Música

Ed Sheeran - ÷ (Divide) | Crítica

Músico inglês amplia sua sonoridade e se mostra com vontade de chegar a novas possibilidades musicais em novo disco
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Ed Sheeran toca violão com a bandeira do Reino Unido ao fundo

Ed Sheeran deve estar feliz da vida. Batendo recordes atrás de recordes e colocando dois singles ao mesmo tempo na parada da Billboard em primeiro e segundo lugar (com "Shape Of You" e "Castle In The Hill") ele agora lança, ÷ (Divide), seu novo - e ambicioso - álbum, sob os holofotes do mundo inteiro.

Depois de um ano quase sabático, Ed foi juntando material e escrevendo sobre suas experiências longe dos palcos. Agora, em suas 16 músicas novas (na versão Deluxe do álbum), ele faz questão de mostrar que estava preparando para surpreender a todos com seu novo material.

"Eraser" abre o disco já despejando um extenso rap sobre o ouvinte, mesmo tendo o próprio Ed admitido que não saberia fazer rap em “Take It Back”. ÷ (Divide), ao longo de suas canções, tem a ver com isso: a tentativa de superação, o enfrentamento de medos e o desafio de se jogar em território inseguro para provar a si mesmo que é possível fazer quando se tem vontade. “I find comfort in my pain”, ele fala, como numa espécie de aviso. Sim, ele está arriscando mesmo, e daí?

Essa é a ideia. E a ambição é levada a sério. Sheeran toma uma atitude louvável de fugir da zona de conforto e consegue entregar um disco que ainda vai agradar sua base fiel de fãs enquanto mostra uma faceta mais ousada do compositor. Suas marcas registradas estão lá: as melodias que saem do chão e sobem para o céu, as baladas açucaradas e as batidas eletrônicas para tremer o fone de ouvido e fazer todo mundo pular em seu show.  Mas, em ÷ (Divide), Sheeran se esforça para que não pareçam tão lugar comum assim.

E quando consegue, o resultado é sublime. A já conhecida "Castle On the Hill" é daquelas que têm tudo para virar um pequeno hino, com seu ritmo acelerado, sua letra motivacional e aquela produção capaz de promover uma mini-catarse quando o refrão explode.

O interessante é perceber que em cada música existe uma malícia maior no seu tom de voz, no seu jeito de entrar cantando, parece que a postura de Sheeran mudou e isso é notável em seu som. "Dive" é um dos melhores exemplos: é uma balada romântica, mas ele não soa como um garoto tímido ou inseguro. Aqui ele derruba seus medos com uma voadora: “Don’t call me baby”, ele berra, impondo sua presença e desafiando o ouvinte. E a música não é suave. Aqui suavidade não tem muito mais espaço. Depois de um ano parado, Ed chegou chegando. E veio cheio de ideias diferentes.

Assim, ÷ (Divide) soa como um caldeirão de influências e estilos e parece que ele quer mostrar tudo ao mesmo tempo. A versatilidade é uma virtude, mas às vezes pode parecer desespero para “acertar” pelo menos alguma coisa. Óbvio que não é o caso de Sheeran, mas às vezes o disco fica um pouco cansativo por causa disso. "Shape Of You" é frenética (e boa) mas cai como um tijolo entre "Dive" e "Perfect", outra balada lapidada para derreter os corações apaixonados com seu arranjo cinquentista. E assim o caldeirão não para de ganhar ingredientes.

"Galway Girl" é um dos pontos altos do disco e quase ficou de fora. Divertida e agora realmente inusitada, é daquelas que grudam na cabeça e faz você assobiar sem perceber. Sheeran brinca com as pessoas que se consideram irlandesas e monta um cenário perfeito onde você fecha o olho e se imagina num pub. Um grande acerto pop.

"Happier" serve de vitrine para um cantor tentando se superar em novos desafios vocais, cheios de backings e melodias épicas. Uma das mais bonitas do disco.

A montanha russa continua e o caldeirão fica mais diverso com a latinidade de "New Man", a explosiva "Barcelona" e a africana "Bibia Be Ye Ye". Sem uma espinha dorsal muito definida, o disco vai e vem em diversos estilos, mas mesmo assim agrada muito.

Sheeran voltou cheio de ambição e ÷ (Divide) é o resultado de alguém que se esforçou para impressionar. Se a força das músicas vai durar, o tempo e as posições recorde nas paradas vão dizer. 2017 promete ser um grande ano para Ed Sheeran. Ouça o novo disco na íntegra.

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Nota do crítico (Ótimo) críticas de Música

Já escutou o playback de Shape of you? É a mesma coisa por 4 minutos, nem mais nem menos. Não sei como as pessoas acessaram 800 milhões de vezes essa musica.Só de escutar um pouco já fico com dor de cabeça.

Tu não merece palmas. Merece o Tocantins inteiro!

risos.

Colabore com este projeto revolucionário e sacrilegioso: https://www.catarse.me/xenossamba

Não to crendo no que to lendo. Simples assim.

ta bom beethoven

Eu gosto muito do primeiro álbum, o segundo no geral é medíocre mas tem alguns bons singles que valem a pena. Agora este Divide está entre os piores álbuns que já ouvi na música pop, simplesmente não me passou nenhuma emoção, letras genéricas, frias.

pode cantar com a letra de cheap thrills e verá que é a msm música.

Idiota é quem ouve música ruim e Ed Sheeran é sinônimo de música ruim ;)

https://www.youtube.com/watch?v=R4Ez9LKd0N8

Cheap Thrills da Sia?????????????????????????????????

como a maioria dos idiotas fazem.

Ed Sheeran o verdadeiro Rei da Sofrencia 😅

Pai Sheeran é colossal demais, putz... E olha que eu nem gosto muito do gênero musical em que ele canta.

Não ouvi e não gostei.

Um bom álbum, sem grandes surpresas ele entrega o q se espera dele mesmo. Meu destaque é a linda "Save Myself".

ok

Eu não ouvi o msm disco que o critico, pra mim Ed ao invés de melhorar tá piorando, começando com Shape of you que parece plágio de Cheap Thrills da Sia, um remix sem inspiração da música. O restante são canções genéricas sem personalidade nenhuma, longe de lembrar o cantor das excelentes Lego House e Give me love.

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