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Festival de Cannes | Irmãos Dardenne são vaiados com o drama social A Garota Desconhecida

Queridinhos do evento, dupla de cineastas belgas teve longa rejeitado
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Integrantes de um time seletíssimo de diretores a ter duas Palmas de Ouro no currículo, recebidas pelos cultuados Rosetta (1999) e A Criança (2005), os irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, da Bélgica, costumavam ser recebidos como popstars da autoralidade no Festival de Cannes, mas, na 69. edição do evento, na qual concorrem com A Garota Desconhecida (La fille inconnue), a acolhida foi gelada. Aplaudido com discrição pela velha guarda de críticos da Europa, mas vaiados pelos mais jovens, o novo longa-metragem da dupla foi encarado como uma decepção. Na trama, uma médica em início de carreira, Jenny (Adèle Haenel), recusa-se a abrir a porta do consultório, no fim do expediente, para atender uma imigrante africana. Quando a moça é encontrada morta, a doutora embarca numa investigação para descobrir quem era ela, de modo a expurgar sua culpa.

"Existe uma palavra que anda desaparecida na prática do dia a dia, a palavra 'responsabilidade', cuja importância precisa ser resgatada", filosofou Luc Dardenne em resposta ao Omelete. "Esta é uma história de alguém que se sente responsável por alguém que mal conhece. Está aí o drama".

Apesar das boas intenções dos irmãos, o filme não conseguiu contagiar Cannes com o vírus da reflexão, pela narrativa excessivamente fria (e arrastada) e por deficiências na atuação de Adèle. O filme anterior dos Dardenne, Dois Dias, Uma Noite (2014), fez sucesso de bilheteria nos EUA e chegou a valer uma indicação ao Oscar de melhor atriz para Marion Cotillard. Mas, a julgar pelas resenhas americanas negativas para A Garota Desconhecida, o novo conto moral deles não terá o mesmo êxito.

"Fazemos um cinema simples visualmente, sem adereços, sem excessos de luz, para mostrar que ainda é possível crer na esperança", diz Jean-Pierre Dardenne.

Melhor sorte em Cannes teve Captain Fantastic, de Matt Ross: exibido em concurso na seção paralela Un Certain Regard, a produção americana comoveu a Croisette à força do carisma de Viggo Mortensen. O astro vive um escritor que cria os filhos na natureza, longe da tecnologia. É o favorito a prêmios da sua seleção. 

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Jean-Pierre Dardenne
21 de Abril de 1951 (66 anos), Engis, Valônia, Bélgica
sobre

Mas cara, o filme é muito fraco mesmo...

Com certeza deve haver pessoas infiltradas para prejudicar certos filmes, este festival deve estar rendido a politicagem artística. Ninguém vaia a toa, o bicho homem sempre manipulando os fracos que acham que a sociedade é um grupo de pessoas que partilham do mesmo conhecimento com liberdade de escolhas.

Amo os Dardenne e vou protegê-los.

Irmãos enganação

Uma pena, "Dois Dias, Uma Noite" é ótimo.

Caramba, essa platéia de Cannes da á medo XD

Vaiar um filme do michael bay é uma coisa, vaiar o filme de diretores consagrados que como qualquer ser humano cometeram um erro, é sacanagem

Povinho mais ralé esse que fica vaiando.

O segundo vaiado já, esse ano está rendendo.

...

Logo não passarão mais tantos filmes em Cannes. Um público que se acha crítico o bastante para se sentir a vontade para vaiar..

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