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Thor: Omelete Entrevista Clark Gregg

Ator que interpreta o agente Coulson fala do seu papel no Universo Marvel
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Depois do painel da Marvel na Comic-Con, tivemos a oportunidade de conversar com os principais envolvidos no filme do Thor. Nas semanas anteriores, publicamos as entrevistas com o diretor Kenneth Branagh e Kevin Feige, presidente de produção do Marvel Studios, Chris Hemsworth, o ator escolhido para interpretar o Deus do Trovão, o seu nêmesis Loki, interpretado por Tom Hiddleston, e as atrizes Natalie Portman e Kat Dennings. Hoje chegou a hora de mostrar para você o último dos bate-papos, desta vez com o ator e cineasta Clark Gregg, que faz o papel do Agente Coulson.

O texto a seguir é uma compilação das entrevistas feitas pelos editores do Omelete e do site parceiro Collider, para trazer sempre o melhor material para você!

Desde o início já era o plano que você participasse de todos esses filmes da Marvel, uma vez que conseguiu o papel do agente Coulson?

Clark Gregg: Começou como se fosse nada, eram só algumas cenas em Homem de Ferro, e aí simplesmente virou um papel melhor. Cada vez que eles me ligam, fico surpreso, tipo, "Sério? Vou poder fazer esse cara de novo?". Uma das coisas mais legais do meu papel é que o agente Coulson é o único personagem que não está nos quadrinhos. Ele foi criado para o primeiro Homem de Ferro - mais um motivo para que eu não acreditar que ainda não estou nesses filmes. Recentemente eles lançaram uma HQ do agente Coulson, que agora serve de papel de parede na minha casa. Então, existe certa liberdade para esse personagem. Ele pode ser qualquer coisa que eles quiserem que ele evolua para ser, e tenho sorte que eles acharam que precisam de alguém conectado com o mundo real, para ajudar a unir todos esses personagens. Assistindo aos trechos de Thor, fiquei embasbacado, como fã. E aí Joss Whedon me disse agora à tarde, "Ah, e nós queremos você no filme dos Vingadores".

Você acabou de ficar sabendo?

Sim! Então mal consigo me concentrar falando aqui, porque tudo que eu quero fazer é ligar para minha mãe e contar para ela.

Você sabe alguma coisa sobre o roteiro [dos Vingadores]? Sabe em que parte você aparece e como será o visual?

Eu não sei de nada. Nem posso me complicar com a Marvel porque não sei de nada.

Qual foi o desafio para você, neste filme?

O desafio foi pegar um personagem que está estabelecido em uma equipe específica, que trabalha de um jeito específico com Robert Downey Jr. e Gwyneth e Jon Favreau e levá-lo para um diretor diferente, com um elenco diferente. Então, dentro da família da Marvel, ele vai para um mundo diferente, com um super-herói diferente. Acho que minha função, como peça de ligação, é manter uma coisa que pareça familiar, mas sem parecer que eu não pertenço àquele mundo ou àquele filme. Então é uma questão de manter o que eu já estava fazendo e quem o agente Coulson era e, ao mesmo tempo, ser real neste mundo e deixar isso evoluir.

Como foi ir de um mundo altamente tecnológico para um mundo mágico?

Sabe, esse é o grande desafio do filme, porque Thor é pensado como um deus nórdico. Acho que esse é um dos trabalhos que o Ken tem nesse filme, destrinchar essa ideia e ver o que isso realmente significa no mundo dos filmes do universo Marvel. O trabalho do Agente Coulson, que vemos no final de Homem de Ferro 2, é ir identificar o que esse martelo mágico está fazendo, no Novo México. Então minha função é pegar coisas que não parecem reais e fazê-las ter sentido, especialmente se são uma ameaça para nossa existência.

Nós sabíamos que teríamos uma surpresa no final de Homem de Ferro 2, mas não sabíamos o quê.

Eu também não sabia, até que me chamaram para voltar e filmar mais algumas coisas. Fiquei mais que feliz de descobrir.

Você disse para seus amigos, "Por favor, fiquem até depois dos créditos para ver a cena?"

Olha, eu não deveria dizer isso, mas a Marvel tem pessoas espalhadas por aí. E se você disser a coisa errada, você simplesmente desaparece. Então havia coisas que eu sabia e mencionei para as pessoas que talvez elas iam querer ficar e assistir aos créditos, mas só fui até aí, temendo por minha própria vida! Hahahahaha

Se você pudesse ser um dos super-heróis, qual você gostaria de ser?

Devo dizer que ainda estou muito contente de ser o agente Coulson e ainda tenho esperanças. Porque cada vez que faço mais um desses filmes, descubro que ele tem um pouco mais de conhecimento e algo mais. Eu ainda sinto que os poderes dele ainda não foram totalmente revelados.

Então em Thor ele está mais envolvido?

Sim. E sinto que isso é meio que um teste para o agente Coulson, dentro da hierarquia da S.H.I.E.L.D. É melhor eu não estragar isso.

Você poderia falar sobre se há sementes plantadas no filme do Thor, especialmente quanto ao seu personagem e o que ele faz?

Sem ser instantaneamente aniquilado pelas armas de laser da Marvel, acho que é seguro dizer que Thor é uma história de origem. Obviamente, um martelo é descoberto no Novo México numa cratera gigante e Nick Fury está ocupado com outras coisas, então eu sou enviado para resolver isso. Acho que, ao chegar no Novo México, ele não sabe muito mais que isso. Tudo ali diz super-herói para ele, com o martelo gigante e a cratera perfeitamente simétrica. No fim do filme, fica bem claro que isso está alinhado com o motivo da existência da S.H.I.E.L.D. Mais do que isso, não posso dizer.

Você consegue dar ideias para a criação do seu personagem, enquanto os atores que fazem super-heróis não podem?

Olha, não quero pegar para mim o crédito dos incríveis roteiristas que temos. Eles é que criam essas coisas para a Marvel, e continuamente criam coisas novas para o Coulson. Nesse filme fiquei até meio surpreso que Ken estava muito aberto para isso. Ele disse, "Você está interpretando esse personagem há algum tempo. Tem alguma coisa a mais que você acha que ele diria ou pensaria?".

Já que você tem um pouco de experiência como diretor, você já pensou em dirigir algum filme da Marvel?

Olha, eu já pensei sobre isso mais do que eles. Eu escrevi e dirigi um filme chamado Choke, que era uma pequena comédia independente baseada num livro do Chuck Palahniuk e, por mais que aquele filme tivesse uma vila medieval, acho que eu não era a primeira opção para dirigir Thor. Eu adoraria, claro. Com certeza sempre fico prestando atenção no que Ken e Favreau fazem, nas filmagens e nos efeitos visuais, fico fascinado. Mas acho que se tivesse um filme menor, mais focado nos personagens, eu adoraria ter a chance com isso, em algum momento. Ainda quero simplesmente chegar lá com um roteiro para um dos meus heróis favoritos e perguntar, "O que vocês acham?".

Você está empolgado para trabalhar com Joss Whedon?

Sim, sou um grande fã dele, fã o suficiente para ficar empolgado só de conhecê-lo. Quando soube que íamos trabalhar juntos, achei que já era suficiente. Eu estava pronto para ir para casa e morrer, umas cinco vezes.

Você prefere o trabalho dele como cineasta ou na TV?

Gosto dos dois, na verdade. Fui muito fã de Buffy. Gosto dos dois tipos de coisa que ele faz. Acho que ele foi uma ótima escolha. Fico atento para o jeito como a Marvel está estruturando esses filmes e acho que ainda não fizeram nenhuma escolha errada.

Você acha que o mundo dos super-heróis é como a mitologia para a garotada de hoje?

Sim, é o que parece. Não quero ficar muito pretensioso, porque o que eu amo no jeito em que Favreau e Kenneth Branagh abordaram esses filmes é que existe um certo senso de humor. Os filmes têm consciência do que são, comentam a cultura da tecnologia atual e também estão enraizados no ideal estadunidense de responsabilidade cívica e, dentro disso, há um certo lado sombrio e ganância. Também tem essa relação com a influência das corporações, e uma certa inocência. E também gosto da ideia de que os quadrinhos que eu gostava, e que meu pai gostava quando era novo, estão virando filmes e posso levar minha filha para assistir, com uma representação 3D de alta tecnologia. E que também trazem um pouco da história dos Estados Unidos, como Capitão América na Segunda Guerra Mundial. As pessoas acham que a S.H.I.E.L.D é algum tipo de arma do governo dos EUA, mas eu gosto do jeito que ela está se desenvolvendo de um jeito que é na verdade um conglomerado global.

Você cresceu lendo quadrinhos? Quais eram seus preferidos?

Eu gostava do Batman e Homem-Aranha e coisas assim. Também me interessava muito pelo Tony Stark, porque adorava a ideia de que existia um super-herói que não tinha super-poderes. Gostava do Punho de Ferro, esse era meio que um mestre do kung-fu dentro do universo Marvel, na mesma época dos filmes do Bruce Lee, e eu era muito fã dele.

Como é interpretar o mesmo personagem e ser dirigido por diretores diferentes?

Foi inacreditável. Isso só me beneficiou porque tive um desenvolvimento muito específico desse personagem com Favreau e Downey, e uma evolução muito diferente do agente Coulson em Thor. Me deu lugares diferentes para explorar.

Você sabe se existe possibilidade de aparecer em Capitão América?

Capitão América se passa nos anos 40, durante a batalha da Inglaterra, durante a Segunda Guerra, então a não ser que eles criem alguma viagem no tempo, eu não estarei no filme.

Muito obrigado.

Muito obrigado, pessoal.

Thor estreia em 6 de maio de 2011.

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(Thor) Direção: Kenneth Branagh Estreia em 29/04/11
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