Música

Sepultura Endurance | Crítica

Documentário joga luz sobre alguns dos principais fatos que moldaram os 30 anos de carreira do Sepultura
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O Sepultura é uma das bandas de rock mais conhecidas do Brasil e do mundo. No entanto, apesar disso, alguns dos pontos cruciais da carreira do grupo permaneciam sob a névoa da história e agora ganham um pouco mais de luz graças ao documentário Sepultura Endurance, projeto dirigido por Otávio Juliano e que chega aos cinemas nesta semana - veja trailer.

O filme, durante seus 100 minutos, mostra alguns momentos agudos na história do grupo, como a saída de Max Cavalera, no auge da banda em 1996, a ida da banda à tribo Xavante para criar o processo de Roots - o disco mais famoso - e algumas das guinadas que a banda precisou dar para se manter na ativa. No entanto, não é por isso que o projeto chama a atenção. Gravado durante quase sete anos, repleto de material de arquivo e alguns bons depoimentos, como de Lars Ulrich (Metallica), Corey Taylor (Slipknot), Scott Ian (Anthrax) entre outros, a produção ganha a audiência quando vai a Belo Horizonte contar um pouco do surgimento do grupo.

Recontando a trajetória do embrião do Sepultura, com a chegada dos novos guitarristas, o contato por meio de cartas com fanzines na Europa e boa parte dos fatores que resultaram no crescimento do monstro que temos hoje. Ver a primeira “gravadora” da banda, a conversa com o primeiro guitarrista e entender um pouco mais do que guiou o grupo até seus melhores momentos é algo que realmente vale a pena, afinal de contas, esse tipo de história, contada de maneira oficial, é algo sempre difícil de encontrar.

E claro, como parte disso, não dá pra negar quão importante é conhecer um pouco mais sobre o momento em que Max Cavalera (um dos fundadores do grupo) deixa a banda para seguir carreira solo, como o grupo lidou com essa saída e também algumas histórias interessantes que marcam a entrada de Derrick Green nos vocais. Esse possivelmente foi o momento mais crítico na história do Sepultura, que vivia o auge nos palcos e caos no backstage.

Já em termos de produção, o documentário peca algumas vezes na captação e mixagem de áudio e também na fotografia, detalhes que poderiam ter deixado o projeto ainda mais interessante. De qualquer forma, isso faz com que o foco do projeto permaneça na música e na história que conduziu a banda até o lugar no qual ela está hoje.

Em conjunto com esses momentos, ainda é possível ver como a sonoridade da banda e sua história são marcantes no cenário internacional conforme o comentário de David Ellefson, do Megadeth, que comenta o fato da banda ter surgido no sul do planeta, o que gerou uma aura ainda mais especial, “já que não era fácil chegar até o Sepultura”. E ai temos outro detalhe interessante, já que muitas vezes o público brasileiro costuma não valorizar seu frutos e por meio de depoimentos contundentes de nomes epresentativos do rock fica ainda mais claro perceber o quão marcante o Sepultura é para os amantes do rock de todas as partes do mundo.

Além de tudo isso, entre os bons momentos do documentário estão alguns intervalos de shows, o dia a dia na estrada e também a conversa que pode ser considerada como o momento crucial para a não permanência do ex-baterista, Jean Dolabella (substituto de Iggor Cavalera), no grupo. A sequência coloca em destaque - após a ponderação da banda sobre o tempo viajando e a saudade da família - o desgaste da estrada na carreira de músicos profissionais, mesmo que façam parte de uma das maiores bandas de metal do planeta.

Após esse momento, a narrativa segue com a entrada de Eloy Casagrande, o novo baterista, e revela imagens de seu 1º teste já com os integrantes do grupo. Algo que somente o longo tempo captando a história do grupo poderia proporcionar. Por fim, obviamente que a falta de depoimentos dos irmãos Cavalera deixa a sensação de algo incompleto como parte do contexto da história, mas assim como Andreas Kisser fez questão de destacar: O depoimento de pessoas presentes em vários outros momentos da história da banda dão ao material um brilho interessante e diferente, justamente por mostrar outra perspectiva sobre esse gigante do rock.
 
Esse poderia ter se tornado um documentário sem foco ou sem identidade, justamente por fazer como diversos outros ao entregar uma mistura de momentos de estrada, início da carreira, trocas de integrantes… Mas acabou ganhando um bom caminho graças a música e ao show de comemoração dos 30 anos do grupo, que foi utilizado pelo diretor como espinha dorsal para colocar a história nos trilho. Com certeza um bom material para quem quer entender um pouco mais do passado do Sepultura e saber para que lugar o grupo está caminhando após tanto tempo de estrada.

Integrantes dos Sepultura comentam sobre o processo de Sepultura Endurance
 
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Nota do crítico (Bom) críticas de Música
Sepultura Endurance
(Sepultura Endurance) Direção: Otavio Juliano Estreia em 13/06/17
sobre o filme

Por "cara" digo o frontman. Assim como o Freddie Mercury era a "cara" do Queen. Quando o Max saiu, a banda ficou sem essa identidade. A qualidade sonora em si nunca decaiu (demais). Claro, houve um pouco da falta da sinergia que o Max trazia. Mas quando o Eloy chegou a banda de fato teve um enorme salto.

não cara.. os 3 eram os caras da banda. tanto o max, igor quanto o andreas( falo isso pq eu vi um Bootleg no studio arise o Andreas dando umas dicas de como q o max deveria cantar, e tbm dando dicas para o igor ), fora q com a entrada do andreas a banda evoluiu absurdamente.. tanto q depois q o max saiu tanto o sepultura quanto a nova banda do max não teve o mesmo impacto q o sepultura teve antes.. q com a entrada do Eloy puts a banda subiu para um outro nível, quer dizer evoluiu de novo... o Eloy tá mostrando varias ideias de Beat.. e tudo q o andreas tem q fazer é encaixar os riffs.. e foi q aconteceu no machine messiah ... dar pra perceber nitidamente q todas ideas de bateria surgiu do Eloy e o Andreas( aí ja foi ao contrario o eloy q tava dando as dicas rsrs )e teve q se virar nos 30 pra criar e encaixar os riffs nas batidas de bateria do Eloy. os outros integrante são apenas um complemento.. e o resto é história

não cara.. os dois eram os caras da banda. tanto o max quanto o andreas( falo isso pq eu vi um Bootleg no studio arise o Andreas dando umas dicas de como q o max deveria cantar ), fora q com a entrada do andreas a banda evoluiu absurdamente.. tanto q depois q o max saiu tanto o sepultura quanto a nova banda do max não teve o mesmo impacto q o sepultura teve antes.. q com a entrada do Eloy puts a banda subiu para um outro nível, quer dizer evoluiu de novo... o Eloy tá mostrando varias ideias de Beat.. e tudo q o andreas tem q fazer é encaixar os riffs.. e foi q aconteceu no machine messiah ... dar pra perceber nitidamente q todas ideas de bateria surgiu do Eloy e o Andreas teve q se virar nos 30 pra criar e encaixar os riffs nas batidas de bateria do Eloy. os outros integrante são apenas um complemento.. e o resto é história

O Max quando saiu não fez questão alguma de levar o nome. Já pro restante da banda era muito mais fácil manter o nome já consolidado do que recomeçar do zero adotando um novo nome. O Sepultura de hoje é uma banda completamente diferente do que era durante a era Max. O Musica Diablo é uma banda de Thrash Metal, assim como o Sepultura foi nos tempos pré- Chaos A.D. Eu sei que o Musica Diablo tem a sonoridade das bandas de metal que o André e o Edu escutavam, e que estavam bem evidentes na outra banda deles dessa época, o Nitrominds. Lembro de uma entrevistas do André dizendo que a banda só não continuou devido a agenda complicada que o Derrick tinha com o Sepultura. Acabou que o Edu foi tocar com o Voodoo Priest e o André montou o Statues On Fire, junto com o outro guitarra do Musica Diablo.

Acho uma bobagem comparar as duas eras, até porque são bandas completamente distintas. Ainda pior é a atitude do Igor de menosprezar os caras nas entrevistas dos últimos anos.

É fato que Max e Igor Cavalera serão os eternos e saudosos Sepulturas. Porém a história esta mostrando que foi e é possível viver sem os irmãos cavalera, claro que a banda não tem aquela pegada monstro quando os vocais eram do Max, aliás isso será uma eterna e infindável discussão,quem é o melhor? Max ou Derrick? Porém hoje o sepultura é uma banda de operários, todos dão a alma e sangue pelo grupo, e o resultado? É isso que vemos, bons CDs que saíram e ótimos shows, o kisser esta se saindo muito bem como líder, conseguiu juntar um bom batera e ótimo vocalista (guardada as devidas proporções) e viva o sepultura!!

Sepultura só tem reconhecimento por conta do Max Cavalera. Andreas nunca foi a "cara" da banda. Só que quando o Max deixou a banda foi um momento crítico na vida dele. Ele precisava de tempo pra assimilar todos os reveses enquanto o resto da banda (Igor incluído) queriam continuar a tocar. Daí a mulher do Max (e empresária da banda à época) tentou apaziguar a situação e achar um meio termo nisso tudo. O que sobrou é que ela acabou como pivô da saída do Max. Sobrou pro Andreas ser a cara da banda e... deu no que deu. Ele não é a cara da banda e sim parte dela. O resto é história. Algo mais recente e mais próximo de nós que foi parecido com o Sepultura: Raimundos. Rodolfo saiu da banda, perdeu-se a identidade. Digão assumiu, mas...

Até onde eu sei foi o Andreas que não quis se aproximar dos Cavalera e não o contrário.

Sepultura incontestavelmente é uma das maiores bandas do estilo no mundo, mas as presepadas dos irmãos Cavalera e o profundo desrespeito que demonstram com os fã me fizeram desanimar dela. Acho o Derrick um excelente vocalista, gosto de muita coisa da fase pós-saída do Max, e admiro a batalha de todos eles para fazer a banda perseverar após duas baixas tão pesadas. Mas cansei tanta palhaçada por parte dos irmãos fundadores.

Tocava bost@ nenhuma? Você já parou para pensar na quantidade de RIFF's excelentes que ele compôs? Ser um ótimo guitarrista não depende apenas na capacidade de criar solos e sim na composição geral de uma musica.

Quem leu o biografia do Max, sabe que a saída dele foi necessária, não da pra continuar uma agenda de shows sabendo que você perdeu um filho. A banda não ajudou em relação a fazer uma pausa na carreira para o estabelecimento emocional do Max, afinal ele também perdeu o pai e pra ele foi muito difícil lidar com a perda (No caso dele foi a bebida). A raiz do Sepultura sempre foi os irmãos Cavalera e sempre será, esse sepultura que continuou com o Derrick no vocal é apenas a sombra de que já foi um dia, a banda em particular não soará mais como Sepultura e sim como a banda do Andreas. Mas de qualquer forma, acredito que o Sepultura não seria um grande expoente na musica hoje em dia como já foi nos anos 80/90, afinal ROOTS (minha opinião fecal) é horrível assim como tudo que veio com o Soulfly nos próximos anos. Vi o Max ao vivo em turne com o soulfy e o ultimo album dele é Médio, mas não tem como se arrepiar quando ele tocou os clássicos do Sepultura. É uma pena.

Pandora 101 > Sepultura

muitas verdades.

Angra e Megadeth > Sepultura

Eu também gosto da voz dele, tem mais potência, apesar de considerar o Arise insuperável (confesso que por razões emotivas, quando o disco saiu a MTV começava a ser sintonizada na minha cidade, e vi muito os clipes de Dead Embryonic Cells, Arise e Desperate Cry. Um amigo tinha o disco e ouvimos muito ele em casa). Valeu. Inté.

Acho que eram só as duas mais graves mesmo. hehe Inté.

Digo aqui na minha cidade, kkk. Acho bem difícil.

Eu já acho a voz do Derrick ótima. Na minha opinião, essa é a melhor fase da banda.

Sepultura e orgulho nacional mesmo sem max e igor ta foda gosto muito dos trabalhos do max,fazem falta mais mesmo assim os caras tão na estrada, achei palhaçada dos dois mais tem muita treta nessa história

Vai passar sim.

Gosto muito de Derrick Green, mas Max fucks and rulez!!!

Quero muito ver esse documentário, mas tenho certeza que aqui não irá passar. Uma pena, terei que recorrer aos torrents da vida.

Max nao tocava bost@ nenhuma, so usava as 4 cordas de cima da guitarra.

Putz quero muito ver nos cinemas, só não sei se vou conseguir.

Quando o Max saiu do Sepultura, deveriam ter mudado o nome da banda. Fizeram bons discos recentemente, mas a sonoridade, as letras, mesmo tendo coisas legais, distoa do que era o Sepultura. Entretanto, quanto ao Derrick, talvez o estilo da banda não o favoreça. Ao se ouvir a banda Musica Diablo, na qual ele também é o vocalista, percebe-se muita qualidade sonora. Mas o estilo, é diferente do Sepultura...

Acabei de ver o filme/documentário e esperava mais em ver os bastidores e a convivência da banda no seu melhor momento. O filme mostra muitas cenas do documentário de 30 anos do sepultura. Denota-se uma "extensão " do documentário de 30 anos. Embora é bem interessante quando mostra as gravações do roots....

Ah, cara, não sei não. Acho que as tretas entre eles é maior do que qualquer documentário. Ninguém sabe ao certo a extensão desse desentendimento. Deve ter muita coisa que o público não sabe, detalhes do cotidiano, brigas entre quatro paredes. Nessa hora pesa tudo o que um teve que aturar do outro desde o princípio. Isso daria um documentário à parte, hehe. Inté.

Nunca vou me esquecer de um comentário que li na finada Rock Brigade na década de 90, alguém dizia que: "Derrick Green é tudo o que Max Cavalera sempre quis ser, negro, americano e com voz forte!". Não quero comparar os dois, mas que foi engraçado ler isso na época, ah, isso foi. Inté.

https://youtu.be/OfngCjXwFts este cara nos vocais poderia ter entrado no Sepultura segundo a biografia Relentless de Jason Korolenko

ao invés de colaborar enriquecendo ainda mais o documentário o Max e o Iggor preferiram recusar e ficar de mimimi. Esse documentário seria uma grande chance dos 4 fazerem as pazes retomando a amizade

A voz do Derek me incomoda tanto a ponto de não ouvir nada depois que ele assumiu os vocais. Ainda tem a dicção dele que é horrível, parece que o cara tem língua presa, sei lá...vc não entende as palavras, mesmo das músicas antigas que eu sei a letra de cor.

Acho q a banda esta no auge instrumental, mas a voz do Derek é de doer....

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