O Espaço Entre Nós
Filmes - Ficção Científica
O Espaço Entre Nós (2016)
(The Space Between Us)
  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: 30 de Março de 2017
  • Duração: 121 min.

O Espaço Entre Nós | Crítica

Mistura de drama teen com ficção científica não convence com trama enrolada

O nome do filme O Espaço Entre Nós - com tradução literal do inglês, realmente faz jus a sua premissa: o universo, o espaço sideral, separa dois jovens apaixonados. Gardner (Asa Butterfield) nasceu em Marte e quer vir à Terra para, além de encontrar sua paixão platônica que conheceu pela internet, descobrir mais sobre seu passado.

Na tentativa de misturar de ficção científica com um drama teen à la John Green (de A Culpa é Das Estrelas e Cidades de Papel), o longa falha pois não consegue entregar nenhum dos dois com profundidade. A forma como a trama se desenvolve é pouco crível até mesmo para um sci-fi: uma missão para povoar Marte, iniciada em 2018, conta com uma astronauta grávida (a Nasa, conhecida pelo seu cuidado e precisão, não fez um mísero teste de saúde com a sua funcionária?). O chefe da missão, o engenheiro Nathaniel (Gary Oldman), decide que a criança deverá nascer no espaço e ser mantida em segredo para não comprometer o projeto.

Com a morte da mãe no parto, Gardner, o primeiro humano marciano da história, é criado por cientistas, mas tem em Kendra (Carla Gugino), uma das chefes da estação espacial, sua principal figura materna. Passados dezesseis anos, ele já adolescente tem seus questionamentos, medos e quer ir além do que lhe é imposto. Por isso, convence a todos que chegou a hora de enviá-lo à Terra.

Quando aterrissa por aqui, mais uma dose de incredulidade na trama: o menino, recém-chegado ao novo planeta, foge facilmente das instalações da Nasa, se adapta à nova gravidade e encontra tranquilamente - a pé - a escola de Tulsa (Britt Robertson), sua correspondente da internet.

Ela, que também é órfã e incompreendida, passa a vida em várias casas de famílias diferentes, e encontra no marciano seu porto-seguro. A garota decide então ajudá-lo a entender seu passado e encontrar seu pai, partindo para um road movie cheio de aprendizados e lições de moral. É engraçado que os dois conseguem roubar prontamente por volta de três carros durante o filme e até um avião (!) pequeno, tudo para Gardner não ser encontrado pelos cientistas da Nasa, incluindo Kendra e Nathaniel, e continuar na sua missão.

Com esta narrativa embolada, o longa não convence ao tentar explorar diversas nuances de um roteiro mal construído. O diretor Peter Chelsom, de Dança Comigo?, ao menos consegue entregar belas cenas ao apresentar o planeta Terra para o garoto. Tudo aqui é vívido, como se descobríssemos junto com ele a chuva, a estrada, o sol batendo no rosto...

As cenas no espaço e em Marte também são um ponto positivo, seria muito fácil exagerar na tela verde e perder a mão. Mesmo com U$ 30 milhões, um orçamento modesto para uma ficção científica, tudo foi representado de maneira adequada e a ambientação bem empregada, desde a fotografia, aos cenários.

Com uma história que exige pouco de seus atores, a química do casal principal é essencial para conquistar o público e Butterfield e Robbertson transmitem carisma na tela. Por conta disso, o filme poderá convencer os espectadores mais jovens ou quem está à procura de um filme “Sessão da Tarde”. Porém, mesmo contando com Gary Oldman no elenco, a falta de consistência na trama torna o longa dispensável para quem gostaria de ver algo com mais profundidade.

A combinação entre drama teen, sci-fi e road movie não consegue atingir nenhum dos gêneros em cheio e infelizmente fica no meio do caminho. O marciano que tenta encontrar seu lugar na Terra, dificilmente achará seu espaço na sala de cinema.

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

acabei de ver e confirmei, é ruim mesmo

Rsrsrsrs. Valeu!

Sei lá gente sempre acompanhei o asa desde quando ele fez o filme O menino do pijama listrado.Não acho que ele estréia filme fracassos de bilheteria. Se bem que ele pisou na bola era para ele fazer o Homem Aranha Capitão America-Guerra Civil,"falou demais",quando eles estavam sendo selecionados para o filme e vazou. Isso sim era para ser Blockbuster.

Como assim "queimando o filme antes da hora"? A função da critica é exatamente dizer o que achou do filme "antes do publico ver".... eu hein. Como disse o outro, que culpa ela tem do filme ser ruim.

Se for mesmo um filme a la “Sessão da Tarde”... então de boa. Assisto sem problema...

veronca

achei o conceito tão legal ao ver o trailer... o que poderia dar errado? pelo visto quase tudo.

Siiimmm. Que manga INCRÍVEL

E ela tem culpa se o filme é ruim?

Tá desculpado.

Pessoal, perdão por estar me desvincilhando um pouco da notícia: a primeira vez que eu vi a Britt Robertson, em "Tomorrowland" (2015), eu pensava que ela tinha... Sei lá... Uns 16 ou 17 anos. Mas não! Ela tinha 25 (ela vai fazer 27 esse ano). Quer dizer, ela é um ano mais velha que eu, ainda assim, aparenta ser bem mais nova do que é. Impressionante! Mais uma vez, desculpem estar desvincilhando da notícia. Tenham uma boa noite. Até mais.

A matéria parece que foi escrita pelo Marcelo Hessel, e não pela Patrícia Gomes !!! Mais uma vez queimando o filme antes da hora para o público !!!

Só pela sinopse já dá pra imaginar a bosta que é esse filme.

Eu sempre leio o nome dele como Asa "Butterfly"

O Asa fez The ender's Game... nada pode ser pior do que aquilo

lembrei do mangá Planetes, que tem uma menina que nasce na Lua.

E da nova levo-a de atores ele não um dos mais carismáticos!!!

previsivel.

Esse Asa é muito pé frio.Só estrela fracassos de bilheteria.

Asa tem feito uns filmes bem ruins ultimamente.

Tem que ralar muito ainda para poder ver os filmes 5 ovos hahaha

Meus pesames patrícia. Eu sei o quao tenso eh ter q assistir filme bosta de forma forçada. I KNOW THAT U FEEL BRO

Coitada da Patricia. Tendo que assistir a cada filme huahua

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