Soundtrack
Filmes - Drama
Soundtrack (2016)
(Soundtrack)
  • País: Brasil
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 6 de Julho de 2017
  • Duração: 110 min.

Soundtrack | Crítica

Longa se apoia nas grandes atuações de Selton Mello e Ralph Ineson, mas tropeça em cenas desnecessárias

O cinema nacional vem expandindo cada vez mais horizontes e Soundtrack chega como a promessa de um novo thriller sobre a solidão e o isolamento. Estrelado por Selton Mello e Seu Jorge, o longa é comandado pela dupla 300 ml, famosa pelo aclamado curta Tarantino’s Mind, que viralizou na internet. Agora, eles se reúnem mais uma vez para um longa que, assim como o trabalho anterior, depende muito da relação entre os atores principais para funcionar.

Na trama, o fotógrafo Cris (Selton Mello) viaja para uma estação de pesquisa polar, onde pretende realizar “selfies” para uma exposição de arte. Sua ideia é reproduzir em imagens as sensações causadas pelas músicas de uma playlist selecionada para a experiência. Lá, ele entra em contato com visões de mundo completamente diferentes, na companhia de quatro cientistas que se dedicam a projetos grandiosos, especialmente seu companheiro de quarto Mark (Ralph Ineson) e o botânico brasileiro Cao (Seu Jorge).

A química entre Selton Mello e Ralph Ineson é o que segura o filme. A troca entre os atores funciona na tela e é uma das grandes forças do longa. Vemos toda a evolução de Mark, um homem com o fardo de cuidar de uma pessoa que nunca esteve em uma situação extrema como a dele, contra Cris, um fotógrafo tentando se isolar do mundo e, ao mesmo tempo, tentando buscar um pouco de afeto entre desconhecidos. Ambos encontram pontos em comum e eventualmente se transformam graças ao outro, com Cris entendendo que seu trabalho viverá e será importante mesmo depois de sua morte e com Mark aprendendo a perceber quais são as relações que mais lhe interessam.

A Antártica também é importantíssima para história e o local isolado fica ainda mais aterrador graças a trilha sonora, que é muito bem trabalhada pela dupla de diretores. Cada música tocada, seja ela de tensão por perder um dos personagens ou de alegria por um simples passeio, é seguida (ou cortada) por um silêncio profundo, que lembra imediatamente ao espectador que independentemente da ação, os protagonistas estão em um local do mundo em onde não existe nada além de neve.
Uma das escolhas mais ousadas para trilha é não demonstrar em momentos chave o que Cris está ouvindo. O melhor exemplo disso é quando ele e Mark finalmente conseguem criar um laço verdadeiro de amizade. Cris coloca seu fone nos ouvidos do cientista e mostra como a mesma montanha pode ter três significados diferentes caso a música certa seja tocada. Toda a experiência é vista pela interpretação cirúrgica de Ineson, que consegue mostrar ao mesmo tempo a dor de estar longe de casa e a casualidade de olhar uma montanha de snowboarding.

A premissa do longa, explorar a relação de cinco homens isolados do mundo, é interessante e o roteiro segue conciso até a metade do filme. Porém, ele começa a se perder quando apresenta histórias paralelas que não acrescentam nada à trama e a resolução demora a chegar, deixando a narrativa arrastada. Cao, interpretado por Seu Jorge, entrega cenas divertidas e é o melhor coadjuvante da produção, mas ainda assim, muitas de suas participações são descartáveis para o decorrer da história.
Outro exemplo disso é um momento onde Cris relembra o dia em que descobriu que conseguiria viajar para Antártica. Na lembrança, somos apresentados a um personagem que não é citado em nenhum momento até então e nunca mais é falado. A cena poderia ter ficado muito mais forte caso os diretores mostrassem a relação do protagonista com sua mãe, cuja relação influencia as escolhas de Cris desde o início.

Além disso, a construção do “vilão” Huang é equivocada. Apesar de ter seus motivos para odiar um artista, ele surge como um rival desnecessário quando o foco do fotografo está na dificuldade de lidar com sua arte e na sua turbulenta relação com Mark, que é a mais interessante da produção.

Soundtrack começa sobre um estudo sobre a solidão, mas o longa acaba se transformando em uma história sobre a importância da relação com seu trabalho e a conexão com outras pessoas, independentemente do quão isolado você está. O filme arrisca ao tentar inovar em relação a produções tradicionais e os momentos em que acerta vai muito bem, mas ainda derrapa em momentos desnecessários e não consegue se tornar o filme que prometia ser.

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

Também kkk

se esconder atrás de nicks é estratégia para não ser cobrado...kkk

O Cheiro do ralo tem um elenco competente, não compromete, claro que quem da as cartas e o Selton Marmelo.

75 ml em cada peito shuahushusa

FINALMENTE OUTRA PESSOA QUE REPAROU.

Cada diretor seria 150 ml? Ou a soma deles seria 600 ml?

Alguém já reparou que quase todos os filmes brasileiros ganham duas estrelas no omelete...? E olha que tem uns filmes bons que acabam por ser escrachado no site e algumas porcarias estrangeiras feitas apenas pelo dinheiro são tratadas como melhores coisas do mundo...

Vou esperar passar na Tele Cine

Infelizmente é, não conheço a história da dupla, mas normalmente quem usa nicknames assim é quem trabalha no pornô ou faz viodeoclipes de funk.

Se fosse filme estrangeiro seria: Soundtrack - uma jornada musical

É sério, dá uma pesquisada que você confirma.

A presença do Selton Mello me conforta em dar uma chance a esse filme. Grande ator que costuma levar muitos filmes nas costas pelas suas atuações, vide 'O Cheiro do Ralo' e 'Meu Nome Não É Johnny'.

A distribuidora de filmes estrangeiros no Brasil fica responsável pelo título. Um filme nacional, quem da o título é o diretor e/ou produtor do filme.

quando for 900ml eu assisto

Gostei bastante. E concordo. Selton Mello e Ralph Ineson, seguram o filme. Atuações fantásticas. Achei Seu Jorge, um pouco deslocado. Mais o roteiro segue um caminho interessante.

Porque filmes estrangeiros ganham subtitulos ridiculos.... e filmes nacionais não?

sério?

erro do Omelete, é 1 litro.

Sim, 300ml é como são conhecidos Manitou Felipe e Bernardo Dutra.

kkk omelete cara

O "nome" do diretor é 300ml? WTF hahaha

Vou me arriscar a assistir...

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