ou pior, existe gosto. Então se arte é só questão de gosto, quer dizer que se eu desenhar uma pessoa, cujo o corpo é uma linha, os braços são duas linhas, as pernas duas linhas e a cabeça uma bola, quer dizer que se tudo é um questão de gosto, o meu rabisco super mal feito pode ser tão bom quanto a monalisa? Se chegar um cara e disser que o meu rabisco é melhor que a monalisa, quer dizer que o gosto dele não é pior que o cara que prefere o quadro do Da vince? E que o meu quadro é tão bom quanto o do Da vince? Pois tudo é questão de gosto? Se arte fosse só questão de gosto, então não haveria valor nenhum na arte.

Vc não entende mais de cinema que ninguém, tira essa ideia da cabeça, por mais que vc tenha um profundo conhecimento da sétima arte, seu gosto não é melhor do que nenhum outro leigo que veja filmes só pra se entreter. Malick é tão cinema quanto Michael Bay, a diferença é que apresentam propostas diferentes para públicos diferentes, mas cinema é cinema, ponto final. Gosto pessoal é identificação. Vc se identifica mais com cinema autoral ou cinema de arte, tem pessoas que se identificam mais com cinema entretenimento, não existe fórmula exata do que é mais ou menos importante, e sim a forma que a pessoa simpatiza com a obra em si. Vc mesmo disse que é um conhecedor de cinema por ter visto muitos filmes e estudado em casa. Eu sou formado em cinema e isso não me torna especialista em nada para fazer julgamento do que uma pessoa deve ou não gostar. Sim, vc é preconceituoso por acreditar que entende mais de cinema por se interessar mais por um determinado segmento de gênero.

Cara, não sou preconceituoso, e não sou melhor do que ninguém por entender mais de cinema do que a maioria das pessoas. Pensa comigo, Todo mundo é leigo em quase tudo, e em algumas coisas em específico nós temos um conhecimento mais aprofundado, eu não vejo cinema só como entretenimento, eu vejo como uma arte complexa, eu dediquei anos da minha vida a assistir vários e vários filmes, a estudar sobre cinema(em casa mesmo, nunca fiz faculdade ou coisa do tipo), não sou o maior cinéfilo do mundo, acho até conheço muito menos do eu deveria, mas eu me acho no direito de dizer que entendo de cinema mais do que a maioria das pessoas, que nunca dedicaram seu tempo para se aprofundar no assunto, do mesmo jeito que um cara que entende de matemática(seja um acadêmico ou um entusiasta que tira boas notas na escola) entende mais de matemática do que eu, pois eu sou um leigo no assunto que nunca teve interesse no assunto e sempre passou raspando na escola. Eu não sou superior a ele, e ele não é superior a mim, talvez ele seja superior a mim, já que ao entender de matemática ele vai ter mais portas abertas na sua vida. É simples, eu não sou leigo em cinema, mas sou leigo em várias outras coisas, assim como todo mundo. Eu só não vou fingir que sou humilde e mentir ao dizer que um cara que não consegue nem perceber os cortes de um filme sabe mais do assunto do que eu, eu me esforcei para saber mais sobre esse assunto, e esse cara se esforçou para saber mais de outros assuntos. Sobre a relevância de opinião, eu não to dizendo que o cara não pode gostar de transformers, ele pode, faze o que tu queres, também não estou dizendo que o cara que gosta de transformers é menos inteligente do que eu, não, ele pode ser muito mais inteligente do que eu, só que em específico, ele não entende de cinema, ou talvez entenda, e com argumentos pode até provar que eu estou errado e que transformers é um bom filme. Por exemplo, se você fosse apostar seu dinheiro num jogo de futebol entre real madrid e barcelona, tem dois grupos de pessoas, o primeiro grupo é composto por 20 pessoas que não assistem futebol, não acompanham as notícias sobre futebol e não conhecem nem o funcionamento da regra do impedimento. o Segundo grupo é composto de apenas duas pessoas, mas essas duas pessoas são comentaristas de futebol, assistem futebol direto e estudam sobre o assunto. O primeiro grupo diz que o barcelona vai ganhar o jogo, o segundo diz que o real madrid vai ganhar o jogo, e você não entende nada de futebol e não tem opinião formada sobre o assunto, em qual dos dois grupos você vai confiar? Qual dos dois você vai achar que tem a opinião mais relevante? O grupo com mais pessoas, que não entendem do assunto, ou o grupo com menos pessoas, que entendem mais do assunto? Óbvio que você vai confiar mais no segundo grupo, o mesmo se aplica ao cinema.

" Para deixar claro, na minha opinião só os cinéfilos entendem de cinema, e eu só levo em conta a opinião dos que entendem de cinema, pois a opinião dos leigos ao meu ver é irrelevante." Na boa, mais chato que os filmes do Malick, só os fãs dos filmes do Malick. As pessoas podem se divertir vendo Transformers e filmes de heróis, e podem apreciar um filme do Kubrick, Bergman, Leone. Filmes são entretenimento e cada um tem seu propósito, ninguém é melhor que ninguém por gostar mais de filme polonês ou blockbuster, Vc é um cara muito preconceituoso brother, abaixa esse nariz empinado, dica pra vida.

Outra crítica sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2017/07/20/de-cancao-em-cancao-2017/

A aba "sobre" que fica em cima da tela deve ter sido feita justamente para saber sobre o que o filme criticado trata, uma vez que nunca dá para entender sobre o enredo do filme lendo as críticas do Hessel. Muito menos saber se o filme é bom ou não.

Malick tem obras primas no currículo até A Arvore da Vida (que é um filme sublime, uma obra realmente). Mas depois de Knight of Cups, ele meio que perdeu a mão. Acho que alguns anos sabáticos o fariam bem.

Sou fã de Mallick. Mas aqui ele se perdeu. Não sabia que havia filmado em paralelo com Knight of Cups, mas a estética e estilo se emulam de forma que é uma informação apenas óbvia. O fato é que a introspecção e a contemplação soam vagas como nunca. Lembro de Sean Peann, que lamentou, em Árvore da Vida, como o diretor parecia mais interessado em filmar pássaros do que os atores. Deveria, então se voltar para o documentário autoral, como Herzog fez décadas atrás, após referendar seu nome na sétima arte.

Quando eu digo nicho eu quero dizer a comunidade cinéfila como um todo, todo cinéfilo é de nicho. Para deixar claro, na minha opinião só os cinéfilos entendem de cinema, e eu só levo em conta a opinião dos que entendem de cinema, pois a opinião dos leigos ao meu ver é irrelevante. Como eu disse, cinéfilo não paga filme, logo a bilheteria e a popularidade do filme entre as massas não tem nenhuma relação com a qualidade do mesmo, Transformers ta aí para provar isso. Quando disse que não se pode achar um filme ruim por ele ser popular? Você pode achar o filme mais popular do mundo um lix0, não tem problema nenhum, é a sua opinião, você acha o que você quiser, eu mesmo acho alguns filmes muito aclamados obras ruins, sei que sou minoria, mas mantenho minha opinião, e você deve manter a sua, você deve continuar achando os filmes do Malick lix0s, não mude de opinião porque eles são aclamados pela crítica ou coisa do tipo. Eu apenas vi você falando mal de filme que eu adoro e respondi dizendo que achava o oposto de você, não foi um ataque a sua opinião, tanto que no começo do comentário deixei claro que a respeitava. Meu único ponto nessa discussão é: muita gente acha esses dois filmes obras primas(muita gente entre os cinéfilos, pois ao meu ver são os únicos com opiniões relevantes), não atoa Arvore da Vida ganhou a palma de ouro em Cannes e foi indicado a um monte de oscar. Não to dizendo que você não deve desgostar ou mesmo fazer críticas construtivas a ele.

eu gosto da viagem psicodélica macabra, é quase uma experiência sensorial sobre a loucura, é um filme que fala sobre como a guerra leva o homem a insanidade, o filme nos leva nessa viagem pela insanidade. MAs foi um filme que eu também achei chato quando vi pela primeira vez, quando reassisti ele se tornou um dos meus favoritos.

Quanto ao primeiro parágrafo: a maioria dos grandes filmes da história do cinema são apreciados apenas por cinéfilos, cinéfilos são nicho, lhe garanto que se tu colocasse 100 pessoas que tratam cinema apenas como entretenimento banal numa sala de cinema, para assistir taxi driver e cidadão kane, a grande maioria desses 100 iam dizer que o primeiro filme é chato, e nem assistiriam o segundo, por se tratar de um filme em preto e branco. Laranja Mecânica e o Iluminado são filmes extremamente populares entre os cinéfilos, vivem entrando em cartaz novamente para serem assistidos por cinéfilos(tanto que só entram em cartaz novamente em cinemas pequenos, normalmente no sudeste, pois aqui no nordeste esse tipo de filme não passa de novo no cinema nem a pau). É claro que o Kubrick é mais popular que o Malick entre cinéfilos, disso não resta dúvidas, o que eu quis dizer é que entre cinéfilos e críticos de cinema, muita gente aclama Arvore da Vida e Além da Linha Vermelha, muita gente não gosta, mas muita gente gosta também(muita gente entre os CINÉFILOS). Você colocou popularidade como um argumento para discutir qualidade. Você usou como exemplo o ato de sair na rua e fazer uma pesquisa, pois saiba que se essa pesquisa fosse feita, mais gente teria visto tranformers do qualquer filme do Kubrick, os filmes do Michael Bay fazem mais dinheiro que os do Tarantino.

KKKKKKKKKKKKKKKK

Só observando esse tanto de fanboys de filmes de super-herói aqui, que não perdem um filme do Eme-Cê-U no cinema, mas não conseguem apreciar a obra de um dos maiores cineastas independentes de Hollywood, que é o Terrence Malick. O cara foi o responsável por um dos romances mais poéticos da história do cinema em Cinzas do Paraíso, dirigiu um estudo intimista e profundo sobre a guerra em Além da Linha Vermelha, meditou sobre infância, vida e família em A Árvore da Vida... Mesmo assim, a nerdaiada desse site só o enxerga como diretor de filmes chatos e difíceis. Deve ser porque, diferentemente dos filmes da Marvel Studios que a turminha que acessa esse site tanto gosta, a obra de Malick exige reflexão para ser apreciada. Mas como essa cambada nerd não é acostumada a usar o cérebro, muito menos para refletir sobre o que acabou de assistir (preferem ir pro Twitter para bostejar e discutir se o uniforme do tal herói é igual ao dos quadrinhos), então obviamente não são capazes de apreciar a obra de Malick, muito menos de um Kubrick, um Ozu, Kurosawa, etc.

Espera, eu comentei que muita gente acha os filmes do Malick chatos, enquanto vc disse que muita gente acham os melhores filmes já feitos. Se quando eu digo muitos quer dizer a maioria, e quando vc diz muitos quer dizer que é apenas um nicho, então acho que tem mais gente que não gosta do que quem gosta. Esse é o primeiro ponto. Segundo que não dá pra comparar Malick com Kubrick. Talvez só no seu bairro não conheçam Kubrick, pq Laranja Mecânica e O Iluminado são filmes extremamente populares. Esses eu garanto que tem muito mais gente que gosta, do que quem não gosta, não atoa vivem entrando em cartaz novamente nos cinemas e são considerados clássicos do cinema (para não dizer 2001 e Full Metal Jacket, que são menos populares mas que também possuem um fandom muito grande). A popularidade do Mallick a gente já até mede nessa própria crítica. Veja o tanto de gente que veio comentar nessa crítica, e compara com a de outros filmes aqui no site mesmo. Geral nem liga para o Malick, justamente pq é um diretor de nicho mesmo.

Apocalypse now é bom até a parte da viagem psicodelica macabra, dali pra frente só nao é mais chato que alem da linha vermelha

Mas se é de nicho, não é muitos, aí vc ta se contradizendo. Todo filme, seja bom ou ruim, tem seu nicho, até então não é mérito nenhum. Por essa lógica vc não pode achar nenhum filme fraco ou ruim, pq certamente aquele filme terá seu nicho que o considera um dos melhores.

se usarmos essa lógica, só Blockbuster seria bom, se eu sair na rua perguntando quem assistiu a um filme do Kubrick, a esmagadora maioria não vai saber quem é, Kubrick deixa de ser um dos melhores cineastas por causa disso?

Quando digo muita gente, me refiro as cinéfilos, que são nicho, não são numerosos o suficiente para dar uma boa bilheteria a um filme.

e desde quando filme de guerra se resume a ação? O melhor filme de guerra já feito, Apocalypse Now, tem menos ação do que além da linha vermelha. É um drama filosófico dentro do contexto de soldados numa guerra, matando e sendo mortos. E ainda assim tem boas cenas de ação, poucas, mas tem, com a câmera mergulhando dentro daqueles campos cheios de explosões.

Faz uma pesquisa, sai na rua e vai perguntando para pessoas variadas qual o seu filme de guerra preferido e tenha muita sorte pra saber quantos vc encontra que vão dizer Além da Linha Vermelha. Se muitas pessoas tem a mesma opinião, não vai ser difícil então encontrar tantos fãs assim.

Se muitas pessoas amam os filmes dele e os colocam entre os melhores, certamente muita gente assistindo = muita bilheteria vai ter. A conta é simples.

Mano, tem de tudo nesse mundo, acredite. Conheço uma pessoa que adora esse filme, de verdade... sauhsuhshus

Quem assisti esse alem da linha vermelha esperando um bom filme de guerra, fica bem decepcionado, pq sao 3 horas de flashbacks e contemplação

Nossa, eu saquei que é um exemplo apenas, mas eu duvido muito que alguém ache Batman e Robin o melhor filme de super-heróis já feito. Não achar o filme essa bomba toda é uma coisa (e eu já vi isso), mas dizer que é o melhor filme de heróis é outra. Só se a pessoa tem menos de 10 anos de idade e/ou não viu quase nenhum filme de super-herói, e os outros filmes do gênero que ela viu foram Mulher-Gato, Elektra e Lanterna Verde

E o que bilheteria tem a ver com a qualidade do filme?

Não é só a opinião dele. Mas sim de muitas pessoas. Alem da Linha Vermelha esta entre os melhores filmes de guerra da historia. Ponto.

Assim como em ''A Árvore da Vida'', não consegui passar do primeiro ato. )=

vai fazer muitos centavos na bilheteria.

Apocalypse Now, Full Metal Jacket e Resgate do Soldado Ryan são filmes acima de qualquer outro patamar em relação a guerra, e todos bem diferentes um do outro. Na torcida para que o Dunkirk possa alcançar esse auge.

Amam Malick, vai fazer uma bilheteria absurda, certeza que muita gente adora mesmo :v

para mim, como filme de guerra só perde para Apocalypse Now. Acho Arvore da Vida um dos dez melhores filmes já feitos, mas muita gente que entende muito de cinema, e todo mundo que não entende nada de cinema detesta, é bem divisivo.

Além da Linha Vermelha assisti a uns 4 meses atrás, curti, mas não achei uma obra prima, principalmente comparado a um Apocalypse Now ou Full Metal Jacket da vida. O Árvore da Vida tá um tempão na minha lista mas não tive tempo ou vontade suficiente pra assistir.

Acho que são duas propostas diferentes, mas realmente tem sua semelhanças, de qualquer forma, são dois grandes filmes, na minha opinião é claro.

Não gosto de Árvore da Vida, tenho a leve suspeita de que o plot foi copiado do A Fonte da Vida do Aronofsky que na minha opinião é bem melhor

seja livre para pensar isso, pra mim e pra muita gente(muita mesmo), são duas obras primas, nada menos que isso.

Melhores filmes já feitos... na sua opinião. Assim como vamos encontrar quem diz que Batman e Robin é um dos melhores filmes de heróis já feito. Pra mim e pra muita gente (muita mesmo), são filmes bem chatos, apenas isso.

Aliás, as críticas do Hessel são muito parecidas com os filmes do Malick, não sei qual dos dois dá mais sono. (eu já to bocejando no primeiro parágrafo, olha essa combinação).

Respeito sua opinião, mas tenho que escrever isso. Além da Linha Vermelha e Arvore da Vida são duas obras primas, recomendo pra quem quer ver dois dos melhores filmes já feitos.

Eu gostei do filme, mas com muitas ressalvas, ele tem coisas verdadeiramente geniais, as vezes você tem a impressão que está vendo uma obra prima, mas também tem vários e vários defeitos, é uma bagunça. Acho que o Malick deveria dar uma pequena pausa na carreira, ele sempre foi conhecido por demorar a fazer filmes, e agora todo ano lança um novo, ele precisa dá um tempo para conseguir inspiração.

Além da Linha Vermelha e a Arvore da Vida são ótimos soníferos, recomendo pra quem sofre do problema.

Terrence Malick é aquele diretor de A Arvore da Vida e daquele outro filme chato com o Ben Afleck que eu esqueci o nome agora ? Dispenso !

Não dá pra ver a crítica do Cavaleiro de Copas pelo link da crítica. Também não a encontrei pela busca do site. Ela foi publicada?

O Filme foi massacrado pela critica,uma pena curto os filmes do Malick

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