Ian McKellen
Personalidades

Ian McKellen

  • Nascimento: 25 de Maio de 1939 (Burnley, Lancashire, Inglaterra)
  • Idade: 78
  • Atividades: Ator, Roteirista

Ian McKellen (nascido em Burnley, Lancashire, Inglaterra, em 25 de maio de 1939) é um ator inglês.

Com uma carreira prolífica, distribuída em mais de 50 anos de trabalho, Mckellen contabiliza mais de 100 participações em projetos para TV e cinema.

Seus primeiros papéis fora dos palcos acontecem em rápidas participações em The Indian Tales of Rudyard Kipling, 1963; e The Wednesday Play, 1964-1970; seguindo para o longa produzido para a TV, Sunday Out of Season, 1965; e sua primeira sequência consistente de trabalho como o personagem principal da série David Copperfield, 1966.

Ainda nesse período, participa dos longas A Touch of Love, 1969; Alfredo, O Grande (Alfred the Great, 1969) e The Promise, 1969. Na década seguinte, mantém-se em atividade com diversos papéis em produções realizadas para a TV, como Solo, 1970-; Edward II, 1970; Hamlet, 1970; The Tragedy of King Richard II, 1971; ITV Saturday Night Theatre, BBC Show of the Week, 1965-1975; Country Matters, 1972; encerra uma sucessão de aparições esporádicas em BBC Play of the Month, 1965-1983; segue para Late Night Drama, 1973-; Jackanory, 1965-1996; BBC2 Playhouse, 1973-1983; e encerra a década com A Performance of Macbeth, 1979; com Judi Dench.

Na sequência realiza mais uma participação consistente em Armchair Thriller, 1978-1981; e começa a integrar o elenco de produções com mais visibilidade como Priest of Love, 1981; com Ava Gardner, A Fortaleza Infernal (The Keep, 1983), dirigido por Michael Mann, Plenty - O Mundo de uma Mulher (Plenty, 1985), com Meryl Streep, Capricho dos Deuses (Windmills of the Gods, 1988), e Escândalo - A História que Seduziu o Mundo (Scandal, 1989), com John Hurt e Bridget Fonda. Já nos anos noventa os destaques ficam por conta de papéis em produções como O Último Grande Herói (Last Action Hero, 1993), com Arnold Schwarzenegger, uma sequência de episódios na série Armistead Maupin's Tales of the City, 1993; conseguindo destaque com sua atuação em Seis Graus de Separação (Six Degrees of Separation, 1993), com Will Smith e Donald Sutherland. No ano seguinte integra o elenco da comédia Disposto a Tudo (I'll Do Anything, 1994), o filme de aventura Sombra (The Shadow, 1994), com Alec Baldwin, segue para o longa Em Busca da Felicidade (Cold Comfort Farm, 1995), com Kate Beckinsale, Jack & Sarah, 1995; com Judi Dench, realiza um de seus trabalhos mais marcantes, que resulta em sua primeira indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator, Richard III, 1995; longa no qual adapta o roteiro etambém é produtor executivo, vive um personagem em outro drama clássico, O Outro Lado da Nobreza (Restoration, 1995), com Robert Downey Jr., e interpreta o papel principal no longa produzido para a TV, Rasputin, 1996; dirigido por Uli Edel, pelo qual recebe um Globo de Ouro na categoria Melhor Ator Coadjvante em Minissérie ou Filme Produzido para TV.

Durante essa fase, trabalha em Trazido Pelo Mar (Swept from the Sea, 1997), com Rachel Weisz, segue para sua primeira parceria com o diretor Bryan Singer em O Aprendiz (Apt Pupil, 1998), e ganha o papel principal no longa-metragem Deuses e Monstros (Gods and Monsters, 1998), pelo qual recebe sua segunda indicação ao Globo de Ouro e sua primeira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Ator.

Posteriormente, abrindo os anos 2000, inicia sua participação na trilogia cinematográfica inspirada nos mutantes do universo Marvel, na qual dá vida ao personagem Magneto, X-Men: O Filme (X-Men, 2000), X-Men 2 (X2, 2003),e X-Men: O Confronto Final (X-Men: The Last Stand, 2006), com Patrick Stewart, Hugh Jackman e Halle Berry. Ainda, no mesmo período, também vive Gandalf na trilogia baseada nos livros de J.R.R Tolkien, O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001), trabalho pelo qual recebe mais uma indicação ao Oscar, dessa vez na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (The Lord of the Rings: The Two Towers, 2002) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, 2003), todos dirigidos por Peter Jackson, com Elijah Wood, Sean Astin e Orlando Bloom.

Ainda em consonância com seus trabalhos em trilogias, integra o elenco do longa Paixão sem Limites (Asylum, 2005), participa de uma boa sequência de episódios em Coronation Street, 1960-; segue para o longa O Segredo de Neverwas (Neverwas, 2005), com Aaron Eckhart e Brittany Murphy, compõe o elenco de O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006), dirigido por Ron Howard, com Tom Hanks, Audrey Tautou e Jean Reno, participa da minissérie The Prisoner, 2009; com Jim Caviezel e Hayley Atwell, e, alguns anos mais tarde, retorna aos seus dois personagens de maior visibilidade: Magneto em Wolverine: Imortal (The Wolverine, 2013), e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past, 2014), com Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult, e Gandalf em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, 2012), O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013), e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies, 2014), mais uma vez dirigido por Peter Jackson, com Martin Freeman e Richard Armitage.

Após o encerramento dessa série de trabalhos, Mckellen vive Sherlock Holmes em Mr. Holmes, 2015; dirigido por Bill Condon, com Laura Linney, retorna para alguns episódios da série Vicious, 2013-; e interpreta um personagem relevante na produção A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 2017), com Emma Watson, Luke Evans e Ewan McGregor.

Curiosidades

Mckellen, sobre o pedido de alguns grupos religiosos que queriam um comunicado no início do filme ‘O Código Da Vinci’ informando que era uma obra de ficção: “Eu sempre achei que a bíblia deveria ter uma nota na capa avisando: Isso é Ficção. Quer dizer, andar sobre a água? É preciso... um ato de fé. E eu tenho fé nesse filme. Não que seja factual, não que seja verdadeiro, mas é uma boa história alegre. E eu acho que a audiência é inteligente o suficiente para separar fatos da ficção e comentar sobre isso depois de assistirem o filme”.

Já esteve envolvido em mais de 40 peças teatrais, encenadas em alguns dos principais festivais e centros de artes do mundo.

Foi o primeiro ator a dar vida ao personagem Antonio Salieri na encenação de Amadeus na Broadway.

Antes de compor seu personagem para ‘O Senhor dos Anéis’, ouviu uma gravação realizada por J.R.R. Tolkien lendo as passagens de Gandalf no livro. Ele usou isso como base para criar o papel e copiou o sotaque usado por Tolkien na gravação.

Mckellen, originalmente, gostaria de ser jornalista.

Foi cotado para viver Antonio na adaptação de William Shakespeare dirigida por Michael Radford, O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice, 2004), mas precisou deixar o papel pouco tempo antes do início das gravações devido a conflito de agendas.

Foi membro da Royal Shakespeare Company na mesma época em que Patrick Stewart.

Com 74 anos, é o ator mais velho a ser escalado para viver Sherlock Holmes no cinema.

Sobre sua primeira experiência no teatro, ao montar Peter Pan, ele comenta: “Eu não estava muito impressionado. O crocodilo não era real e eu conseguia ver os fios”.

"Atuar não é mais sobre mentir. É sobre revelar a verdade. As pessoas estão à vontade comigo, agora. Honestidade é a melhor política".

 Sobre seu personagem e ser homossexual assumido na indústria cinematográfica: “Eles deixam com que eu interprete um mago de barba cinza, mas continuam não selecionando jovens atores gays – que estão fora do armário – em papéis românticos heterossexuais”.

“No teatro, eu tenho tempo para escolher personagens que eu não achava que fosse capaz de fazer – você tem tempo para ensaiar e aprender. Nos filmes, eles querem que você faça o que eles sabem que você pode fazer”.

“Não desista dos projetos que você realmente quer para passar um tempo extra com a sua namorada/o ou para não perder um feriado com a sua família. Eles irão entender. Não tenha arrependimentos”.

“Eu adoro filmes de fantasia, eu adoro musicais, eu adoro uma diversidade de shows, eu gosto de Tony Bennett – é tudo igual para mim. O fato de algumas coisas serem mais populares do que outras, não as faz melhores e certamente não as faz piores”.

“Eu recebi muitas ofertas de papéis que pediam barbas longas. Eu não aceitei interpretar Deus em diversas ocasiões”.