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Stephen King | Como o autor "virou" dois escritores ao mesmo tempo

Necessidade de produzir mais fez com que King criasse um pseudônimo no começo da carreira
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Stephen King é um dos maiores autores de todos os tempos. Com diversos livros publicados e várias adaptações lançadas em Hollywood, ele até hoje é um dos escritores que mais trabalha na indústria. Porém, no começo da carreira, ele tinha pouco espaço na mídia e, por conta disso, chegou a lançar algumas publicações com o pseudônimo Richard Bachman.

Desde cedo, King sempre gostou muito de escrever. Por isso, ao contrário de outros autores, ele conseguia produzir de uma maneira muito rápida e queria lançar o máximo de livros possível em um curto período de tempo. Contudo, no final dos anos 70, as editoras acreditavam que o público jamais aceitaria ler dois trabalhos do mesmo autor em datas próximas e limitavam seus escritores a uma publicação por ano. “A verdade é que escrever um livro é o que a maioria das pessoas consegue fazer ao longo de um ano. Existe, ainda, alguns que demoram mais do que isso”, afirmou em seu site oficial.

Como estava ansioso para lançar seus trabalhos, King, então, decidiu criar um pseudônimo: Richard Bachman. Com isso, ele conseguiria fazer mais de um livro por ano sem “saturar” o mercado com seu nome verdadeiro. Para ajudar ainda mais sua farsa, ele conseguiu que Richard Manuel, o agente de seguros de seu agente literário, aceitasse ceder sua imagem no final de cada publicação para dar um rosto para o seu “escritor fantasma”.

“Estava com um livro de Richard Stark na minha mesa, então usei o nome Richard – o que é engraçado pois Richard Stark é o pseudônimo para Donald Westlake. Na hora, estava tocando ‘You Ain’t Seen Nothin’ Yet', do Bachman Turner Overdrive, então juntei os dois e assim ele nasceu”, explicou.

Em 1977, Bachman fez sua estreia com Fúria e até 1982 lançou mais três livros: A Longa Marcha, A Autoestrada e O Concorrente. Tudo corria bem com o plano de King, mas em meados da década de 80 um vendedor de livraria chamado Steve Brown percebeu que haviam diversas semelhanças na maneira como os dois autores escreviam.


Intrigado, Brown, que morava na capital Washington, foi até a Biblioteca do Congresso e conseguiu um documento que revelava que King era o verdadeiro autor de um dos livros de Bachman. O vendedor, que era muito fã do escritor, decidiu mandar-lhe uma carta explicando que o desmascarou, gostaria de escrever um artigo sobre isso, mas se ele não quisesse ele se manteria em silêncio.

“Um dia, estava na loja que trabalhava e ouço. ‘Steve Brown. Chamada para Steve Brown na linha 5’. Eu atendi e a voz disse: ‘Steve Brown? Aqui é o Steve King. Muito bem. Você sabe que sou Bachman. Eu sei que sou Bachman. O que nós faremos sobre isso? Vamos conversar’”, afirmou Brown em entrevista aosite Lilja’s Library.

King passou o telefone de sua casa para Brown, que passou três noites entrevistando seu ídolo. Ao fim de tudo, ele não sabia o que fazer com o material e tentou achar alguém que publicasse, mas não encontrava ninguém. Para piorar, o próprio King o ligou e deu um aviso: o novo livro de Bachman, Maldição do Cigano, havia sido lançado e cada vez mais pessoas estavam fazendo a conexão. Então, ele precisaria agir rápido.

No fim das contas, o Washington Post publicou a revelação e acabou com a “farsa” de King. Poucos anos depois, em 1985, a sua editora lançou Os Livros de Bachman, um compilado com os quatro primeiros trabalhos do pseudônimo. O autor revelou ainda que, caso não tivessem descoberto sua identidade, Misery – livro que deu origem ao clássico dos cinemas Louca Obsessão – teria sido lançado sob o nome de Bachman.


King ainda usou o nome de Bachman em dois trabalhos: The Regulators, história que mostra um universo paralelo de Desperation; e Blaze, um manuscrito que ele achou em seu porão que escreveu na época do pseudônimo.

Atualmente, o autor segue como um dos maiores produtores de livro do mundo e não precisa mais esconder seu nome para publicar mais de um livro por ano. “Eu virei um escritor pois não havia mais nada que soubesse fazer. Eu fui feito para escrever histórias e amo fazer isso. É por isso que eu faço. Não consigo me imaginar fazendo qualquer outra coisa”, finalizou em seu site oficial.  

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ele disse que IT foi escrito no auge do vicio, ele tinha que usar algodao tampando o nariz que pingava, isso explica alguem colocar uma tartatuga vomitando um universo e interligada a uma historia que inicialmente parece um filme de terro urbano

Acho que não...drogado ele não conseguiria escrever tão bem , com tantos detalhes e toques geniais..mas ele fumava muito..... Rita Lee que confessou a bial que muitas musicas boas foram feitas sob efeito de drogas...e algumas ruins tb....kk

Ele escreve uma historia onde uma maquina de passar vira assassina ou serial killer e convence...eu li o conto do dedo (o dedo semovente) que saia do ralo do banheiro e ameaçava agarrar o cara, cada vez crescendo mais,,,voce fica preso até o final ...mesmo sendo absurda a idéia kkk

em Louca obsessão....eu quero muito ler Misery, de king assisti o filme a 20 anos atrás ..mas quero ler esse livro que deve ser duca.....

as drogas foram combustivel para tanta criação

O pseudônimo Richard Bachman rendeu um livro e um filme chamado "A Metade Negra", que trata justamente de um ser duplo que saí da cabeça do escritor.

Certeza que mandaria muitíssimo bem se assumisse a Marvel ou a DC. Brian Bendis ao menos iria morrer ao vê-lo levar uns 18 títulos por mês.

“Estava com um livro de Richard Stark na minha mesa, então usei o nome Richard – o que é engraçado pois Richard Stark é o pseudônimo para Donald Westlake. Na hora, estava tocando ‘You Ain’t Seen Nothin’ Yet', do Bachman Turner Overdrive, então juntei os dois e assim ele nasceu”, explicou." Sin-cro-ni-ci-da-de?!?!?!?! Eita! O que existe de doido já fazendo dessas ...he he he...

Rsrsrsrs. Eu ri imaginando essa cena! Ou então King pode aparecer a cada meia hora na porta de Martin e dizer "Here's Johnny!", só para intimidar! Rsrsrsrs.

Tenho quase certeza que já vi uma situação semelhante. Não sei onde.

O King tem que trancafiar o Martin numa cabana, quebrar os dois tornozelos dele e obrigar ele a escrever.

O King fica espetando o George com um bastão pontudo... "Quantas páginas já foram, preguiçoso? Quer bolo? Mais cinco páginas."

Mas aí, só se o King escrever a história pelo Martin.

King já deu umas dicas pro Martin. Mas sem frutos até agora.

Esse aí lança um livro por dia se deixar kkkkkkkkkkkkkkkk. O cara é uma máquina.

Colocar o King a trabalhar com o Martin pra ver se Ventos do Inverno sai de uma vez...

Eu me lembro de comprar Os Livros de Bachmann e devorar as quatro histórias. A Longa Marcha é, sem dúvida, a que eu mais gosto. Sempre imaginei um curta metragem dessa história.

Gênio. Simplesmente gênio.

Gênio

Gênio, King tem uma capacidade de contar histórias incríveis. Fico impressionado como ele consegue isso...para quem é fã e até escritor iniciante, King é um grande exemplo

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