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Blade Runner - O Caçador de Androides | 35 Anos

Relembre o clássico de Ridley Scott
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Lançado nos EUA em 25 de junho de 1982Blade Runner - O Caçador de Androides está completando 35 anos de idade. Relembre neste artigo especial a importância do filme, suas versões e o fracasso comercial que se tornou um dos filmes mais cultuados de todos os tempos antes da estreia da sua inesperada continuação, Blade Runner 2049, que chega aos cinemas em outubro. 

A produção de Blade Runner
Por Renato Góes

Críticos de arte em geral torcem o nariz para os filmes de ficção científica por terem uma ideia arbitrária de que o gênero é composto por produções em que a prioridade é dada apenas os efeitos especiais. No entanto, Blade Runner - O Caçador de Androides (Blade Runner, 1982), foge dos parâmetros pré-estabelecidos e traz adjetivos suficientes para agradar até mesmo os que não são fãs do gênero.

A história é ambientada no início do século 21, mais precisamente em Los Angeles. O clima quente e ensolarado é substituído por uma metrópole de formas e cores sinistras, onde uma superpopulação se amontoa em arranha-céus decadentes, corroídos por uma incessante chuva ácida que teima em cair.

É nesse decadente planeta Terra que vive o detetive Deckard, interpretado por Harrison Ford. Ele é convocado por seus superiores a realizar um último trabalho. Exterminar ("aposentar" é o termo técnico) quatro androides desertores, chamados de Replicantes, que fugiram à cidade após uma rebelião em um sistema estelar. O detalhe é que essa geração de androides - a NEXUS 6 - é o mais próximo que os humanos chegaram da perfeição robótica. Além de serem dotados de grande inteligência, agilidade e força física, os replicantes têm um objetivo a ser alcançado: A busca por mais tempo de vida.

A história é baseada na obra de Philip K. Dick, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (conheça o livro), e foi adaptada pelos roteiristas Hampton Fancher e David Peoples. A direção ficou a cargo de ninguém menos que o inglês Ridley Scott (Gladiador), que anos antes já havia feito o também cult Alien - O 8º Passageiro. Outros dos nomes em destaque do longa-metragem são os do designer Syd Mead (Moebius foi convidado, mas declinou - algo de que mais tarde se lamentou), o diretor de arte David Snyder e o diretor de fotografia Jordan Cronenweth, no que é o mais relevante trabalho de suas carreiras. Todo o visual futurista-retrô é inspirado nos filmes noir da década de 50, nos quadrinhos de ficção franceses (especialmente a revista Metal Hurlant) e em outro clássico da ficção científica, Metrópolis, de Fritz Lang. Igualmente marcante é a trilha sonora de Vangelis - uma das mais reconhecidas do cinema até hoje.

O elenco de Blade Runner é composto por Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah e Rutger Hauer, em seu melhor papel. É dele um dos melhores momentos do filme, quando profere a célebre frase "todos esses momentos ficarão perdidos no tempo, como lágrimas na chuva"

Além de conquistar o célebre título de cult movie, Blade Runner é considerado até hoje um dos filmes mais influentes da década de 1980, tanto visualmente como pelo próprio roteiro sugestivo. Bom, é que muitas dúvidas sobre o personagem de Ford demoraram muito para serem respondidas claramente. É que em 1993, Ridley Scott lançou uma nova versão do filme, chamada directors cut (versão do diretor), virando de cabeça pra baixo o que se pensava sobre o filme.

Quatro versões e a Edição Especial
Por Érico Borgo

Blade Runner é uma das vítimas mais notáveis da indústria do cinema na história. O clima sombrio e pessimista da versão entregue por Ridley Scott foi amenizado pelo estúdio para o lançamento nas telas. Primeiro, os gênios hollywoodianos resolveram que a produção carecia de explicações. Assim, Roland Kibbee, premiado por seu trabalho na série Columbo, foi chamado para escrever toda a simplista narração em off do personagem de Harrison Ford. Esse foi o último trabalho da carreira do roteirista, que morreu dois anos depois.

Além disso, toda e qualquer referência à irônica idéia de que Deckard seria também um replicante foram extirpadas da montagem (os sonhos, o unicórnio de papel). Pra completar, um final feliz, com o Caçador de Androides e a bela Rachael (Young) fugindo juntos para as montanhas foi inserido. A cena final, criada a partir de sobras de filmagens deixadas na sala de edição por Stanley Kubrick quando dirigiu seu O Iluminado (1980), mostra uma estrada com belas montanhas nevadas. Absurdo... parte do apelo do filme é sua visão, quase profética, em mostrar problemas como a superpopulação e a mudança climática - e o tempo todo é martelado no público que fugir para as colônias espaciais é o único meio possível de felicidade (o dirigível está presente em todo o filme, mesmo nas cenas internas, através da luz). A existência de um cenário idílico como aquele do final do filme original vai de encontro a todos os conceitos estabelecidos durante a história.

Não dá pra saber se foi por esses motivos ou não (as críticas negativas são frequentemente citadas como um dos fatores que contribuíram para o insucesso), mas Blade Runner foi um fracasso nas bilheterias dos Estados Unidos. Na verdade, é mais provável que a dura concorrência de E.T. (de Steven Spielberg), que estreou duas semanas antes, em 11 de junho de 1982, dominando as bilheterias, seja a responsável. Além disso, O Enigma de Outro Mundo (The Thing, de John Carpenter) também estreou no mesmo dia que Blade Runner, com apelo ao mesmo público, dividindo a arrecadação. Vale destacar também que a versão lançada nos EUA (U.S. theatrical version) e a que ganhou o resto do mundo (International Cut) são diferentes. A primeira tem menos violência.

Foi só com o tempo que as sutilezas do trabalho de Scott foram notadas - e Blade Runner ganhou status de "cult".

Mais de uma década depois de seu lançamento, o filme foi relançado em home video com uma "versão do diretor" (Director's Cut, 1992), montada a partir da edição que Scott aprovou originalmente. O disco, porém, não teve a participação direta do cineasta, que a considera um tanto apressada. De qualquer maneira, essa versão é muito parecida com a que foi lançada há alguns anos em DVD, HD-DVD e Blu Ray (Final Cut). A diferença é que a última teve algumas cenas estendidas - há até uma sutil refilmagem, com Zhora (Joanna Cassidy) fugindo do Caçador -, e está remasterizada com qualidade impecável. Efeitos especiais, som, tudo foi "reformado" e o filme parece ter sido feito ontem.

A Edição Especial - de 2005 - traz em três discos as quatro versões mais conhecidas do filme (há outras para a TV e festivais, de menor importância): As duas de 1982 (Versão para cinema EUA e Versão para cinema internacional), a Versão do diretor (1992) e a Versão final do diretor (2007). Em 2012, para comemorar os 30 anos, uma nova versão do filme será lançada, em Blu-Ray e com uma miniatura do "spinner", o carro voador, e 10 horas de extras inéditos. Veja os detalhes aqui.

Blade Runner é um dos melhores filmes de ficção científica já realizados e tantas versões disponíveis fazem parte da diversão, já que permitem comparar as visões comercial e artística de um mesmo produto, que podem ser tão diferentes quanto homens e máquinas.

Livro Vs Filme
Por Natália Bridi

Dois termos consagrados pelo filme não aparecem no livro. Blade Runner, a alcunha dos caçadores de recompensa, foi encontrada pelo roteirista Hampton Fancher em um roteiro do beat William S. Burroughs para o livro de Alan E. Nourse - em  um futuro distópico, remédios e equipamentos eram fornecidos por contrabandistas, os bladerunners (algo como traficantes de lâminas). Já o termo replicante teria surgido por sugestão da filha de David Peoples. Ridley Scott queria um sinônimo de androide sem precedentes e a filha do roteirista sugeriu replicating (replicação), que consiste no processo de duplicação das células para clonagem.

Por mais instáveis que fossem as opiniões de Philip K. Dick sobre a adaptação, o escritor acertou ao prever a relação complementar entre Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? e Blade Runner-  “Você lê o roteiro e depois lê o livro e é como se fossem as duas metades de um metatrabalho, de um meta-artefato. É sensacional", declarou em uma das suas últimas entrevistas. O contato com as duas obras certamente leva a algo maior. Se no livro existe o questionamento do que nos torna humanos, exemplificado pela relações entre homens e animais em um futuro pós guerra nuclear, o filme mostra melhor a ambição por humanidade dos androides, eternizada na colaboração do ator Rutger Hauer na fala do replicante Roy Batty, o líder dos Nexus-6 fugitivos: “Vi coisas que vocês não acreditariam. Naves de ataque ardendo no cinturão de Órion. Observei raios gama brilharem na escuridão próxima ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva. Hora de morrer”.

Na devastada Terra de 1992 do livro, a extinção de quase todos os animais transformou a fauna restante em um sinal de aceitação social. Um sujeito integrado precisava comprar e cuidar de um animal. Sem dinheiro, Deckard preenche esse vazio e engana seus vizinhos com uma vergonhosa ovelha sintética. Quando assume o trabalho de “aposentar” os androides Nexus-6, tudo o que pensa é que a recompensa finalmente lhe dará o dinheiro necessário para comprar um bicho de verdade - ao longo da narrativa, o personagem constantemente consulta o catálogo da Sidney’s, que avalia o preço e a raridade dos animais. No filme, que se passa em 2019, os animais sintéticos são incorporados ao ambiente, aparecendo nas tumultuadas ruas e como uma das evidências recolhidas na investigação de Deckard.

O cenário de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é seco, um mundo tomado pela poeira radioativa e pelo entulho, com as coisas criadas pelo homem assumindo o espaço deixado pela humanidade, que fugira para as colônias espaciais. Já o longa mostra uma Los Angeles úmida e sombria por razões mais práticas. Filmar à noite, na chuva e com muito vapor contornava as limitações dos cenários e dos efeitos especiais da época. Ainda assim, os mundos de Scott e de K. Dick compartilham do mesmo aspecto desolador, mostrando uma população que tenta permanecer humana e se adaptar às circunstâncias. Scott cita a revista Heavy Metal como uma das grandes inspirações visuais do filme, com a notável influência dos traços de Mœbius e Enki Bilal nos cenários, objetos de cenas e figurinos dos tipos que preenchem a história de Rick Deckard.

Além das diversas versões do filme, o roteiro foi reescrito inúmeras vezes, com tantas exigências de alterações que levaram a saída de Fancher e quase enlouqueceram Peoples. Diversos trechos sequer chegaram a ser filmados em função do orçamento já estourado do longa. A cena de abertura original colocava Deckard em ação, com o caçador de androides aposentando um replicante em uma cabana em meio a gigantescas máquinas agrícolas. Outra cena revelava Roy Baty emergindo de uma pilha de entulho nas colônias fora da Terra; outra mostrava  o desdobramento do encontro entre Roy e seu criador, com a revelação que Dr. Eldon Tyrell (Joe Turkel) morrera há anos e residia em um sarcófago tecnológico. Esses trechos descartados, somados ao corte final de Blade Runner, mostram a riqueza da base fornecida por K. Dick e levam a conclusão do próprio autor, na carta à Ladd Company, de que o filme criara “coletivamente uma forma nova e incomparável de expressão artística e gráfica, nunca vista anteriormente”.

No posfácio da edição de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, o traduror Ronaldo Bressane desenvolve uma análise completa dos paralelos entre o cultuado filme e o livro que o originou. Das diferenças entre a Rachel de K. Dick e a de Sean Young (uma criança femme fatale e uma femme fatale criança), à simpatia dos solitários J.R. Isidore (livro) e de J.F. Sebastian (William Sanderson no filme) pelos androides com prazo de validade para viver, passando pelo aspecto religioso, ausente na adaptação, no culto de empatia a Wilbur Mercer, em uma mistura de ensinamentos cristãos e budistas. É um interessante estudo sobre uma obra complexa que se mostra, ao final, mais para o realismo fantástico do que para a ficção científica.

Leia mais sobreBlade Runner

Blade Runner - O Caçador de Andróides
(Blade Runner) Direção: Ridley Scott Estreia em 25/12/82
sobre o filme
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Ainda não li o livro, infelizmente, assim que chegar dos correios vou me debruçar na arte em forma de palavras que são os livros do K.Dick, se o filme absorveu só um pouco daquela atmosfera então o livro deve ser um novo nível de literatura ficcional.

Assisti recentemente, realmente é um ótimo filme. Agora, engraçado que precisaram lançar diversas versões para tentar complementar a ideia original.

Ele os compara com máquinas, o que é bem diferente. Eles são criaturas biológicas, não máquinas. O J.F. Sebastian, por exemplo, era o principal designer genético. Máquinas não tem genes, caso você não lembre das aulas de biologia. Seres vivos, sim.

No Rio Grande a gente faz churrasco de ovelha.

A resposta sobre IA em Blade Runner esta dentro do filme, na versão final do diretor aos 17:31, numa conversa entre Rachel e Deckard: Rachel: Parece achar que nosso trabalho não traz benefícios ao público. Deckard: Os Replicantes são como qualquer outra maquina: Um beneficio ou um risco. https://www.youtube.com/watch?v=etZPXWZpF7s

Bom o filme começa informando que a Tyrel criou robôs da série Nexus virtualmente idênticos aos seres humanos. Eram chamados de replicantes. Os Nexus 6 eram superiores, mas assim mesmo máquinas. Interessante sua colocação, vou me informar mais, mas ainda assim, por enquanto fico com minha posição que são IA, até porque a série Battlestar Galactica 2004/2009, se inspirou muito em Blade Runner para criar os seus cylons, que eram máquinas idênticas aos humanos, que somente o Baltar atraves de um exame podia identificar a diferença de um humano... e os cylons, apesar de máquinas, tinham emoções e adoravam um deus... enfim... “No inicio do século XXI a Tyrel Corporation criou os robôs da série Nexus virtualmente idênticos aos seres humanos. Eram chamados de replicantes. Os replicantes Nexus 6 eram mais ágeis e fortes e no mínimo tão inteligentes quanto os Engenheiros genéticos que os criaram. Eles eram usados fora da Terra como escravos em tarefas perigosas da colonização planetária. Após motim sangrento de um grupo de Nexus 6, os replicantes foram declarados ilegais sob pena de morte. Policiais especiais, os blade runners, tinham ordens de atirar para matar qualquer replicante. Isto não era chamado execução, mas sim ‘aposentadoria’.”

A parte que fala de Blade Runner dessa matéria do Canaltech não tem o menor cabimento. Quem escreveu não tem a menor idéia do que está falando. Ele começa a falar de máquinas que ganham consciência. Isso não tem no filme.

IA é um conceito de computação. Os replicates são fruto de engenharia genética. São criados com base na biologia humana. Meio como os alterados de Khan em Star Trek. Aliás, como diz o Roy Batty para o J.F. Sebastian: - We're not computers, Sebastian, we're physical.

Eles são construídos pelo homem, não são naturais... recebem implantes de memórias... tem super força, super inteligência...e ja vi analise dizendo que não são clones... enfim, tudo que li e vi até hoje faz vinculo de Blade Runner com IA. https://canaltech.com.br/materia/cinema/filmes-imperdiveis-sobre-inteligencia-artificial-49625/

EU também!

Sendo o Hessel fã da franquia de filmes do Resident Evil, eu acreditaria

"Em 2012, para comemorar os 30 anos, uma nova versão do filme será lançada..." = COPY+PASTE

Basicamente as diferenças entre as três versões são a narração, o final e o sonho com o unicórnio. Curiosamente, apesar da lenda ter estabelecido que a narração só foi incluída na versão de cinema, na primeiríssima versão para testes já havia um trecho, no final, com a narração do Deckard/Ford.

Mas o conceito de inteligência artificial não se aplica a criaturas biológicas. E os replicantes não são nada mais que clones humanos alterados geneticamente. Não tem nada a ver com inteligência artificial, eles tem funções cognitivas humanas e naturais.

Pra mim a beleza desse filme sempre foi à discussão do que nos torna humanos, se organismos artificiais podem replicar nossas emoções, o que nos faz especiais no universo? A inteligência artificial é o ponto de partida de todas as discussões da obra, o que é vida? o Deckard é um replicante? O que é natural ou artificial? E o teste Voight-Kampff serve justamente pra descobrir a IA.

Sim. Mas as ideias estão lá desde 82, inclusive toda a parte visual, personagens, etc.

Matéria sensacional do omelete. Parabéns.

É uma pena que as produtoras lançam o filme em blu-ray, acaba a fornada e ficam anos sem lançá-lo novamente. Há mais de um ano, Blade Runner está fora de catálogo.

Ele manda muito bem. Só manda mal quando tá com o ego lá em cima, como em Alien Covenant (que eu até gostei, mas, em comparação...)

O mangá que é o ano de Blade Runner. O filme só saiu em 1988.

O Ridley Scott, realmente, consegue trazer para a tela temas deveras inusitados. Além deste filme, em destaque, temos o Prometeus, O Gladiador, Alien o Oitavo Passageiro, entre outros!

Deve ser erro de digitação mesmo, porque não tem nenhuma versão lançada em 2005. As versões saíram em 82 (três versões), 1991 e 2007.

E vc um proctologista...sério. Seus pensamentos não estão saindo do cérebro...

Akira foi lançado no mesmo ano que Blade Runner.

Poucos filme vão superar as cenas inicial e final desse filme. E ainda por cima é uma ode aos efeitos práticos. Não envelhecem nunca! PS: Sempre espero pelos guarda chuvas com luzes como no filme.

"Em 2012, para comemorar os 30 anos, uma nova versão do filme será lançada" Pensei que estivéssemos em 2017...

VALEU CARA !!!

Mas o filme não trata de inteligência artificial...

Sem dúvida, um dos maiores clássicos do gênero. Ainda bem que o tempo se encarregou de fazer justiça ao filme.

Nixon/Frost é mto bom! Esse filme me surpreendeu muito quando assisti.

Que exagero. As versões acabadas de fato do filme são apenas essas cinco: 1982 Versão original (113 min) – Exibida apena como teste e que provocou as mudanças, como a do final. Versão doméstica (117 min) – Versão que chegou aos cinemas americanos (e que foi lançada em VHS posteriormente) Versão Internacional (117 min) – versão lançada para o mundo todo que tem como diferença apenas um pouco mais de violência e sangue nas cenas de ação 1991 Director´s Cut (116 minutos) – Apesar do nome, Scott não participu dessa montagem, sendo basicamente a mesma montagem da versão original de testes com algumas cenas melhoradas. 2007 Final Cut (117 minutos) – Essa sim o RS teve controle editorial completo.

Mad Max com Mel Gibson e a Tina Turner, O Guarda Costas foi piada né?

Ter Vangelis na trilha é mais do que sinônimo de boa música, é um selo de qualidade!

Efeitos práticos tem essa capacidade. Você assiste algumas cenas de 2001, por exemplo, e pensa: como eles conseguiram fazer isso?

Obras primas tem este efeito, te toca aos extremos.

Legal, cara. Vi muitos filmes bons nesse festival da Warner. Inclusive Casablanca.

Esta no meu Top 10 ever. Quer algo mais atual do que camelôs de tecnologia asiáticos.

Gattaca é mto bom mesmo. :)

Realmente na época os punks (mesmo não sendo cyber) adoravam esse filme, por aparecer alguns e a mensagem que o filme passava, o pessoal de uma visão mais política (pelo menos os que se achavam ter) cultuavam esse filme, Laranja Mecânica e o Exterminador, por serem de ficção científica mas um futuro retrógrado e não cheio de naves e alienígenas, um futuro não tão agradável, lembro sempre estávamos comentado sobre esse filme.

As qualidades de Blade Runner pra mim são tantas que ele só fica atrás de 2001, como melhor FC de todos os tempos: - Expandiu elementos de Metropolis - Elevou o conceito de inteligência artificial a outro nível. - Levou ao cinema o universo cyberpunk de forma tão brilhante que até hoje nada se compara aquilo em temos de filme. - Tem a trilha sonora mais impactante da história, pesada, espacial, que consegue transmitir perfeitamente aquele clima melancólico de uma Terra moribunda... sem esperança... - A fotografia é deslumbrante, pois trás uma atmosfera noir... a cena em que a Rachel se aproxima do piano do Deckard ou as cenas no apto do Sebastian... são absurdas de lindas... - O uso da fotografia como discussão para nossas memórias é muito interessante. - O teste Voight-Kampff - O desfecho do confronto do Roy com seu “pai” esta entre as melhores do cinema, assim como o clássico discurso das lágrimas na chuva, que é meu momento favorito da história. Enfim... Somente pra agregar a boa matéria do Omelete, segue uma analise do filme ou livro do pessoal do formiga elétrica que mostra o quanto essa obra é magnifica. https://www.youtube.com/watch?v=3ncCURewZQY

Considero GATTACA e LUNAR superiores em enredo e desenvolvimento. Podem ser menos famosos mas também são excelentes.

Eu tb estava lá ;)

Veja a "Final Cut", que é a útima versão e que foi montada pelo Scott. É, de longe, a melhor de todas.

Não acho, sem ela ficaria difícil situar e definir a ação e o contexto. Nem sempre o diretor sabe o que é bom para o filme.

Procure ajuda, sério.

Com o passar do tempo, o filme virou uma colcha de retalhos. A melhor versão sempre é a primeira, mais objetiva e enxuta, sem metáforas bobocas nem exibicionismo intelectualóide do diretor. É um filme simples, até monótono, mas é bem construído, envolvente e apresenta uma dinâmica coerente.

Trilha sonora, atuações, direção, toda a estetica do universo criado, todas essas coisas são maravilhosas no filme, mas o que me chama mais a atenção são os dialogos entre os personagens, cara em cada dialogo a um (ou ate mais) questionamentos, algo para você pensar, parar e refletir, p u t a q p a r i u, é muito incrível isso, a conversa entre o Roy e o Tyrell, o Deckard e o Roy, ate no inicio do filme onde trás aquele momento lindo e sublime, do cara fazendo o teste para ver se o outro era replicante, por mais que as palavras a primeiro momento pareçam ser aleatorias (mas descobrimos depois que elas não são, tudo é parte do teste) mas você ver o modo como o replicante se porta quando cada frase é dita,a atuação do cara, porra que cena linda cara, sempre quando revejo Blade Runner me sinto revendo 2001, onde a cada vez que eu assisto novamento, vou tirando outras percepções que antes não havia visto ou ate entendido, acontece muito comigo isso, a visão que tenho de Blade Runner hoje é diferente da que eu tinha quando assisti a primeira vez, é diferente da que tinha quando assisti a uns 5 anos atras e provavelmente possa a ser diferente de quando eu assistir novamente daqui uns 10 anos no futuro, eu sempre estou tirando algo novo do filme, seja alguma lição ou algum significado que antes eu não tinha percebido.

impossivel de saber blade runner deve ter de 15 a 20 versões contudo nem todas foram lancadas nem mesmo no mercado americano.

esse e um dos maiores filmes do cyberpunk de todos os tempos. foi um fracasso no cinema porque o filem era muito a frente do seu tempo. ghost in the shell e akira viriam só anos depois de Blade Runner. O único furo da continuação e ele ser lançado em outubro poderiam ter lançado esse filme este mes ou numa data mais próxima do lançamento original além de que só liberaram 1 trailer ate agora o que e um grande erro. Enfim expectativas altas neste filme.

MAS AFINAL CARÁI ! QUAL É A MELHOR VERSÃO? VALEU POR CONFUNDIR TUDO BORGO !

Prefiro Cyborg - O Dragão do Futuro, com o Van Damme...

E se prepare para meu próximo filme que será lançado ano que vem, All the Money in the World, já estou filmando na Itália. O elenco inclui Mark Wahlberg, Kevin Spacey e Michelle Williams! Vai ser um ótimo filme! Imagens: http://media.gettyimages.com/photos/director-ridley-scott-and-giannina-facio-are-seen-during-the-all-the-picture-id693811546?k=6&m=693811546&s=594x594&w=0&h=ikkwogp94bg-VvzlDVBkDmUa8PHV6NgBq0Z6RzMlO64= http://photos.laineygossip.com/articles/michelle-williams-rome-06jun17-02.jpg

Vale muito lembrar que a magnifica Trilha Sonora é de Nada mais nada menos que Vangelis (Evangelicos Papathanassiou). Que em 1981, portanto 1 ano antes, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora pelo filme Chariots of Fire ( Carruagens de Fogo).

Não sendo um lixxo como Alien Covenant já tá no lucro

Eu também, em todas as 10x que vi o filme....

Que filme ! Que filme, que direção, que roteiro, melhor atuação do Harrison Ford, Hauer com uma interpretação monstruosa, Sean Young lindíssima...um dos três melhores filmes que já vi até hoje,..filme que não se faz mais hoje em dia,...pq falta inteligência, tanto dos diretores quanto do ´público.

Cinema Paradiso me faz chorar como uma criança.

Amo a parte técnica desse filme, é impressionante como essa joça não envelheceu, cada quadro é praticamente um desenho onde cada objeto e personagem dos cenários estão milimetricamente posicionados e equilibrados com as cores do filme, a trilha sonora nem se fala, é u noir futurista extremamente melancólico. Além disso é um filme profundo, que te faz refletir sem necessariamente precisar de vários diálogos para isso.

outra coisa os efeitos continuam especiais tipo se fosse lançado hoje ainda IMPRESSIONARIAM o publico.

a rede globo passava esse filme quase toda semana na madrugada e eu assistia todas as vezes hoje percebo que se comentário esta certíssimo fazem 35 anos estou ficando velho

Assisti coisa de umas 15 vezes. A morte de Roy é de arrepiar.

Cara vc é foda!

De fato Cleber, não falam nada sobre ela envelhecer como qualquer um de nós, mas por outro lado também não falam que ela tem longevidade maior que um ser humano só pelo fato de ser um ser humano biologicamente artificial.

Pra mim é a melhor. Até porque se você aceita que Deckard é um replicante, o final perde completamente o seu sentido do Roy se tornar mais humano que seu algoz humano.

Versão de cinema.

Eu durmo é nesses filmes em que todo momento parece ser clímax de alguma coisa e nada parece importante de fato. Por outro lado nos momentos de maior tensão de Nixon/Frost eu nem piscava pra não perder uma palavra, já que a trama andava quase que exclusivamente por diálogos.

Voight-Kampff Test.

Na verdade não foi só o Hoffman que declinou. A lista é bem grande e inclui Tommy Lee Jones, Gene Hackman, Sean Connery, Jack Nicholson, Paul Newman, Clint Eastwood, Al Pacino, Burt Reynolds, William Devane, Raul Julia, Scott Glenn, Robert Duvall, Nick Nolte, Christopher Walken e Martin Sheen, que foram cogitados com maior ou menor grau de possibilidade em algum momento. Sheen mesmo diz que só não fez o filme porque ainda estava se recuperando de Apocalipse Now, onde ele literalmente quase morreu.

Olha, eu não acho. Pra mim ela sempre fechou direitinho com o filme e ainda ajudava a compor aquele clima que era meio noir dos anos 40 e futurista ao mesmo tempo.

Eu era muito pequeno pra ver no cinema quando saiu. Mas já adulto pude assistir no Festival Warner que foi realizado nos cinemas da antiga Academia de Tênis aqui em Brasília. Pense num sujeito satisfeito de ver um filme.

Galera pra quem gosta de sites free pra assistir filmes, series etc. eu recomendo esse aqui, muito bom não tem propagandas e os players funcionam e são de boa qualidade, segue o link http://assistirfilmesonlinedublado.com/category/ficcao-cientifica/

A cena final de O planeta dos macacos de 68 foi épica. Inesquecível. .

Blade Runner é uma obra que fascina pela sua qualidade , muitos fãs de Sci-fi o consideram como o melhor filme de ficção científica , li o livro e acho o livro melhor que o filme , embora as duas obras são de enorme qualidade.

Aquela narração em off e terrível. E redundante e estraga o filme.

De nada.

Filme inigualável, mandei bem de mais nesse filme! Só esperem o próximo, não esta bom como o clássico mas esta ótimo.

Concordo com você, espero que eu não faça essa mancada.

ótimo filme, ótima música, para mim ficou até aqui entre os 10 melhores filmes que já assisti, nessa lista além dele, dentre outros estão Cinema Paradiso, Ben Hur (original), Mad Max com Mel Gibson e a Tina Turner, O Guarda Costas, e mais alguns outros que não recordo agora.

O filme é perfeito em sua primeira versão. A narração de Deckard foi uma grande sacada. A versão do diretor é fraca. O primeiro é intocável. E o final, ao contrário do que fala o texto, não mostra a Terra mas sim Deckard e Rachel chegando em alguma colonia habitável. Quando vi em 1982 assiti 2x as sessões seguintes.

Muitos já falaram aqui, curioso isso, aconteceu comigo também, tentei assistir umas 3 vezes e me deu foi sono, ai assisti uma vez inteiro e achei bacana, comprei o BluRay do filme e assisti com calma e ai me apaixonei, assisti mais uma meia dúzia de vezes e hoje de falar nisso me deu bontade de assistir novamente. Sensacional o filme, o tema me atrai demais, me lembra o álbum do Iron Maiden Somewhere in Time, que tem o mesmo tema e eu também fui gostando aos poucos igual o filme e hoje é disparado meu álbum preferido do Iron. Aliás na capa do álbum tem referências diretas ao filme como o prédio da Tyrell ao fundo entre outras tantas, aliás a capa de Somewhere in Time é pra mim a melhor de todos os tempos. É a Monalisa do Derek Riggs.

Críticas ficam perdidas como lágrimas na chuva.

Excelente filme um dos melhores que assiste na minha vida...

A gente sabe que está velho quando o filme que viu (e adorou) um dia desses está completando 35 anos.

eu mesmo, contexto.

Adorei a cena em que o inspetor pergunta a um cara suspeito de ser um andróide, numa sondagem com uma situação fictícia: "suponha que você está num deserto...", e o cara responde, androidemente: "qual deserto?". Pergunta sem nexo humano no contesto. A partir daí o cara foi perseguido e finalizado.

O planeta proibido. O planeta dos macacos de 1968. Solaris de 1971. O enigma de outro mundo. Contatos imediatos de 3o grau. 2001. Alien. Vampiros de almas.

O filme me pareceu apenas razoável mas a trilha sonora, é fantástica. No final, acaba agradando.

Comigo aconteceu tbm.

O final desse filme é um dos melhores finais de todos os tempos... Esse filme é atemporal, jamais um sci fi chegará no nível desse filme...

Prefiro mil vezes Blade Runner, apesar desse filme ser épico.

Até hoje não vi! Preciso desesperadamente correr atrás do tempo perdido - e do livro também! Mas que esse texto precisa de uma edição, precisa - principalmente a parte do Borgo.

Na verdade ela não tinha prazo de validade, o que significa dizer que ela não seria como os outros com uma data para morrer, mas envelheceria normalmente como os humanos e moreria por condições naturais ou não como todos, assim sean young poderia voltar normalmente, sem precisar de recursos digitais.

Uma das obras primas do cinema! Hoje, outro grande filme de mesma época que completa 35 anos é "A Coisa - O Enigma do Outro Mundo", um excelente sci-fi de terror, dirigido por John Carpenter e estrelado por Kurt Russel!

Clássico.

Borgo estava com preguisa e aproveitou um texto antigo!

Filmaço.

Um filmaço!

vi aos 17 em dezembro de 1989,quando pasou na tv pela prrimeira vez na globo.,e tambem nao gostei,so vendo pela segunda vez me agradou,e da terceira me apaixonei.

tente achar uma fc MELHOR e FALHE MISERAVELMENTE.

Final Cut.

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