David Fincher
Personalidades

David Fincher

  • Nascimento: 28 de Agosto de 1962 (Denver, Colorado, Estados Unidos)
  • Idade: 55
  • Atividades: Ator, Diretor, Produtor

David Fincher (nascido em Denver, Colorado, em 28 de agosto de 1962) é um diretor e produtor norte-americano.

Fincher inicia seus trabalhos no segmento do audiovisual desempenhando diversas funções como assistente na produção de efeitos visuais e também como assistente de câmera. Durante esse período compõe a equipe de Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi(Star Wars Episode VI: Return of the Jedi, 1983) eIndiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and themple of Doom, 1984). Logo em seguida chama a atenção de Hollywood ao dirigir um comercial produzido para a American Cancer Society no qual mostra um feto fumando.

Após essa experiência, dirige o documentário The Beat of the Live Drum, 1985; e se mantém em atividade com a direção de comerciais marcantes para grandes companhias dos mais variados segmentos. Posteriormente, inicia seu trabalho no segmento dos videoclipes criando alguns dos conteúdos mais marcantes da cultura pop do final da década de oitenta, início dos anos noventa, com produções para artistas como Mark Knopfler, Paula Abdul, Neneh Cherry, Gipsy Kings e clássicos como Express Yoursel, 1989; Oh Father, 1989; e Vogue, 1990; para Madonna, Janie's Got a Gun, 1989; para Aerosmith e Freedom, 1990; para George Michael.

Assim que entra na década de noventa é convidado para dirigir Alien 3 (Alien³, 1992), com Sigourney Weaver. A produção passa por diversos problemas, tanto na questão de orçamento quanto de roteiro, e o resultado que chega às telas não agrada público e crítica. Posteriormente, Fincher afirma que teve problemas com interferência dos produtores e que “não houve confiança em seu trabalho”.

Se mantém ligado ao mundo da música dirigindo clipes como Who Is It?, 1992; para Michael Jackson, Bad Girl, 1993; novamente para Madonna e Love is Strong, 1994; para os Rolling Stones, clipe vencedor do Grammy. O retorno para os cinemas acontece na metade da década de noventa quando dirige o thriller Se7en (Se7en, 1995), com Morgan Freeman, Brad Pitt, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. Dois anos depois, dirige Vidas em Jogo (The Game, 1997), com Michael Douglas e Sean Penn, e fecha a década com a produção que o coloca entre os nomes mais conhecidos das produções cinematográficas, Clube da Luta (Fight Club, 1999), com Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. Durante o lançamento do filme, a produção recebe críticas mistas e não chega a empolgar. Porém, Fincher, há época, ponderou que o estúdio qual produziu o longa teria um material para gerar dinheiro de forma perpétua.

Seu próximo projeto na direção acontece já nos anos 2000, no entanto, antes de retornar ao principal cargo criativo, assume a produção executiva dos curtas-metragens: Ambush, 2001; com Clive Owen, The Car Thief and the Hit Man, 2001; Chosen, 2001; dirigido por Ang Lee, The Follow, 2001; dirigido por Kar Wai Wong, com Mickey Rourke, Star, 2001; escrito e dirigido por Guy Ritchie, Powder Keg, 2001; dirigido por Alejandro González Iñárritu, finalizando com Ticker, 2002; com Don Cheadle e, novamente Clive Owen. Nesse mesmo ano, chega às salas o longa-metragem Quarto do Pânico (Panic Room, 2002), com Jodie Foster, Kristen Stewart, Forest Whitaker e Jared Leto, posteriormente é produtor executivo dos longas Os Reis de Dogtown (The Lords of Dogtown, 2005), com Heath Ledger e Emile Hirsch, e Amor e Outros Desastres (Love and Other Disasters, 2006), com Brittany Murphy, seguindo para a direção de Zodíaco (Zodiac, 2007), com Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo.

No ano seguinte realiza O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008), produção pela qual recebe sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor, com Brad Pitt, Cate Blanchet e Tilda Swinton, dois anos mais tarde dirige A Rede Social (The Social Network, 2010), com Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake e Rooney Mara, que lhe garante sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Diretor. O filme ganha prêmios da academia nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Trilha Sonora Original. No ano seguinte leva aos cinemas a adaptação do livro sueco Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With The Dragon Tattoo, 2011), com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer.

Seu projeto seguinte acontece três anos depois, quando assume a produção executiva e a direção de dois episódios da primeira série original produzida pela Netflix, House of Cards, 2013-; e também segue para a direção do vídeo-clipe Justin Timberlake Ft. Jay-Z: Suit & Tie, 2013; pelo qual ganha o Grammy de melhor vídeo. Logo na sequência dirige Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), com Ben Affleck, Rosamund Pike e Neil Patrick Harris, e segue para a produção executiva mais a direção de alguns episódios da série cômica Video Synchronicity (Videosyncrasy, 2016-).



Curiosidades

Quando Fincher tinha dois anos, sua família se mudou para San Anselmo, Califórnia. Lá, George Lucas era um de seus vizinhos.

É amigo de Brad Pitt desde Se7en em 1995.

Fincher, por motivos distintos já deixou de dirigir diversos projetos como Dália Negra (The Black Dahlia, 2006), o documentário Madonna: Truth or Dare, 1991; Missão Impossível III (Mission: Impossible III, 2006), Homem-Aranha (Spider-Man, 2002), Confissões de uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind, 2002), Prenda-me se for Capaz (Catch Me If You Can, 2002), Batman Begins (Batman Begins, 2005), 8 Milímetros (8mm, 1999), e Hannibal (Hannibal, 2001).

Eu não sei quanto os filmes precisam entreter. Eu estou sempre interessado em filmes que deixam cicatriz. [Por isso]O que eu amo em Tubarão (Jaws, 1975), é o fato de eu nunca mais ter ido nadar no mar.”

Dirigir não é sobre fazer um pequeno desenho e mostrar isso para o operador de câmera. O fato é, você não sabe o que é dirigir até o sol estar indo embora e você precisar realizar cinco tomadas, mas só poder fazer duas”.

Eu concordo que você não pode fazer filmes com três horas de duração sem nenhum motivo aparente. Uma comédia romântica com três horas de duração é maior do que muitos casamentos”.

Eu não me considero uma pessoa difícil. A expectativa é que façamos coisas incríveis, isso significa que nós teremos que ajudar um ao outro”.

Minha ideia de profissionalismo é, provavelmente, a ideia que muitas pessoas têm de obsessivo”.

As pessoas sempre me perguntam o porquê de não fazer filmes independentes. Eu faço filmes independentes – Mas eu os faço na Sony e na Paramount”.

Sobre o que ele consegue ao realizar muitos takes: “Parte do que acontece quando eu trabalho com atores é que, provavelmente, nós estaremos no take 11 e eu irei dizer: 'Nós, provavelmente, temos uma versão para colocar no filme que irá nos fazer felizes. Mas eu quero fazer mais sete [takes] e ir além nessa ideia. Vamos ver pra onde isso vai'. Depois, eu posso ir até eles, depois desses sete takes, e dizer: 'Foi uma perda de tempo completa, mas eu tinha que tentar porque eu sinto que tem algo que precisa ser extraído disso'. É muito trabalho extra para um ator e, as vezes, isso o puxa para fora da sua zona de conforto. Em alguns casos eles não estão sendo pagos tanto quanto se estivessem em outro filme. Eu vou me aventurar e as pessoas irão trabalhar mais pra mim do que elas fariam para outras pessoas. Mas eu quero que eles estejam felizes com o fato de que nós somos capazes de fazer algo singular, algo único em nossas filmografias”.

Sobre sua preferência por persoangens incomuns: “Eu não sei o que significa simpático. Eu conheço pessoas que são pais amorosos, que doam para a caridade, usam [carros] Prius, todas essas coisas, e são idiotas insuportáveis. Eu gosto de pessoas que fazem as coisas”.

Conhecido por ser um defensor da precisão, Fincher achou o prazo de 100 dias para filmar, algo bem desafiador. Ele e toda a equipe trabalharam em apenas uma única locação durante todo o projeto.

O efeito pretendido por Fincher em seus filmes, como ele mesmo descreve, é fazer com que a audiência “se sinta desconfortável”. Na opinião do diretor: “Entretenimento tem que vir de mãos dadas com um pouquinho de medicina. Algumas pessoas vão ao cinema para serem lembradas de que tudo está bem. Eu não faço esse tipo de filmes”.