The Get Down
Séries e TV - Drama, Music
The Get Down (2015)
(The Get Down)
  • País: EUA
  • Classificação: livre
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível
    Criação:
  • Elenco:

The Get Down - 1ª temporada | Crítica

Série musical de Baz Luhrmann na Netflix vale cada centavo de seu orçamento milionário

The Get Down, como uma boa série de música, estreou na Netflix fazendo barulho. O projeto chamou atenção ao trazer a assinatura do cineasta Baz Luhrmann (Moulin Rouge, O Grande Gatsby) ao lado de Stephen Adly Guirgis, roteirista e dramaturgo conhecido tanto no circuito da Broadway quanto no Off-Broadway. Além disso, o projeto surgiu com o carimbo de série mais cara do serviço d estreaming até então, orçada em em US$ 11 milhões por episódio - valor que foi, inclusive, estourado em vários deles. A premissa simples, de um jovem casal tentando, por vias diferentes, realizar o sonho de viver da música, é a ponta do iceberg para retratar toda a complexidade do surgimento do movimento hip-hop no Bronx, o “bairro mais pobre de Nova York”, no fim dos anos 1970.

Justice Smith e Herizen F. Guardiola dão vida à Ezekiel Figuero e Mylene Cruz. O primeiro é um jovem inteligente, com talento para compor, criado pelos tios após perder os pais para o tráfico de drogas. A moça, ambiciosa e sonhadora, é filha de um pastor pentecostal que beira o fanatismo. Além deles, Shameik Moore interpreta Shaolin Fantastic, personagem mais complexo da trama, um rapaz criado nas ruas, envolvido na dualidade de carregar a paixão pela arte de DJ como sonho e o envolvimento com atividades criminosas como meio de sobrevivência. Shaolin, melhor amigo de Ezekiel, exerce um papel importante ao ser o principal catalisador de caos da trama: tirando o núcleo familiar de Mylene, são sempre suas interferências, direta ou indiretamente, na vida dos demais que fazem a série caminhar.

The Get Down é dividida em duas partes: na primeira, vemos os protagonistas dando os arranques iniciais para suas carreiras saírem do papel; na segunda, o destaque vai para as dificuldades impedindo que isso aconteça - todas ligadas a expectativas e imposições de terceiros. Ezekiel monta o grupo Get Down Brothers junto a Shaolin Fantastic e os irmãos Dizzee (Jaden Smith), Ra-Ra (Skylan Brooks) e Boo-Boo (T. J. Brown Jr.), mas precisa conciliar as atividades com um estágio no World Trade Center que poderá tirá-lo do ciclo de miséria do Bronx e levá-lo até Yale. Em paralelo, Mylene consegue os contatos necessários por intermédio de seu tio para se tornar uma cantora de sucesso junto de suas Soul Madonnas Yolanda Kipling (Stefanée Martin) e Regina (Shyrley Rodriguez), mas seu pai (Giancarlo Esposito) começa a usar o talento da garota para interesses pessoais dentro da igreja e, por motivos conservadores, tenta impedir que ela cante disco.

Com tanta música como fio condutor de tramas, não é de se espantar que parte considerável do orçamento foi direcionada aos direitos de canções. Na trilha estão clássicos como "Bad Girls" de Donna Summer, "Wild In the Streets" de Garland Jeffreys, "Set Me Free" de The Temptations, além das vozes de Zayn, Miguel, Janelle Monáe, entre outros. Durante a série, os números musicais são arrebatadores e conseguem transmitir, sem exceção, grandiosidade cinematográfica. Mylene está tão incrível em "Toy Box", faixa escrita por Sia, já na segunda parte da trama, quanto em "Turn The Beat Around", clássico de Vickie Sue Robinson, ainda no começo da série. Além disso, para contar a história do hip-hop, a série traz os personagens reais Grandmaster Flash (Mamoudou Athie), DJ Kool Herc (Eric D. Hill Jr.) e Afrika Bambaataa, nomes importantes para o nascimento desse ecossistema cultural - assim como Ed Koch (Frank Wood), um dos grandes antagonistas do movimento.

Dito isso, dá para entender o porquê de The Get Down ser uma aula de história, de música e de como funcionam os processos de construção de estruturas sociais. O programa deixa explícito que a exclusão social do Bronx fez com que seus moradores sentissem a necessidade e, posteriormente, tivessem a motivação necessária para criar sua própria expressão artística, genuína e sem influências mercadológicas - ainda que a série mostre, através do apego do gângster Cadillac Caldwell (Yahya Abdul-Mateen II) e da própria Mylene a disco music, a resistência dos próprios moradores ao novo estilo. Durante os shows do Get Down Brothers, Ezekiel e seus amigos cantam sobre suas experiências, sobre as dificuldades características daquela realidade e sobre suas ambições de melhorar a vida. Aliás, outro ponto muito interessante no qual a série toca é a questão de representatividade. A maioria do elenco é formada por negros e latinos, algo que não é comum de ser visto na televisão.

De forma absolutamente orgânica, a série ambientada nos anos 1970 introduz temas contemporâneos. Um dos diálogos da trama mostra o personagem de Skylan Brooks falando sobre apropriação cultural sem que ele precise usar essas palavras. O jovem, que cresce na série mostrando talento para se tornar um empresário de sucesso, conta que enxerga o get down como o próximo grande gênero musical americano. E, em seguida, diz que é preciso correr e aproveitar enquanto for possível, antes que artistas brancos tomem o movimento para si e excluam dele os pioneiros negros - Ra-Ra cita o blues, que segundo ele posteriormente passou a ser chamado de rock-n-roll pelos brancos e teve Elvis alçado ao pedestal de inventor do gênero.

Os jovens atores tiveram oficinas com os ícones do hip-hop Kurtis BlowGrandmaster Flash e Nas - esse último é, inclusive, produtor de um dos episódios da série. Além de Baz Luhrmann e Stephen Adly Guirgis, The Get Down contou com uma equipe criativa superqualificada composta por Catherine Martin, produtora que por quatro vezes abocanhou o Oscar, e diversos grandes nomes da música e da cultura de rua, além de historiadores do hip hop, do grafiti e da street dance. Não por menos, Luhrmann carregou esse projeto no papel durante uma década antes de conseguir ver tudo pronto para a série ser exibida na Netflix.

Os núcleos secundários, ainda que pouco explorados, também são interessantes. O personagem de Jaden Smith tem um dos arcos mais diferentes da trama, ao ser introduzido no cenário musical LGBT efervescente . A cena lisérgica do rapaz sendo levado a uma festa por Thor (Noah Le Gros), seu interesse romântico ainda embrionário, fala de um momento de liberdade sexual único e faz infinitas referências, que vão desde a dança vogue na pista até as paredes pintadas com desenhos em uma estética semelhante às obras de Keith Haring. Apesar de "Telepathy", de Christina Aguilera, ser o grande destaque musical da cena, vale pontuar que quando os personagens conversam, a música de fundo é "Love Is The Message", do MFSB, parte da trilha sonora do documentário Paris Is Burning, marco da cultura LGBT e voguing de NY. Além disso, é esse personagem que segura o bastão de não deixar a temática da deslegitimação do grafiti como expressão artística ser engolida pelas outras questões da série.

Outra coisa interessante de observar é que a segunda parte da série tem um efeito que beira a metalinguagem ao transformar algumas das tramas latinas em algo novelesco. E o que faz disso um mérito da série é jogar esse balde de dramaticidade exagerada sem perder o rumo da história, usando isso para introduzir suavemente questões mais densas. A trama de Mylene na segunda parte gira em torno dos conflitos familiares que não terminam na descoberta de que a moça é filha do tio e nos seus reflexos, mas sim nela encontrando nas drogas uma válvula de escape. Os roteiristas usam um melodrama escandaloso para, da forma mais sutil possível, construir algo que será determinante na vida da personagem - e é essa dualidade que faz com que a narrativa seja tão boa.

Entre o momento em que Ezekiel lê sua redação para a professora e a cena final, do rapaz entrando em um estúdio profissional de gravação, a série segura uma história simples sem perder o fôlego e sem atropelar os acontecimentos. A qualidade da produção faz com que cada episódio pareça um filme e com que o resultado final seja uma temporada inteira bem amarrada. Talvez por usar a história batida de jovens buscando seguir sonhos na música em primeiro plano, a série acabe não soando como algo inédito, ainda que, fatos na mesa, contar a história do hip-hop com tanta maestria nunca tenha sido feito por ninguém na televisão. Contudo, The Get Down não precisa reinventar o formato para ser uma das melhores coisas já feitas na Netflix - colocar (muito) dinheiro em um projeto que leva luz à uma cultura riquíssima, esmagada em uma sociedade amparada em privilégios, não é algo que se vê todo dia. The Get Down só não faz mais barulho porque as pessoas não estão tão dispostas assim a ouvir, mas deveriam.

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Nota do crítico (Excelente) críticas de Séries e TV
 

Minhas roupas são bem costuradas, obrigado. Tenho esse cuidado ao comprar.

Não é "trolagem" ou sei lá que vocabulário vocês usam. Apenas detesto hip hop. Segura as pregas aí, fera!

Troll baits só funcionam em discussões sobre coisas que adolescentes acabam se envolvendo. Em coisa séria e pra adulto, sempre falha.

Série sobre hip hop? Tô fora, fera!

Gostei muito mais da segunda parte. Parece que é aí que a série engrena. Algumas tramas se arrastaram na primeira parte: como a do Cadillac (pra mim o grande personagem dessa segunda fase), e a do próprio Shao. Tem-se a impressão de que a produção levou um tempo para encontrar o ritmo certo da série. A inserção de animação é estranha no primeiro episódio, por dizer respeito apenas ao personagem Dizzie, um personagem que tem sua própria trama na série, e que ainda permanece um pouco mais desconectado da série como um todo (isso melhora muitos nos dois episódios finais), mas ela se torna bem orgânica, e funciona maravilhosamente bem nos demais episódios, principalmente por cumprir uma função de passagem temporal, o que poupa tempo de uma narrativa que poderia ser enfadonha sem a animação. A edição é o aspecto mais controverso (na minha leitura, claro). Tenho muitmedo de edições rápidas e intercalamentos de tramas paralelas dentro dessas edições (vejam, estou falando de mim, é uma questão de preferência pessoal), muitos filmes de ação se tornam imensamente confusos por conta disso. Porém pode funcionar muito bem se bem feito. É uma espécie de corda bamba, se atravessar é glória, se não atravessar é queda. Alguns momentos a edição deixa a narrativa clima um pouco confusa (isso é mais comum na primeira fase), mas em outros se mostra brilhante, como no caso do 4º episódio dessa segunda fase, que, aliás é, sem sombra de dúvidas, o melhor episódio da série até agora: uma aula de estética e narrativa, com louros e louvores para a edição. Enfim, achei que a segunda fase deu ritmo à série, expandiu a empatia dos personagens com o público, e deixou um gosto de quero mais.

"The Get Down foi a melhor coisa que a Netflix lançou em 2016". Foi com essa a frase que não concordei. Como eu disse, eu vi e não concordo com você. Entendo a mensagem cultural transmitida na série, mas em qualidade técnica Stranger Things não perde em nada.

Junior, não estou me referindo ao gosto das pessoas pela série. Isso não dá pra discutir. Estou me referindo em termos de qualidade técnica, fotografia e até importância social. Se você for comparar as duas séries de maneira fria, sem deixar o seu gosto interferir (o que é bem difícil), não dá pra negar que The Get Down é outro nível ainda que não tenha caído no gosto do povo. Isso não desqualifica Stranger Things de maneira alguma. Também gosto muito da série e concordo que em termos de narrativa ela tem uma premissa mais atraente do que The Get Down, mas se for colocar as duas lado a lado... É como se você comparasse O Despertar da Força (todo mundo viu, todo mundo pirou) com Moonlight, por exemplo.

Claro que tem gancho. Quase todos os personagens têm histórias inacabadas, inclusive os principais, Shao e Zeke. Aliás, o próprio Zeke dá uma deixa pra segunda temporada, quando diz que os anos 80 estão chegando. Uma nova abordagem pra uma nova era da juventude do gueto virá (espero).

É uma série muito boa. Tem um visual incrível e uma trilha contagiante e aborda muito bem diversos temas importantes, mostrando a realidade do Bronx com acontecimentos verdadeiros da época. O primeiro episódio pode parecer confuso e se tornar cansativo, mas dar uma chance para a série vale a pena pq a história vai evoluindo. As atuações tb são boas, a atriz que faz Mylene tem uma grande voz e o Jaden Smith até mudou de expressão. Por ser bem cara, ela é muito bem feita, eu torço por uma segunda temporada, mas pode ser q não aconteça. É uma pena que ela não se tornou tão conhecida e não foi valorizada.

Não, cara! É tudo questão de gosto. Pode ter sido a melhor pra vc e pra outras pessoas, mas não pra todos. A grande maioria preferiu dá uma chance a Stranger Things por achar o gênero mais interessante. Eu assisti as duas e achei Stranger Things muito melhor.

Concordo!!! As animações são longas demais... Em certo momento achei que o namorado do Dizzi tinha sido expulso da serie. Pq ele não aparecia. Acho que abusaram do recurso.

é.. também gostaria de saber viu kkkkk

Ahh verdade, confundi a pergunta. Cedo pra dizer né? Acabaram de lançar novos episódios. Espero que sim! haha

Ameiii a série demais, já vi a segunda parte... alguem sabe me dizer se vai ter mais?? ou simplesmente acabou???? pq to achando que acabouuuuuu.....

tb fiquei na dúvida se vai ter continuação ou se a séria acabou, to procurandooooo aqui loucamente pra saber, alguemmmm???

Exato Bruno, a 2ª parte da 1ª temporada. Quero saber se terá uma próxima temporada!

Por enquanto assisti apenas a primeira parte, e curti d+, melhor produção da netflix ano passado. Só terminando outra série aqui e partiu para a segunda parte.

Já tem a segunda parte disponível no Netflix

a princípio estranhei, mas depois entendi a proposta. e gostei

Achei que destoa o tom da temporada.

Vou conferir porque gosto muito do estilo do Baz Luhrmann. Gosto até do Grande Gatsby dele.

maior problema de Get Down Brothers é o fato de terminar com gostinho de quero mais rsrs é foda.

eu curti as animações até pq foram feitas de maneira similas as usadas naquela épocas, vide aniamções com jacksons five e beatles.

Série muito foda. Apesar de aparentemente não ter ficado nenhum gancho, alguém sabe se vai ter 2ª temporada??

A série pecou em ser divida em duas partes o que acabou "quebrando" o ritmo da narrativa, a parte 1 é muito mais interessante que a parte 2, que embora continue a jornada dos Get Down Brothers e Mylene usa alguns recursos duvidosos como a inserção de animações, que foi o que mais me incomodou.

Sou fã de musicais, mas Baz Luhrmann fez Moulin Rouge, um dos piores filmes que já vi; de longe, o pior musical. Mesmo assim resolvi dar uma chance a The Get Down, por causa da temática hip hop. Não me arrependi nem um pouco: a série é ótima. Totalmente referenciada no clássico absoluto West Side Story (apesar do whitewhashing mais famoso do cinema, é um filmaço), The Get Down discute a sociedade americana e a juventude pobre de todos os países ocidentais, inclusive o Brasil, associando violência, jogo de interesses, música boa e muito tesão. Enfim, a série é foda, literalmente!

Na Netflix os episódios são divididos em Part 1 e Part 2, por isso supus que fossem temporadas diferentes. Enfim, confuso isso; lançar a segunda parte da mesma temporada 8 meses depois...

O povo todo pirou com Stranger Things ano passado, mas a primeira parte de The Get Down foi a melhor coisa que a Netflix lançou em 2016. Quero ver a segunda parte o quanto antes.

Muito boa mesmo !! eu que vivi esta época , adoro as músicas , as danças , os anos 70 foram os melhores !!! poderia fazer a época da disco , como surgiu também , até o estouro dos Embalos de Sábado a Noite !!!

Série muito foda.

Uma das melhores coisas que a Netflix ja fez, mas que infelizmente, não tem o mesmo boca a boca como uma da Marvel da vida. e por isso, por não ser tão aclamada, acaba meio que sendo underground até mesmo dentro da plataforma original. nem boas notas de críticos e de publico, levou esta obra pras alturas... Só espero que não aconteça o que aconteceu com Marco Polo. que tmb era ótima, mas que não rendeu por não tratar de coisas simples do mundo branco ocidental, assim como em termos, The Get Down tmb segue com esta premissa de ser de "nicho". (não, não estou com sla esquerdismo, vitimismo e essas paradas) mas é engraçado ver varias series onde a cultura/atores brancos/ocidentais, mesmo sendo horriveis, tem uma visão melhor para um publico maior. é uma pena, pois as que citei, são belas como qualquer outra e espero que um dia, chamem a atenção do grande publico \o/

Não, a série tem um ano dividido em partes I e II. Não é como se a Netflix tivesse encomendado dois anos da série ou renovado no meio do caminho. No mais, pode checar no IMDb.

E Rafael, são duas temporadas. Não é que a primeira temporada foi dividida em duas partes e a segunda saiu agora. São dois anos.

Daria 3 ovos. A série é divertida e tem ótimos momentos, mas ela se perde algumas vezes, slá. Acho que bom define bem essa série. Não me cativou muito, mas achei divertida. Destaque negativo pro momento que a mina começa a cantar dentro do metrô, troféu de vergonha alheia total. E não sei se tenho interesse em ver a segunda temporada

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