HQ/Livros

Retrospectiva 2013 | As melhores HQs do ano!

Os gibis de destaque que saíram no Brasil, lá fora, além de webcomics e nacionais independentes
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jupiters legacy
jupiters legacy

cronicas de jerusalem
cronicas de jerusalem

sex criminals
sex criminals

battling boy
battling boy

ex machina
ex machina

20th century boy
20th century boy

saga
saga

hawkeye
hawkeye

turma da monica
turma da monica

pobre marinheiro
pobre marinheiro

O ano acabou e aposto que você leu menos gibis do que queria, como também deve ter assistido a menos filmes do que planejava. Fizemos no OmeleTV uma retrospectiva com os nossos filmes favoritos em 2013 e também com os melhores games, e agora a lista abaixo pode ajudar quem planeja correr atrás das melhores HQs do ano que passou.

Tem desde os mangás que você encontra nas bancas até material importado para investir o resto do décimo-terceiro, passando por webcomics (quase) totalmente de graça. O que não falta é variedade.

Do que saiu no Brasil

Pobre Marinheiro

É uma HQ pequenininha, que se lê em poucos minutos por conta do pouquíssimo texto e do traço leve do desenhista Sammy Harkham. Mas a história simples de um jovem que decide virar marinheiro é um soco no estômago de qualquer ser humano. [Balão Editorial, R$ 26]

Turma da Mônica: Laços

Muito já se falou sobre o projeto Graphic MSP, e nós já falamos bastante sobre Laços, a contribução dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi à iniciativa de dar graphic novels às criações de Maurício de Sousa. O trabalho delicado de arte e de roteiro mostrou a Turma da Mônica de um jeito ao mesmo tempo familiar e diferente dos últimos 50 anos, e fez subir o nível da produção comercial de quadrinhos no Brasil. Claro que vai ganhar continuação. [Panini, R$ 19,90 ou R$ 29,90]

20th Century Boys

Estamos sempre repetindo por aqui que Naoki Urasawa é um dos gênios vivos nos quadrinhos. Os brasileiros estão acompanhando tanto sua longa saga 20th Century Boys - que estreou aqui em 2012 - quanto a reedição de Monster, que logo chega ao material inédito. Você não deveria perder nada do que esse japonês faz. [Panini, R$ 10,90 por edição]

Crônicas de Jerusalém

O novo diário de viagem de Guy Delisle registra um dos lugares mais debatidos e polemizados do mundo, mas faz isso tentando ficar longe dos debates e das polêmicas. O que Delisle mostra é como é viver cotidianamente, durante um ano, na briga entre israelenses e palestinos. O álbum foi ganhador do prêmio máximo do Festival d'Angoulême em 2012. [Zarabatana, R$ 65]

Ex Machina vol. 10

Meio na surdina e com considerável atraso, o final da série de Brian K. Vaughan e Tony Harris saiu por aqui no início deste ano e mostrou a força da narrativa sobre o prefeito super-herói de Nova York. A conclusão é brilhante. [Panini, R$ 21,50]

Do que saiu nos EUA

Battling Boy

Battling Boy está em todas as listas de melhores do ano, e merece. Paul Pope constrói uma aventura clássica e quase ingênua sobre um herói mirim, mas enche ela de elementos bem contemporâneos - a começar pela arte sensacional. Deve sair no Brasil em 2014, e já tem sequência e prelúdios agendados lá fora. [First Second, US$ 15,99]

Hawkeye

A série do Gavião Arqueiro foi uma das melhores surpresas de 2012, e este ano continuou surpreendendo. Seja pela edição brilhante contada do ponto de vista de um cachorro, seja pela caracterização e os diálogos de Matt Fraction, seja pela criatividade do desenhista David Aja, a série funciona tão bem que a Marvel topou baixar o ritmo de produção (saíram apenas nove números em 2013) para, espera-se, manter a qualidade. E já começou a sair no Brasil. [Hawkeye vol. 1, com as primeiras 11 edições: US$ 34,99]

Sex Criminals

Matt Fraction também é o responsável, ao lado de Chip Zdarsky, pela série mais divertida deste ano, que já conquistou crítica em apenas três edições. A trama envolve um casal que consegue parar o tempo quando atinge o orgasmo - e usa seu poder para roubar bancos e praticar robinhoodismo. [Image Comics, US$ 1,99 a US$ 3,50 por edição; ainda não há previsão de coletânea]

Jupiter's Legacy

A série de Mark Millar e Frank Quitely começou lenta e provavelmente vai levar anos para sair completa. Mas as primeiras três edições - especialmente a última - demonstraram um potencial fantástico para a saga que envolve várias gerações de uma família de super-heróis. (Image Comics, US$ 1,99 a US$ 2,99 por edição; ainda não há previsão de coletânea)

Saga

Ok, depois de tanto prêmio e tanto falatório, ninguém precisa de mais estímulo para ler Saga, a criação de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Mas é fato que, após umas férias no meio do ano, a série continuou apavorando os leitores com os caminhos da trama intergalática recheada de personagens interessantes. E vai começar a sair no Brasil pela Devir. [Image Comics, US$ 2,99 por edição; Saga vol. 2, com números 7 a 12: US$ 14,99]

Webcomics

The Private Eye

Brian K. Vaughan mais uma vez (juro que é a última), desta vez ao lado do brilhante Marcos Martín, numa produção totalmente independente para a web. Fora a trama excepcional sobre o futuro onde a privacidade é o valor acima de tudo, os autores ainda abriram as portas para um novo modelo de vendas de quadrinhos - os leitores decidem quanto querem pagar. E as HQs saem em vários idiomas, inclusive português. http://panelsyndicate.com/

Thunderpaw

Lançada em 2012, a HQ digital faz uso criativo de gifs animados e Flash para contar a história de dois amigos perdidos no que parece ser o apocalipse. A série anda a passos lentos, mas o desenho fantástico compensa a espera. http://thunderpaw.co/

Boulet Corp

Falando em gifs animados, o francês Boulet, já veterano dos webcomics, fez várias HQs experimentais este ano, incluindo usar leves animação para uma história mais intimista e um loooooongo painel vertical para reproduzir a experiência de videogame. Fora que ele continua produzindo a uma velocidade indescritível. http://www.bouletcorp.com/

XKCD

Também veterana da internet, a tira de Randall Munroe inventou um novo jeito de fazer quadrinhos com "Time", HQ que foi ganhando um novo quadro a cada hora durante quatro meses. Mesmo enquanto a história ia rolando, ele não deixou de acrescentar novas tiras bem sacadas para quem curte lógica, astrofísica e o ridículo do mundo. http://xkcd.com/

Robô Esmaga

Alexandre Lourenço também não é novo na web, mas este ano atingiu outro nível de sua Robô Esmaga. Sem tema definido, mas sempre com tema bem escolhido, as tiras exploram o espaço da tela e apoiam-se no estilo minimalista de desenho de Lourenço, que merece mais destaque. http://roboesmaga.com/

Independentes brasileiros

One Page Movies

Bruno Seelig disse que estava só fazendo um teste quando resolveu transfomar trechos de filmes (Conta Comigo, It, Dr. Fantástico, A Vida Marinha com Steve Zissou, Falcão: o Campeão dos Campeões, Alien) em HQ. Com amigos quadrinistas, montou esta coleção de HQs de uma página que sabem usar o melhor da expressividade em quadrinhos para lembrar cenas memoráveis do cinema. [Compre aqui]

O Beijo Adolescente 2

Rafael Coutinho é o melhor quadrinista brasileiro em atividade, e sua Beijo Adolescente 2 provou de novo seu talento de desenho e narrativa em um trabalho autoral. A continuação bateu sua meta no Catarse e está agendada para o ano que vem. [Compre aqui]

Harmatã

Lançado discretamente no FIQ, o curto álbum de Pedro Cobiaco sobre um namoro malfadado (ou não) mostra maturidade e sensibilidade para ilustração e narrativa. Com 17 anos, Cobiaco passou de promessa e já é realidade de bom quadrinista, com capacidade que poucos demonstram. [Compre aqui]

Friquinique

Rafael Sica, Eduardo Medeiros, El Cerdo e Stêvz reúnem histórias sobre os freaks nossos de todos os dias. Parte do material já havia sido publicada na web, mas o destaque vai para as quatro histórias inéditas - uma de cada quadrinista - encartadas no álbum, que tem design apropriadamente freak. [Compre aqui]

I'm a German Shepherd

A segunda HQ de Murilo Martins conta minimalisticamente, mas com detalhes minuciosos, a história de um altivo pastor alemão e sua busca por manter a retidão moral (e o pêlo) de um rebanho de ovelhas. É uma fábula com moral da história e tudo mais, mas o que conta é a forma como Murilo mistura Chris Ware e várias outras referências para mostrar seu jeito de fazer quadrinho. [Compre aqui]

E para você, quais os melhores quadrinhos de 2013? Deixe seu comentário abaixo, vamos fazer essa lista crescer e feliz 2014 para todos!

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