Steven Soderbergh
Personalidades

Steven Soderbergh

  • Nascimento: 14 de Janeiro de 1963 (Atlanta, Geórgia, Estados Unidos)
  • Idade: 54
  • Atividades: Ator, Diretor, Produtor

Steven Soderbergh (nascido em 14 de janeiro de 1963) é um diretor, diretor de fotografia, roteirista, produtor e editor norte-americano.

Soderbergh é, talvez, um dos cineastas mais multitarefa da indústria, graças a ampla gama de funções que desempenha em uma produção.

Suas primeiras incursões pela direção acontecem, antes dos dez anos de idade, quando realiza curtas-metragens caseiros e alterna entre diversos trabalhos durante toda adolescência. Logo, assim que termina o ensino médio, ainda no início da década de 80, se muda para Los Angeles, onde passa a desempenhar funções ligadas ao cinema de forma profissional.

Como parte disso, durante essa primeira fase, realiza diversas atividades e trabalhos de menor representatividade até compor a equipe de editores da série Games People Play, 1980-1981; e ser convidado para dirigir e editar o show-documentário Yes: 9012 Live, 1985; indicado ao Grammy. Quatro anos mais tarde, após realizar dois curtas-metragens, escreve, dirige e edita a produção que o coloca em destaque na indústria cinematográfica, Sexo, Mentiras e Videotape (Sex, Lies, and Videotape, 1989), com James Spader e Andie MacDowelli. Com esse filme, Soderberg se torna o diretor mais jovem a ganhar a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

Posteriormente, dirige e edita Kafka (Kafka, 1991), com Jeremy Irons, segue para o roteiro, direção e edição de O Inventor de Ilusões (King of the Hill, 1993), exerce a função de produtor executivo de Sutura (Suture, 1993), para logo na sequência, escrever, sob pseudônimo, e dirigir o longa Obsessão (The Underneath, 1995), com Peter Gallagher.

Nesse mesmo período dirige dois episódios da série Fallen Angels, 1993-1995; e entra em uma de suas fases mais intensas de trabalho na qual assume o cargo de produtor executivo do longa Um dia em Nova York (The Daytrippers, 1996), escreve e dirige o longa Schizopolis, 1996; no qual também atua, dirige a comédia Gray's Anatomy, 1996; escreve o roteiro de Nightwatch, 1997; dirige Irresistível Paixão (Out of Sight, 1998), com George Clooney, Jennifer Lopez e Ving Rhames, é o produtor de Pleasantville - A Vida em Preto e Branco (Pleasantville, 1998), segue para a direção de O Estranho (The Limey, 1999), e leva aos cinemas seu primeiro grande sucesso de público, Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, 2000), com Julia Roberts, pelo qual recebe uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor.

No mesmo ano ganha o Oscar de Melhor Diretor por Traffic (Traffic, 2000), com Michael Douglas, Benicio Del Toro e Catherine Zeta-Jones, projeto no qual também assume a direção de fotografia, e parte para uma sequência de trabalho em produções com boas bilheterias. Seu primeiro projeto dentro dessa nova possibilidade acontece como diretor e diretor de fotografia de Onze Homens e um Segredo (Ocean's Eleven, 2001), com George Clooney, Brad Pitt, Julia Robertse Casey Affleck, no mesmo ano é o produtor executivo dos documentários Who Is Bernard Tapie?, 2001; e Tribute, 2001; segue para a direção de Full Frontal, 2002; com Julia Roberts e David Duchovny, escreve o roteiro, é o diretor de fotografia, diretor e editor de Solaris (Solaris, 2002), com Viola Davis e, mais uma vez, George Clooney, e exerce a função de produtor executivo nos longas Insônia (Insomnia, 2002), Longe do Paraíso (Far from Heaven, 2002), Naqoyqatsi, 2002; Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind, 2002), dirigido por George Clooney, e Tudo Por Um Segredo (Welcome to Collinwood, 2002).

No ano seguinte, produz, dirige, é diretor de fotografia e editor da série K Street, 2003; escreve, edita, dirige e é diretor de fotografia de uma das sequências da coletânia de curtas Eros, 2004; dirige o longa Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's Twelve, 2004), desenvolve o roteiro e é produtor do longa 171 (Criminal, 2004), exerce mais uma vez a função de produtor executivo nos longas Able Edwards, 2004; e Esquizofrenia (Keane, 2004), edita, dirige e é diretor de fotografia de Bubble - Uma Nova Experiência (Bubble, 2005), produz o filme de terror Camisa de Força (The Jacket, 2005), e segue para a produção executiva de Unscripted, 2005; Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck, 2005), escrito e dirigido por George Clooney, Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, 2005) e Dizem por Aí (Rumor Has It..., 2005). Na sequência, dirige, é diretor de fotografia e editor de O Segredo de Berlim (The Good German, 2006), com Cate Blanchett, Tobey Maguire e, mais uma vez, George Clooney, e segue para a produção executiva de A Scanner Darkly - O Homem Duplo (A Scanner Darkly, 2006), dirigido por Richard Linklater, e Pu-239, 2006.

Mantendo seu ritmo intenso, no ano seguinte é o diretor de fotografia e diretor de Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean's Thirteen, 2007), produtor executivo de Estrada Maldita (Wind Chill, 2007), Conduta de Risco (Michael Clayton, 2007), e Não Estou Lá (I'm not There, 2007), diretor e diretor de fotografia de Che: O Argentino(Che: Part One, 2008) e Che 2: A Guerrilha (Che: Part Two, 2008), com Demian Bichir, Rodrigo Santoro e Benicio Del Toro, e assume a produção executiva do documentário Roman Polanski: Wanted and Desired, 2008; seguindo para a direção e direção de fotografia de O Desinformante! (The Informant!), com Matt Damon, mais o roteiro, direção, direção de fotografia e edição de Confissões de uma Garota de Programa (The Girlfriend Experience, 2009), com Sasha Grey, parte para a produção de O Solteirão (Solitary Man, 2009), e finaliza o período como produtor executivo do documentário Playground, 2009.

Abrindo a segunda década dos anos 2000, segue para a direção executiva de Rebecca H. (Return to the Dogs), 2010; e para a direção do documentário And Everything Is Going Fine, 2010; logo na sequência retoma seu ritmo consistente e intenso de trabalho ao dirigir a produção lançada direto em vídeo, The Last Time I Saw Michael Gregg, 2011; também dirige e é diretor de fotografia de Contágio (Contagion, 2011), com Kate Winslet, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Matt Damon, segue para todas essas funções mais a edição de A Toda Prova (Haywire, 2011), com Ewan McGregor, Michael Fassbender, Channing Tatum, Michael Douglas e Antonio Banderas, e para a produção executiva dos filmes His Way, 2011; e Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011).

Na sequẽncia, dirige, edita e é diretor de fotografia de Magic Mike (Magic Mike, 2012), com Matthew McConaughey e Channing Tatum, segue para a produção executiva de mais um documentário, Roman Polanski: Odd Man Out, 2012; e integra mais duas produções nas quais é diretor de fotografia, diretor e editor: Behind the Candelabra (Behind the Candelabra, 2013), com Michael Douglas e Matt Damon, e Terapia de Risco (Side Effects, 2013), com Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law e Catherine Zeta-Jones. Retorna para a TV assumindo as funções de diretor, editor, diretor de fotografia e produtor executivo da série The Knick, 2014-; com Clive Owen, assume a produção executiva de A Doce Sede de Sangue (Da Sweet Blood of Jesus, 2014), escrito e dirigido por Spike Lee, de um episódio da série Red Oaks, 2014-; do documentário Citizenfour (Citizenfour, 2014), da série baseada em seu longa-metragem The Girlfriend Experience, 2015; e também a edição, direção de fotografia e produção executiva de Magic Mike XXL (Magic Mike XXL, 2015), novamente com Channing Tatum.

Curiosidades

Em 2011, Soderbergh trabalhou como diretor de segunda unidade de Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012), e filmou grande parte das cenas da revolta do Distrito 11.

Soderbergh ajudou Spike Jonze com o filme Ela (Her, 2013). O corte original tinha mais de 150 minutos e Jonze pediu para que Soderbergh fizesse seu "próprio corte rápido e instintivo", que ele transformou em 90 minutos. Essa não foi a versão final, mas permitiu que Jonze fosse capaz de remover os plots desnecessários.

Sobre sua forma de dirigir atores: “Eu sempre estou junto com eles. Eu tento ter certeza que eles estão OK e quando estão prontos eu os deixo sozinhos. Eu não entro no caminho deles”.

Soderbergh quase sempre trabalha como seu próprio diretor de fotografia sob o pseudônimo de Peter Andrews, junção entre o primeiro e o nome do meio de seu pai,e ocasionalmente é seu próprio editor sob o pseudônimo de Mary Ann Bernard, o nome de solteira de sua mãe.

Enquanto gravava 'Traffic', Soderbergh queria os créditos de "Fotografado e Dirigido por". Mas o Sindicato dos Roteiristas - “The Writer's Guild (WGA)” - não permitiria outro crédito antes de roteirista. Como Soderbergh não querira seu nome mais de uma vez nos créditos, passou a adotar o pseudônimo Peter Andrews.

O roteirista de “Traffic” e diretor de “Syriana”, Stephen Gaghan chama Soderbergh de "o cineasta Michael Jordan" por sua habilidade de assumir as funções mais diferenciadas em uma produção cinematográfica.

Soderbergh afirma não ser fã de 'possessory credits' - (crédito inserido no início do filme que dá reconhecimento “artístico primário” a apenas uma pessoa), 'um filme de' - e prefere não ter seu nome em frente e ao centro no início de um longa-metragem. "O fato de que eu não sou uma marca identificável é muito libertador, pois as pessoas se cansam de marcas então elas trocam. Eu nunca tive vontade de estar a frente de qualquer coisa, por isso não uso o crédito 'um filme de'”.

É o diretor mais jovem da história a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989, pelo filme 'Sexo, Mentiras e Videotape', seu primeiro longa-metragem produzido para os cinemas.

Manifestou interesse em dirigir Quarteto Fantástico (Fantastic Four, 2005).

Existem alguns diretores - Spielberg, David Fincher, John McTiernan – que, de certa forma, veem as coisas em três dimensões, e eu assistia aos filmes deles buscando uma forma de quebrá-los, pra ver como eles realizam as sequências, como eles pensam na profundidade das lentes, onde estava a linha dos olhos, quando a câmera se moveu, como eles editam, como eles guiam seus olhos de uma parte do frame para outra”.

Se você está sentado, pensando no que as outras pessoas pensam sobre o seu trabalho, você simplesmente irá ficar paralisado”.

Eu não sou um dos melhores diretores de fotografia do mundo, mas o impulso e a proximidade com os atores... Eu fico tão próximo deles que eu posso só sussurrar pra eles no meio de um take”.

Eu sou movido pelo processo, não pelo resultado”.

As únicas duas categorias que eu tenho são: boa e ruim. Nenhuma outra categoria existe pra mim, em termos de escala, conteúdo ou intenção. A única coisa que importa pra mim é se é bom”.

Mesmo com atores treinados é perigoso tê-los pensando demais. Você não quer eles pensando, você quer eles fazendo algo”.

Quando você não tem ninguém na sua vida pra quem você possa ligar e dizer: 'Eu estou com medo', sua vida é desinteressante, insatisfatória, superficial. Você precisa de alguém que você possa confiar o suficiente para dizer: 'Eu preciso de ajuda'”.

Sobre a sua razão para se aposentar em 2013: O cinema, como eu defino e como algo que me inspira, está sob ataque dos estúdios e, pelo que eu posso falar, com total suporte dos espectadores.