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Homem-Aranha: Momentos constrangedores

Homem-Aranha: Momentos constrangedores
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A vida do Homem-Aranha é uma das mais turbulentas de toda a história dos quadrinhos. A força de vontade do herói é testada a toda hora, e vilões superpoderosos não se cansam de infernizar a existência do Escalador de Paredes. Fora isto, temos seus problemas pessoais, falta de emprego, dinheiro, a debilitada saúde de sua tia May, atritos conjugais. Este e muitos outros tornam o Homem-Aranha uma das personagens mais humanas dos quadrinhos.

No entanto, no meio do caos que cerca sua vida, há também espaço para situações mais triviais, curiosas e - porque não dizer? - e ridículas. Algumas histórias do Aranha encaixam-se nessa categoria e, apesar de poucas, merecem ser citadas, como:

PARCEIROS INDESEJÁVEIS

Por Peter David, Sal Buscema e Joe Rubinstein, publicada em O Homem-Aranha 81, volume 1. Editora Abril Jovem, março de 1990.

Groxo, o mutante saltador que, por vezes, entra em conflito com os X-Men, passa por uma série crise de identidade e tenta se suicidar. Salvo pelo Homem-Aranha, ele se confunde e pensa que o herói aracnídeo o quer como ajudante. Dizendo-se o parceiro do Aranha em frente às câmeras, ele estimula o ciúme de Eugene Colorito, o Homem-Sapo. Eugene é filho de Vincent Colorito, o Homem-Sapo original, antigo inimigo do Demolidor. Seu uniforme dá-lhe as feições desse anfíbio saltador, característica reforçada pelas molas localizadas sob os pés. Ao contrário do pai, no entanto, Eugene quer ser herói.

Quando pensa que será rejeitado, Groxo arma uma armadilha para o Aranha. Sua idéia é salvar o aracnídeo na última hora e, assim, provar que uma parceria entre os dois é algo que vem bem a calhar. Seu descuido foi ter feito esses planos em cima da janela de Oliver Osnick, o Garoto-Aranha.

Fã devoto do Dr. Octopus, Ollie fundou um fã clube de vilões e, com seus conhecimentos em ciência - Ollie é quase tão CDF quanto Peter na época do colégio -, construiu tentáculos similares aos do bandido. Ao assaltar uma loja de brinquedos certa noite, foi confundido pelo Aranha com o verdadeiro Octopus. Equívoco resolvido, o herói decidiu deixar Ollie livre, desde que ele destruísse os tentáculos. Ao invés de fazê-lo, Ollie transformou-os em quatro patas de aranha e, usando uma fantasia baseada no uniforme do herói, assumiu a identidade do Garoto-Aranha.

Então, na hora e local marcados para o encontro entre o Aranha e Groxo, as coisas dão errado. Pra começar, dos 47 marginais com os quais o mutante contava para sua armadilha, apenas nove - e de ressaca - apareceram. Pra piorar tudo, o Homem-Sapo surge e começa uma luta sem sentido com o tradicional inimigo dos X-Men. Quando as coisas não pareciam que podiam ficar mais encrencadas, chega o Garoto-Aranha, dando uma de superior em relação aos demais. Garante que é a pessoa mais qualificada para ser parceira do Homem-Aranha. Groxo e Homem-Sapo decidem uma trégua temporária e voltam-se contra o recém-chegado. No meio da confusão, a única coisa que o Homem-Aranha pode fazer é impedir que esses três se machuquem.

Ao final, em seu sermão o Aranha diz algo sugerindo que aqueles três desajeitados se mereciam. Para bom entendedor, meia palavra basta e os três decidem formar um grupo de heróis, Os Desajeitados, que não durou. Mas sua gênese é bem engraçada.

UMA ARANHA SUBURBANA

Por Peter David e Bob McLeod, publicada em O Homem-Aranha 82, volume 1. Ed. Abril Jovem, abril de 1990.

Vítima de uma tremenda onda de azar, o Aranha é enganado por um ladrão pé-de-chinelo. Como havia lançado um rastreador no marginal, decide encontrá-lo, não importando onde se esconda. Para o azar do herói aracnídeo, o tal ladrão é um tranqüilo morador de um subúrbio de Nova York, onde os prédios acabam e não há como se balançar em suas teias. A partir daí, o herói precisa pular cercas, tentar se pendurar em árvores, amordaçar um cachorro, pegar caronas em ônibus, táxis e até em um caminhão de lixo. No fim, ele é recompensado com a prisão do bandido, mas não antes de enfrentar mais confusão com o pacato pessoal dos subúrbios.

O FABULOSO HOMEM-SAPO

Por Peter David e Sal Buscema, publicada em O Homem-Aranha 148, volume 1. Ed. Abril Jovem, outubro de 1995.


A Coelha Branca

O Morsa

Morsa e Coelha Branca

Homem-Vergonha

Urso Cinzento

O Homem-Sapo está de volta na cidade e convida o Homem-Aranha para jantar em sua casa. O Aracnídeo aceita o convite depois da insistência de Mary Jane. Mal sabem eles que a Coelha Branca também está de volta na cidade e, juntamente com seu aliado, o Morsa, pretende se vingar do Homem-Sapo por uma derrota humilhante no passado.

Quando ambos começam a criar tumulto na cidade, o Homem-Aranha decide intervir, mesmo considerando a Coelha a vilã mais ridícula com a qual se defrontou. Tudo parecia se encaminhar para um final tranqüilo no momento em que Eugene surge com sua fantasia de Homem-Sapo para salvar a pátria. A tiracolo, vem seu pai, também fantasiado de Sapo. No fim, o Aranha acaba sendo o principal responsável pela derrota do Morsa, de uma forma, no mínimo, incomum (e humilhante para o vilão).

HOMEM-ARANHA NO PARAÍSO DAS MARAVILHAS

Por J. M. DeMatteis, Luke Ross, Dan Green, e John Kalisz, publicada em A teia do Aranha 121. Ed. Abril, novembro de 1999.

A Coelha Branca volta a atacar - desta vez sem o Morsa! Num audacioso plano para extorquir Nova York, a vilã faz reféns dois de seus maiores heróis (ou, pelo menos, assim ela pensa): Urso Cinzento - antes apenas Urso - e Gibão. Para mantê-los vivos, a vilã exige dois bilhões em ouro. O prefeito da cidade, depois de passado seu ataque de riso, oferece uma contraproposta: pelo dois pseudo-heróis, paga exatos 2 dólares.

Ultrajada, a Coelha decide bombardear a cidade com cenouras explosivas. No meio desse fogo-cruzado, Peter Parker decide ajudar os seqüestradores, por entender que, apesar de sua crônica falta de intelecto, ambos estão tentando se redimir dos crimes cometidos no passado. Porém, a esta altura, o Homem-Aranha era um fugitivo da lei, pois estava sendo investigado por suspeita de assassinato (durante a terrível saga "Crise de identidade"). Assim sendo, Peter improvisa um novo uniforme (calça colante vermelha, botas pretas e um saco de papel sobre a cabeça) e, adotando a identidade de Homem-Vergonha, parte para o ataque.

Eu tinha (ou ainda tenho, em algum lugar na casinha dos fundos da casa da minha mae) a hq com o Aranha Suburbano. Eu adoro essa historia. Diferente e bem humorada.

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