Apollo 18
EUA
, 2011
- 88 min.
Ficção científica
Direção:
Gonzalo López-Gallego
Roteiro:
Brian Miller, Cory Goodman
Elenco:
Warren Christie, Lloyd Owen
De todos os filmes que seguem a linha do "longa-metragem criado a partir de material encontrado", velha desculpa para aliar a falta de orçamento a um suposto realismo que simula uma história baseada em fatos - supostamente mais atrativa em termos de mercado -, Apollo 18 é dos mais razoáveis. Busca algo além dos filmes no estilo de Bruxa de Blair ou Atividade Paranormal e, diferente dos exemplos recentes do gênero, tem algo a mostrar no clímax.
A trama explora as teorias da conspiração sobre a missão espacial Apollo 18, cancelada na década de 1970 pela NASA. A trama revelará que a missão existiu - e depois dela nem EUA nem União Soviética ousaram pisar na Lua de novo. No lançamento secreto, em plena Guerra Fria, um foguete é mandado à Lua para a montagem de um sistema de espionagem contra os russos. A tripulação tem apenas três astronautas e quatro dias de missão. Mas ao chegarem ao destino, os dois ocupantes do módulo lunar e o piloto em órbita começam a experimentar estranhos eventos, que não tardam a passar de estática nos canais de comunicação a ocorrências cada vez mais sinistras.
Apollo 18 segue a linha estabelecida desse tipo de filme. Apresentam-se porcamente os personagens, que trocam algumas histórias divertidas para buscar alguma relação com o público. A seguir, o filme começa a jogar com as câmeras e com a percepção do espectador com edição e fotografia retrô suja, do tipo que faz a alegria dos hipsters e seus Instagrams. Tudo isso enquanto os personagens discutem mais de uma vez o quão importante é o fato de eles precisarem registrar TUDO.
Ao menos a produção, produzida a toque de caixa pelo russo Timur Bekmambetov em apenas alguns meses e com um elenco de ilustres desconhecidos, tenta sair da mesmice desse sub-gênero ao colocar alguma computação gráfica aqui e ali, dando uma valorizada no produto final, e estabelecendo reviravoltas razoáveis. Pena que a mania das péssimas cenas noturnas, em que eventos acontecem enquanto os protagonistas dormem, continua a tendência nesse tipo de suspense - com direito à já clássica cena "protagonista 1 observa protagonista 2". Encher linguiça é mesmo uma arte.
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