Filmes

O Poderoso Chefão - 40 ANOS

A saga da família Corleone faz aniversário
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Em 15 de março de 1972, começava, com uma première em Nova York, a trilogia Poderoso Chefão, uma das melhores histórias já contadas no cinema. Leia abaixo as resenhas dos três filmes e o detalhamento do conteúdo extra da caixa disponível em DVD.

O começo

No final dos anos 60, Francis Ford Coppola estava no início de sua carreira quando conseguiu assumir a direção da audaciosa produção Poderoso Chefão (The Godfather, 1972, EUA), da Paramount Pictures. O filme seria uma adaptação do romance do escritor Mario Puzo, que estava em franca ascensão quando o drama começou a ser produzido. Enquanto o livro se passava nas décadas de 40 e 50, o filme seria ambientado nos anos 70 para baratear custos. A escolha de Coppola deu-se pela idéia de que pela sua juventude, ele seria rápido, barato e supostamente manipulável.

Com o orçamento inicial de US$2,5 milhões, Coppola começa a trabalhar avidamente no romance, lendo e relendo o livro diversas vezes. Cada vez que o fazia, adicionava dezenas de notas de rodapé para orientar seu filme. Quais as cenas que deveria evidenciar, quais os momentos que seriam armadilhas e o que fazer para evitá-las, qual o primeiro sentimento que teve quando leu aquela passagem do livro e como transporta-lo para as telonas... tudo isso estava compreendido nas anotações do cineasta. A partir daí, começou a reescrever a adaptação que havia sido feita por Mario Puzo. Entretanto, estava preocupado. A cada dia a popularidade do livro crescia, enquanto ele continuava um mero desconhecido. Começou a discutir com os produtores, insistindo que o filme deveria se passar em sua época original e acabou convencendo-os. Mas será que conseguiria fazê-lo? Essa era exatamente a mesma dúvida dos produtores e executivos da Paramount.

Com o roteiro pronto, Coppola começou a sugerir nomes para os papeis principais. Assim começaram também seus problemas com a produtora. "Se você disser o nome de Marlon Brando mais uma vez, está despedido", disse o presidente da Paramount na época para o diretor. Se Brando não era aceito (por sua notória excentricidade), o desconhecido Al Pacino, que até então só havia feito teatro, era considerado uma piada de mau-gosto pelos executivos.

O problema é que Coppola não conseguia imaginar outro ator no papel de Michael Corleone. Tinha que ser Al Pacino. "Seu rosto era perfeito", afirma o diretor sobre a escolha. Insatisfeitos, os produtores pediram uma enorme quantidade de testes. Robert de Niro, James Caan (o preferido da Paramount, que ficou com o papel de Sonny Corleone, irmão de Michael), Martin Sheen, Robert Redford e mais centenas de candidatos foram testados para o papel.

Só que no meio de cada nova leva de testes que enviava para a Paramount, Coppola sempre colocava um novo teste de Pacino. No final o diretor acabou vencendo pelo cansaço. Al Pacino seria Michael Corleone. No entanto, um espião o acampanharia durante todas as cenas e, ao menor descontentamento dos produtores, o ator seria despedido e substituído. "Eu sei que não sou desejado", disse Pacino na época.

Fazer com que aceitassem Marlon Brando para o papel de Don Vito Corleone foi um pouco mais fácil. Apesar da fama de encrenqueiro e de estar sempre atrasado, Coppola garantiu que Brando trabalharia sério, sendo um verdadeiro padrinho para ele dentro da produção. Obviamente que o teste de cena do ator também ajudou - e muito. Foi dele a ideia das próteses nas bochechas para que ficasse com aquela aparência estranha e a voz arrastada.

As filmagens

No começo das filmagens, Coppola era ridicularizado por toda a equipe de produção. Ninguém, além dos atores, acreditava nele ou em suas ideias. O orçamento inicial foi rapidamente estourado, passando para US$6,5 milhões. Sem dinheiro, muitas das cenas foram feitas por equipes com parcos recursos técnicos e de pessoal. Coppola teve que contar com a ajuda de muitos amigos, como George Lucas, para que tais sequências pudessem ser feitas.

Com tantos problemas, o diretor esteve prestes a ser demitido diversas vezes durante a primeira semana de filmagens. Quando viu que a situação havia se tornado insustentável atuou como um verdadeiro Don. Demitiu diversos profissionais da equipe, seus traidores junto aos executivos da Paramount, o que causou um rebuliço na produção e postergou sua saída por mais alguns dias. Nesse período aproveitou para refazer algumas cenas e acabou mostrando que seria capaz de dirigir o filme.

O Poderoso Chefão

The Godfather (no original) tornou-se um épico, recheado de momentos inesquecíveis do cinema. Cenas como o tiroteio na barraca de frutas, o assassinato no restaurante, Don Vito no canteiro de tomates, toda a seqüência de Michael na Sicília e muitas outras, estão vivas na memória dos cinéfilos mesmo 40 anos depois de seu lançamento.

O filme conta a primeira parte da saga da famiglia Corleone. Comandada pelo respeitado Don Vito Corleone (Marlon Brando), a família mafiosa controla os negócios ilegais na Nova York dos anos 40 e 50, em constantes conflitos com outros grupos e dons.

Don Vito tem nos filhos Sonny (James Caan), Fredo (John Cazale), Connie (Talia Shire) e Michael (Al Pacino) e na honra da família suas maiores motivações. A maneira como gerencia os negócios (bussinesse, no melhor inglês com sotaque italiano) com o auxílio dos capos (generais da máfia) e de seu consigliere (Rubert Duvall) é mostrada em detalhes elaborados.

Entretanto, a gerência dos negócios pelos mafiosos não se resume apenas a contas e pagamentos. Assassinatos são parte constante desse dia-a-dia. O problema é que Coppola não gosta de violência... fato que levou o estúdio a considerar a contratação de um diretor específico para as cenas de ação que envolvessem mortes, tiroteios e explosões. Receoso que isso pudesse acontecer, Coppola descobriu então uma maneira muito interessante de lidar com os aspectos mais pesados da máfia.

O diretor passou a agregar elementos sutis que distraem a audiência (e talvez ele mesmo) da barbárie das cenas mais fortes. Coisas como laranjas rolando no asfalto durante um tiroteio, um pé saindo pelo para-brisa durante um estrangulamento, formas bizarras de assassinatos, a desobediência aos princípios dos assassinato e muitas outras, foram incorporadas para dar mais textura à violência.

O resultado de tanto esforço foi um filme grandioso, ricamente ilustrado em todos os sentidos. Um sucesso de crítica e de público que acabou rendendo três Oscar - melhor filme, roteiro e ator (Marlon Brando, que se recusou a receber o prêmio por detestar Hollywood) e encontrou seu espaço entre os clássicos imortais do cinema.

A aceitação de O Poderoso Chefão acabou fazendo com que Coppola assumisse a direção e o controle total do segundo filme da série - O Poderoso Chefão Parte II, desta vez com liberdade criativa e US$11 milhões de orçamento.

O Poderoso Chefão - Parte II

Na segunda parte da saga da famiglia Corleone, terminada em 1974, Francis Ford Coppola e Mario Puzo foram ainda além e contaram duas histórias paralelamente.

A primeira é a continuação de O Poderoso Chefão. Agora, com um Michael mais maduro e ousado no controle da família, os Corleones tentam expandir seu império, atuando na costa leste dos Estados Unidos. O seu foco deixa de ser o contrabando e passa a ser o jogo, na Meca do entretenimento de azar, Las Vegas. Em O Poderoso Chefão - Parte II, Michael enfrenta a perseguição de outras famílias e do governo federal que tenta a todo custo trazê-lo à justiça.

Paralelamente, o filme apresenta toda a infância e a mocidade de Vito Andolini, que mais tarde seria conhecido como Don Vito Corleone.

Em seqüências belíssimas gravadas na Sicília e durante a chegada dos imigrantes italianos a Nova York, o filme mostra como Vito (interpretado por Robert De Niro) se desenvolveu e quais suas motivações, bem como as de diversos outros personagens secundários, como o gangster Clemenza, seu sócio no início da formação do império Corleone. Esses saltos no tempo e as impecáveis reconstituições de época, ajudam também a montar um romântico panorama da América no início do século XX.

Com o novo filme, Coppola e Puzo conseguiram o que parecia impossível... realizaram uma produção ainda melhor que a original. Como reconhecimento, Oscar de melhor filme, direção, roteiro adaptado e ator coadjuvante (Robert de Niro).

A Morte de Michael Corleone

Dezesseis anos depois da segunda parte da saga dos Corleone, Coppola e Puzo novamente se reúnem para trazer à luz dos projetores o que seria a última parte do épico. O Poderoso Chefão Parte III.

Originalmente concebido para se chamar A Morte de Michael Corleone (calma, não estou fazendo spoiler, assista ao filme que tudo ficará claro), o título foi recusado pelos produtores, que preferiram dar seqüência ao Parte II. A decisão desagradou o diretor, que disse nunca ter imaginado os três filmes como uma trilogia, e sim, como dois filmes e um epílogo.

Na terceira parte, muito mais emotiva e contemplativa, Michael Corleone está arrependido. Depois de tantos anos no controle da família, o caçula dos Corleone passa a tentar legalizar a todo custo seus negócios e sua vida. Michael está em busca de redenção. Perdão pelas suas hipocrisias e desconfianças no passado, mas principalmente, perdão pelo sangue em suas mãos. O mafioso tentará alcançar seus objetivos com a ajuda da igreja católica e do Papa em pessoa!

A tragédia intimista que é a segunda continuação de O Poderoso Chefão não é tão exuberante quanto as outras, mas tem alguns momentos simplesmente inesquecíveis. O final (ao som da ópera Cavalleria Rusticana) é de tirar o fôlego e faz você não ter vontade de conversar por algum tempo, apenas para absorvê-lo. Ponto para Al Pacino, o ator que ninguém queria, e que agora leva o filme todo nas costas.

Participam do filme Andy Garcia, como o filho bastardo de Sonny - Vincent, e Sofia Coppola, filha do diretor, como a filha de Michael - Mary.

O DVD

Com uma bela embalagem e quatro discos, a saga da famiglia Corleone está muito bem representada em DVD.

Todos os filmes possuem trilha de áudio comentada por Coppola (devidamente legendada). Entretanto, o grande diferencial para os colecionadores está mesmo no disco de extras. São quase quatro horas de material que inclui cenas removidas (todas excelentes), árvore genealógica da família, fichas dos gangsters, anotações sobre a trilha sonora, desenhos de produção e muito mais. Confira:

  • Francis Coppolas Notebook: O processo criativo do diretor.

  • On Location: Criado a partir de um documentário do Poderoso Chefão, contém entrevistas com o desenhista de produção Dean Tavoularis e outros envolvidos.

  • The Godfather Family: A Look Inside: Documentário com 1h15, incluindo testes e ensaios.

  • O Poderoso Chefão por trás das cameras 1971.

  • Cenas adicionais.

  • Cinematografia de O Poderoso Chefão, apresentada por Gordon Willis.

  • A música de O Poderoso Chefão: A contribuição de Nino Rota (compositor do tema) e Carmine Coppola.

  • Coppola e Puzo no roteiro: A colaboração entre o escritor e o diretor adaptando o livro para as telas.

  • Storyboards de O Poderoso Chefão I e II.

  • A árvore da Família Corleone: Biografia de personagens e atores.

  • Discursos da premiação do Oscar.

  • Trailers originais.

  • Biografia da equipe de produção.

Curiosidades

  • Brando colocou pedaços de queijo na boca em seu teste para caracterizar-se como Don Corleone.

  • A responsável pela edição de todos os testes foi Marcia Lucas, esposa de George na época.

  • Centenas de milhares de dólares foram gastos em testes para o papel principal de O Poderoso Chefão. Todo esse valor poderia ter sido poupado se os produtores tivessem acatado a sugestão inicial de Coppola, Al Pacino, que acabou ganhando o papel.

  • Francis Ford Coppola carregava por toda a parte, em uma bolsa reforçada, um fichário contendo todas as páginas comentadas por ele do livro de Mario Puzo: Poderia ter feito o filme só com ele, afirma.

  • Outra das manias de Coppola é utilizar membros de sua família em todos os filmes da saga. O maestro responsável pela regência da trilha sonora inesquecível (criada por Nino Rota) é Carmine Coppola, pai de Francis e de Talia Shire (irmã de Coppola que interpreta Connie Corleone). A mãe do diretor aparece como figurante em diversas cenas, bem como os filhos e primos do cineasta. Um filme sobre famílias deve ser feito por uma, disse o cineasta.

  • Todas as cenas envolvendo música ao vivo possuem músicos de verdade tocando. Nunca é utilizado playback. Coppola acredita que com isso melhora o ânimo dos atores.

  • A cabeça de cavalo na cena na mansão do produtor de Hollywood é real. Foi conseguida em uma fábrica de rações para animais.

  • Os tomates da antológica cena com Marlon Brando tiveram que ser importados - mais um gasto supérfluo de acordo com os produtores.

  • Há milhares de detalhes ínfimos em toda a produção. Podemos encontrar desde os pára-choques dos carros da época (feitos de madeira, não de cromo), os adesivos de cota permitida de combustível no vidro dos automóveis até a cor das embalagens de comida chinesa do período retratadas de maneira muito fiel.

  • A utilização do título O Poderoso Chefão - PARTE II, foi bastante ousada para a época, pois nenhuma continuação recebia um número após o nome, fato tão comum hoje em dia.

  • A segunda parte da saga teve uma pré-estréia desatrosa. Ninguém entendeu o vaivém através do tempo e todos os presentes reclamaram que era muito confuso. Com apenas mais duas semanas até que o filme entrasse em cartaz, Coppola e o editor Walter Murch reduziram o número de cenas entrecortadas de 20 para apenas 12, tornando-o um sucesso imediato.

  • No final do segundo filme há uma cena de flashback, em que toda a família está reunida para celebrar o aniversário de Don Vito. Durante as gravações desta cena, Marlon Brando não apareceu, como era o combinado. A solução foi fazer com que todos estivessem esperando ele chegar em casa numa festa surpresa. A seqüência é impressionante, pois mesmo sem Brando, Coppola consegue transmitir sua presença, apenas com o suspense de sua chegada.

  • É dito que Com Coppola, o roteiro é como um jornal. Todo dia há um novo.

  • Para o papel de Vincent (Andy Garcia), os produtores testaram Silvester Stallone e John Travolta.

  • Por ironia do destino, o mesmo Coppola que ia ser substituído no primeiro filme por um diretor de ação, em Poderoso Chefão III teve que minimizar a violência a pedido dos produtores por causa da censura.

O Poderoso Chefão
(The Godfather) Direção: Francis Ford Coppola Estreia em 07/07/72
sobre o filme

Dentre todas as dificuldades q Copolla teve p conclusão de um filme q nem poderia ser concluído.E que filme! Compreendo o porquê o maior diretor dos anos 70, acabou desiludido e trocou o cinema por vinicultura. Hoje e difícil de aceitar o Copolla ter perdido o Oscar de direção num clássico deste p Bob Fosse por Cabaré.

Depois de muita procrastinação, hoje eu comprei um BOX, por apenas R$19,90 com a trilogia e resolvi assistir ao primeiro filme. Meu Deus, que obra. No começo, pareceu-me um pouco parado e aquela festa de casamento da filha do Dom, me irritou bastante, porém, logo em suas primeiras cenas Marlon Brando mostrou o porquê é considerado um mestre em atuação. Quando citamos seu nome, mesmo quem nunca assistiu qualquer filme dos 3, já citados, há de falar "Poderoso Chefão" e ele fez por merecer: Uma interpretação impecável, cujo foi capaz de deixar sua marca: Seu queixo "acaroçado" com um ar imponente, como se fosse dono de todos à sua volta. Não demora muito para o clima começar a ficar bastante pesado, com tanta rixa dos de Dom Corleone e sua família- toda vez que cito, lembro de "Todo mundo odeia o Chris"- que me envolveu de uma forma tão intensa que de deitado, sentei à frente do PC e passei a reparar detalhes por detalhes, diálogos por diálogos. A família principal tem um certo carisma que ao passar dos minutos eu passo a torcer pela sucesso dessa família mafiosa e deparo-me incrivelmente chocado ao ver O Padrinho sendo alvejado. A atuação de Marlon Brando é impecável, insubstituível como já dito antes. Mas é preciso, necessário citar Al Pacino, que demorou para deslanchar. Ao meu ver, ele só passou a ser O Al Pacino que todos nós conhecemos depois de sua fuga à Sícilia e mesmo assim, demorou, até por falta de tempo na tela. Mas a partir do momento em que o Sony morre, ele se transforma, ele vira o ator que conhecemos, deixando a trama ainda mais atraente, deliciosa de acompanhar. É notável que só rasguei elogios e não consegui encontrar um erro se quer nessa obra prima, de Copola. Pode ser que eu ache depois de assisti-lo novamente, porém, acho difícil de acontecer. Como desfecho confesso que me arrependo em não ter visto tal obra antes, porém, valeu apena.

O Poderoso Chefão é atemporal.

Clássico! Meus filmes prediletos, não canso de assistir! Uma trilogia que nunca será esquecida. Isso que é filme!

A melhor trilogia da história do cinema ,o primeiro capítulo divide com clube da luta ,laranja mecânica e o silencio dos inocentes o lugar do meu filme preferido.

Cara o canal tcm é o melhor da tv a cabo na minha opnião.

Romulol...acredita que eu conheci minha primeira namorada na internet falando sobre o filme clube da luta...rsrsrsrsrs foi no zipchat....rsrsrsrs sdd...daquela época.

É FÁCIL DEMAIS COMENTAR SOBRE ESTA SÉRIE E SUGERI-LA À ALGUÉM PARA VÊ-LA. VOCÊ APENAS DIZ ISTO: "É o filme mais bonito de todos os tempos, e ponto final".

Um erro cinematografico

A trilogia é, na minha opinião, a maior realização da história do cinema. São cerca de 9 horas de uma verdadeira aula de cinema. Vale por um semestre inteiro na faculdade.

"Vale por um semestre inteiro na faculdade." Ei! Essa frase não é a que esta na parte de trás do box O Poderoso Chefão: The Coppola Restoration?! :-/

Pô Érico!! Sou seu fã, mas este texto você redigiu em 2001, e somente mudou a data do post lá em cima, ou estou enganado? ps.: filme exímio.

Faltou citar como curiosidade que Marlon Brando incluiu no "cast" um gatinho encontrado no estúdio, na cena da conversa no escritório, durante o casamento da filha. Super Cute!!!

Não me agrada dizer o óbvio, mas quem gosta da saga (assim como eu) não pode deixar de ler também o livro, que é maravilhoso. Como sempre acontece com obras adaptadas, o livro conta detalhes importantes da história. Como por exemplo, a melhor frase dita por Don Corleone não está no filme, é um dos conselhos que ele dá ao Michael: "a melhor coisa que um homem pode ter na vida é amigos que subestimam as suas qualidades e inimigos que superestimam os seus defeitos". Outras mais tantas merecem destaque, como "um advogado com sua pasta pode roubar mais do que cem homens armados" ou "nunca se aborreça, nunca faça uma ameaça. Argumente com as pessoas". O dono do estúdio cinematográfico, o Sr. Woltz, quando ameaça Hagen por ter recebido uma proposta para oferecer um papel principal a Johnny Fontane, diz ser amigo de ninguém menos que J. Edgar Hoover. Hagen responde "meu cliente faz coisas que até o Sr. Hoover pode achar que está fora do seu alcance". O passado pra lá de negro de Luca Brasi que Michael fica conhecendo na Sicília e também como um serviço feito por ele a mando de Don Corleone foi capaz de intimidar Al Capone. O evento que serve de gatilho para toda a história foi a escolha de Tom Hagen para o posto de consiglieri, um cargo exclusivamente destinado aos italianos - sicilianos, mais precisamente. Com isso Don Corleone perdeu todo o respeito das outras famiglias, é Sollozzo quem o diz para o próprio Hagen. Há também o discurso completo de Don Corleone na reunião entre as cinco famiglias e a conversa entre Michael e Sollozzo no restaurante, antes do assassinato. Quando Clemenza diz a Paulie Gatto que precisam sair para "comprar colchões" significa que quando as famiglias entravam em guerra, utilizavam apartamentos no centro da cidade, melhorando a logística de ataques e protegendo os familiares inocentes. Por causa da possibilidade de atiradores, todos dormiam em colchões espalhados pelo chão. Nem a pau vou dizer que o livro é melhor que o filme ou vice-versa, os dois são ótimos, cada um deles é uma obra digna de pertencer ao seu meio, digo apenas que se complementam. Arrivederci.

O livro é sensacional! Mas algumas coisas na história diferem dos filmes. Por exemplo, o Michael tem 2 filhos homens no livro e a Lucy Mancini não tem filhos com o Sonny. Então, Vincent e Mary Corleone nunca existiram o.O

eu li o livro primeiro,achei de um ritmo brutal na maior parte do tempo, ja o filme achei meio paradao. Nos meus quase trintas anos ainda nao vi um historia sendo contada no cinema sendo melhor do q foi no livro q originou o roteiro... Tem muitos eventos q nao fizeram falta,mas no geral,a imagem q tive de Don vitor

Trilogia perfeita! Lembro da primeira vez que assisti... fiquei tão hipnotizado depois do 1º filme que assisti os outros 2 em seguida. Ótima matéria do Érico, mas discordo que o Al Pacino tenha levado o 3º filme nas costas. O Eli Wallach também merecia ser mencionado... =(

Poderoso Copolla! Sem mais!

Érico, maravilha de texto. Eu pensei: vou ler só até a parte que cita o primeiro filme. Pôa nenhuma! Li todinho. E consegui parar?! Parabéns! Massa mesmo.

Aí vão os meus momentos favoritos em cada um dos três filmes: I - O diálogo entre Michael e Sollozzo no restaurante. A escolha de Coppola em não colocar quaisquer legendas na cena foi brilhante. Sollozzo pede para falar num dialeto siciliano, que é difícil mesmo para quem entende algo de italiano, pois não confia nem mesmo no Cap. McCluskey, falando até mal dele. No final das contas a cena acabou ficando com um clima mais intimista, pois nós, expectadores, ficamos excluídos da conversa, juntos com McCluskey. II - Quando Kay questiona Michael sobre as atividades da famiglia ele nega na maios cara lavada da história do cinema. Impagável. III - A cena final do grito mudo de Michael na escadaria do teatro em Palermo merece um Oscar só pra ela. Naquele momento o personagem solta todos os demônios de sua alma de uma única vez. O "silêncio que precede o esporro" desta cena mostra como ele racha, e rompe - agora com auxílio sonoro - como uma represa que não suporta mais a dor. Inté.

CINEMA NA SUA MELHOR FORMA !!! MAGNÍFICO !

Faltou falar dos jogos pelo menos o do play 2 e o do psp eram fantasticos !!!

Superwill...concordo contigo referente aos jogos,mas nada supera ver o ATOR Marlon brando em cena...superclassico....e é uma pena que pessoas iluminadas como Marlon brando estejam aqui para nos brindar com seu talento,mas graças ao Todo-poderoso,podemos ter a oportunidade de assitir o trabalho deste MESTRE com todas as letras...

Já o 2ºjogo decaiu bastante.

É uma pena não existirem mais filmes como esses. Vê-se até pelo nível dos comentários no Omelete. Que pena que exista muita gente que não assistiu a esse filmes e acredite que Harry Potter, Transformers ou Crespúsculo são filmes dignos desse nome. Mas é claro que a indústria do cinema tem sua culpa. Fiz uma pequena lista de filmes lançados em 1972 (ano do lançamento de "The Godfather"): "Aguirre, a Cólera dos Deuses" "Cabaret" "Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)" "Os Implacáveis" (de Sam Peckinpah) "Solaris" "Último Tango em Paris" Em contraponto eis uma amostra do que melhor se viu em 2011: "O Artista" "A Invenção de Hugo Cabret" "Os Descendentes" "A Árvore da Vida" "Meia Noite em Paris" "Histórias Cruzadas" "Moneyball" Nota-se uma clara quebra na qualidade, sem falarmos que esses não foram nem de perto os filmes mais vistos desse ano.

O terceiro filme foi bastante ousado ao apoiar a teoria de que Joao Paulo I foi morto por um complo em 1978.O roteiro também aborda a corrupção envolvendo o banco do Vaticano, escandalo que veio a tona no final dos anos 70. No clima de censura religiosa que existe hoje no cinema americano, seria dificil abordar esses temas em uma superprodução atual.

Eu tenho as duas versões lançadas em DVD : a primeira sem dublagem e carregada de extras e a segunda com dublagem (ilegítima, e com o tradicional 5.1). Uma obra que não ignoro nem quando era pequeno e assisti no SUPERCINE, mesmo com toda essa violência que ele carrega. Sem falar que a obra do Coppolla rendeu algumas ideias para um tal de George Lucas.

Tiraram o texto da home do site? Muito bom o texto. Filmaço eterno!

Assisti pela primeira vez quando tinha 12 anos, na TV Cultura e eles davam o nome de O Padrinho. Depois aluguei os outros dois e vi seguido. E recentemente passou no Telecine Cult, cada dia passou um, mas dessa vez eu só vi os dois primeiros.

Só uma aviso. Vai passar hoje no TCM do mesmo jeito que passou no Cult, hoje o 1º, amanhã o 2º e domingo o 3º. As 22:00.

Passou dublado, mas assisti mesmo assim, mas a dublagem alterou o sentido de algumas frases. Nada como a versão original.

"Quando penso que estou fora, eles me puxam de volta!!!!" Excelente Trilogia

Melhor trilogia de todos os tempos... excelente homenagem!

Esse box é incrível! uma verdadeira relíquia para os fãs! Coppola realmente se superou! Parece q é genético, sua filha segue o msm caminho!

Caramba vei! Olhando os comentários, no dia 9/2/2011 tinha feito um comentáio com minha antiga conta. E hoje acabei fazendo praticamente o mesmo!rsrsrs

acho q sou o unico q nao gosta muito desse filme,achei meio paradão... ja o livro é brutal,vc so para de ler depois da ultima pagina.

Ah, mas a gente só para de assistir os 3 filmes quando termina !!!

Meu filme favorito, e vai passar amanhã no TCM !

MANO...... ISSO É QUE É FILME DE VERDADE!!!

Sabe se é só o primeiro? Queria que fosse a trilogia...:)

HEHEHE!...

ZORAK!

fiquei sabendo que o al pacino vai estar em 1 novo filme do adam sandler,é triste saber que 1 ator do porte do al pacino faça 1 papel menor num filme de 1 comediante sem graça e sem o menor talento,eu sei que com o tempo é normal que atores mais velhos façam papéis menores em filmes com astros mais novos,mas que façam com atores de talento,nao com 1 imbecil sem menor timbre pra comédia ou qualquer outro genero de filmes,mas al pacino sempre vai ter meu crédito,pois é 1 ator excepicional!

Tenho amigos que adoram O Poderoso Chefão e num dia desses conferi, a mãe da minha amiga tem essa coletanea. Nossa é muito diferente dos filmes atuais, a narrativa é lenta, onde Coppola não tem pressa em contar sua visão da história. Me chamou a atenção foi a cena inicial onde o zoom vai sendo diminuido e somos sendo apresentados a familia Corleone, Destaque para a já citada cena da cabeça do cavalo e a sequencia final onde o batismo e os assasinatos dos Don's ocorrem simultaneamente. Parabéns Borgo ótima matéria! Vou fazer uma oferta irrecusável Rules!!!!!

puta filme. nossa fui pego de um jeito pela trama,pelas atuações,pela Família Corleone... cada cena mais épica que a outra,trilha sonora do caralho... um dos melhores filmes já feito. quem gosta de cinema e ainda não viu a Trilogia,não pode ser chamado de Cinéfilo.

Falar o quê?!

Como é q um sujeito como Coppola pôde "esquecer" de dirigir? Falem o q quiserem, mas daquela turma ultra talentosa de cineastas da década de 1970 o pai da Sofia de destacava. Se Scorcese é considerado o grande cineasta americano da segunda metade do século XX, este título parecia ser todinho do antigo "Chefão". Será q o preço de Apocalypse Now foi tão grande?

Fascinante, Borgo. Sempre penso que por trás de grandes filmes feitos por grandes diretores, sempre há grandes histórias de bastidores.

MELHOR DE TODOS

Muito bom os três filmes!!!

Esse é um dos poucos filmes que eu posso dizer:Quem não gosta não tem o meu respeito!

Simplesmente a melhor trilogia da história do cinema !!!! Grandes atuações,principalmente do Marlon Brando e do Al Pacino. Sou muito fã e tenho muito respeito pela Família Corleone!!!!

Excelente texto mas faltou informar que o Copolla foi o quarto ou quinto nome sondado pelos produtores. Antes dele foram procurados diretores famosos como Elia Kazan, Costa Gavras,Peter Bogdanovich, Sergio Leone e Peter Yates(que na epoca estava em alta por causa de Bullit). No final o escolhido foi o então desconhecido Copolla. Embora o Copolla tenha enfrentado varios problemas com as interferencias do estudio, ainda assim aquele foi o periodo em que os diretores tiveram mais liberdade em Hollywood.Era uma liberdade vigiada, mas mesmo assim foi uma experiencia sem precedente na historia do cinemão americano e que nunca mais voltou a se repetir. O Poderoso Chefão inclusive é considerado o ponto máximo dessa experiencia renovadora e libertaria pela qual Hollywood passou no final dos anos 60 até por volta do termino dos 70.

não sou de assistir filmes velhos, mas esse aí merece minha atenção

@gor: Há uma diferença entre filmes velhos e filmes clássicos. Exemplos: "Essa Pequena é uma Parada"; "O Destino de Poseidon" e "O charme discreto da burguesia" São filmes velhos. "The Godfather" (recuso-me a usar esse título ridículo que deram no Brasil); "Solaris" e "Roma" de Fellini São filmes clássicos. São todos filmes com exatos 40 anos, mas os clássicos podem ser vistos hoje como o foram na época do seu lançamento. A história, as atuações, a cinematografia, etc. permanecem atuais. Outro filmes são bons na sua altura de lançamento, mas passados alguns anos (alguns dizem que são 15 anos) não são tão marcantes assim. Deixo então a pergunta: Em 2051 as pessoas lembrarão como clássicos ou como filmes velhos, obras como "Transformers: O Lado Oculto da Lua", "Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas", "Velozes e Furiosos 5" ou filmes como "A Árvore da Vida" ou Meia Noite em Paris"?

Ah, mas mesmo muitos filmes antigos (ou "velhos"), sem o status de clássicos, considero marcantes e "reassistíveis" ... sempre. Os de Hitchcock entre eles.

@Carlos, Todos os filmes de Hitchcock são clássicos! :)

O Poderoso Chefão foi o primeiro livro que li em menos de uma semana. Também é meu filme favorito. Este sim é uma obra de arte. Só espero que Hollywood não pretenda toca-la com suas famigeradas ideias de rebout e remake.

Não dá para fazer isso cara....não fica dando idéia...rs

Um amigo meu falou que dormiu vendo esse filme! Não é para bater num cara desse?

Bater?!?! Me desculpe, mas é para sumir da face da terra rsrsrsrsrs.

E o pior é que um amigo meu disse que o filme é ruím!!!!

Caro kakater, talvez seu amigo assim como eu na vez que assistir, não esta acostumado com a narrativa vagarosa, tipo Coppola vai contando sua história sem pressa, coisa que hoje em dia é 'vapt-vupt' Faz um tempo que eu vi, mas a cena do batizado é fantastica! Parabens Omelete pela iniciativa, muito bom artigo!

Tem um amigo que disse que achou o filme "legalzinho". Legalzinho é chato arrumadinho, ele disse que o filme era muito longo e parado. Aff

Não só amanhã. Amanhã é o primeiro, sábado é o segundo e domingo é o terceiro. Às 10 da noite os 3.

Será que não foi quando terminou ? Pode ser que nem o outro comentário, que a pessoa só parou de ler o livro depois da última página ... hehehe

George Lucas ajudou no Poderoso Chefão? Bah! Essa eu não sabia! Mas realmente a saga Poderoso Chefão é uma daquelas obras-primas do cinema que tem que estar no TOP 10 de qualquer pessoa que curta cinema. Certamente impensável hoje fazer um filme desses, imagina a confusão que daria colocar uma cabeça de cavalo real numa cena?! E ele tem tantas cenas que se tornaram clássicas e são imitadas até hoje, principalmente as cenas de Marlon Brando!

Fique perto de seus amigos... E de seus inimigos mais perto ainda.

ÉPICO!!! E tenho dito!!

Para quem não assistiu a trilogia ainda, farei uma oferta irrecusável para poderem vê-la.

Divide com De Volta para o Futuro o título de minha trilogia favorita e o primeiro filme divide com Seven o título de meu filme favorito. Mas na boa, é simplesmente o clássico dos clássicos de Hollywood, a atuação do Marlon Brando é incomparável. Trilha sonora demais, fotografia, atuações, tudo nesse filme é um primor.

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