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Omelete entrevista: Matthew Vaughn, o diretor de Kick-Ass: Quebrando Tudo

Cineasta comenta a dificuldade em fazer o filme, os super-heróis, curiosidades e mais
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O Omelete conversou com Matthew Vaughn (Nem Tudo É o que Parece), o diretor de Kick-Ass: Quebrando Tudo em duas ocasiões. A primeira, em julho de 2009, na Comic-Con, quando o filme foi a grande surpresa do evento. A outra foi mais recentemente, em Londres para a junket do longa-metragem. Fundimos as duas conversas em uma só, que você lê abaixo, mas vale ressaltar uma curiosidade... quando falamos com Vaughn da primeira vez, ele estava mais preocupado em agradar, afinal, precisava do apoio da imprensa e da Comic-Con para vender o seu filme para um estúdio - o que efetivamente aconteceu. Já o papo mais recente foi bem mais arrogante. Ele, definitivamente, não queria estar ali e deu algumas respostas bastante atravessadas. De qualquer maneira, a conversa foi bastante informativa. Confira!

Quero começar parabenizando você, porque o filme é fantástico.

Matthew Vaughn: Obrigado. Estou muito orgulhoso do filme e aproveitando as boas críticas.

Você tentou trabalhar em alguns projetos da Marvel, como X-Men 3 e Thor, mas os deixou de lado. Por que Kick-Ass foi mais atraente?

Porque Kick-Ass é único. Eu acho que o público quer algo diferente, como Batman – Cavaleiro das Trevas e Watchmen. São filmes diferentes do que é tradicionalmente feito em Hollywood em termos de heróis de histórias em quadrinhos. Quando eu vou assistir um filme eu quero gastar o meu dinheiro em algo diferente, e este é o meu trabalho. Quando vou ao cinema como público, eu quero entretenimento. Eles explodem tudo, mas também cutucam a minha mente. Eu quis fazer um filme cujos personagens fossem envolventes emocionalmente e que ultrapassem certas barreiras.

Como foi fazer um filme como esse, já que você não tinha o apoio de grandes estúdios?

Eu consegui a grana de forma independente e isso foi ótimo porque consegui fazer um filme com uma censura alta sem que um grande estúdio podasse 80 % do que eu queria rodar. A reação das pessoas tem sido dizer que não vêem esse tipo de produção saindo de Hollywood. Então estou muito feliz e aliviado, tem sido um grande momento da minha vida.

Você foi rejeitado por alguns programas de financiamento. Tem algum conselho quanto a isso?

Acredite no seu roteiro e mande todos se foderem.

Quando você circulou Hollywood com o filme pronto, os distribuidores pediram para montar outra versão?

Alguns. Mas a minha posição era clara. "Se você quiser comprar o filme, compre. Eu não vou mudar nada".

Você tinha um grande conceito e ao mesmo tempo coisas bem elementares que qualquer um poderia fazer nesta questão de virar um super herói apenas com um traje...

Bill Cosby fez algo assim nos anos 80. As boas idéias sempre são simples: quanto mais você complica, mais pode dar merda. Eu não quis mudar o mundo, eu apenas quis criar um conceito com o qual as pessoas pudessem se relacionar.

Como você conheceu Mark Millar?

Conheci Mark porque escrevi o projeto. Escrevi o roteiro enquanto ele escrevia o quadrinho, então você acaba conhecendo a pessoa muito rápido.

Foi difícil convencer Nicolas Cage a entrar para o filme?

Não. Foi muito fácil. Ele é fã de quadrinhos. Ele leu o roteiro e disse que estava dentro. Provavelmente foi a estrela de cinema que concordou mais facilmente em fazer um filme independente.

Há muito tempo ele sonha em interpretar um super-herói. Ele esteve em Motoqueiro Fantasma, mas este é um tipo muito diferente de herói.

Acho que Nick sempre interpretaria um tipo muito diferente de super-herói. Se ele fosse o Superman, ele não seria o Superman do Clark Kent, isso posso garantir.

Como você escolheu o resto do elenco? Você tinha alguém em mente para interpretar Kick-Ass ou Hit Girl?

Não, não. Eles vieram e fizeram os testes. Eu não queria um ator famoso porque acho que os filmes funcionam melhor assim. Quando você não conhece o ator, aquele personagem é o personagem. E nesse filme fazemos coisas que você não espera que aconteçam.

Isso é uma coisa que você sente falta no cinema atual? Por que o tom desse filme me lembrou os filmes de Paul Verhoeven, nos anos 80.

Paul Verhoeven é um ótimo diretor. Me convidaram para dirigir o novo RoboCop e eu assisti ao antigo de novo e disse, "isso é perfeito. Por que refilmar esse filme?". E o produtor me disse, "nós vamos refilmar como uma versão de censura 13 anos". E eu respondi, "estou fora!". O que funciona naquele filme é o uso da violência, que é levada para outro nível.

Naquele filme eles têm uma história pesada filmada de um jeito pesado. Aqui você tem uma história pesada filmada de um jeito supercolorido.

Esse era o objetivo. Eu queria filmar de um jeito que lembrasse Homem-Aranha ou Superman. E tive uma grande discussão com o diretor de fotografia, porque ele queria que fosse sombrio e pesado, e eu disse, "não, isso é exatamente o que estragaria esse filme". É mais interessante quando você estabelece uma atmosfera como outros filmes de super-herói que você já assistiu, e aí os personagens começam a agir de um jeito que te surpreende e você fica se perguntando, "que diabos está acontecendo?". Acho que isso causa muito mais impacto e é muito mais interessante do que ir para o óbvio, que seria filmar de um jeito sombrio e pesado.

O filme todo é permeado de escolhas muito arriscadas, mas que funcionam. Você estava confortável com todos esses riscos que escolheu?

Sim, eu não teria feito o filme se não fosse para arriscar. Esse era o objetivo central. Os super-heróis como Homem-Aranha, Batman, Superman, etc, são personagens que foram criados nos anos 60, então ainda estamos fazendo filmes baseados em personagens que eram relevantes para os adolescentes daquela época. E Watchmen fez isso nos anos 80 e achei que o filme foi muito bem feito. Mas se você é um adolescente agora, você assiste e pensa "como assim, Guerra Fria e Nixon?". Como você se identifica com isso? E eu estava de saco cheio de ver Hollywood regurgitando ideias velhas e pensei "por que não criar um super-herói para a plateia atual?". Queria fazer um super-herói relevante, diferente, divertido e novo, para chacoalhar o sistema.

Você diz que queria que fosse novo e diferente, mas você usa recursos que são muito clássicos, como a montagem das duas lutas no final, isso é cinematografia clássica. E você combina isso com coisas novas.

Sim, é pós-moderno. Como vou fazer um filme de super-heróis e dizer que não quero nenhuma referência à qualquer coisa que já foi feita? As coisas ficam boas quando você aprende e pega o melhor do mundo antigo e combina isso à coisas novas. Aí existe crescimento.

Parece-me que muitos desses filmes e livros pós-modernos não tem sentimentos, não têm alma, que é uma coisa que você traz para seu filme.

Isso é porque às vezes eles são feitos por pessoas que não compreendem muito bem o gênero. Esse filme é uma carta de amor. Adoro o Homem-Aranha e Superman, adoro esses quadrinhos antigos. Sabe, fomos inspirados por esses projetos. Muitas pessoas fazem paródias sem nem gostar muito dos filmes, ou dizem "vamos ganhar uma grana criando um novo super-herói", e sai uma porcaria porque... é como uma boa música: a criação tem que começar em um lugar íntegro.

Para se fazer um filme, não basta ter a câmera. Você tem que ler livros, ler histórias... leia Shakespeare e entenda como é contar uma história. Quando você souber contar uma história, você será um ótimo diretor. O ruim de alguns diretores é que eles não contam uma história, apenas se preocupam com o visual. Você tem que aproveitar o trabalho não pela forma que se filma, mas por que você acredita nos personagens e quer contar a história deles. Assim, quando você for filmar, estará contando uma grande história. Você tem que realmente acreditar no que você está fazendo. Você tem que ignorar certas coisas e se preocupar em escrever um bom roteiro e não deixá-lo na mão de qualquer um.

Você achou difícil dirigir uma garota de 12 anos para transformá-la em uma assassina?

Ela é muito talentosa. Preciso enfatizar que está menina é única, assim como meus outros atores. Eu me preocupei muito para que ela não perdesse a linha, mas ela é uma boa atriz e um ótimo ser humano.

No mundo dos quadrinhos, você tem um herói favorito? Ou livro, ou série?

Quando eu era mais novo, Watchmen explodiu minha cabeça. Mas eu tinha 14 ou 15 anos quando ele foi lançado e falava sobre a Guerra Fria e Thatcherismo, era ótimo. E depois lembro de ler O Cavaleiro das Trevas e ficar impressionado. Foram esses dois, Watchmen e Batman, que me fizeram olhar os quadrinhos não apenas como uma coisa frívola e divertida, mas como algo que eu gostaria de ver no cinema. Foram os dois catalisadores.

O que você está lendo agora?

Acabei de ler um livro chamado The Ghosts Of Belfast, um livro muito bom sobre a Irlanda do Norte.

E gibis?

Acabei de ler Nemesis, claro, do Mark Millar. Na verdade não tenho tido tempo de ler nada.

Esse filme teve muitos efeitos especiais? Você usou computação gráfica?

Usei o mínimo possível, não gosto muito de computação gráfica. Como filmamos aqui na Inglaterra, a maior parte do trabalho de computação gráfica foi colocar Nova York no fundo e sangue digital. No primeiro dia de filmagens estávamos usando sangue falso, mas aí você precisa gastar três horas limpando tudo a cada take e isso estava me deixando louco.

A violência nesse filme é muito importante. Você diria que ela também é uma personagem?

É importante porque acho que a plateia para quem eu estava fazendo este filme ficaria ainda mais ofendida se não houvesse a violência e os palavrões. Eles difinitivamente ficariam mais ofendidos do que aquelas pessoas para quem eu não fiz este filme, que são aquelas que ficariam ofendidas com a violência. Mas essas pessoas nunca comprariam um ingresso para esse filme, então por que eu tentaria colocar algumas mulheres com peito de fora e um pouco de comédia romântica? As duas coisas não combinam. O nome do filme é Kick-Ass, então para ficar ofendido é preciso ser meio retardado para não ter percebido no título ou na campanha publicitária, sabe. Nós não estamos escondendo o que acontece nesse filme.

Você não teve que cortar nada?

Não, esse é exatamente o filme que eu quis fazer.

Você financiou esse filme sozinho e depois conseguiu uma distribuidora. E, de repente, todos queriam aquilo que tinham rejeitado antes. Mas se isso não tivesse acontecido, você estaria completamente falido?

Eu não estaria falido, mas não estaria feliz. Eu estaria sem dinheiro e procurando emprego. Coloquei dinheiro no filme, foi um risco, um risco muito grande. Mark [Millar] resumiu bem a situação. É como se eu fosse um arquiteto e quisesse construir uma casa para você, e você diz que não gosta. Aí eu digo, "quer saber, vou construir a casa mesmo assim e aí, se você gostar, vai comprar?". E você poderia dizer, "não, eu não gostei. Vi o projeto e não gostei". E eu não poderia fazer nada.

Olhando para trás, foi uma loucura, devo dizer. Só estou me dando conta disso agora. Mas eu fiquei tão bravo quando todos os estúdios disseram não. Lembro que para fazer Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes todos também disseram não. O problema é que Hollywood é comandada por pessoas que nunca fizeram um filme e que não amam cinema. Eu fiquei de saco cheio disso e falei, "quer saber, eu vou fazer o filme e fodam-se vocês".

Você faria isso de novo?

Provavelmente. Se me dissessem "não" eu diria "ok, estou fora". Eles ficam confusos porque normalmente dizem não e esse projeto morre para sempre. Então ficaram surpresos quando eu disse "ok, não preciso de vocês" e aí o filme ficou pronto.

Seria esse o único jeito de inovar na indústria do cinema?

Acho que é um dos jeitos. Distrito 9 é outro exemplo de um filme feito fora do sistema. Então, a não ser que você seja Cameron ou Spielberg, que podem dizer "eu quero fazer isso" e todos dizem "sim", é difícil pra caramba fazer algo diferente dentro do sistema.

Você sente que a Comic-Con contribuiu para o sucesso do filme?

Foi o começo, definitivamente.

Porque eu estava lá e a reação foi incrível.

Foi enorme, foi fantástico. Foi o que fez todos aqueles distribuidores perceber que as pessoas gostavam daquilo.

Foi um dos pontos altos do evento do ano passado.

Legal.

Teria sido possível fazer um filme com a versão de Millar? Da maneira que ele termina a história?

Bom, nós terminamos o filme antes que ele tivesse escrito um final para a história, então... Existem momentos cinematográficos que acho que é preciso ter. Star Wars é uma grande influência para mim e acho que existem muitas semelhanças neste filme. Acho que Dave é mesmo como Luke Skywalker, acho que a Hit Girl é Han Solo e Big Daddy é Chewbacca...

Ele não seria Darth Vader?

Quem, o Big Daddy? Não, o Darth Vader é o Frank.

Mas pelo jeito que ele morre.

É, ok. Mas eu estava falando dos primeiros três Star Wars, não a segunda trilogia de merda.

Você poderia falar sobre o carro do Red Mist?

O carro é um Ford Mustang. Foi customizado pelo Pimp My Ride, o programa da MTV. Ligamos para todos os fabricantes de carro na Califórnia para ver se algum nos daria um carro para customizar, mas não deu certo, então compramos um Mustang. Fiquei pensando sobre o que os garotos adolescentes querem e você pensaria que eles querem uma Lamborghini ou uma Ferrari, mas a maior parte deles quer um Ford Mustang. Eles gostam de carros como os de Velozes e Furiosos, isso que é legal para eles. Então tinha que ter certeza que tínhamos o carro dos sonhos de qualquer garoto e depois customizamos. É muito rápido.

E o motor?

Fiquei louco e disse para mexerem no motor também. Tem 620 cavalos de potência. Eles reconstruiram o motor, reconstruiram ele inteiro.

E o aparelho de integração com o iPhone?

Ah, isso? Bom, eu disse, "façam de verdade", porque eu sabia que ia ficar com o carro.

Essa é uma boa razão para fazer um filme.

Sim. Não me pagaram nada, exceto o carro. hahahahaha

Mas e o merchandising e product placement?

Então, todas as marcas recusaram, nenhuma delas queria estar associada ao nosso filme. Nem a Timberland. O Kick-Ass está usando botas Timberland e nós tivemos que pintá-las por cima do logo. Ninguém queria ter nada a ver com o filme porque ele é politicamente incorreto. Mas agora eles estão um pouco confusos. Eu acho que até seria engraçado se a roupa de mergilho que ele usa fosse da Quicksilver, ou Nike, e a logomarca de uma corporação se tornaria parte da identidade dele. Mas não teve jeito.

Você está com medo da expectativa que se criou em torno deste filme?

Se tenho medo das expectativas? É uma saia-justa porque o que é legal é ser marginal, mas ainda somos marginais. Vamos enfrentar Fúria de Titãs, que custou 180 milhões de dólares e dizem que é uma merda. Fizeram em 3-D, porque estão desesperados para tentar isso. Transformaram um filme 2-D em 3-D já pronto, editado e com cortes rápidos. E quando colocam 3-D nisso, sua cabeça vai explodir. É simplesmente muita coisa para absorver.

Também acho que o final [de Fúria de Titãs] é muito acelerado.

É, mas pelo menos eles estavam tentando entender o que fazer, havia um método. Então estamos enfrentando Fúria, estamos enfrentando um filme que custou muito mais e eles [distribuidores] estão entrando em pânico, porque o nosso custou muito menos, custou 28 milhões de dólares. Então ainda somos marginais. O que é engraçado é que agora está se criando uma expectativa, mas nós precisamos dela para que as pessoas assistam nosso filme. E por causa da expectativa é possível que algumas pessoas fiquem levemente desapontadas. Mas eu prefiro que exista esse expectativa e que as pessoas vão ao cinema assistir ao filme, que nenhuma expectativa e ninguém vá.

E tudo que estão falando sobre violência do filme acaba ganhando mais destaque que o resto?

Não estão falando tanto disso como eu achava que falariam. Porque acho que muitas pessoas - e não me levem a mal, mas acho que especialmente as mulheres - assistem o filme achando que será violento, mas acabam gostando. Então as pessoas que estão criticando a violência não assistiram o filme. Nós pegamos censura 15 anos na Inglaterra e fiquei surpreso. E fui falar com os caras da classificação etária e eles disseram, "Olha, Cavaleiro das Trevas era mais violento que esse filme, parecia mais real e assustador". Aqui você começa a rir, é bobo, é faz de conta.

Na cena em que a Hit Girl entra na casa do traficante, ela mata um dos caras que não estava fazendo nada, que estava só sentado lá. Você não acha que isso é um pouco excessivo?

Bem, ele estava quebrando a lei, estava fumando maconha. Você culparia a Hit Girl? Ela aprendeu que drogas são uma coisa ruim, que traficantes são malvados e ela não percebe que não é normal matar pessoas. Então ok, ele estava ficando chapado no momento errado da vida, mas ele estava fazendo algo ilegal e nós não justificamos as drogas nesse filme.

Dizem que este filme é uma história para uma plateia jovem.

Defina o que é jovem para você que eu respondo a pergunta.

15 anos.

Acho que adolescentes de 15 anos podem assistir esse filme, sem problemas. Se você tem 15 anos, não vai aprender nada de novo nesse filme. Eles provavelmente já fizeram coisas muito mais violentas nos videogames e viram coisas violentas nos outros filmes que assistem, que têm censura 18 anos de qualquer maneira.

E a trilha sonora, você mesmo escolheu todas as músicas?

É isso que um diretor faz.

Bom, você poderia ter ajuda de outras pessoas.

Sim, claro. Mas eu também sou músico, música é minha paixão. Hoje não mais, mas quando era mais novo eu queria ser músico, não diretor de cinema. Então gostei muito de escolher as músicas. É muito importante para o filme, é o que tira a história da tela e leva para seu coração.

E a música do Guns'n'Roses, na cena com a Hit Girl?

Ah, você assistiu uma versão anterior. Não tivemos dinheiro para pagar os direitos da música do Guns'n'Roses. Dessa cópia que você assistiu, todas as músicas ficaram iguais, exceto essa.

Foi difícil encontrar um compositor para o filme?

Tivemos quatro! Sim, foi muito difícil. O problema é que estávamos tentando escrever músicas que tivessem a ver com o universo dos super-heróis, mas que também parecessem modernas. Dei para eles um termo, disse que queria punk bubblegum e eles disseram, "Que diabos é isso?". E eu disse, "Não sei, mas me mostrem, vou ouvir e dizer se é isso". E eventualmente acertamos a música, mas foi difícil.

Você já está trabalhando no Kick-Ass 2?

Não, não estou fazendo nada para a continuação. Digamos que se esse filme for um sucesso, então eu adoraria fazer mais um. Mas nem estou pensando sobre isso.

Então os boatos sobre isso não são verdade?

Mark Millar está colocando pilha e dizendo que pensa em vender os direitos do quadrinho, mas eu disse para não colocarmos o carro na frente dos bois.

A adaptação ao cinema da HQ de Mark Millar e John Romita Jr. narra a história de um adolescente normal, Dave Lizewski (Aaron Johnson), que decide adotar o codinome Kick-Ass, vestir uma fantasia de super-herói, empunhar bastões e combater o crime. A estreia no Brasil acontece em 18 de Junho.

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Kick-Ass - Quebrando Tudo
(Kick-Ass) Direção: Matthew Vaughn Estreia em 18/06/10
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