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DC Comics | Os Novos 52 - Análise dos títulos da reformulação - Parte 2

De Batman & Robin a Superboy - Semana II do reboot
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Green Lantern
Green Lantern: Green Lantern

Batman & Robin
Batman & Robin: Batman & Robin

Ressurection Man
Ressurection Man: Ressurection Man

Batwoman
Batwoman: Batwoman

Red Lanterns
Red Lanterns: Red Lanterns

Grifter
Grifter: Grifter

Superboy
Superboy: Superboy

Demon Knights
Demon Knights: Demon Knights

Suicide Squad
Suicide Squad: Suicide Squad

Deathstroke
Deathstroke: Deathstroke

Mr Terrific
Mr Terrific: Mr Terrific

Frankenstein
Frankenstein: Frankenstein

Legion Lost
Legion Lost: Legion Lost

A segunda semana (ou terceira, se você contar o lançamento solo de Justice League no final de agosto) veio com várias séries totalmente novas - como Demon Knights e Frankenstein - ou ressuscitadas de longa data - como (sem trocadilho) Resurrection Man e Grifter. Também foi um desfile de quadrinistas brasileiros: Joe Bennett (Deathstroke), Diógenes Neves e Oclair Albert (Demon Knights), Ed Benes (Red Lanterns) e R.B. Silva (Superboy).

Foi a semana da esperada Batwoman, que a DC enrola há meia década para lançar (em parte por homofobia) e da volta das séries que ficavam entre as mais vendidas da editora: Batman and Robin e Green Lantern. Mas, fora o que já era esperado, a DC não conseguiu surpreender com as novidades.

Acompanhe o que já escrevemos - sobre Justice League #1 e sobre a primeira semana de lançamentos - e siga abaixo para ver as séries que achamos que valem a leitura.

Batman and Robin #1

Esta parece ser uma das edições mais bem cuidadas do reboot: Batman não teve o passado apagado, mas ganha um roteiro de Pete Tomasi que explora a relação complicada que tem com o filho Damian - seu novo Robin, que insiste em chamá-lo sempre pelo frio "father". Desenhos excelentes de Patrick Gleason só colaboram.

Vale a pena acompanhar? Sim!

Batwoman #1

O único problema da arte de J.H. Williams III é que você fica com vontade de admirar cada quadro, cada composição, ao invés de seguir com a história. Que bom seria se todas as HQs tivessem problemas assim. Solução muito simples: leia de novo. No roteiro, também de Williams III, Batwoman combate o crime em Gotham, uma nova assassina serial está à solta, o passado volta para encher a paciência e a edição termina meio que rápido demais. Mas dá gosto voltar pro início e analisar cada linha.

Vale a pena acompanhar? Sim! Mesmo que não tivesse história, já valeria só pelo visual.

Deathstroke #1

Premissa: o Exterminador é um papel para Clint Eastwood: Mercenário profissional, que sempre fez aquelas missões impossíveis, mas todo mundo acha que ele envelheceu. A primeira edição - ponto positivo: uma história completa! - nos diz que ele vai mostrar para todo o "mercado" que ainda tem muito avião para explodir e cabeças para acertar. O roteiro de Kyle Higgins é hollywoodiano nos diálogos frios e nas reviravoltas. A arte de Joe Bennett segue este ritmo.

Vale a pena acompanhar? Como não houve ganchos, a decisão fica para a próxima edição.

Demon Knights #1

Etrigan, Vandal Savage e Madame Xanadu são o trio improvável que se une no Universo DC medieval. Confesso que não entendi se os personagens viajaram no tempo (pelas menções a acontecimento e tecnologias atuais) ou se são mesmo suas versões medievais. Paul Cornell e Diógenes Neves só colaboraram para minha confusão.

Vale a pena acompanhar? Não.

Frankenstein: Agent of S.H.A.D.E. #1

A versão DC do monstro de Frankenstein é um agente de uma organização secreta (todas as organizações da DC são secretas?) que só enfrenta ameaças monstruosas. Jeff Lemire tenta recuperar a piração que Grant Morrison deu ao personagem durante a saga Sete Soldados, mas por enquanto só fez uma edição bagunçada e simplória. E parece outro caso de desenhista - Alberto Ponticelli - tendo que entregar as páginas às pressas.

Vale a pena acompanhar? Não.

Green Lantern #1

Sendo uma das séries de maior sucesso da DC nos últimos anos, a nova versão do Lanterna Verde continua o que estava sendo feito com o personagem - inclusive com a mesma equipe criativa: Geoff Johns e Doug Mahnke. As novidades são que Sinestro tem o anel de Hal Jordan, enquanto este vira só mais um desempregado qualquer na recessão norte-americana - e não sabe fazer nada quando não é um Lanterna Verde.

Vale a pena acompanhar? Se você já acompanhava Lanterna Verde antes, sim. Se vai começar pelo reboot, não.

Grifter #1

Outra série que peca em não deixar as coisas claras aos leitores. Você suspeita, por saber um pouquinho do universo Wildstorm, que Grifter é o único cara do mundo que consegue ver uma raça alien que se disfarça como seres humanos. Ao matar esta gente-que-não-é-gente na frente dos outros, acaba sendo tratado por louco e um dos homens mais procurados pela polícia. Clichê demais.

Vale a pena acompanhar? Não.

Legion Lost #1

Uma divisão da Legião dos Super-Heróis cai na nossa época na caça a um vilão, as coisas dão errado e parece que eles vão ter que ficar por aqui. Fabian Nicieza e Pete Woods - que parece ter desenhado a edição de um dia para o outro - não fazem muito para lhe convencer a ler a próxima.

Vale a pena acompanhar? Só se você é fanático pela Legião.

Mister Terrific #1

Michael Holt é o terceiro homem mais inteligente do planeta ("quem são os dois primeiros?", pergunta uma personagem da edição; ninguém responde), é um inventor multibilionário e quer salvar o mundo como super-herói. Tem algo aí no conceito que não se sustenta. A primeira edição é inconsistente até nos desenhos (de Gianluca Gugliotta), e o roteiro (Eric Wallace), que termina com o possível assassinato do futuro presidente dos EUA, não empolga.

Vale a pena acompanhar? Não.

Red Lanterns #1

Atrocitus vive da raiva, é raivoso e está enraivecido. Os Lanternas Vermelhos vivem da raiva, são raivosos e estão enraivecidos. Tem um cara da Terra que vive de raiva, é raivoso e está enraivecido - e daí suponho que vá virar o Lanterna Vermelho terrestre. Foi isso que entendi da HQ de Peter Milligan e Ed Benes. Foi o bastante.

Vale a pena acompanhar? Não.

Resurrection Man #1

O personagem criado por Dan Abnett e Andy Lanning teve série própria na década de 90, que nunca chegou ao Brasil. Seu poder é ganhar um novo superpoder toda vez que morre (e ressuscita, óbvio). Tem organizações secretas atrás dele, assim como duas assassinas maluquinhas. A nova série faz referências à original, mas parece que quem não leu (meu caso) consegue acompanhar. Incomoda um pouco o desenhista Fernando Dagnino copiando o estilo do desenhista original da série, Jackson Guice.

Vale a pena acompanhar? Por enquanto.

Suicide Squad #1

A história já começa com o novo time de suicidas sendo torturados pelos inimigos, enquanto cada um lembra-se do que os levou a serem capturados. A edição ganha pontos por essa estrutura mais ousada, mas perde na divisão de tarefas entre os desenhistas Federico Dallocchio (bom) e Ransom Getty (ruim). Como o conceito da equipe - lá dos anos 80, criada por John Ostrander, com vilões podendo trocar a pena por fazer serviço sujo pro governo - é legal, dá vontade de ver como o roteirista Adam Glass vai usá-lo. E ainda tem a Amanda Waller gatona.

Vale a pena acompanhar? Por enquanto.

Superboy #1

Superboy passa toda sua primeira edição dentro de um laboratório, onde ele é a experiência de uma organização secreta que - pelo que deu para entender - tenta clonar o Superman. Tem algum mistério maior por trás, mas o roteiro de Scott Lobdell não conseguiu ativar minha curiosidade. Destaque para o reboot de Fairchild - do Gen13 - agora como a cientista responsável pelo Superboy, e para a referência Astro Boy (pelo menos eu achei) nos desenhos do personagem por R.B. Silva.

Vale a pena acompanhar? Não.

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