Séries e TV

Dear White People | Como um teaser de 35 segundos consegue ofender tanta gente branca?

Vídeo causou revolta não por apresentar uma mulher negra condenando blackface, mas por ameaçar privilégios históricos
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No dia 8 de fevereiro, a Netflix divulgou um pequeno teaser sobre sua nova produção original, a série Dear White People. Apenas 35 segundos foram suficientes para provocar uma expressiva movimentação de pessoas - brancas - ofendidas com o conteúdo do vídeo. Algumas delas chegaram a anunciar em redes sociais o cancelamento do serviço de streaming. Pois bem: o que tinha de tão incômodo no vídeo? Uma jovem negra, aparentemente locutora de rádio, enumerando uma série de fantasias de Halloween consideradas aceitáveis para pessoas brancas, como de pirata, enfermeira, ou “qualquer um dos primeiros 43 presidentes americanos”. Em seguida, ao classificar o topo da lista de fantasias inaceitáveis, ela diz apenas “eu“. O fim da frase é seguido por várias imagens de homens e mulheres brancos fazendo blackface, nome usado quando alguém branco pinta o rosto para se fantasiar de uma pessoa negra.

Contextualizando: a série é uma adaptação do filme Cara Gente Branca, premiado em 2014 no Festival de Sundance. A história gira em torno de um grupo de alunos negros de uma universidade onde a maioria dos estudantes são brancos. Após os brancos decidirem que não há problema em debochar de negros em fantasias de Halloween, os alunos negros se revoltam com a situação.

Na internet, pessoas começaram a subir hashtags como #NoNetflix e #BoycottNetflix. Para quem acompanha regularmente as principais polêmicas online, esta segunda é bastante familiar: a última vez que vimos uma hashtag semelhante foi quando Beyoncé lançou o extremamente político Lemonade e se apresentou no SuperBowl acompanhada de dançarinas vestidas com os icônicos uniformes dos Panteras Negras, grupo que lutava por igualdade racial nos EUA. A hashtag boycott foi então usada para tentar silenciar um protesto artístico que sinalizava o genocídio da população negra norte-americana e as ações violentas de policiais contra essas pessoas.

O público que defende bandeiras como #NoNetflix certamente não percebeu até agora que usar suas produções para horizontalizar a representatividade na indústria do entretenimento não é novidade na empresa. A própria Marvel se mostrou uma parceira valiosa nessa missão, curiosamente. Depois de arrancar elogios de público e crítica com a saga de um herói cego (Demolidor) e de apresentar uma heroína vítima de um relacionamento abusivo (Jessica Jones), a parceria Marvel-Netflix brindou o público com a história de Luke Cage, um homem negro que ganha os poderes após ser alvo da truculência policial dentro de um presídio - onde cumpria pena por um crime que não havia cometido.

Se essa premissa não lhe remete a absolutamente nada, talvez você esteja por fora de uma das maiores coisas já feitas na Netflix até o momento - e que, não por menos, garantiu ao serviço de streaming um lugar entre os indicados ao Oscar. O documentário A 13ª Emenda concorre na premiação deste ano apresentando um diagnóstico da superpopulação carcerária dos EUA, relacionando uma brecha na cláusula do fim da escravidão ao número absurdamente elevado e desproporcional de negros atrás das grades hoje por lá. O documentário enumera de forma brilhante o que cada governante norte-americano fez - ou deixou de fazer - para que a situação chegasse ao ponto atual, passando pela  divulgação dos recorrentes casos de violência policial contra a população negra noticiados recentemente.

E, novamente, não é a primeira vez que o serviço de streaming usa suas produções para fazer críticas à situação da população negra. Em Orange is the New Black, a morte de Poussey, esmagada por um despreparado policial branco, não foi aleatória. Quando a personagem fala diversas vezes que não consegue respirar, é impossível não lembrar do caso real de Eric Garner, homem negro, obeso e asmático morto exatamente da mesma forma por policiais. O crime aconteceu no dia 17 de julho de 2014, em Staten Island, Nova York, quando um oficial da New York City Police Department (NYPD) estrangulou o homem e o vídeo da ação foi parar na internet. Samira Wiley, que interpretava Poussey, deu uma declaração inspiradora sobre a cena da personagem. “É uma morte absurda, mas não foi uma decisão descuidada por parte da série. Ela ecoa muitas mortes que aconteceram no ano passado como Eric Garner, Mike Brown. Eu quero que as pessoas fiquem chateadas, mas quero que elas fiquem chateadas pelo fato de isso acontecer na vida real”.

Além de denúncias, outra bandeira que a Netflix vem trabalhando é a da representatividade. No universo de Luke Cage, vemos um elenco majoritariamente negro nos mais variados papéis, desde mocinhas que arrasam no basquete até vereadoras corruptas. A série The Get Down, outra produção excepcional, é ambientada no Bronx dos anos 1970 e expõe de forma nua e crua o contexto do surgimento daquilo que hoje conhecemos como cultura hip hop. Uma das comédias mais elogiadas do serviço de streaming nos últimos tempos é Chewing Gum, que faz humor de forma impecável sem deixar de pontuar os problemas enfrentados por mulheres negras da periferia de Londres. Além dessas, é impossível não lembrar que existe um arco inteiro em Sense8 ambientado em Nairobi, a ótima Vaneza Oliveira sendo a melhor personagem da brasileira 3%, e Titus, o negro gordo e afeminado que tomou a comédia Unbreakable Kimmy Schmidt para si - estrelando sozinho inclusive o último teaser da série fantasiado de, adivinhem só, a Beyoncé do Lemonade que citamos lá no começo.

É desconfortável para um mundo que há apenas um século aplaudiu O Nascimento de Uma Nação, filme que retratava negros como animais e glorificava a Klu Klux Klan, sentar em frente ao sofá e ver que os dois primeiros - e únicos - brancos dos primeiros episódios de Luke Cage são as pessoas de moral duvidosa da série. O teaser de Dear White People ofendeu por colocar uma mulher negra dizendo que não deveria ser aceitável que brancos ridicularizem negros. Muita gente branca ainda não está preparada para ouvir alguém negro colocando o ponto de vista dele para enumerar o que alguém pode ou não fazer - eis o racismo subconsciente.

"Netflix anunciou um novo programa anti-brancos (Dear White People) que promove o genocídio branco. Eu cancelei minha conta, faça o mesmo. #NoNetflix"

O vídeo de 35 segundos de Dear White People já passa de 4 milhões de visualizações, sendo que mais de 390 mil usuários deram dislike no post do YouTube em protesto. Justin Simien, diretor do filme e roteirista da adaptação, foi certeiro ao se posicionar quanto à polêmica em suas redes sociais. “A igualdade é sentida como opressão pelos privilegiados e, portanto, três palavras benignas os colocam em uma luta por sua própria existência, mas eles não estão em perigo real. Qual é o meu papel como artista? Criar Histórias. Histórias nos ensinam empatia. Nos colocam nas peles de outras pessoas. Então conte sua história. Saia do armário. Escreva sua tese. Diga a verdade inconveniente”, disse. No fim das contas, o boicote de Dear White People ironicamente só reforça a tese de Simien por trás da necessidade de produções do tipo. Em tempo: a série estreia dia 28 de abril.

 

pode haver qualquer tipo de embraquecimento, em qualquer lugar. Mas o lance do pó de arroz é uma mentira.

Oh meu velho, tá viajando nos anéis hein. Ainda hoje a tentativa de embranquecimento é uma coisa real, no futebol de hoje até Neymar já entrou em negação sobre ser preto. Em outros países como a Jamaica, se usa até mesmo alvejante para clareamento. Estranho esse raciocínio e conto da carochinha.

Tem razão.

Só não vê quem não quer.

Tudo bem amigo, vc tem razão, a Netflix está entre as companhias que comandam o mundo. Junto às petrolíferas, construtoras, siderúrgicas, farmacêuticas, alimentícias, etc...

Vai falar que a Netflix não é influente pra AT&T, que é uma das maiores fornecedoras de internet dos EUA e que comprou a Warner pra concorrer com a Netflix.

provavelmente você acredita também que Nilton Santos pediu a contratação do Garrincha pra não ter que marcá-lo no Botafogo. Mentira. Sempre pesquise sobre folclores do futebol.

mais um caindo em conto da carochinha. Isso é uma das grandes mentiras do futebol. O tal pó-de-arroz foi do jogador Carlos ALberto, do Fluminense. Que usava o artifício PARA FAZER A BARBA. o jogo era Flu x América, Carlos ALberto tinha saído do time vermelho para o tricolor das Laranjeiras, a torcida do América viu o pó USADO PARA FAZER A BARBA DESDE OS TEMPOS DO AMÉRICA escorrer por causa do suor e soltou o grito de pó-de-arroz para provocar. A torcida do Flu abraçou o apelido desde então.

Que depende do fornecimento de energia elétrica e de internet pra funcionar... Quem domina o mundo não é tão evidente assim

A radialista que fala sobre respeito mas diz que está tudo bem se a fantasia for de enfermeira put@...

Só é o serviço de streaming mais influente do mundo. Só.

“programa anti-brancos que promove o genocídio branco” SUAS DEFINIÇÕES DE CRIANCICE FORAM ATUALIZADAS COM SUCESSO

Ok, vc tem razão.

Parabéns ao Omelete por ignorar completamente o background do autor da série. Em resumo, vai tomar no CU.

Entendo que você tentou de forma rasa distorcer tudo o que falei, seguindo essa sua lógica doentia, a punição contra o roubo, por ter sua base no roubo é invalido. Não é questão de generalizar existem 2 tipos de pessoas que seguem esses movimentos: As alienadas que não fazem noção da real finalidade desses movimentos (Idiotas uteis) e as canalhas que sabem e ainda continuam nesses movimentos segregacionistas de puro odio

E o movimento contra o marxismo tem sua base no marxismo? Sim, se levarmos em conta que ele só existe pq existe o marxismo, logo ele tbm é puro ódio. Assim, vc tá agindo com o mesmo ódio que critica. Entende o paradoxo da generalização?

Rapaz, encerro minha discussão aqui. Se eu guardo minha perspectiva pra mim ela nunca vai ser privada? Vc tem razão em tudo e eu que viajei, de fato não existe direito à saúde kkkkkkkk

Cara, a Netflix está longe de ser dominante do mundo, maaaaaassss muito longe.

Simples, todos os movimentos tem sua base no marxismo, e este é puro odio

Feminismo é um movimento de ódio, sua base é no odio, as escritoras classicas pragavam o ódio, desculpa mas essa é a realidade, tanto que hoje em dia a maioria das mulheres não se sentem representadas pelas feministas, elas são apenas uma minoria barulhenta

A Netflix é uma das grandes corporações do mundo, ela é um dos "dominantes" do mundo, e eu não apoio ela. No meu comentário abaixo fica mais claro a minha opinião.

Perspectiva é pessoal, mas nunca será propriedade privada - no sentido de posse-, assim como ideias, emoções, culturas, hábitos, enfim. E o Estado não agride as pessoas desta forma, pois não existe direito à saúde, isto é um serviço. Contudo, supondo que sim, ele ainda estaria agindo de maneira arbitrária, pois escolheu não construir hospitais. Mas, de qualquer maneira, ele agride tomando do individuo seu dinheiro, por meio dos impostos, tomando dele sua propriedade deliberadamente.

Aqui no Brasil existiu o tal 'pó de arroz', usado até por jogadores que tinham Jogos transmitidos pela tv. Em casos assim, gente racista se contorce com a verdade escancarada.

Existe diferença entre privado e pessoal. Você tá confundindo alhos com bugalhos. A sua perspectiva de mundo é pessoal, se guardada para si, é privada. Porém, quando você expõe sua perspectiva ela já não mais privada, mas pública, você a tornou pública. Ah, fulano disse isso, etc... E existem agressões sem agir deliberadamente, como por exemplo, quando o Estado deixa de garantir a saúde dos cidadãos não construindo unidades de saúde. Por omissão, o estado agride o direito básico à saúde. Uma agressão comissiva por omissão.

Não tem haver com ideologia política amigo. Ser contra a luta de pessoas negras conseguirem igualdade de direitos e oportunidades na sociedade não é uma simples opinião contrária, é uma opinião racista de alguém que não suporta a ideia de tal luta contra o o status quo racista.

É, é sim. Inclusive, têm diálogos na série que justamente denotam isso. O como certos grupos são tratados de formas sutis (ou mesmo escancarada) pela mídia em geral com algum tipo de preconceito. E como a outra parte do público não percebe isso por essas coisas não mexerem com sua zona de conforto.

Então explica aí como é super justo e aceitável "ser contra" uma série com uma mensagem tão clara como "chega de usar um grupo de pessoas como piada". Tem coisa que não é opinião nem liberdade individual, é só babaquice e preconceito mesmo.

Uma tirinha de quadrinhos dizia que "Nada de bom vem após o Mas". É verdade. E exemplos não faltam para isso, seja no preconceito racial, social ou sexual.

Se perspectiva fosse propriedade privada, este caso poderia ser considerado, contudo, a perspectiva dele não foi roubada, muito menos violentada, ele continua com ela, tanto que pode fazer criticas daquilo que não lhe convém. Além disso, agredir é, fora o que já disse, agir deliberadamente, veja: posso servir este prato para o chefe romano porque é o que estou habituado a comer, ele pode se sentir ofendido, mas não pode me culpar.

A famosa situação do não tenho preconceito mas... A verdade geralmente é incomodá pra quem aceita só a sua visão.

Ue, mas você acha ofensiva essa série? E contra ela? Apóia o boicote? Porque isso é ridículo

parece ser uma série muito boa, não vejo a hora de conferir

Generalizar é algo muito ruim. Como você pode falar que TODOS os movimentos tem sua base no ódio? Com todo o respeito, mas você generalizando assim tá pior que o Marx.

Rapaz, o problema é que andando assim você ainda toma um esculacho da polícia e é levado para um passeio por não portar documentação. E eu te entendo, quando morei em uma grande cidade, à noite quando precisa de andar de busão ou à pé, já tinha o kit, identidade, celular barato, bermuda, aqueles macboot, camiseta. Difícil ladrão parar pra me roubar, na verdade o pessoal branco atravessa a rua para não cruzar comigo na calçada. Sensação ruim, mas compreensível. O temor ficava pelo esculacho da polícia, mas como universitário de direito, conseguia desenvolver um diálogo com eles, não antes de tomar um esculacho, um tapa na cara, etc...

Nessa época que o branco foi escravizado foi a mesma que o negro era executado, pois não era considerado humano. Belo argumento de defesa!

Se você tem o currículo exatamente igual de 4 pessoas, um homem branco, um homem negro, uma mulher branca e uma mulher negra. Só tem uma vaga na sua equipe, quem você contrataria? Esse é o privilégio de fazer parte de uma etnia dominante e a chaga de existir etnia dominante!

Você acha que o mundo em que vivemos é justo? Se sim, ok! Se não, me diga, quem você acha que manda no mundo injusto que vivemos? Os dominantes deste injusto mundo, você vê eles fazendo alguma coisa para acabar com a injustiça ou eles preferem aumentar seus respectivos poderes e influências? Acho que você esqueceu destes pequenos detalhes na sua análise.

Ofensa é uma agressão, agora se ela é um ilícito, isto já é outra história. Um exemplo tosco para visualizar a diferença de conceitos: Para um chef renomado, comer arroz, feijão, carne e ketchup pode ser uma ofensa para o paladar dele e uma agressão à perspectiva do que ele enxerga sobre a culinária. Todavia isto não é uma agressão criminosa.

Há dois anos, acho, que o Omelete usa uma lista negra de palavras no Disqus e manés achando que tem alguém que fica 24h por dia monitorando comentários.

O assassinato é o ato de consumação do ódio muitas vezes, já eu não subestimaria a maldade das pessoas, olha o caso da mulher que foi queimada em frente o filho de 2 anos por ser considerada bonita pelo desafeto, ou aquela porrada de casos de garotas que são espancadas e torturadas na escola por serem bonitas também, tudo mata, por muito menos ou por muito mais, as pessoas morrem, e o ódio e a discórdia continuam a serem semeados.

Por isso eu gosto de South Park que ofende todo mundo igualmente.

Só tem post a favor da matéria, pelo visto a boa e velha democracia esquerdista passou por aqui excluindo todas as opiniões contrárias...

O bom na netflix é que você assiste o que quiser. Se no final de semana o cara escolhe se indignar em vez de relaxar, é simples: Escolha um lado, esquerda ou direita, flamengo ou fluminense, branco ou preto... pegue seu piquete virtual e espalhe seu veneno pela rede. Eu continuo orgulhosamente ignorante a discutições bipolares e sigo minha vida normalmente. Se ofendeu porque vivo em "cima do muro"? me processe.

a babilônia em chamas.. se é que você me entende.

KKKKKK.nada a ver velho.um monte de séries que falam do assunto e eles vão criar polêmica com essa porque se sentiram ofendidinhos.quero mais é que esses brancos se fodam.

will smith ficou conhecido como rapper, estourou num seriado, virou astro de cinema e é amado por todos. nossa! quanto sofrimento! e existe algum medidor de privilegio por acaso? Os anos de estudo e esforço que me levaram a ser um dos primeiros de todas as turmas aparentemente foram secundários, não é? privilégio e opressão são termos que a "new left" usa para gerar luta de classes e inversão de valores já que o bom e velho "burgues x proletariado" está antiquado. o proprio Lil Wayne falou que não dá a minima para o Black Live Matters porque é um negro rico em um país supostamente racista. Como aconteceu essa mágica?

Não vi nada demais.

Agressão é violação do direito natural de propriedade, se não houver violação deste direito, não é agressão. Palavras, séries ou fantasias, como neste caso, não podem ser caracterizadas deste modo, pois abriria uma grande brecha, até porque, a definição de ofensa muda de pessoa para pessoa, por exemplo: "Eu me ofendi com esta matéria do Omelete, exijo que seja retirada" Estou dizendo que a matéria me ofendeu, logo tenho total direito, mas como as pessoas podem provar que não estou realmente ofendido? Veja outro exemplo: "Seu turbante me ofendeu, exijo que pare de utiliza-lo" Compreende?

sinceramente, acabei de ver que meu comentário foi censurado!!!

De fato, bem escrito.

Amigo. Disqus é um sistema automático de comentários, que não é do omelete e que não tem moderação. Menos na conspiração.

Vamos inverter a pegunta. Apesar de estarem onde estão, o quanto apanharam física e/ou verbalmente ? E você, mesmo não tendo o talento deles, o quanto foi privilegiado por ser branco? Tiverem eles, que batalhar mais por causa da cor, para alcançar o status onde estão? No mais, evidências anedóticas como a sua, não ajudam em nada o debate

E nem deveria se ofender. Blackface possui um histórico bastante racista. Sobre os exemplos que deu, uma diferença importante é: pessoas são assassinadas pela sua cor, orientação sexual, religião. Não são assassinadas pela barba, abdômen, entre outros.

Cara, agressão não é apenas física. Existem diversos tipos de agressão, como a verbal. Nesse caso, é sinônimo de ofensa e portanto, passível de crime. Ainda dentro do seu texto, blackface se torna uma agressao, porque o sujeito, agride sua moral. Também passível de crime. Eu entendi seu texto rs, mas precisava fazer essa pontuação.

Gostaria que fosse tão fácil assim. Na era da conectividade, a empatia (se colocar no lugar do outro) é cada vez mais escassa. A "frieza" da internet faz com que as pessoas se importem cada vez mais com o próprio umbigo, sendo egoístas e egocêntricos. Essas pessoas não estão foram incentivadas a exercitar a empatia quando mais novas - ler livros ficcionais e (auto)biográficos, por exemplo - e acaba nisso: pessoas que se sentem animais encurralados aos confrontar uma verdade que os pais não ensinaram, que ninguém nunca lhes disse que estavam errados. Diga a alguém que está errado e faça desse alguém seu inimigo. Lembrando: quanto mais diferenças existem entre o reclamado e os reclamante, maior o risco de intolerância.

Quanto o Soros paga ao Omelete pra promover essas esquerdices?

Os próprios argumentos deles. A última parte é minha, eu nem dei dislike, mas a maioria das séries da Netflix é assim, sem aspectos universais, pegam uma contemporaneidade e a série só se desenvolve no moralismo. Eu não sou branc0, mas pelos fóruns que frequento, a maioria do pessoal reclama disso: Branc0 vilão pra engrandecer o negr0, porque os produtores não tem culhões ou habilidade de desenvolver personagens negr0s sem denegrir o branc0 e ele conseguindo superar uma tragédia r4cial ou algo do tipo. A Escuta é brilhante porque ao contrário das séries da Netflix, sabe desenvolver personagens e teve os melhores personagens negr0s da TV, pois desenvolveu eles com arcos extremamente diferenciados, sem maniqueísmo e com uma realidade absurda, e ainda conseguiu ambientar assuntos r4ciais com muita força, sutileza e habilidade, algo que a Netflix nunca conseguirá fazer.

A igualdade é sentida como opressão pelos privilegiados Disse tudo nessa frase

#GONetflix isso sim!

Absurdo a quantidade de dislikes a geração mimi é desprezível , até nisso a Netflix acertou tapa na cara dessa geração.

Bolsominions, cara, bando de moleques leite com pera que ainda moram com a mamãe e acham que estão mudando o mundo ao negativar vídeo no YouTube e cancelar Netflix. Só cortar o computador, o celular e o vídeo game dessa molecadinha que eles vão aprender.

Como se a população fosse realmente unida antes de existirem movimentos sociais. Todo mundo cantando junto e vivendo num mundo alegre sem preconceito. Aham...

e como tem! Chega a dar nojo.

O problema é que atualmente nos EUA todo mundo esta se ofendendo por qualquer coisa. Chris Hemsworth (o Thor dos filmes da Marvel) teve que pedir desculpas no Twitter por ter participado de uma festa a fantasia com tema de faroeste fantasiado de índio. Justin Timberlake também teve que pedir desculpas pelo "crime de apropriação cultural" por ter dito que Jesse Williams o inspirou. Um estudante branco foi barrado numa universidade por uma mulher negra por estar usando dread locks, o que seria "crime de apropriação cultural", vejam este vídeo no link abaixo se acham que eu estou exagerando: https://www.youtube.com/watch?v=jDlQ4H0Kdg8&feature=player_embedded

Sorry God....😑

FOCA EM MIM!!!!!!!!!!!!

A primeira parte de seu comentário (sobre a maioria que deu dislike) é baseada em uma pesquisa ou o quê? Só pra saber.

Gabe: So, Sam, how would you feel if someone started a "Dear Black People"? Sam White: No need. Mass media from Fox News to reality TV on VH1 makes it clear what white people think of us. Achei engraçado você abordar o possível termo, considerando esse diálogo do filme que deu origem a série. Só isso, hein? Não vá me bater!

oi?

A mesma galera que diz que "o mundo está ficando chato" ou que "todo mundo se ofende com tudo" é a mesma que xingou a Netflix por causa dessa série.

Ofensa não é agressão! É antiético? Sim. É idiota? Sim. Mas não é agressão. Se pessoas brancas se ofenderam com o teaser, F0da-se,não importa, não podem pedir, implorar ou se espernear para que a produção não seja lançada. O máximo que podem é fazer é chorar. Entretanto, blackface também é ofensa, logo, também não é agressão. É antiético? Sim. É idiota? Sim. Mas não é agressão. Eu não posso pedir, implorar ou me espernear para que as pessoas parem de se fantasiar da maneira que desejam, mesmo que seja muito, muito imbecil.

O bom é que é por posts assim que você descobre como tem nerd preconceituoso/racista por aqui...

O legal é que basta nos alegarmos como "extremos" conhecedores para deslegitimarmos as causas de quaisquer movimentos independente do reconhecimento das inumeráveis diferenças que existem mesmo dentro deles.

Complicado essa coisa de você se referir a uma raça inteira, eu sou branco e não estou pessoalmente ofendido, o que a garota falou não tem absolutamente nada demais(nada demais no sentido de me ofender, acho a mensagem importante sim!), mas quando você generaliza, você vai separar as pessoas negras das brancas de certo modo, "dear racist people" ou "dear racist white people" talvez? UAHSUAHSAUSHAUHSAUHSAUHS sei lá, se não é a cor da pele, vai ser a sua opção sexual, a sua religião, o seu sexo, a sua barba, o seu nível de gordura corporal, o seu abdomen trincado , etc.... as pessoas vão sempre se dividir e brigar entre si, eu aceitei a minha realidade.

O pessoal que deu dislike (a grande maioria) não são nacionalistas branc0s, na realidade eles são contra a prática de colocar minorias contra branc0s, sendo os branc0s sempre os vilões ou racist4s, porque é a única forma deles conseguirem fazer uma história ou dar "empatia" a um personagem negr0. A maioria das séries da Netflix, incluindo as do texto, não se apoiam em assuntos universais e ainda conseguem dialogar com o cotidiano como as boas séries conseguem, elas simplesmente se apropriam de um debate ou controvérsia do momento e com uma maniqueização das raças, conseguem somente passar a impressão de mais uma série moralista, sem característica própria, feita somente para o momento e efêmera, ao contrário da causa que é muito mais complexa que as abordagens que eles oferecem.

TOM HARDY DAQUELE JElTlNHO <CODE>http://static.thesuperficial.com/uploads/2016/02/tom-hardy-naked-penis-0209-08-420x560.jpg

Um dos melhores textos que li aqui. O filme é muito bom, espero que a série mantenha a qualidade.

Excelente texto. Dia 28 de abril tou assistindo.

ou seja se 3 negr0s aparecem na tv, acabou o racism0

Quando olho para Will Smith, Beyonce e Snoop Dogg, não me vejo estando no lugar deles porque não tive as mesmas oportunidades e nem tenho o mesmo talento que eles. Por acaso a cor deles os privilegiou?

a reação absurda a esse video da Netflix ocorre após a porcaria da MTV lançar um video dizendo como os brancos deviam se comportar, o qual foi esmagado por muitas críticas. Ou seja, o timing da Netflix foi péssimo. Muita gente nem sequer viu a porra do vídeo deles e saiu negativando.

sabia que o Omeleft não teria coragem de postar minha "crítica". covardes.

Já eu achei que o autor usou o texto muito mais pra exaltar o quanto a netflix é maravilhosa e fod0na do que qualquer outra coisa. E pelo menos o Hessel não da muito sp0iler.

Sendo que não citei "opressão" em lugar nenhum. OK

Ninguém tá acima de críticas. Só que existem certos privilégios e vantagens que uma certa parcela da população recebe enquanto a outra é deficitária de diversos direitos inalienáveis por arbitrariedade da sociedade e da própria lei. Ninguém toma a mesma pedrada quando faz merd*. E quando não se faz merd* ou é vitima de uma, se toma uma pedrada. Então fica a pergunta pra quem odiou o teaser, que vai xingar muito o Omelete, a Netflix, e o diretor da série: Se vcs acham que esses movimentos sociais "querem privilégios", que essa série "incita genocídio branco", então se deve baixar a cabeça e aceitar ser cidadão de segunda classe?

Artigo perfeito! Detonou Rafael!!!

Que artigo maravilhoso. Parabéns Omelete. Cada dia sou mais fã do trabalho de vocês.

Ótimo argumento

De 35 segundos de uma série à genocídio branco é um salto enorme.

Por mais artigos assim! Parabéns ao autor Rafael Gonzaga, por fazer um texto conciso, pontuado e informativo, sem soberba de querer ser o mais culto/inteligente da parada (Hessel sou seu fã, mas vc as vezes da muita bola fora com suas viagens maconhísticas).

mas ae q tá, isso é história. claro q a reação desse povo foi retardada, mas sabe, pessoas são hostilizadas por uma caralha de razões. os humanos são agressivos naturalmente. hoje em dia ta mais pra, "coitado de quem não é rico pacas". enfim, a série parece q vai ser da hora

Eu realmente não entendo essa reação absurda gerando boicote e tudo mais... O pior de tudo é que a gente vem aqui e lê comentários igualmente absurdos! Como pode existir gente tão ignorante em pleno 2017? Ah, mais uma coisa, RACISM* INVERSO NÃO EXISTE!

ah, então heueh

Sim, no final do comentário falei que racism* inverso não existe.

netflix é foda. pena q ainda não paguei, e vou ficar sem por um tempo

teste

QUEIMEM TODOS OS BRANCOS !!!

Pela reação e pelos comentários daqui, essa série é mais do que necessária nos dias de hoje.

"Netflix é f0da." "Netflix é o cara" "Netflix é a melhor coisa da vida" Só faltou o "informe publicitário" E podia ter avisado do sp0iler, né?

"Panteras Negras, grupo que lutava por igualdade racial nos EUA" HSAUSAHSAUSAH

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