Fome de Poder
Filmes - Drama, Biografia
Fome de Poder (2016)
(The Founder)
  • País: EUA
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 9 de Março de 2017
  • Duração: 120 min.

Fome de Poder | Crítica

O capitalista enquanto showman

Há um momento luminoso, entre muitos, na sétima temporada de Mad Men, quando Don, Peggy e Pete vão ao BurgerChef e mais uma vez o capitalismo e a publicidade se unem para dar a forma mais plena do american way: a ideia de que ir ao fast food pode ser um evento-família tão edificante quanto o almoço caseiro de Ação de Graças. Todo marketing das hamburguerias americanas historicamente deriva dessa noção de que o fast food nasce de costumes, de coletividade, e não de conveniências da industrialização.

Fome de Poder (The Founder, 2016) tem um apelo inegável enquanto narrativa porque é como se essa desmistificação do fast food tivesse - na história da briga dos irmãos Richard e Maurice McDonald contra Ray Kroc, o "fundador" do McDonalds - todo um começo, um meio e um fim. Kroc conheceu os McDonalds nos anos 1950 e, a partir de uma invenção dos irmãos, a cozinha modulada que impunha ao giro da hamburgueria um ritmo fordiano, criou para si o império que viria a se espalhar pelo planeta todo.

Recém-indicado ao Oscar por Birdman, Michael Keaton interpreta Kroc no filme do diretor John Lee Hancock, que abre com um close-up do ator, discursando diretamente para a câmera. Fome de Poder adere logo de cara ao filme-de-ator, seguindo o receituário dos dramas que problematizam os capitalistas americanos, de Wall Street a O Aviador, e a certa altura está fadado a emparelhar Kroc com o Howard Hughes de Martin Scorsese, com seu monólogo para o espelho (que o próprio Scorsese já copiava de si mesmo, de Touro Indomável). Não há nada mais garantido, nesse tipo de filme, do que atribuir ao magnata características de showman.

Se o filme de Hancock tem suas limitações, elas estão intimamente ligadas a essa escolha. Porque embora Kroc no fundo talvez seja apenas um tipo obstinado sem brilho (todos os coadjuvantes que atravessam seu caminho no filme parecem trazer-lhe soluções de graça), Keaton dá ao personagem um verniz de carisma e de energia. Ray Kroc é orador, contador de histórias, cantor, pianista, galanteador. As ambições de todos que o orbitam se condicionam à de Kroc, e ao fim Fome de Poder tem uma cara muito mais de cinebiografia solene - embora o olhar sobre o "fundador" não seja lisonjeiro - do que de estudo sobre o capitalismo, como Hancock parece supor.

A grande surpresa, aqui, e que termina se tornando a principal arma do filme, é a trilha sonora do compositor Carter Burwell, que consegue dar conta de uma transição do triunfante para o sombrio - quando o sonho dos McDonalds aos poucos se transforma no sonho de Kroc - com uma variação sutil de temas ao piano. Graças a Burwell, o trabalho de Hancock soa melhor do que realmente é: um registro bastante monocórdio do empresário enquanto profeta, sempre com monólogos vorazes e frontais, com palanques e palavras finais, enquanto resolve problemas domésticos e logísticos.

No fim, em Fome de Poder, quem vence é o anúncio, a fachada, reiterando o brilho muito particular de vendedores natos como Don Draper e Ray Kroc. Keaton consegue dar ao personagem a sua especialidade: o sorriso sinistro, que muda rapidamente do acolhedor para o tóxico, mas não muito mais do que isso. Talvez Paul Thomas Anderson tenha sido mais esperto, porque também revisitou Scorsese e o monólogo do espelho em Boogie Nights, mas em forma de paródia.

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

Marcelo, não entendi parte de suas críticas. O filme é baseado no livro Gringind it out, onde R. Kroc relata sua vida e a fundação da Macdonalds como modelo de franquia. Nesse livro o mesmo deixa claro ter escolhido as melhores pessoas possíveis para empreitada, além de ter tido sorte com as pessoas que apareceram durante sua vida. Portanto, sim, muitas ideias e conjecturas surgiram através dessas pessoas e não do proprio Kroc. Além disso, o mesmo descreve ter esses problemas de comportamento citado por voce no mesmo livro. Portanto, voce está criticando o filme por ser fiel a obra, que é uma autobiografia.

Se ele não consegue se expressar de forma palatável não poderia ser considerado um dos melhores críticos. Ele precisa aprender a se comunicar com o publico do site. Uma coisa é discordar da opinião do crítico outra é tentar decifrá-la....

E essa tradução marota do nome?! FOME DE PODER kkkkkkkk

Vocês têm muita má-vontade com o cara. Já escorreu - e ainda o faz - muito, mas eis um excelente texto. Procuram erros onde não existe. E, sim, citar outros exemplos faz parte do exercício crítico. Comparações plausíveis são válidas. Aqui, o são.

Recém indicado ao Oscar por Birdman???? Em que ano estamos? Até parece que aquela chatice estava em cartaz RECENTEMENTE.

Fome de Poder - http://bit.ly/2mOOLOe

Galera não entende que o legal do Hessel é ele ter a opinião doida dele ( totalmente imprevisível) e vir apresentar aqui pra nós. Se crítico fosse pensar da mesma forma, não era necessário existir mais de um.

relaxa, é o Hessel.

Perae... ele realmente acha que a cena do espelho de "Touro Indomável" é semelhante à cena do espelho de "O Aviador"??? A única coisa que as duas têm em comum é o espelho. Ambas têm propósitos COMPLETAMENTE diferentes, e isso fica bem claro pra qualquer pessoa que tenha visto os dois filmes! Gesuis amado.

Cara, que crítica horrorosa. "Esse Omelete bem que tá precisando de um ombudsman, pra ser sincero. Pura perda de tempo ler essas críticas do Hessel."[2] PS - Já li várias críticas horrorosas do Hessel, mas essa foi o fim. Adeus, Omelete.

Esta crítica é bastante solene, embora não seja lisonjeira

um registro bastante monocórdio:D

Ah! Deixa eu acrescentar uma coisa só. Eu sei que críticos têm público-alvo também. Afinal, eles precisam que alguém leia seus textos. Ademais, percebo que aqui é um site ligado a coisas 'geek'. Logicamente, o cara não indica certos filmes, tidos como complexos ou parados, para esse tipo de público. Ele até se esforça para funcionar como um 'filtro geek', mas acaba resvalando resvalando para a pura bobagem. Constrói um castelo frágil de palavrinhas pra sustentar filmes raquíticos. E eu não acho que criticar o crítico seja pouca coisa, haja vista a visibilidade que esse 'site' alcançou, contando até com espaço em emissoras de rádio por aí. Já não estamos mais falando de reduto de minoria, subcultura, nem nada do tipo. Aqui não é mais revistinha 'Herói' (se é que você vivenciou essa época). Esse Omelete bem que tá precisando de um ombudsman, pra ser sincero. Pura perda de tempo ler essas críticas do Hessel.

Expressa. Mas é ruim mesmo assim. Não leio mesmo. Perder tempo pra que? Aliás, já tô perdendo tempo. Abço

Já assisti, mas, achei muito pior a história do McDonalds.

Quer ver safadeza de verdade num filme? Veja o filme/documentário Os Piratas de Silicon Valley, que mostra o surgimento da Apple e da M$.

esse filme tem um jeito de "A rede social".. irmãos tem uma ideia e outro mais "esperto" pega para sí... será que a cachaça 51 teve essa mesma historia??? mas o filme é bom.

Então você analisa uma crítica sem ler? Eu discordo de muitas críticas do Hessel, justamente a dos filmes que você citou, porém, ler as críticas, mesmo sem concordar, não inviabiliza o trabalho do cara. Arrisco a dizer que o Hessel é um dos melhores críticos do site, porque ele expressa muito bem suas ideias, e nem sempre de forma fácil e palatável, como muitos críticos por ai. O fato dele gostar de filmes que ninguém gosta, ou odiar filmes que todos gostam, não diz nada. Analise a escrita, o conteúdo... Não se o gosto dele é igual ou diferente ao seu ou de todos.

Eu sabia por cima a história do McDonald's, diferente de outros filmes do estilo onde você sente orgulho e quer ser como o cara retratado. Eu senti foi raiva das atitudes que o Kroc fez, sério, deu MUITA raiva. Acredito que aqueles com visão empreendedora não sentirão a mesma raiva que eu, mas quem tem uma visão mais humana, provavelmente sim.

Nacionalista? Esse filme deixa é puto mesmo. Safadeza pesada os atos do cara!

Dispenso fortemente esse filmes, muito nacionalista mds

Acesse http://rezenhando.wordpress. Não tem tantas como aqui, mas são melhores, aprofundadas!

To doido pra assistir este flme do KEaton hehehehe - acessem http://rezenhando.wordpress.com

E muito melhor que essa!!! Valeu! :D

Outra crítica sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2017/03/08/fome-de-poder-2017/

eles n sabem oq é isso n

Mas por que ficar citando outros diretores e filmes numa crítica? :/ Analisa o diretor e o filme por si mesmos, véi.

O filme deve ser ótimo, Keaton se reinventou muito bem como ator e deve dar um show nesse filme. Se o bostao do hessel disse que é mais ou menos deve ser foda, meu medo seria se ele gostasse

Mas cê ta brava?

4 ovos pra 50 tons, Resident Evil 5 e 6, Pompeia, o péssimo Exorcistas do Vaticano e 5 pra Magic Mike 2

Toca a música "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial"? Senão nem vou perder meu tempo.

Critica feita pelo Marcelo Hessel? Não, passo

Falou o pseudo-crítico que deu apenas 2 ovos para 'Ninfomaníaca'...e 4 para aquela palhaçada de '50 tons mais escuros'. Parabéns. Não li sua crítica: deve ser péssima, como todas.

Sou mais o McDowell's.

Então é assim que começa........ Um Sanduba com letra M.......................... Preparem-se.......... Esse é apenas o início do UCS ( Universo Cinemático do Sanduba)...........

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