Música

Foo Fighters - Concrete and Gold | Crítica

Banda lança álbum consistente, sem novidades, mas com belos destaques
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Dois anos depois de seu último lançamento, o EP Saint Cecilia (2015), o Foo Fighters lançou este mês Concrete and Gold, um disco com som pesado, cheio de guitarras e com maior profundidade sonora. A influência mais óbvia e, possivelmente, a maior qualidade do trabalho, é definitivamente a semelhança com os Beatles, trazendo até Paul McCartney como um dos convidados especiais. Mesmo assim, Concrete and Gold não se destaca na discografia do Foo Fighters, embora conte com alguns brilhos no tracklist.

Quando “Run”, o primeiro single, foi revelado, ficou claro que o novo álbum teria peso. A faixa conta com a guitarra e a voz de Dave Grohl em um tom agressivo, trazendo até berros estridentes do vocalista. A banda então lançou o segundo single, “The Sky Is a Neighborhood”, e tudo mudou. A música era completamente diferente, com um toque de balada e uma melodia bela que remete a “Because”, dos Beatles.  As características de cada um dos dois singles é uma descrição precisa do que a banda entregou em Concrete and Gold de modo geral: um bom som pesado equilibrado com toques de leveza. E acima de tudo, fortemente influenciado pelo quarteto de Liverpool.

Isso já fica bem claro na primeira faixa do álbum, “T-Shirt”. Abrindo o trabalho com um volume baixo e um vocal bem suave de Grohl por cima de um simples violão, o ouvinte espera por uma balada. Mas em um segundo, a faixa transborda vocais e guitarras e se transforma em puro Rock n’ Roll.

Para Concrete and Gold, o Foo Fighters pediu emprestado os talentos daquele que é, literalmente, produtor do ano. Vencedor de três Grammys por sua colaboração com Adele no último disco da cantora, 25, Greg Kurstin parece ter colaborado apenas em toques na produção, como as harmonias e arranjos vocais, que definitivamente se destacam no álbum. Na faixa “Make it Right”, isso fica bem claro, ainda mais com o discreto backing vocal de Justin Timberlake ao fundo. Mas a arrebatadora quarta faixa, o já citado single “The Sky Is a Neighborhood”, é onde a banda acertou em cheio nos vocais. Ao remeter a Beatles, Dave Grohl criou um pegajoso refrão que é, com certeza, uma das melhores coisas que o Foo Fighters já fez.

De resto, o som do disco não traz nenhuma surpresa à sonoridade tradicional da banda. Depois das quatro primeiras faixas, o miolo do álbum perde a força. La Dee Da”, “Arrows” e “Dirty Water” são faixas discretas e, apesar de bons refrões, poderiam passar batido. A última, que chegou a ser tocada ao vivo em algumas ocasiões antes do lançamento de Concrete And Gold, traz uma melodia tão característica do som da banda que poderia estar no trabalho de 1999, There Is Nothing Left to Lose.

A oitava faixa, Happy Ever After (Zero Hour)” é onde a referência aos Beatles fica mais clara. Caminhando na linha entre homenagem e cópia, Grohl faz uma faixa que tem a cara do álbum branco, como se sozinho compusesse uma parceria entre as melodias de Paul McCartney e letras de George Harrison. Apropriadamente colocada, a sequência é “Sunday Rain”, um pop rock simpático com McCartney na bateria, mas que também fez pouco proveito do convidado. O álbum termina com mais duas faixas características do Foo Fighters, “The Line” e a faixa-título, que traz como convidado o vocalista Shawn Stockman do Boyz II Men, fechando o álbum com beleza e melancolia.

O resultado de Concrete and Gold é sólido, sem grandes falhas, mas com altos e baixos e um potencial desperdiçado. Com três nomes de peso como participações especiais, o Foo Fighters não fez justiça a nenhum deles. O mesmo pode ser dito do produtor, que parece ter acrescentado pouco ao som. O álbum, porém, tem belos destaques para serem marcados na discografia do Foo Fighters, o que salva seu nono trabalho do esquecimento. 

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Nota do crítico (Bom) críticas de Música

Parei

Um ótimo álbum mesmo. Foo Fighters continua sendo minha banda favorita do gênero.

Sim, eu concordo contigo. A sonoridade junto com o refrão de ambas são as músicas são únicas. Dirty Water é uma música que surpreende por que jamais iria esperar que do meio em diante ficaria aquele som "pesado". Sempre me pego repetindo 2 ou 3 vezes Arrows e Happy Ever After... É um ÓTIMO álbum!

O ultimo bom CD do FF foi o Wasting Light, na minha opinião, claro ... Esse novo n tem aquele feeling, q prende o kra ouvindo as músicas com frequência e talz ... Concrete and Gold n estará no meu celular nem na minha playlist ...

Cara, acho os últimos três álbuns do Foo sensacionais. Sonic tem músicas muito boas, tipo Congregation.

Arrows e Happy Ever After são do cara*ho. Grudaram muito na minha cabeça e Arrows tem um p*ta refrão e letra f*das

Discordo totalmente da critica, mas eu respeito. O álbum cumpre demais e me agradou pra caramba. Faixas como "Arrows", "Dirty Water", "Happy Ever After" , "Concrete and Gold" e "Sunday Rain" são sensacionais. Tudo bem que não chegou perto do maravilhoso Wasting Light, mas tem bastante músicas que eu não rotularia como genérica. A critica não fez um pouco sentido e pegou pesado.

Com certeza,ao vivo parece mt melhor,não entendi msm essa crítica rsrs

Pra mim o álbum mostra um quê de humildade depois da tentativa fracassada de um álbum épico - Sonic Highways é, ao meu ver, o pior álbum do FF. Um ponto positivo é a diversidade entre as faixas. Isso deixa o álbum sem aquele ar de lista repetitiva. Nota 7. Ao meu ver, a Run é uma música que faz uma propaganda negativa do álbum. Acho bem meia-boca. Pra mim o álbum começa mesmo em Make it Right, uma música que poderia estar no Wasting Light, mas sem destaque. The Sky is a Nighborhood é muito boa mesmo, apesar de pegajosa, depois La Dee Da (com uma pegada meio Queens of the Stone Age), Dirty Water (que remete mesmo a 1999, o que é bom pra quem começou a curtir a banda ainda nos anos 90) e depois Arrows (que volta um tanto pro álbum In Your Honor, de forma mais discreta). Eu sou um dos poucos que curtem bastante as baladinhas acústicas do Foo Fighters, então sou suspeito pra falar de Happy Ever After. Eu gosto. Depois vem as realmente discretas Sunday Rain e The Line, e o encerramento ok com Concrete and Gold, que, apesar de boa, achei cansativa. Pra quem curte FF desde o início da banda (digo isso porque muita gente começou a ouvir depois da onda do "Best of You", e por isso as opiniões divergem. Questão de época mesmo), tem que ter na cabeça que nunca mais vai surgir um álbum como "The Colour and the Shape", melhor álbum disparado. Deixemos esse Foo Fighters alternativo lá nos anos 90 mesmo.

run arrows the line sao com certeza as melhores do disco

ARROWS É MARAVILHOSA DEMAIS

Parei no parei.

Tenho uma outra teoria: a fama de banda genérica ("a melhor banda genérica") se da pq justamente as músicas q ficam mais famosas são as mais genéricas da banda! O primeiro album deles é foderoso e poucas músicas dele são conhecidas do grande público. Acho q o album "greatest hits" corroborou pra isso. Gosto mto dos 3 ultimos albuns do FF, prova de q eles tem se esforçado pra ficar fora do genérico!

Disse tudo rsrsr

Exagerou cara rs

LA DEE DA,ARROWS E DIRTY WATER SÃO FAIXAS DISCRETAS Q PODERIAM PASSAR BATIDO??????????COM TD O RESPEITO MAS ISSO NÃO FAZ SENTIDO NENHUM,MÚSICAS INCRÍVEIS E COM TANTA INDENTIDADE,Q CRÍTICA É ESSA HEIN??PERDÃO,MAS NÉ...

TBM ACHEI ISSO LOUCO HAHAHAAHA

O fato é que o Foo Fighters é uma banda limitada musicalmente, mesmo em sua digressões nos dois últimos trabalhos de estúdio, Wasting Light & Sonic Highways eles acabam voltando para uma zona-comum, este último sendo criticado por não conseguir cumprir a ambição sonora que a iniciativa de gravar em diferentes área dos EUA para reter a influencia musical da local propunha. Mas também é verdade que a banda vem fazendo esforços para se distanciar de um som homogêneo e a escolha do produtor Greg Kurstin corrobora para tal. A banda tem um som pouco ambicioso, mas não dá para negar que há beleza e frescor nessas novas composições.

Nossa, quem fez essa resenha aí não sabe nada de Foo Fighters.. Caramba, muito fraco hein. Falar que "La Dee Da, “Arrows” e “Dirty Water” são faixas discretas e poderiam passar batido?????????? WTF???? Falar que o produtor não acrescentou pouco ao som??? Que isso, vai dar uma estudada aí, jovem. Influência de Beatles, ok... maaaas e as influências claras aí de Pink Floyd, Led Zepplin e outras coisas mais dos anos 70?

Crítica certeira e corajosa!

Parei no André Felipe

Não é um álbum ruim mas concordo que poderiam aproveitar melhor o Paul queria ouvir ele cantando alguma no disco

Fazer o de sempre é ruim? Não entendi o ponto de vista do texto. Boa é uma mudança tipo Coldplay?

Esclarecer? Tá bom. Falo

Em primeiro lugar, eu não sou seu mano. Em segundo, não fiquei magoado com nada, apenas quis esclarecer alguns pontos, não precisa ficar tão nervoso, até porque não te ofendi em nenhum momento.

Isso. Questão minha. Agora não precisa ficar magoadinho e responder pra mim. Fala o que tu achou na tua mano.

A meu ver ela fez uma crítica, já que emitiu suas impressões a cerca do álbum. Agora se o texto não está do seu agrado, aí já é uma questão sua.

O disco é ruim, talvez o pior de toda discografia. Uma pena.

resumindo: esse disco eh uma bosta e omelete pra música eh realmente sofrível

Que faça uma crítica então. Não resenha baixa. Falo

Porra, falar que Arrows é uma faixa discreta é ruim hein. É uma das melhores do álbum, no mesmo peso de Run e de Make it Right.

Utilizar Beatles quatro vezes no texto, buscando algum tipo de aproximação (inexistente) com o quarteto de Liverpool, parece um risco assumido pela crítica, sem o menor brilho. O álbum é chato, a crítica também.

Acho Foo Fighters uma banda bem legal. Não tá entre as minhas favoritas mas ouço sem problema. Agora, Nirvana, sabe-se lá por quê, eu odeio. E as duas tem o Dave Grohl. rsrs

Se não estou equivocado, a Júlia fazia parte da equipe do Wikimetal, um portal conhecido, que possui conteúdo sobre Rock e Heavy Metal. Então acredito que ela tem plena consciência sobre aquilo que escreve.

se Sunday Rain não for novidade do estilo usual da banda, não sei mais o que é

Pop rock de bom moço

sem novidades como qualquer disco deles. Mas é um arroz com feijão competente. Os Fighters dão aquilo q o publico quer, e isso é otimo...

curto pra caramba foo é uma das minha bandas preferidas

Grande erro seguir receita de bolo no estilo "junte tudo que é bom, que vai dar certo". O Foo Fighters é igual Ramones, pode lançar discos sempre com a mesma pegada, que vai continuar bom. Não sei pra que inventar tanto.

Quem é Julia Sabbaga? Vai estudar um pouco mais.

Parei no "sem novidades".

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