Música

Rouco e desacelerado, Paul McCartney ainda brilha

Como sempre, beatle faz belo show em São Paulo
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É difícil botar defeito em Paul McCartney. Aos 75 anos, fazer um belo show de quase três horas ininterruptas e com milhares de pessoas cantando junto em um estádio lotado é para poucos. E, se esta tivesse sido sua primeira vez no Brasil em anos, a apresentação seria só elogios. Feilzmente, esta foi a terceira passagem do beatle por São Paulo na década, e as comparações com performances recentes são inevitáveis.

Paul entrou no palco para começar o setlist com ”A Hard Day’s Night”, seguida por “Junior’s Farm” e “Can’t Buy Me Love”, e o ótimo começo já deixou o povo inteiro dançando, mas mostrou uma rouquidão. Desacelerado e grisalho, Paul trazia uma performance mais discreta do que as anteriores e, visivelmente, economizava sua voz. Foi na sétima música, “I’ve Got a Feeling”, que o problema ficou mais aparente. A apresentação sofre pouco, no entanto, auxiliada pela usual e impecável banda de apoio, e um mar de fãs que provou saber música atrás de música de cor. Infelizmente, tem faixa que só Paul sabe fazer, e no fim das contas, canções como “Maybe I’m Amazed” não tem tanto brilho sem o vozeirão.

Até o meio do show, Macca economizou energia. Simpático como sempre, o rockstar se garante com um carisma incontestável e, se faltou voz, ele compensou na relação com o público. Falando português com os “minos” e “minas”, Paul deu até reboladinha em “And I Love Her”, para delírio do público.

O setlist escolhido foi mais calmo do que estamos acostumados. A novidade, definitivamente um destaque da noite, foi Paul ter emendado a primeira música já gravada pelos Beatles (como The Quarrymen), “In Spite Of All The Danger”, com “Love Me Do”. Apesar de manjada, a faixa foi um dos destaques do show por ser anunciada como homenagem ao produtor George Martin, falecido no ano passado, e rendeu um momento emocionante. Isso sem contar com os comoventes tributos aos outros Beatles – a John em “Here Today” e a George em “Something” – que sempre acabam em lágrimas dos fãs.

Na segunda metade do show, Paul deu um gás e emendou “A Day In The Life”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Band On The Run” e “Back In The U.S.S.R”, para provar que ainda tem energia para fazer um estádio tremer. A performance da metade para o fim, com as já garantidas “Let It Be” e “Hey Jude”, fizeram a economizada no início valer a pena. Na volta do bis, quando a banda retornou com a bandeira do Brasil, do Reino Unido e do orgulho LGBT, Paul ainda teve fôlego para as grandes “Sgt. Peppers”, “Helter Skelter”, “Birthday” e, antes de dar tchau definitivo, fazer o emocionante fim do Abbey Road.

O envelhecimento do beatle, que até pouco ainda parecia um garoto, é inegável e aparente. Não pelos belos cabelos brancos ou pela rouquidão, mas pela desacelerada no setlist, que refletiu sua vontade de se prolongar em músicas menos exigentes, como a dispensável "I Wanna Be Your Man". Mesmo assim, um show de McCartney é valioso demais para focar nos problemas. A vontade de ver mais um sempre fica, e se ele mantiver a promessa feita ao fim de “The End”, ainda veremos o beatle mais uma vez por aqui. Tomara! 

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Foi mesmo em BH não vi ele parando para tomar água, que show sensacional.

Verdade, mas parece que não vai acontecer. Podem até tocar juntos eventualmente, como já aconteceu várias vezes, mas não em turnê. E o baterista atual, Abe Laboriel Jr, é excelente. Acho que os dois bateristas já tocaram juntos e embora a presença do Ringo seja icônica, a comparação é inevitável. Eu acho que Paul poderia se juntar à Ringo, Julian Lennon e Dhani Harrison, filho de George Harrison. Isso sim, seria algo bem próximo, pelo menos visualmente, dos Beatles. Depende apenas de Paul considerar essa ideia, o que eu também duvido que aconteça.

"Um show do Paul é valioso demais para focar nos problemas"... O texto todo é horrível, pois exagerou nos problemas encontrados. Texto fraco, quer "causar". Obviamente ele vai escolher as músicas mais adequadas para um show de 3 horas. Eu estive em Porto Alegre e fiquei impressionada pois ele não deixou o palco nem por um minuto, nem tomou água! Esse cara é um mito! Com 75 anos isso seria impensável, e ele arrebentou dando muito de si nas músicas.

Sim.

Hummm... Ele tocou as musicas dos wings?

Já era...a musica ja n tem tanto valor. As bandas envelheceram, outros morreram. Musica ta saturada, n surgiu nada de novo. E hoje ja n é mais novidades shows no brasil, alias a maioria só conseguem ainda grande publico por aqui.

Paul McCartney é mito! O cara com 75 anos e com alguns problemas consegue fazer um show de 3 horas.

E que critério essa mulher usa para definir uma música como "manjada" e outras como "garantidas"? Ah! E sobre a rouquidão... Um mínimo de pesquisa já poderia ter revelado que o "Macca" fez um show um dia antes em Porto Alegre (eu estava no Beira-Rio), e o clima estava frio e chuvoso.

Para um mito desse, que contribuiu tanto a música, e que com 75 anos poderia estar de boa em casa, mas não, está viajando o mundo e fazendo show de 3 horas em estádio cheio, eu sou incapaz de fazer qualquer comentário negativo, por mínimo que seja, por respeito e admiração. Nada contra quem aponta algo negativo, só digo que eu não faria.

Mito, uma lenda viva.!

Mexe com quem tá quieto! Kkkkkkkkk! Parece que fãs dos Beatles não aceitam críticas. Eu achei a matéria interessante, descompromissada e com alguma razão. Vou assistir ao show amanhã no Mineirão e concordo que Paul McCartney não deve estar em sua melhor forma, afinal o garoto já está com 75 anos. Eu fiz sessenta recentemente e confesso que já é meio difícil assistir 3 horas de show, então imagine tocar ininterruptamente essas mesmos 3 horas. Ainda assim, sei que vou assistir, pela segunda vez, um show fantástico, tão memorável quanto o primeiro e espero ainda poder assisti-lo outras vezes. Paul McCartney pode vir de bengala e óculos fundo-de-garrafa que iremos cantar ''Hey Jude" com a mesma empolgação.

Omelete está de parabéns por fazer uma crítica que refletiu nada visto no show.

Brincadeira, bicho... É aquele tipo de música que pega o fã desprevenido, alucina, emociona e faz valer ainda mais o ingresso...!!!

Simplesmente foi a música que impulsionou os...Rolling Stones, bem no inicio da carreira, cortesia dos Beatles.

Essa Julia Sabbaga foi criada a leite com pera. Nenhuma música do mito Paul McCartney é dispensável. Ela levou a crítica pro lado pessoal, e não pelo racional e imparcial. Falando nisso, o Borgo e Hessel estavam ridículos naquele vídeo pra explicar a metodologia de crítica do site.

"dispensável I wanna bem your Man" aí depois o omelete vem com historinha do "porque serve a crítica" eu nunca vi um site com tanto imbecil e débil mental pra escrever tanta bosta

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