Branca de Neve e o Caçador | Omelete Entrevista Kristen Stewart

Atriz fala da dor e desconforto durante as filmagens

Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman) estreia nesta sexta, 1º de junho, e o Omelete foi convidado pela Universal a viajar até o México para entrevistar a atriz Kristen Stewart e o Sam Claflin, respectivamente a nova Branca de Neve e o Príncipe Encantado.

O filme é uma versão sombria e violenta do conto dos Irmãos Grimm consagrado pela Disney. Nele, o caçador Eric (Chris Hemsworth) é contratado pela rainha má Ravenna (Charlize Theron) para encontrar a enteada dela, Branca de Neve (Kristen Stewart), que tem a chave para destruir seu poder. Mas, quando descobre que a rainha quer, na verdade, matar a donzela, o guerreiro ingressa em um movimento de resistência para enfrentar a regente.

Como eles apresentaram esta nova versão da Branca de Neve para você?

Eles apresentaram um mundo que parecia meio... Claro, não podia existir no nosso mundo, mas em um plano paralelo parecia muito completo. Em relação a coisas muito fundamentais que pareceriam bregas se não fossem feitas do modo correto. Acho que o diretor me fez acreditar de verdade que ele me colocaria em um lugar que vale a pena. As coisas sombrias e claras do filme estão na sua cara. Isso faz parecer real. É só assim que eu consigo fazer um filme, sabe? Fingir que você é outra pessoa e deixar as pessoas assistirem é loucura, é ridículo. Você precisa sentir que pode se segurar em algo que existe.

Você se sente valentona quando assiste?

Eu me sinto quando assisto. Mas eu não me sentia assim enquanto fazia. Quando estava fazendo era uma super sobrevivência exaustiva. Eu nunca sabia o que estava na minha frente. Não parecia um filme de fantasia. Parecia muito real. Era perigoso. Sempre que você nos ver na tela parecendo estar com frio, desconfortável, com dor ou com medo, normalmente é porque estamos.

Falando sobre medo: a Universal lançou um featurette com você e ratos na cena do esgoto. Você está desapontada que mal podemos ver um rato naquela cena?

Não estou desapontada que não podemos ver os ratos. Eu estou muito brava que não podemos ver porque aqueles ratos sofreram naquele dia. Era horrível entrar naquela água e eles ficavam tentando subir e respirar. Eles achavam que iam morrer em todos os takes. Não tem como você falar para um rato que é só um filme. Então eu não consigo acreditar que não dá para ver. Não tinha motivo para fazer isso e eu percebi no dia. Eu dizia: "vamos ser mais legais com os ratos". Acho que a Branca de Neve tomou conta de mim e eu fiquei tipo: "não!".

Você tinha medo deles?

Não... Quer dizer, eles não saíram dos esgotos de Nova York, eles eram ratos de estimação, bem fofos. Eu tinha mais medo dos cavalos e as pessoas se surpreendem com isso. É algo para se ter medo, é sério.

Você sofreu algum acidente ou algo assim? Porque o Sam contou uma história engraçada sobre ele caindo.

É, foi bem engraçado de ver, eu estava lá. Eu vi acontecer. Eu me destruí. Mas era isso que eu queria fazer. Eu provavelmente torci todos os músculos do meu corpo. Meu dedão ficou destruído, estava enorme. E agora está em uma forma completamente diferente do outro, mas não dói mais. Exceto quando faz frio. Rupert Sanders, o diretor, garantia que a gente nunca estivesse fingindo. É como se toda vez que alguém ficasse confortável demais ele falava: "não, nós vamos fazer isso de verdade". Eu tentei dar um soco em um anão e eu levantei a perna na hora errada e me dei um soco no joelho, bem idiota. Então pelo resto do filme eu estava com muita dor. O que eu acho que foi bom, porque você consegue ver. Os nervos da Branca de Neve estão à flor da pele então meio que ajudou.

E como foi filmar com os anões? Porque eles são caras normais. Você tinha que olhar para baixo? Como foi isso?

Assistir aqueles caras competindo no set sem competir de verdade, eles tentam se animar sendo engraçados, agressivos e assustadores. Estes anões tinham um coração muito grande. Era engraçado ver aqueles atores fazendo aquelas coisas. Eles são como gângsteres do "east-end" de Londres. E... no processo de encolhê-los, era raro a gente se sentir idiota. Era raro a gente precisar usar uma tela verde. Tiveram alguns planos que levaram o dia inteiro para deixar todos no mesmo frame, a gente grande e eles pequenos andando. Todos os outros truques são muito simples. Fazíamos a maior parte na câmera. Por isso que o Rupert é incrível. Ele não tem que fazer tudo sempre digital ou computação gráfica. Às vezes era, literalmente, uma questão de o Ian McShane ficar sentado mais assim, do que assim, sabe? É tão interessante. Eu amo quando as coisas podem ser feitas na câmera. Faz tudo mais tangível. Você pode tocar e pode te tocar, em vez de ser um desenho ou um videogame, sabe?

Certo, obrigado.

Legal, obrigada.

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