Filmes

Sand Castle | Filme sobre o Iraque "me fez pensar no Brasil de hoje", diz diretor

Fernando Coimbra fala ao Omelete sobre o longa com Henry Cavill
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Falta pouco para sair do papel o primeiro filme em língua inglesa de Fernando Coimbra, diretor aclamado por O Lobo Atrás da Porta (2013), sair do papel. Rodado na Jordânia ao longo de seis semanas, já montado, Sand Castle está passando pelos últimos retoques de finalização, e mostra a visão de Coimbra para a Guerra do Iraque. Ao Omelete, ele diz o que aprendeu sobre a ética militar dos americanos na produção estrelada por Henry Cavill e Nicholas Hoult, e traça paralelos do intervencionismo com o que acontece no Brasil hoje.

A trama se ambienta no Iraque em 2003. Após a bem sucedida primeira invasão por terra de Bagdá, um pelotão de soldados americanos é enviado a Baquba, na província de Diyala, para resolver um problema na estação de água da cidade, provocado pelos próprios representantes dos EUA no país. A missão, que parecia simples, acaba se revelando um pesadelo. Coimbra, que dirigiu episódios da série Narcos para a Netflix, volta a trabalhar com o serviço de streaming, que comprou os direitos de Sand Castle já no meio do processo de montagem.

Na entrevista a seguir, Coimbra explica sua abordagem para a realidade do Iraque e para os trâmites militares da América pelo mundo afora.

Como foi a experiência de filmar na Jordânia, em inglês, dirigindo um elenco multinacional a partir de uma temática espinhosa: a ocupação do Iraque? 

Fernando Coimbra: Foi uma grande experiência. Parte da minha decisão de fazer esse filme veio da vontade de viver essa experiência. De forma geral, acho que foi incrível. É obvio que teve suas dificuldades, sobretudo por ter levado minha família pra viver no Oriente Médio por quase quatro meses. Trabalhar com um elenco multinacional é sempre uma experiência muito rica. Assim como em Narcos, onde tive o luxo de poder trabalhar com grandes talentos da América Latina, em Sand Castle eu pude trabalhar com atores supertalentosos do Reino Unido, Estados Unidos, Egito, Irã e Palestina. Trabalhei também com figurantes iraquianos. Fiz questão de ter iraquianos de verdade no filme. Acho que foi muito importante pro resultado final ter ao meu lado consultores militares americanos dando seu ponto de vista tanto quanto os jordanianos e iraquianos também. E é isso que o filme se propõe, olhar os dois lados de forma igual.

Como foi a troca com Nicholas Hoult e Henry Cavill?

Coimbra: Não podia ser melhor. O Nick Hoult já estava envolvido no projeto antes de mim. Como protagonista, ele queria ir a fundo nessa história e nesse personagem. A gente teve uma colaboração muito forte e intensa. O Cavill, desde que leu o roteiro, queria muito fazer o filme e isso é um fator fundamental. Mesmo estando envolvido na franquia milionária do Superman, ele queria fazer esse filme independente, que mostraria uma faceta diferente dele. Nós mudamos o visual dele completamente. Ele está quase irreconhecível. Cavill é um cara muito simples e humilde. É muito fácil de trabalhar.

Que abordagem o filme faz para o intervencionismo militar dos EUA mundo afora? 

Coimbra: O filme não é nem um pouco americanista. A visão da guerra que eu trabalhei não é de heróis, de glórias e grandes feitos. O filme é visto sob a perspectiva do soldado enquanto indivíduo para mostrar como, ao longo da guerra, aquilo tudo vai se tornado mais absurdo e sem sentido pra ele. E os conceitos de liberdade e democracia que ele trouxe dos EUA mudam uma vez que ele encontra iraquianos civis e tem a oportunidade de ter uma mínima troca com eles.

O que o filme te ensinou sobre a ética militar?

Coimbra: Existem duas éticas militares. Há a do baixo escalão, que tenta ser a mais correta possível (o que não ocorre sempre) e existe a do alto escalão, no qual residem os interesses reais de uma guerra, que são de ordem econômica e geopolítica. O que eles vendem aos soldados é a ideia de que estes vão levar liberdade e democracia para um país que vive sob um regime opressor. O que está por trás disso é a desestabilização daquele país e a entrega de sua economia a corporações privadas internacionais. O que aconteceu nessa guerra é que a maioria dos soldados voltou pra casa com um tilte na cabeça, porque as suas motivações não batiam com as motivações reais da guerra. Estudando isso, comecei a entender melhor o que está acontecendo no Brasil agora. É o mesmo processo de intervencionismo, mas sem a guerra, assim como ocorreu no Egito. O governo Obama aprimorou a política intervencionista de forma a gastar menos dinheiro com a máquina da guerra e ter o mesmo resultado.

Como ficam seus projetos brasileiros? Há algo mais na Netflix por vir?

Coimbra: Na Netflix agora só tem o próprio Sand Castle. Estamos captando recursos para rodar Os Enforcados no segundo semestre do ano que vem. A Gullane, que produziu Lobo Atrás da Porta, está no projeto. Também estou desenvolvendo com a Academia de Filmes um longa sobre a prisão do Juan Carlos Abadia no Brasil.

Sand Castle estreia em 2017, ainda sem data definida.

Vc deve se alimentar de pasto pra escrever tanta asneira

A Esquerda não tem o hábito de estudar.Logo eles acham isso algo negativo.

Eu chamei alguém de maconheiro por acaso? Aprende a ler, imbecil. Não vou dar trela pra vc, vá pastar.

Todos os direitos que melhoraram a sociedade vieram da luta da esquerda, desde os temposcdacqueda da bastilha. Se estudar direito verá o quanto foi beneficiado e não se deixaria ser levado por discurso pobre e manipulador

Todo retardado tem que chamar quem nem conhece de maconheiro, não dá pra levar a sério um discurso tão imbecil

Mas gente como vc apóia situações que gerra o Brasil é agora quer tirar o corpo fora

Pare de ler a Veja, faz mal pra alma

Kkkkk, infeliz é este avatar

Os EUA não tem o direito de intervir em nenhuma democracia, é uma palhaçada o Juiz Sérgio Moro fazer cursos mensalmente na CIA que levou a um desastre econômica no Brasil e agora que a corda apertou pede um ano sabatit extremamente conveniente. A comparação vé extremamente legítima, o wueuda é o ambiente o que não muda é a intervenção americana tentando novamente desestabilizar o Brasil como fez em 64, sugiro que veja o documentário O Dia Que Durou 21 Anos

MITOU KKK

Autoritarismo digno da Esquerda.Seja mais tolerante.Cada um pensa o que quiser.Ninguém tem que se ferrar por isso.

Fernando Coimbra é um monstro como Cineasta. Pra quem não o conhece, assista: O Lobo Atrás da Porta com Leandra Leal e Milhem Cortaz. Esse é mais um diretor brasileiro, indo pra Hollywood e uma resposta pra quem acha que nossos profissionais são ruins e o Cinema Nacional ridículo. Lembrando que 3 eps de Narcos também, foram dirigidos por ele. 😎😎

Hahahahaha Você tá fodid... e não sabe.

Oooolha só como a esquerda se preocupa com os pobres! Só é minoria quem segue a cartilha, né filho da poota. Pobre quer vencer na vida, não que um filhinho de papai cheio de erva (e bosta) na cabeça lhe diga o que fazer. Não basta o Brexit e a vitória de Trump, vocês não aprendem com os próprios erros, então é melhor 'Jair' se acostumando (antes que você venha me chamar de 'bolsonete', são vocês que estão buscando isso)

Para de denfender patrão. Pobre de diireta tem que se fod...

Quem me dera se eu fosse amigo do Doutor Sérgio Moro. E pare de ler Marilena Chaui.Faz mal pros neurônios.

Não amigo,ele pretende ESTUDAR NOS ESTADOS UNIDOS(a esquerda prega isso como algo ruim) no final de 2018 ou em 2019.

No meio da lava jato?

Continue sem ver então As provas estão aí Procure

A caracterização do personagem do Henry Cavill ta muito parecido com a do personagem “Soap” da trilogia “Modern Warfare” .

Coloca umas sociedades secretas na sua história, e um pouco de ação e você já pode escrever um livro no melhor estilo Dan Brown.

E qual o problema?

Não acho, tenho certeza.

Verei com certeza ^^

Porque quem tem conteúdo é o gênio que acha que o moro trabalha pra cia e é tudo culpa da globo. Vocês conseguem ser piores que bolsonetes.

Qual parte do "cargo publico de indicação" tu não entendeu filho? http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/11/diretor-de-aquarius-e-denunciado-por-acumulo-indevido-de-funcoes.html Vai, grita que é golpe e blablabla.

Sem aparecer pra trabalhar? kkkkk e quem é vc? O cara que controla o ponto?

O Lobo Atrás da porta é primoroso, uma aula de direção, agora resta saber se a promessa vai vingar.

Vc fala muito pra quem tem tão pouco conteúdo Vc entende o conceito de nacionalismo?

É exatamente isso que tá acontecendo amigo. Seu amigo Moro acabou de pedir licença para passar um tempo estudando nos EUA. Janot viaja de tempos em tempos para prestar contas ao departamento de Estado estadunidense. Acorda, é o futuro dos seus filhos que tá indo pro bolso do George Soros.

Olha o que aconteceu hoje em Brasília. Estamos em guerra e a do pior tipo: civil

O que está acontecendo no Brasil é o mesmo que no Iraque: EUA tira um líder local e substitui por um alinhado com seus interesses. Os primeiros 2 minutos de Argo também explicam isso. Bom ver cineastas brasileiros sem o rabo preso com a narrativa da Globo.

Ou tipo aquele diretor, que reclama da corrupção, enquanto tem cargo publico de indicação, e ganhava sem aparecer pra trabalhar. Que fez lobby até onde pode, pro seu filme ir pro oscar, e quando não foi, ficou chorando que "era culpa de politico". rs

Esse filme começou a ser gravado ano passado e desde lá nunca tinha lido mais notícias a respeito dele.Bom saber que a Netflix comprou os direitos de exibição.

Muito desnecessária essa comparação, mesmo ele falando que é "sem a guerra", o Brasil nunca passou pelo verdadeiro horror de uma guerra moderna. Foi muito infeliz.

Fala em "liberdade e democracia" e vem com discursinho nacionalista pós-moderno. Que piada. E realmente, tudo a ver com o brasil. Seria uma pena se o maior leilão de ativos públicos da historia do pais tenha sido feito ano passado, e nenhum panaca nacionalista tenha aberto o bico.

Esse é um daqueles caras que acham que o Moro é agente da CIA que está tentando vender o pré-sal.

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