Séries e TV

13 Reasons Why | Com produção de Selena Gomez, série da Netflix discute suicídio adolescente

Além de machismo, homofobia, estupro, automutilação...
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Enquanto livro, Os 13 Porquês vendeu mais de dois milhões de cópias e marcou leitores em 35 países ao redor do mundo desde o seu lançamento em 2007. Na trama, ao voltar da escola, Clay Jensen encontra uma misteriosa caixa com várias fitas cassete gravadas por Hannah Baker, sua colega de classe e paixão secreta. Ou melhor: ex-colega de classe. Afinal, todos sabem que a garota se suicidou. O que apenas 13 deles estão cientes, porém, é que Hannah decidiu narrar em detalhes as razões que a levaram a tirar sua própria vida: “Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi.

Produzida por Selena Gomez, a adaptação da Netflix de 13 Reasons Why abre espaço para um relato amplo e autêntico dos problemas que fazem parte do cotidiano juvenil: machismo, homofobia, estupro, automutilação, bullying e outras diversas injúrias emocionais. Mais do que isso, faz pensar sobre o poder das palavras: para quem diz, pode não significar nada; para quem escuta, pode ser letal.

As pessoas estão sofrendo e merecem ser escutadas”, publicou Gomez, que já falou publicamente sobre depressão, em seu perfil no Instagram. Anos atrás, junto à mãe, a cantora se sentiu tão tocada pelo livro que decidiu levar a discussão adiante. À época, a ideia era produzir um filme onde ela mesma interpretasse Hannah. No entanto, a história encontrou um formato diferente e  Gomez não quis mais atuar: “Estava passando por um momento muito difícil quando iniciamos a produção. [...] Nas gravações do último episódio, fiquei acabada só de ver aquilo tudo tomar forma. Quis ter certeza de que, apesar de tudo, ainda estaria um pouco distante do projeto”, relembrou em um painel da Netflix no início de fevereiro.

Adaptadas em 13 episódios, cada um com quase uma hora, as 250 páginas de Jay Asher serviram como esqueleto para o roteiro da série, que corrige graves deslizes de estruturação e continuidade do livro. Ao contrário de muitos filmes e séries vindos da literatura, em 13 Reasons Why a expansão da história é coerente à narrativa e dá consistência à trama.

Um exemplo claro de preenchimento são os personagens, que no livro são construídos sem quaisquer nuances, sobre um único arquétipo. Na série, o elenco, composto predominantemente por estreantes, encaixa-se bem aos novos arcos de seus papéis e entrega boas atuações. Ao condensar os dramas de Clay, especialmente nas cenas de explosão emocional, Dylan Minnete é um dos que mais chama atenção. Ademais, é emocionante ver Kate Walsh (Grey’s Anatomy) expressar tão genuinamente a dor de uma mãe que acabou de perder a filha de maneira tão trágica quando sequer estava ciente do problema.

Apesar de muitas vezes não receber a devida atenção - principalmente no caso de adolescentes -, o suicídio mata uma pessoa a cada 40 segundos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Seja 2007 ou 2017, esta sempre será uma discussão indispensável, e o apoio de uma potência como a Netflix e de uma influenciadora como Selena Gomez só tem a acrescentar.

Os 13 episódios de 13 Reasons Why chegam à Netflix em 31 de março.

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Galeria de imagens (12)

Leiam a review da Cabana do Leitor!!! Essa sim vale a pena E não entrega quase nada da série!!!

P.S. Quando THIRTEEN REASONS WHY estava categorizado como um filme, Selena Gomez e Saoirse Ronan eram as HANNAHS mais cotadas pelos fãs. A primeira por ser detentora dos direitos autorais do livro, desde 2009, e ao ser apontada como a personagem em 2011, ela também popularizou a história de Hannah & Clay. A última, por ser muito similar à modelo da capa do livro e sido Susie Salmon em Um olhar do paraíso (2010) YA em que a personagem principal já está morta e, ao mesmo tempo, presente na vida de todos os que a rodearam, inclusive de na seu algoz. MANDY TEEFEY, mamãe de Selena Gomez, começou tudo: ela tem uma produtora e se uniu ao Brian Yorkey (criador da série), Tom McCarthy (produtor e diretor de 2 eps da série), o povo do Anon. Con., PARAMOUNT PICTURES e da NETFLIX - distribuidora da série. ENTREM NA NOSSA CMM DE FÃS: Os 13 Porquês Brasil!!!

ATENÇÃO!!! SP0ILERS À FRENTE!!! Olha, não sei quem é o sr., mas devo dizer que estou DCPCIONADÍSSIMA com o "artigo" sobre o meu/minha livro/série (YA) favorito(a) de todos: Os 13 Porquês!!! Dá pra perceber pela chamada e pelo sutiã "Além de machismo, homofobia, estupro, automutilação" que o texto tem uma pegada bem mais informativa do que opinativa -, e infelizmente, NESSA parte, o autor desliza mais ainda. De modo bem perceptível, enfatiza apenas o que quer e omite as partes mais importantes da história. "Artigo" feito às coxas, apenas para cobrir pauta. Dos wannabe críticos do Omelete, gosto do Borgo e da escrita da Natália. Só. O Hessel sempre me faz rir ou ficar brava, mas pelo menos com esses, já estou um pouco acostumada... VAMOS LÁ!!! Em primeiro lugar, apesar de Jay Asher realmente abordar sexismo (Bryce) estupro (Jessica) e drogas na pele dos personagens -, as questões principais se centram em Hannah (a novata Katherine Langford na série) - a voz detrás das fitas que estrela a narrativa simultânea ao lado de Clay (Dylan Minnette) que, por sua vez, cabe representar os "olhos" e "ouvidos" do leitor/expectador reagindo aos acontecimentos documentados por sua antiga paixão, a menina morta, no tempo presente. O suspense (a caixa de sapatos que Clay recebe na porta de casa, o mapa, ele, alucinado, ao ouvir as fitas atravessando a cidade, o Tony, com seu walkman amarelo e seu Mustang no encalço do Clay, o parque Einsenhower, a comunidade escolar, os motivos e seus respectivos envolvidos) não é nada mais, nada menos que um plano de fundo, muito bem construído por Asher por sinal (que levou ANOS pra concluir o livro), para retratar a depressão, o s., e o bullying. A estratégia do autor foi basicamente essa -, o enfoque nos personagens, nos motivos, no enigma de Hannah, no formato inusitado da narrativa - que avança e recua no tempo. ALÉM DISSO, Hannah & Clay também nos apresentam outras temáticas como primeiro amor, autoimagem, necessidade de pertencimento (social e familiar), agressão física e sexual, inimizades, violação de privacidade, status quo, vida no ensino médio X vida universitária, vocação, etc. Obviamente, o best-seller é imperfeito e carrega o estigma de ser "adolescente", o que é um erro, na minha opinião. Recomendo não só para meninas e meninos de 16 anos, como para jovens, adultos, pais e professores. Mesmo assim, Os Treze Porquês tem uma mensagem clara e urgente, a medida que se chega ao final. Não vou dizer que mensagem é essa, pois as regras são bem simples, são só duas: número um, você lê, número dois, você assiste. Depois de ouvir os treze lados -, porque há treze lados para toda a história - rebobine as fitas e repasse a sugestão para o seu amigo mais próximo. Afinal, uma garota morta não mentiria, não é, Hannah?

Ainda bem que não virou filme com a Selena Gomez...

To louco pela estreia da série e pra poder relembrar a história, já que faz anos que li/ouvi o livro.

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