Dear White People
Séries e TV - Drama, Comedy
Cara Gente Branca (2017)
(Dear White People)
  • País: US
  • Classificação: livre
  • Estreia: 28 de Abril de 2017
  • Duração: indisponível

Dear White People - 1ª Temporada | Crítica

Justin Simien aprofunda discussão sobre racismo através de uma narrativa didática e deliciosamente incômoda

Depois de várias produções denunciando o racismo de formas subliminares, a Netflix resolveu comprar de vez essa luta e lançou Dear White People, série onde o antagonista principal não é um vilão com superpoderes ou um político higienista, mas uma estrutura social invisível e ao mesmo tempo absurdamente sólida. O serviço de streaming já faz sua parte na representação étnica e na discussão com sensatez de problemáticas raciais com programas como The Get Down, Luke Cage Chewing Gum, mas Dear White People finalmente levou para a televisão uma aula didática sobre como, onde, como e o que é preconceito racial.

A série é uma adaptação do filme Cara Gente Branca, premiado em 2014 no Festival de Sundance, e gira em torno de um grupo de alunos negros que se sentem frequentemente desrespeitados em uma universidade onde a maioria dos estudantes são brancos - como qualquer instituição com caráter elitista. Justin Simien, diretor do filme e roteirista da adaptação, conseguiu na série ter mais tempo para discutir e se aprofundar pedagogicamente em outras problemáticas relacionadas ao racismo de forma absolutamente brilhante.

A premissa da inquietação na trama é uma festa blackface, onde os estudantes brancos usam seus referenciais de pessoas negras de formas alegóricas e satíricas como fantasia. A série, inclusive faz questão de pontuar que esse é um hábito comum: brancos ocidentais frequentemente usam outras manifestações culturais, sejam elas asiáticas, latinas, indígenas, negras, ou qualquer coisa que não seja branca (ou alguém já viu uma festa à fantasia cuja temática fosse a de imitar pessoas brancas?), de forma caricatural para se divertir sem se preocupar com o tipo de estereótipos que estão ajudando a alimentar nesse processo.

Infelizmente, o próprio assunto-base do programa impede que os principais beneficiários dessa discussão sejam atingidos - as pessoas que mantém comportamentos preconceituosos, mas que se recusam a ouvir e aceitar isso. Como a própria série mostra, existe um incômodo no agente do preconceito em ser identificado como preconceituoso - ninguém, ou quase ninguém, quer estar do lado dos vilões de uma equação binária. Na trama, quando o personagem interpretado por Marque Richardson pede que seu amigo branco não use a palavra “nigga” em função do histórico pejorativo que ela carrega, ele automaticamente se ofende por ser identificado como alguém com potencial de ser ofensivo. A cultura racista faz com que o jovem branco se incomode menos com a possibilidade de ter ofendido o amigo e mais com o fato de ter sido alertado pelo comportamento racista. E é isso que a série mostra que o tempo todo dá combustível ao racismo: uma escala de poder onde as pessoas estão acostumadas a toda e qualquer necessidade branca se sobrepor às demandas negras.

De forma genial, a cena que começa com uma discussão onde negros pedem para não serem ofendidos e brancos dizem estar se sentindo censurados por, resumidamente, não poderem ofender, termina com a polícia invadindo a festa e escancarando até onde vai o racismo. Um policial interrompe a briga e direciona todos os questionamentos para o primeiro negro que encontra, colocando em dúvida que o rapaz pudesse mesmo ser um estudante daquela instituição e apontando uma arma para ele após sua revolta ao ser o único obrigado a se identificar. A situação acontece no quinto episódio da trama, que começa com os amigos de Reggie cobrando que o rapaz esfrie um pouco a cabeça e pare de viver cada segundo de sua vida em prol da militância. O que a cena mostra é que é impossível se desligar da luta quando ela está estampada na pele o tempo inteiro: sair na rua é um ato político para um indivíduo que a qualquer momento pode ser discriminado em função de uma característica intrínseca sua.

Além disso, a série faz um trabalho magistral ao conseguir tratar com certa ironia alguns dos comportamentos dos envolvidos na militância em ambiente acadêmico sem deslegitimar nenhum dos inúmeros mecanismos de quem luta por igualdade. Samantha White (Logan Browning), Reggie (Marque Richardson), Troy Fairbanks (Brandon P Bell), Colandrea “Coco” Conners (Antoinette Robertson) e Lionel (DeRon Horton) são os cinco negros protagonistas da trama e, de certo modo, cada um deles lida com a opressão de uma forma diferente - todas elas justificadas pelas suas experiências prévias.

Quando se condena Samantha por ser supostamente exagerada, a própria série pontua que é necessário que pessoas como ela existam para que moderados como Troy, o filho perfeito do reitor, sejam vistos como o meio-termo razoável e a luta por direitos, pelo menos, avance. Se a postura da estudante de audiovisual não existisse e as demandas de Troy fossem o máximo exigido, seria ele o radical da história. Outro ponto interessante da série é que pode parecer fácil, por exemplo, acusar Coco de ser uma vítima passiva em um primeiro momento, mas a acusação que se mostra superficial quando, no quarto episódio, é revelado que a jovem viu amigos e parentes serem mortos em função da etnia e, em função disso, optou por lidar com o racismo de outras maneiras.

Coco, aliás, é uma das melhores personagens da trama. A jovem ambiciosa aborda questões próximas de quem é envolvido na militância negra, como a discussão do colorismo (a ideia de que quanto mais escura for a pele de alguém, mais a leitura social afasta o indivíduo dos privilégios sociais dos brancos, mas que, se não for bem discutida, pode gerar sectarismo dentro do próprio movimento negro) ou a questão da solidão da mulher negra (quando Coco amarga sozinha enquanto se vê sendo preterida em relação às suas amigas brancas em uma festa). Antoinette Robertson faz um ótimo trabalho ao mostrar as contradições da personagem sem deixar que as justificativas delas soassem levianas ou menores do que deveriam. A forma como Coco lida com o racismo é um modo de defesa fruto de como a sociedade fez ela se sentir em inúmeras outras situações.

Dear White People aborda ainda outras questões referentes ao complexo universo do racismo, como relacionamentos interraciais e apropriação cultural. Não é por menos que a série é tão certeira: o time de diretores que colaboram com a atração já tocam em temas vitais ao debate do preconceito racial há algum tempo. A diretora do quarto episódio é Tina Mabry, responsável pelo longa Mississippi Damned, que fala sobre a vida de três crianças negras lidando com o ciclo de abuso, vício e violência familiar. No quinto episódio, temos a direção de ninguém menos que Barry Jenkins, nome à frente do ganhador do Oscar Moonlight.

Como ser vítima de um sistema de opressão não impede ninguém de ser o agente da opressão em outro, infelizmente a série esbarra em alguns problemas ao falar, por exemplo, de orientação sexual. Ainda que isso não tire a legitimidade de Dear White People em todos os debates que levanta, ela desliza quando resume a jornada de autodescoberta de Lionel, um dos melhores personagens da trama, ao clichê do gay tímido apaixonado pelo amigo hétero com o qual nunca terá chance - é esse tipo de estereótipo que faz com que heterossexuais desenvolvam a lógica preconceituosa e arrogante de que gays, lésbicas e bissexuais vão atacá-los na primeira oportunidade. Aliás, falando em bissexuais, a série elimina qualquer possibilidade de bissexualidade ser vista como algo normal quando um dos diálogos da trama diz que a professora que mantém um caso com Troy “não é lésbica quando está na cama com ele” e retrata a dupla de estudantes de teatro dentro de uma lógica dicotômica.

Apesar disso, tendo em vista que a série é sobre conflitos raciais, é interessante como Dear White People pincela feedbacks de como outros grupos étnicos se sentem perante estereótipos criados por brancos. As manifestações dos asiáticos na trama são tão certeiras quanto a dos negros. O próprio ponto de vista de Gabe Mitchell (John Patrick Amedori) é interessante por mostrar que ele, ainda que ocasionalmente se desagrade com algumas coisas, entende que o seu incômodo pontual é muito menor do que o conjunto de privações e constrangimentos vividos pelos seus companheiros negros o tempo todo. E (importante!) a série não o glorifica por isso, nem o eleva ao status de herói só por ser alguém razoável.

A série talvez atinja muito mais quem já está familiarizado com a discussão do que quem precisa urgentemente se inteirar sobre o assunto. Dear White People tem o poder de desobstruir ouvidos brancos para a voz de pessoas negras. A série mostra que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, estruturas de poder são menos sobre indivíduos e mais sobre grupos sociais. Se o rapaz branco na festa decidisse não falar mais a palavra “nigga” não por ter sido proibido, mas por simplesmente não estar disposto a ofender alguém de forma gratuita, certamente não veria o amigo na mira de uma arma unicamente por ele ser negro. O drama da série está muito mais no fato de que, ao contrário das fantasias na festa blackface, os brancos do programa não são caricaturais: existe muita gente que, assim como o editor do Pastiche, não entende que não há horizontalidade em comparar atacar negros e atacar brancos pelo simples fato de que negros já estão sendo atacados o tempo inteiro, ainda que seja difícil ver isso do alto da zona de segurança branca. E Dear White People ainda vai precisar de muitas temporadas para fazer isso claro na cabeça dos inúmeros potenciais leitores da Pastiche que existem por aí - que venham as próximas.

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Séries e TV
 

Eu só discordo contigo no sentido de que na falta de empatia que tens, e por nao entender opressor e oprimido vc opta por se tornar inerte. O problema persiste, nao porque vc ve o mundo dessa forma, mas pq vc nao articula teu ponto de vista, como vc fez aqui (parabéns pelo comentário por sinal). Eu, pessoalmente, já sofri muito preconceito (seja ele ativo - claramente ser chamado nomes por minha cor ou origem - ou passivo - quando a dúvida de um ato ou sucesso é posta à prova por causa da minha cor ou origem), e ele ainda está aí. Algumas pessoas se sentem mais intimidadas em expressá-lo, porque luta contra o preconceito ganhou voz ativa. E pra mim é isso que a série é: A capacidade de lancar a discussao. De fazer o outro lado entender o problema. Explicitar as dificuldades e empatizar com o oprimido. Eu tive várias discussoes sobre o tema com pessoas que nao o entendem, mas uns se esforcam, outros se tornam inertes, e alguns renegam. O negócio é que no final, estamos debatendo o assunto e eu, sinceramente, gostaria de mais séries e filmes que permitissem que essa discussao nunca termine.

pra mim é simples, falou vitimista é racista. foda-se.

o pré-conceito já começa quando você inicia um texto falando sobre pré-conceito..

taxista é foda pera aiiiii...

Veja o filme cara de 2014.. se curtiu veja a série.. eu vi achei bem esquecível

Serie muito boa, o episódio 5 e foda, angustiante...

A série fala justamente disso

O que mais me irrita é quando a pessoa faz uma análise técnica e é rotulado de racista, homofóbico, machista, xenófobo, minarquista e taxista. É impossível dizer que um filme ou série são ruins, quando estes têm um claro engajamento político-social. Vide Caça-Fantasmas 2. O filme não tem identidade própria e é um pastiche mal elaborado e que vive à sombra do antigo, jogando referências desconexas da narrativa. Mas quem não gostou é machista. Tal qual essa série, que ainda nem vi, mas já leio adjetivos rasos para os que não gostaram da narrativa.

kkkkkkkkkk

tava tão bom lê os cometários até ler a sua bosta cagada na internet

doente

Mais uma série para os pseudo-lutadores do facebook ficarem postando só para falarem que são engajados socialmente. Não desmereço a série, até porque ainda não vi-assisti ao primeiro episódio e não gostei muito da narrativa. Mas, sim, critico aqueles que estão pouco se fodendo para o que a série está propondo, porém, querem pagar de intelectuais nas redes. Voltando a série: a narrativa dela eu achei bem irritante, porém, foi uma sacada muito bacana. Afinal, utilizou uma linguagem mais utilizada pelos jovens.

A série fez exatamente isso desenvolveu melhor os personagens e apresentou todas suas nuances. É muito boa.

E esse vitimismo aqui nos comentários? rs

falou tudo!

Tem gente que ainda fala que a série é apelativa, que é vitimista. É TAPAR OS OLHOS E OS OUVIDOS. MDS...como existe gente cega. Ainda bem que a série existe. Só é uma pena que quem realmente precisa assistir,a ignora, julgando erroneamente seu conteúdo e seu propósito.

Ser chamado de doente por adolescente que é fãzinho de diva pop e fala pisão e tombei é um baita de um elogio. Obrigado.

Oi?

E quando eles tem? O pedido para você se matar, você sabe... No fundo é o que ele acha que tem que fazer. Capitão Marvel, escuta essa 'esquerdista' aqui, vá procurar ajuda. Viver, mesmo sendo você, vale a pena.

Ainda é tão lunático que coloca socialismo no meio, doente.

E você aqui reclamando é o que? o maior vitimismo é o teu.

Galera toda se doendo por conta do titulo e nem chegaram a ver a serie, mereço viu, eu gostei bastante principalmente a partir do ep 5 que diga-se de passagem bem produzido.

Se você tão bosta assim, você não teria vindo responder...

Também achei excelente o dialogo!

The Boondocks -> Esta série.

O filme não me "pegou", não achei bem desenvolvido. Já a série tem me surpreendido, os problemas da comunidade negra norte-americana as vezes se parecem com os nossos e muitas das vezes a distancia de desenvolvimento social (primeiro e terceiro mundo) mostram as diferenças gritantes.

Pelo menos tive que rolar um pouquinho até achar esse seu comentário bosta. Talvez o comentariado omelético ainda tenha salvação...

o pré-conceito esta entranhado em nosso DNA, e enquanto não abandonarmos essa má ideia, relacionado com a "minoria"... sempre seremos: branquelos, neguinhos, viadinhos, crentinhos, nerdzinhos, pobrezinhos... amei a serie e amei a critica... omelete sempre o melhor site

Vim aqui só dizer q curti a conversa d vcs! Gente pensante conversando civilizadamente na áre de comentários de um site de internet é raro... Parabéns!

Essa msg é p Betotruco, Matheus Ramos, Jackson Brito: Deixem o doido falando sozinho gente!!! Peloamor! Vcs tão dando pro maluco o q o maluco quer!! Atenção! Ele deve tá batendo punheta na frente do computador enquanto responde vcs! E deve fazer o mesmo cmg! Mas achei q valia a pena avisá-los que vcs podem... simplesmente... ignorar... ;-) Abraços!

Eu falei que existem vitimistas mas nunca disse que preconceito não existe, isso é você que ta dizendo, mas nem vou discutir pq obviamente você é um cara que não enxerga isso, e até já começou a dizer falácias batidas como o salário das mulheres em relação aos homens. http://www.fee.rs.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/20150429tabela_recortehem1.png http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2093

Eu achei meio preconceituoso quando no primeiro episódio julgaram ela por se apaixonar por um cara, simplesmente porque ele é caucasiano! ;)

Vc não saber porra nenhuma da vida moleque!! As oportunidades não são as mesmas para todos! Só 1 imbecil pensa isso! E nem vou começar a falar da situação das mulheres... Pq elas tb não ganham como os homens e não são respeitadas qdo "agem" como eles... Saia dessa sua bolha e procure saber...

Mas eu sei claramente o que é! Mas é vc nessa sua bolha de internet e vida perfeita sabe?? Sabe o que é entrar em um lugar nas mesmas condições de outras pessoas e ser olhado de forma diferente por causa de sua cor? E nem só por causa disso... Da sua aparência? Bom, espero que não pq não é nada legal. O fato de vc achar "vitimismo" dá a entender que nao! Então esquece seu mundinho encantado e acorda pra vida pq essa porra de preconceito existe e nem todos tem as mesmas oportunidades e nem vou começar a falar da condição das mulheres! Se liga e procure saber!!

Eu acho que sei o suficiente da vida pra saber diferenciar preconceito de vitimismo, o que você pelo jeito não aprendeu.ainda.

Conta fake = conta criada em 2012 com meu nome nela, TA SERTO, ao meu ver o único perfil "fake" aqui é o seu. E não me enche mais o saco pq não discuto com iludidos que acreditam no socialismo então se fecha ai na sua utopia e continue acusando todo mundo que não concorda com vc de racista, ta indo pelo caminho certinho mesmo. Obs: acrescente um fascista e homofóbico na próxima vez que fica perfeito pro seu tipo de gente

Sempre tem que ter um racista que se esconde atrás de um perfil fake para poder atacar e ofender gratuitamente outras pessoas. A série teve 100% de aprovação do Rotten Tomatoes, que é o principal site de crítica e referências sobre séries e filmes. Além disso, um dos episódios da série conta com a direção de um dos ganhadores do Oscar do ano passado. Fique com a boca fecha antes de falar asneiras na internet otário.

E agora escreve o bostinha que não sabe nada da vida e acha que preconceito é coisa da cabeça das pessoas...

E agora chego o outro mimizento pra encher o saco e só fortalecer a ideia que a série é feita pra esse tipo de gente chata.

''A série talvez atinja muito mais quem já está familiarizado com a discussão do que quem precisa urgentemente se inteirar sobre o assunto.'' Infelizmente acho que o vitimista estava certo!

É, se engajar por coisas mais justas pode ser feito de várias formas, não precisa ser no grito nem na porrada. Pode até parecer meio estranho quando fazem isso, mas é que essas metodologias acabam criando um caos que chama mais atenção. O que muitas vezes só prejudica a lida, mas fazer o que, são seres humanos e seres humanos fazem as coisas de um jeito estranho as vezes. Também tudo bem seu jeito de ver o mundo, é seu direito inalienável não ter empatia, e as pessoas não podem mudar isso, né? E acho que você nem precisa se sentir estranho por isso, é uma tendência bastante difundida entre as pessoas no mundo tecnológico e globalizado de hoje. Só discordo um pouco no sentido de que alguém precisa depender do outro para dar alguma importância pros seus pensamentos ou atos dele. As vezes, podemos refletir sobre o outro, tentar um pouco entender ele, simplesmente porque ele é um companheiro de espécie humana, não porque devamos nada a ninguém ou porque precisemos de algo ou provar qualquer coisa. Então é isso. Na paz, Raz.

Não sei te responder se entendo o lado oprimido pq como disse é idiotice pq somos uma mesma espécie, se é assim que um oprimido se sente em relação a isso ok. Eu ja tenho uma certa maturidade de entender como o mundo funciona, então me dou ao luxo de simplismente desprezar o que não me acrescenta nada. Por exemplo, eu não to nem ai pro que o próximo pensa ou faz justamente pq não dependo dele pra viver e não sou responsável por isso, faço a minha parte e sigo minha vida. Na minha opinião, tentar forçar uma pessoa a aceitar que está errada quase tão agressivamente como ela te ataca é dar soco em ponta de faca. Enfim, não me pega esse assunto e acho perda de tempo pra mim. Agora se alguém acha válido lutar ok, tem meu respeito, mas pelo menos tentem fazer do modo certo e não somente querer gritar mais alto na esperança de que as pessoas entendam.

Chatooooooooooooooo

Colocaram o cara mais vitimista do Omelete para fazer a crítica de uma série vitimista, haja saco para ler um negócio desses.

Você é pardo men kk

É....mas pensa só, se você acha babaquice alguém ofender o outro por algum motivo desses, então você entende o lado do oprimido, pelo menos. E também pensa o seguinte: Eu posso achar que todas as pessoas são iguais, que é legal celebrar a diferença ao invés de desprezá-la, legal, bacana. A coisa é que uma boa parte do mundo não age assim. Então o problema persiste. Não foi o caso do seu comentário, mas eu já vi muitos outros mais ou menos assim: "Ah, eu acho que todas as pessoas iguais porque somos seres humanos! Então tá sussa!". A pessoa, por achar que ela é sem preconceitos, acha que o mundo está bom. Mas e o restante do planeta?

Não é sitcom. É uma série que relata a vida com humor. Deveria dar uma chance. É extremamente bem escrita, inteligente e importante.

Tenho uma certa dificuldade de entender esse sentimento tanto do oprimido quanto do opressor pq quando vejo uma pessoa seja ela quem for, ela é somente uma pessoa pra mim. Igual e pronto. Sempre achei babaquice ver pessoas ofendendo etnia ou opção sexual pq não faz sentido, ela tem as mesmas caracteristicas que fazem parte da espécie humana. É como um urso pardo tirar sarro do urso polar, no final é tudo urso. Dito isso essas obras sobre preconceito nunca me pegam, bem que eu gostaria de me surpreender como fui com o filme "a outra história americana" pela epifania de que na verdade o personagem era um imbecil e ele entendeu isso. Vou dar uma chance, mas já ví muita critica negativa sobre a qualidade como série, sem entrar no mérito do tema.

Quando eu assisti ao filme Cara Gente Branca, confesso que achei meio mal desenvolvido. Deu pra entender a proposta, mas acho que faltou espaço pra evoluir e pelo menos eu achei que o roteiro foi incongruente em alguns pontos. Quando soube que o filme ia virar série de TV, fiquei esperançoso de que a trama receberia o tratamento ideal e pelo visto foi o que aconteceu. Partiu maratonar já!

"levou para a televisão"???

Série excelente, e todo mundo precisa ver/falar dela.

Concordo com a crítica e concordo, principalmente, com a nota. A série é bem ácida, mas, é importante falar, não aborda um tema exatamente inédito: The Fresh Prince of Bel-air e Everybody hates Chris são exemplos de séries que fizeram o mesmo. Obviamente, por não se tratar se uma sitcom, Cara gente branca é bem menos leve que as séries que eu citei, sua comédia não é escrachada, mas garante sim algumas risadas (a sátira a Scandal é hilária). Aos temerosos, podem ficar tranquilos, a série não é maniqueísta. Os personagens, lindos por sinal, possuem defeitos e qualidades. A sátira atinge a todos. Todos os perfis comuns na internet são devidamente representados: tem os problematizadores, tem a turma para quem tudo é mimimi, tem o sensato, e por aí vai...

kkkkk Sei exatamente como é esse sentimento. É tão bom terminar uma discussão na internet com um agradável aperto de mãos.

Oi, tudo certo? Dear White People já foi assunto outras vezes aqui no Omelete - você chegou a ver o artigo sobre o teaser da série e a polêmica do #BoycottNetflix? Segue o link: https://omelete.uol.com.br/series-tv/artigo/dear-white-people-por-que-um-teaser-de-35-segundos-consegue-ofender-tanta-gente-branca/

Tamo junto.

Eu vi o filme que achei muito bom, cômico e crítico sem apelação, é uma combinação muito rara de acontecer. Em relação aso 13 por quês eu não consegui ver todos os episódios, mas o fato é que o povo se identificou com a série, ainda mais essa juventude brasileira.

Quantas pessoas razoáveis e educadas. Escutando o que o outro tem a dizer. Isso é tão raro hoje em dia que eu tô boquiaberta.

na vdd acho que a série é bem o contrário disso. ela critica os dois lados, inclusive esses pós-modernos militantes de hoje.

Até que enfim Omelete falou algo dessa série, depois de esgotar todas as forças falando da mediana 13 reasons.

A serie começa puxado tanto pra comédia que quase não da pra leva-la a serio, mas quando é preciso entregar tensão os atores brilham, o personagens Reggie Green(Marque Richardson) e Colandrea 'Coco' Conners(Antoinette Robertson) são incríveis, e não tem como não se apaixonar pela Samantha White(Logan Browning).

É uma pergunta curiosa. O Sowell sempre aborda as questões relacionadas ao tópico do ponto de vista institucional, mercadológico e histórico. Eu fico curioso para saber como ele abordaria o tema do ponto de vista cotidiano e, vamos dizer, pessoal, que é o foco da série (embora, claro, ela use o recurso do coletivo também para contar sua histórias, já que trata de comunidades dentro da universidade).

Olá, Toddy. É uma visão das coisas, claro. Mas não é um pouco preconceito imaginar que toda a série que aborde o tema preconceito tenha a ótica vitimista? Porque eu acho o Justin Siemen muito inteligente nessa questão. E convenhamos, o preconceito ainda existe. A abordagem na obra é muito mais individualizada, embora que tenham o discurso histórico nas palavras dos personagens, porque, naturalmente, um jovem politizado nos EUA teria aquele discurso. A série (e o filme), na forma de sátira, questionam também esses conceitos. E evidencia que estereótipos são mais sútis do que se supõem. Têm um caso da Samantha White, que é militante e com discurso pronto e tudo o mais, onde ela é forçada a ver que têm muitos gostos ditos da cultura branca, os quais ela nega por achar que isso lhe diminuiria a imagem da luta que propunha. A sátira está no fato considerar quase todo branc0 ou r@cista, ou desconectado dos problemas com negr0s. Mas porque ela faz isso? Nos EUA, o esterótipo do negr0 na mídia é muito forte. TV, música, tudo parecer girar em cima alguns poucos conceitos. Então a série coloca o branco nessa situação, como um estereótipo (mas de uma forma intencional) para ressaltar esses aspectos do dia a dia. O próprio Thomas Sowell, o qual você parabenizou um colega por citar, fala da questão r@cial nos sentidos mercadológicos e históricos, mas praticamente nunca abordou a questão pelo lado do dia a dia, da relação pessoa a pessoa. Claro, a proposta dele é diferente, certo. Mas assim como é a proposta da série. Portanto, a proposta da série é te perguntar: Se você se colocasse no lugar da outra pessoa, que se considera discriminada por algum motivo, qual seria sua reação? Porque você considera uma reclamação de uma pessoa negr@, digamos, como vitimismo, se você provavelmente se sentiria mal passando exatamente pela mesma situação que ela passou em virtude da etni@? Ou porque enquanto sociedade gostamos de prestar tanta mais atenção naquilo que parece vitimismo, mas pouco consideramos os problemas legítimos, e muitas vezes até os colocamos todos na mesma categoria sem pensar muito? O forte da série é explorar os casos pontuais, ao invés de estáticas ou a história (embora, repito, isso esteja presente, mas mais como caracterização do diálogo do personagem). O próprio título, de aparência prepotente, carrega em si uma provocação bem pensada, quando se é perguntando: O que achariam se eu fizesse uma programa chamada "Cara gente negr@?" E a resposta: Para quê você faria isso, se a mídia de massa já faz o tempo todo? Nos EUA, devido a história r@cial bem menos velada, ainda é comum de aparecer nos noticiários chamadas como "Um homem negr0 foi baleado pela polícia, uma mulher negr@ bateu no filho", ou coisas assim. Porque não simplesmente homem, mulher? Daí, a resposta à pergunta. Vale uma conferida. Apenas para conversa. Não tenho pretensões de mudar as opiniões alheias.

Kkkk Entendo, mas sério mesmo, eu sou branco, se você tomasse o sol da minha cidade por uma semana ia ver que não tem como continuar branco sem raspar o bronze quer você ia ter rsrsrs Mas o conhecimento do povo aqui me espanta, pra eles só existe branco padrão europeu de olhos azuis, sendo que nem eles são brancos puros como se pensa kkkk

Cyberknot, nesse caso é interessante uma análise história multifatorial. Pode ter ocorrido escravid@o de brancos por negr0s? Pode, mas mesmo isso é um fato contestável historicamente, ou pelo menos não tão intenso. Só por curiosidade, quais fontes você usou? Mas independente disso, mesmo que houvesse em grande escala, confirmada, analisemos o seguinte: Quais foram as influências nas sociedades brasileira e norte-americana (a apresentada na série) em relação a escr@v@tura? Majoritariamente, a escravatura de negr0s por brancos. Em seguida, quando se dá a abolição nesses países, estes ficam absolutamente sem direitos adquiridos. Libertos, porém fora do contexto social, com acesso mínimo ou inexistente à educação, e lutando para manter uma identidade cultural. E esse processo durando muitos anos, até que fossem reconhecidos por leis (lentas, diga-se de passagem) como cidadães legítimos. No próprio Brasil pós-escr@v@tura havia uma lei na constituição do século XIX que proibia essas etni@s em escolas das capitais. Fora que a própria abolição, considerando a fundação do país, foi um processo relativamente recente. Então, esses eventos nos EUA e Brasil, foram a pouco tempo histórico e deixaram muitas marcas profundas na sociedade. Daí nisso eu acrescento o pensamento: A questão da escr@vidão não precisa ser tratada de um ponto de vista subjetivo moral (do tipo, quem escr@vizou quem? qual etni@ é mais culpada?). E sim, do ponto de vista prática e objetivo: O seu processo de ocorrência gerou uma grande comunidade étnic@ nesses países que se formou marginalizada, foi mantida marginalizada por muito tempo (Basta analisar a base histórica das leis dos países em questão. Nem é preciso se prender a pontos de vista subjetivos de historiadores) e essa margin@lização gerou impactos para o contexto atual da etnia nos dias de hoje. Eu vejo, por exemplo que é muito fácil as pessoas reconhecerem que historicamente a maneira tresloucada, ambiciosa e extrativista com a qual ocorreu colonização do país, Brasil, é um dos componentes que contribuíram para chegarmos nos problemas e balburdia econômica social em que nos encontramos hoje. Mas muitas dessas mesmas pessoas têm uma dificuldade imensa em aceitar ou admitir que o processo com o qual o negr0 foi tratado durante a colonização e após a escr@v@tura ainda têm impacto (e forte) sobre a sociedade atual. E olha que o processo de escr@vidão/abolição aconteceu, historicamente, praticamente ontem. A mesma coisa, só para fazer um paralelo, com a mulher. Houveram sociedade matriarcais em civilizações antigas. Mas herança cultural principal que temos deriva de um tipo de sociedade mais voltada ao oposto. Hoje a sociedade parece estar muito refratária. Quando você fala sobre algo que o incomoda, você considera isso importante, e não vitimismo. Será que é interessante colocarmos tudo no mesmo pacote? Existe vitimismo? Existe, o ser humano deturpa tudo de todo jeito. Mas muitas reclamações de pessoas negr0s, que são legítimas e procedem, ainda hoje em dia, por exemplo, são consideradas "mimimi" ou vitimismo porque são colocas todas num mesmo "balaio". E por alguma razão a sociedade prefere se ater nos vitimismos e menorizar as reclamações importantes, ao invés de se concentrar em mudar o que efetivamente é o problema (no caso do Brasil, o r@cism0 velado), o qual também dá margem para o vitimismo. Desculpe o texto grande, me empolgo quando divago sobre temas históricos.

Essa coca é fanta Kkkk

Crítica interessante, até me animou a dar uma chance para a série...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Sim, claro. O lado progressista é extremamente importante, deve mantê-lo sim. Mas espero que se divirta com a série, é bem satírica e com comentários sociais variados. Até mais!

Eu ainda mantenho minha posição sobre a cartilha progressista, mas vou dar uma olhada na série. Vamos ver se me surpreende! Abração!

A série possui um momento justamente assim, onde: um personagem br4nco que vive entre os demais personagens n3gros, se cansa de ouvir o fato dele ter culpa de tudo. E isso é verdade, a necessidade de culpar alguém subiu a necessidade de se compreender o outro alguém. Mas olha, a questão é que, infelizmente, ainda há uma visão ferrenha acima de etnias que não são de "br4ncos" (obviamente que os br4ncos também sofrem disso, mas numa escala beeem menor, por questões óbvias). Porém a questão não é buscar empatia, mas uma mínima igualdade que vá além do que um pedaço de papel diz. É uma questão de mudar a visão geral sobre um fator biológico insignificante, e de que tudo é apenas "alvoroço sem lógica". Você deveria dar uma chance a série, mesmo que ela soe extremista em alguns momentos (não que o objetivo dela seja esse, mas sim expor as diferentes visões, seja as extremistas ou apaziguadoras), apenas para entender o outro lado. A chave pra tudo isso é: Entender pelo o que os outros passam, e o motivo da visão de alguém ser o X. Então fica mais fácil formar um consenso.

Mas é sempre assim, a agenda progressista demoniza o homem branco (hétero e cristão) como se o ocidente fosse o problema do mundo (embora usufrua de todos os benefícios desse) e empurra guela abaixo vários absurdos como dívida histórica, cotas e estatísticas irreais com a desculpa de que estão buscando por empatia. Talvez desse uma chance, mas com um título prepotente como esse já sei o que se segue.

Olha amigo, a questão de "vitimismo" é um conceito equivocado. A série abrange muito a ótica da "culpa pelo fator histórico", mas a grande questão da série é: Entender ao que o próximo passa, e se colocar no lugar dele. Todas as etnias. Só para ver que, ainda hoje, mesmo com todos os discursos progressistas, ainda há uma tremenda visão preconceituosa nesse quesito.

Honestamente não tenho vontade de ler a crítica. Não tenho mais paciência pra vitimismo progressista.

Alguém que conhece Thomas Sowell, há esperança nesse Brasilzão

falou o mestiço KKKKKKKKKKK

O que Thomas Sowell diria dessa série?

Não tem argumento né fera? kkkk vou te dar um bloque aqui

Texto muito bem escrito, pena que ainda não tive tempo de assistir a série. O bom desse formato dá Netflix é que ela pode lançar séries que pelos meios normais jamais conseguiriam se firmar no mercado.

Texto brilhante... Impressionante enquanto existem exemplos aqui nos comentários do que exatamente a série fala. Os tipos "Nao é comigo, pq me importar?" e o "Quero meu direito de oprimir garantido" sao os melhores... Compartilhando o texto :-)

Faça um favor pra sociedade e se mata.

kkkkkkkkkkk

É que nesta sua foto você parece Obama, sem brincadeira.

Como se pra ser branco você tivesse que ser de Albino pra cima kkkk

Se você não sabe, branc0s já foram escravizad0s por negr0s (e eu não estou falando de um caso isolado)... e outra, o número de branc0s mortos por negr0s é maior do que o número de negr0s mortos por branc0s,

Estou baixando pelo t0rrent aqui

BLM está ai para provar o contrário...

E você dando exemplo prático de não entender o que eu disse... lamentável!

a série é para adolescentes e universitários. mesmo a série tratando do tema de forma superficial e uma visão americana (claro pq se passa lá), eu gostei bastante dela e gostei bastante da critica. Parabéns Omelete (Rafael)

Vc é branco mesmo, cara? Se vc se naturalizar sueco, ninguém vai notar que era brasileiro. rs

Cyberknot dando exemplo prático do que a série ataca. hahah... Incrível!

Que textão

Tive preguiça de assistir a série, não gosto de sitcom

A série retrata com uma visão interessante e quase satírica os diferentes lados da visão de quem é negro e precisa lidar com o fato, tanto da ótica de quem entende, quanto a de quem vê com superficialidade. No fim a questão não e nem a necessidade de seguir uma regra de etiqueta social, ou uma questão de moralismo exibicionista, mas de simplesmente ver a questão pela ótica do outro, mas sem esquecer o que nos torna únicos.

É só assisti a série que há essa exata discussão nela.

Assistam 13¤ emenda que retrata de forma crua o preconceito com enfase no sistema carcerario. Já essa série aí só serve pros empoderados das redes sociais ficarem azedando

tem várias que só não usa o termo tão direto ....e gente branca não morre não é descriminada por ser branca não seja idiota

Mas a série (e o filme que a originou) brinca com essa possibilidade. No filme inclusive alguém utiliza exatamente essas palavras: "Já imaginou se....", num momento usado para contextualizar essa situação.

Adorei a critica, mt bem escrita!

E eu ainda esperando o dia que o omelete vai fazer uma critica de Caçadores de Torlls

Vou tentar dar uma chance pra série, só pq rendeu muita treta

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus