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Biutiful | Crítica

Alejandro González Iñárritu deixa as tramas cruzadas mas sua visão de mundo segue a mesma

Marcelo Hessel
20 de Janeiro de 2011

Biutiful

Biutiful

Espanha / México , 2010 - 147 minutos
Drama

Direção:
Alejandro González Iñárritu

Roteiro:
Alejandro González Iñárritu, Armando Bo, Nicolás Giacobone

Elenco:
Javier Bardem, Maricel Álvarez, Eduard Fernández, Cheikh Ndiaye, Diaryatou Daff, Cheng Tai Shen

Regular
biutiful
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"A beleza está nos olhos de quem vê" é uma expressão muito piegas, mas serve bem para os filmes do mexicano Alejandro González Iñárritu. Biutiful é o primeiro longa do diretor depois do seu rompimento com o roteirista de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel, Guillermo Arriaga, mas a maneira de enxergar e diagnosticar as doenças do mundo não mudou.

Saem as tramas paralelas. A desgraceira agora cai de forma linear sobre um único protagonista, Uxbal (Javier Bardem), um médium que não conheceu o pai, tem uma ex-esposa bipolar e cuida sozinho dos filhos. Para se sustentar em Barcelona, ele explora imigrantes africanos como camelôs e agencia chineses na indústria têxtil e na construção civil. Quando descobre que sofre de um câncer terminal, Uxbal, que pelo visto está com carma ruim até a tampa, decide que é hora de realizar o Bem.

Fazer de Uxbal um médium (livrar-se do peso de consciência passa a significar paz no além) torna mais grandiloquente o esforço de Iñárritu de dar seu parecer sobre tudo o que há de errado entre o céu e a terra - e nisso sempre há o risco do ridículo. O espectador não demora a perceber que Biutiful é uma versão apocalíptica de My Name is Earl, e se o filme não deriva para o humor involuntário isso se deve muito à atuação sólida de Bardem.

Iñárritu, do seu lado, sempre leva a coisa com a maior gravidade. É aí que entra a questão do olhar. Tudo o que o mexicano filma, mesmo a imagem mais prosaica, vem carregado de mal estar. Não é a precariedade do mundo que impregna a película; é a câmera de Iñárritu que atribui, moralista, um valor negativo àquilo que vê. Até mesmo os planos de transição (como filmar a fachada de um prédio para demarcar que estamos indo para a próxima cena) têm essa carga: a revoada diante da pintura no muro, o quadro em movimento na parede, o peixe no azulejo. Não há descanso. Assim que entra em um ambiente novo Iñárritu já o "desloca", tendo sempre o mal estar como chave.

Esses maneirismos têm seu efeito, e ecoam melhor com quem compartilha a visão de mundo do diretor. Só não se deixe enganar: o que parece pessimismo é, na verdade, uma tendência reacionária. Melodramas se comportam assim o tempo todo, no limite da exploração, mas o diretor parece se comprazer com a tragédia: não basta filmar a ex-esposa mancando na rua, é preciso baixar a câmera e mostrar o tênis mal calçado.

As tramas cruzadas se foram, mas o sistema velado de castas de Babel (há os personagens-vítimas, como Brad Pitt, e os personagens-gatilhos, como os marroquinos que colocam a trama de acasos em movimento) continua em Biutiful. Uxbal tem, apesar de tudo, a sua chance de redenção. Já os "subpersonagens" não ganham autonomia. É o caso dos chineses de Barcelona, cujo infortúnio generalizado já dá pra prever na cena do banheiro. (A forma como Iñárritu os "castiga" mais adiante por seus atos naquela cena é a prova do sectarismo.)

Para Iñárritu, a metástase do terceiro mundo não só é inevitável como excludente - os Alpes italianos são privilégio de poucos.

Biutiful | Cinemas e horários


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Comentários (60)

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sem avatar El (14/05/2011 16:09:59)   0 0
"[...] mas a maneira de enxergar e diagnosticar as doenças do mundo não mudou." O que significa isso? Por não haver mudado a sua cosmovisão, o diretor é péssimo?
Acredito que Hessel tenha incorrido em sua crítica. Não sei se lhe é possível lançar um olhar mais teórico em uma resenha, mas faltou um, porque é preciso saber de que ponto discursivo ele está dizendo estas palavras que depreciam esta produção tão bela.
Não sei, mas me parece que o crítico quis fazer o papel de "do-contra".
Este filme me deixou pensando por dias. Eu fiquei realmente estarrecido... Espero que a crítica seja feita com um pouco mais de responsabilidade e não se dê apenas aos gostos.


sem avatar Carlos (16/01/2012 17:30:12)   0 0
Concordo, até mesmo por que aquilo que ele critica no diretor não é a própria arte de fazer cinema? ou seja, revelar um olhar sobre o mundo???? E não há nada de novo em dizer que se simpatizam com um diretor os seus afins... Aquilo que é criticado é a própria escolha temática, estética e ideológica do diretor. Há algo de mal nisso?


sem avatar edson (10/05/2011 18:27:11)   0 0
çeste filme merece uma segunda crítica, sai do cinema atordoado! isso é arte sem dúvida, vamos lá, omelete, uma segunda opniao!



João Luiz João Luiz (22/04/2011 00:09:46)   35 0
Assisti o filme e achei ele ótimo, tão bom quanto Babel ou Amores Brutos(esse é Perfeito!!!), mesmo que retratando uma temática totalmente diferente e sem as histórias interligadas. Alguns momentos são até angustiantes, mas belos à sua maneira, Bardem está excelente, como de costume.

O Hessel mais uma vez me decepciona com uma crítica fraca e incongruente. Já se perguntou estar fazendo o que gosta realmente?? Parece que não. Pra ser crítico de algo se deve estar aberto à tudo, ainda mais quando se trata da 7a Arte!!!



sem avatar Fabio (11/02/2011 15:45:12)   0 0
Falta repertório, hein?
As críticas do omelete são as que mais se aproximam da realidade, na maioria dos casos.

Mas nesse caso, foi totalmente equivocada, talvez patética. My Name is Earl? Pra ele a densidade do Iñarritu se reduziua uma comédia americana?

O homem precisa de férias....



Uncle Uncle (04/02/2011 11:18:20)   79 0
Particularmente, gostei muito do filme, principalmente pela atuação do Bardem. O cara é um camaleão, genial.

Acho que as críticas feitas ao Hessel são, na maioria das vezes, deslegantes.

Todo mundo pode falar o que quiser, mas um mínimo de educação não faz mal a ninguém.




sem avatar Vanessa (28/01/2011 22:19:48)   -3 -1
E sim, os Alpes Italianos SÃO privilégio de poucos.



sem avatar Vanessa (28/01/2011 22:18:16)   -3 -1
" Não é a precariedade do mundo que impregna a película; é a câmera de Iñárritu que atribui, moralista, um valor negativo àquilo que vê."
Em que mundo tu vive, ô ananá?
Francamente, a opinião ridícula de quem só enxerga o mundo pela janela do escritório. Ou tu achas que não existe tanta sujeira?



sem avatar Vanessa (28/01/2011 22:11:03)   -3 -1
Fui ao cinema ver Biutiful ontem, e jamais esperava encontrar uma resenha tão pobre, vazia e pedante a respeito do filme. Por favor, senhor, quando for assistir a um filme, não vá apenas pensando na merdinha de resenha que vai escrever depois.



Fabiana Fabiana (27/01/2011 15:16:01)   0 0
Poxa, Bruno, tbm tive a mesma impressão, de q ela havia morrido antes de voltar para casa. Confesso q isso, para mim, foi miséria demaaaais, sabe? Poxa, não queria MESMO acreditar q foi isso q aconteceu, mas...

Assim como vc, não vi o Javier no teto, e sim aqueles q haviam morrido, por isso fiquei tão perturbada.

Cheguei a pensar q ela não havia morrido, pois me pareceu q, quando ela voltou, ele pôde partir, entende? Como se ali ele sentisse alguma segurança para deixar seus filhos, mesmo q em curto prazo.

O filme é muito bonito, apesar de tão triste. Eu amei. Obrigada pela atenção.



Bruno Bruno (26/01/2011 20:42:52)   0 0
A propósito, a prolixia e subjetividade desta crítica não contribui em nada.



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Bruno Bruno (26/01/2011 20:41:56)   0 0
Fabiana, não se abale. É muito comum pessoas tentarem fazer outras de escada para se promover. Só prova a incompetência e ignorância.
Nesta cena, que aparece a imigrante no teto (não ele próprio), ficou claro que ELA havia morrido na tentativa de voltar para casa. Quando aparece ela na estação lembrei do atentado no metrô em Madrid e não pude deixar de associar este fato. Pra mim ela morreu e ele viu isto.



Fabiana Fabiana (24/01/2011 19:51:39)   0 0
Só vou perder poucas palavras com vc: a pretensão é característica dos IGNORANTES, meu caro. Se vc acha q sabe tudo, só lamento por vc, não sei o q vc faz em um fórum q serve justamente para as pessoas trocarem idéias, impressões, e tirarem dúvidas (ah, desculpe, vc nem deve conehcer essa palavra, né?).

Pobre ignorante q não serve nem para esclarecer algo para alguém. Na primeira oportunidade q tem aproveita para jogar pedra, como se fosse o dono da verdade.

No mais, vc deveria perder um pouquinho do seu tempo assistindo aos filmes q recomenda. Patético.



sem avatar Marcio (24/01/2011 11:42:07)   -14 -1
Fabiana, é melhor você ficar com "Crepúsculo" mesmo ou no máximo se arriscar com a versão nova de Rapunzel... Esse tipo de filme aqui é MUITO pra sua cabecinha...

Quem ele vê no teto NÃO é a imigrante ilegal, e sim ele mesmo, o que deixa muito, mas MUITO claro, que ele estava a beira da morte.

Como eu disse, desista disso aqui. Assista novamente Lua Nova e divirta-se...



sem avatar klaus (24/01/2011 09:33:23)   0 0
Olá amigos! Não sei não, mas pra mim o Hessel acertou quando diz que Alejandro usa a câmera para provocar mal estar. Achei também a imagem suja, digo, com sujeira e, literalmente fois isto que a câmera do mal estar mostrou, o que, na minha opinião "sujou" até o roteiro. Isto porque a sujeira chama muita atenção pra si mesmo e, a maior sujeira ali, não era a sujeira em si , mas a "sujeira" que estava sendo vivida.
Deste modo a sujeira literal mostrada , meio que escondeu a sujeira do roteiro em relação ao personagem principal. Ou seja, o cara tinha câncer, era médiun, tinha uma mulher puta-bipolar, tinha dois filhos que procurava proteger, tinha um irmão dono de boate traficante e sei lá o que mais, Negociava com policiais corruptos,e queria ajudar os chineses, etc..etc.. enfim, tem muito CEO que não tem tantos compromissos!!!
O personagem era tudo e assim, dele, o mais verdadeiro pra mim ficou aquela visão suja do mijo vermelho.
O filme mostra , que um roteirista pode fazer um falta estrondosa para um diretor.
O mais surrealista , entretanto, fora, tudo que que foi falado acima é que religiosamente seus filhos eram levados e trazidos da escola todos os dias. Tudo bem, mas.........



Fabiana Fabiana (22/01/2011 14:12:33)   0 0
Dúvida!! (se não viu o filme, NÃO LEIA)

Assisti ao filme ontem e reflito sobre ele até agora... achei maravilhoso, lindo (apesar de td a crueldade com o qual relata a realidade), mas estou com uma dúvida!

Vcs entenderam pq a imigrante africana (sou péssima com nomes) foi vista por ele no teto, quando ela chega em casa, pouco depois de desistir de abadoná-lo com parte do dinheiro q ele lhe confiou?

Aquilo em intrigou demais, fiquei pensando se ela realmente voltou... nossa, tô mt intrigada.

Beijos a tds! (um conselho: leiam as críticas DEPOIS de ver o filme, é sempre melhor!)



sem avatar Thomas (22/01/2011 13:07:07)   -1 0
OLHA, faz um bom tempo que, desde falecida A'Arca, eu comecei a ler as criticas aki. Sao muito boas, e geralmente bem diretas. Mas o Hessel anda viajando!
Quanto ao "subjetivismo" da "politica dos OVOS"... Tirem esse metodo de avaliaçao entao jah que é tao subjetivo! Falem se é bom ou não! pronto! agora dar poucos ou muitos ovos, e depois dizer que não é nada...
favor ae pessoal...



tania maria mussatto tania maria mussatto (22/01/2011 12:22:02)   -1 0
gabriel, adorei a " tia véia" kkk. Concordo que Hessel poderia ser mais claro e simples.



tania maria mussatto tania maria mussatto (22/01/2011 12:20:44)   -1 0

Caramba...agora é que vou asssitir pra tirar a dúvida...??? Vale o ingresso por Barden que nunca decepciona.
Vou pagar pra ver,depois opino. Mas 2 ovos foi meio exagero...quem tava de mal com a vida era o crítico ou o filme é tão " bom" a ponto de deixá-lo assim...rsrsrs



Fabiana Fabiana (22/01/2011 11:01:21)   0 0
Nossa, achei o filme lindo, redentor, sensível e real. A atuação do Javier é de tirar o fôlego.

Minha dica: esqueçam a crítica e vão ao cinema!



sem avatar Raoni (22/01/2011 01:13:04)   0 0
Hessel Facts:
Hessel dá dois ovos para "O poderoso chefão"



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sem avatar Paulo Vinicius (22/01/2011 01:11:58)   23 0
pensei que seriam os 5 ovos mais faceis do planeta...

ai nós fomos surpreendidos novamente



sem avatar Alan (21/01/2011 23:05:07)   12 0
Nada contra críticas "super-mega elaboradas" ... Mas um pouco de objetividade não faz mal a ninguém, haaaaaaja saco amigo!!

O Turista: 2 ovos

Biutiful: 2 ovos

E agora, fico em casa mesmo? rs...



Luiz Luiz (21/01/2011 21:42:08)   39 0
Carlos (20/01/2011 19:45:47)
"a metástase do terceiro mundo não são é inevitável como excludente - os Alpes italianos são privilégio de poucos."

O que podemos tirar disso?
________________________________________

Bom, o significado original da palavra "metástase" é a transferência de um agente mórbido de um local para outro. É usado em medicina para designar a migração de células tumorais, gerando tumores secundários. Nesta frase, entretanto, a palavra se refere aos imigrantes dos países subdesenvolvidos (terceiro mundo é uma designação quase obsoleta). No entanto, o restante da frase ficou muito confusa mesmo, principalmente em "... mundo não são é ...", onde ou houve erro de concordância, ou permitiu interpretação dúbia por imperícia do autor. Acredito na primeira, embora nenhum dos casos permite elogio. Creio que a frase era: "Para Iñárritu, a metástase do terceiro mundo não SÓ é inevitável como excludente - os Alpes italianos são privilégio de poucos."

Mas continuo sem entender o que o autor quis dizer com "não só é inevitável como excludente". O melhor é que o próprio désse as caras para explicar o sentido da frase, o que ele obviamente não fará.



David Macedo David Macedo (21/01/2011 21:36:08)   4 0
Muito tempo atrás, meia década ou mais antes de abrirem a possibilidade de comentarios serem feitos no Omelete eu pensava "Caralho, o Hessel é um baita crítico, mas tenho certeza que o público que acompanha o Omelete é em sua maioria pivets/nerds/babões/semi letrados que não devem ler nem meio parágrafo do que ele ou qualquer outros dos cozinheiros escrevem". É, lendo os comentários aqui, parece que eu estava certo.



Kick Ass Kick Ass (21/01/2011 18:19:42)   -94 0
Hessel para a Acadêmia Brasileira de Letras...mas tem que sair do Omelete!!



Raphael Raphael (21/01/2011 17:50:53)   7 0
Hassel, que você é culto, já entendemos. Mas fica a sujestão: quando o senhor for resenhar um filme, seja objetivo. Diga que gostou porquê tem boas atuções, é bem dirigido, etc... ou que não gostou porque é mal feito, blá, blá, blá... Não precisa discorrer filosoficamente sobre o assunto. O público ta cansando e o que será do site se não tiver leitores? Hein?!



sem avatar Bernardo (21/01/2011 16:28:59)   3 0
Estava pensando, Javier Bardem e Antonio Banderas juntos em um filme seria legal. Mas Javier Bardem e Rusell Crowe seria fodástico!



sem avatar Bernardo (21/01/2011 16:27:19)   3 0
A crítica está um pouco estranha. O filme recebe 2 ovos mas Hessel não explica o motivo. Vou ver o filme só pela atuação de Bardem.



Flávio Flávio (21/01/2011 16:21:03)   7 0
Parece que alguns leitores do omelete têm birra contra críticas mais elaboradas e ambiciosas.Na melhor das hipóteses, uma boa crítica de cinema, leva o espectador a pensar sobre o que está assistindo.Se alguém procura um texto do Pablo Villaça, do Merten, do Zanin, (e aqui no caso do Hessel), entre outros, não é para constatarem se são Pseudo-intelectuais, ou pessoas do contra.E sim para o prazeroso exercício de busca de informação e reflexão de um entretenimento específico, e aqui estamos tratando de cinema.E o bom leitor, sabe que o sistema de dar “OVOS”, ou “ESTRELINHAS”, faz parte e nada mais que isso, de uma ferramenta subjetiva que o crítico pode lançar mão ou não. Ótimo que muitos discordem do Hessel, eu mesmo discordo de muita coisa. Péssimo que os argumentos apresentados por alguns que discordam seja tão pobre e simplista.



sem avatar Lucas (21/01/2011 14:39:27)   0 0
Se for não são no sentido de não ser são (lúcido), a palavra "insano" - aquilo que não é são - substituiria todo muito lindamente.
Eu acho que foi só erro de digitação e omissão de uma palavra (acontece direto). Se ele realmente quis escrever assim, sério, tá na hora de rever conceitos.



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sem avatar Caio (21/01/2011 11:55:35)   0 0
Hessel, na boa, sei que é questão de estilo de escrita, mas pqp, abandona essa sua prolixidade! Esse pseudismo viu... tsc tsc



Luiz Fernando Luiz Fernando (21/01/2011 11:19:55)   28 0
@Marcos

"mundo não são", na frase, significa "mundo que não é são (sadio)"

Não é erro de concordância. E pelo que entendi da frase, é impossível se desligar de uma realidade ruim e não-sadia sem deixar muita coisa (incluindo pessoas, às vezes até a si mesmo) pra trás. Por isso, os Alpes Italianos são pra poucos.



sem avatar Marcos (21/01/2011 11:03:32)   0 0
"a metástase do terceiro mundo não são é inevitável como excludente - os Alpes italianos são privilégio de poucos."

Acho que ao invés de escrever " a metástase... não são", ele queria escrever " a metástase ... não só é".

Um erro crasso de concordância verbal assim não seria possível. Não de alguém que vive em outro plano do conhecimento.



Entrei pensando que seriam 4 ovos. :P



sem avatar Lucas (21/01/2011 10:31:41)   0 0
meu deus, essa da metástase eu realmente não entendi.



paulo murilo paulo murilo (21/01/2011 10:27:44)   22 0
Como a diversão é fácil hoje em dia.
10 minutos diários lendo comentários aqui no omelete (já conheço os comentaristas mais engraçados pelo nome) bastam pra você dar boas risadas! As vezes nem leio o artigo/texto/crítica...



Jáder Jáder (21/01/2011 09:15:08)   0 0
Depois que Hessel deu três ovos para "A Origem", vou esperar a crítica da Revista Veja, a qual, pra mim, nunca errou a mão!



R@finha R@finha (21/01/2011 08:35:43)   5 0
@buffalo66: Eita piada infame rs.



Wyndam Wyndam (20/01/2011 23:57:13)   0 0
@Danilo
nao cara, nao to nao.
presta atencao, o que eu disse foi que ganhar um premio americano nao eh sinonimo de qualidade.
Significa que um filme nao deve ser considerado automaticamente bom por que ele ganhou um globo de ouro, por exemplo.
Isso definitivamente nao eh o mesmo que dizer que um filme eh automaticamente ruim soh pq ele ganhou um globo de ouro tb



Tuno Tuno (20/01/2011 22:21:00)   -1 0
Hessel, O Polêmico!



buffalo66 buffalo66 (20/01/2011 22:08:59)   1 0
O James Blunt estava na primeira fila para assistir este filme...



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DDanilo DDanilo (20/01/2011 22:04:37)   -162 0
@Wyndam
Você esta se contradizendo cara!!!!!



Heineken Heineken (20/01/2011 21:43:09)   139 0
Bem, tenho minhas considerações...

As críticas do Hessel preservam o leitor de Spoilers... ele dá o tom do filme, sem entregar o roteiro.

Eu nem assisti Babel até hoje, porque já esperava que o diretor ficou viciado no "nicho" que deu a ele reconhecimento. Parece que é realmente isso que vem acontecendo.




M. Galego M. Galego (20/01/2011 21:33:22)   51 0
Pelo jeito, filmes que sejam muito diretos no que pretendem não agradam o Hessel.

Ele gosta de filmes que dependam única e exclusivamente de malabarismo mental, alta dose de auto ilusionismo e fé cega em que alguma coisa bem secreta, no fundo da mente do diretor, tem sentido na obra.

Mesmo que dez pessoas tenham impressões diferentes sobre o mesmo filme.

No conceito Hesseliana, se dessas dez pessoas, sete gostarem, o filme será ruim.

Ou seja, se ninguém entende, o filme é ótimo.



Wyndam Wyndam (20/01/2011 21:28:40)   0 0
@Kick Ass
nao cara, o defeito eh ficar mostrando 10000000000 de vezes variacoes da mesma coisa como se voce fosse um retardado que nao tivesse entendido.
Em um exemplo legal, vc tem InceptionÇ
em 2 cenas se estabelece que o cara tem um problema com pai... se fosse nesse filme, a cada 3,5 minutos haveria um take melancolico apontado para os problemas com o pai. Isso eh errar a mao na direcao.
@Danilo
Tenho cara, tenho muita certeza que sou fã.
E outra, você está distorcendo completamente o que eu disse: não ser sinonimo de qualidade significa que nem todos que ganham são de boa qualidade e não que todos que ganham são ruins. Além disso, na metade desses anos de oscar que voce mencionou, teve um filme independente ou menos conhecido, bem melhor que o vencedor, que nao foi nem indicado.



Kick Ass Kick Ass (20/01/2011 21:00:25)   -94 0
Então, o defeito do filme é mostrar a realidade dura e crua.
Esses filhinhos de papai tem que aprender que o mundo não é essa maravilha toda que eles apreciam dentro de sua bolha.



DDanilo DDanilo (20/01/2011 20:37:30)   -162 0
@Wyndam
Quer dizer que os premios americanos não sã sinônimos de qualidade???
Você quer dizer o que???
Onde os fracos não tem vez,Quem quer ser um milionário, Infiltrados, Menina de ouro Gladiador,Coração Valente,Os Imperdoáveis e O Silencio dos Inocentes não são obras de qualidade????
Certeza que você é fã de cinema cara???



Wyndam Wyndam (20/01/2011 20:25:50)   0 0
Prefiro as críticas honestas do Hessel à crítica dos puxa-sacos americanos que vêem 100 versões do mesmo filme e continuam dando nota 10.
A razão pela qual o Hessel deu 2 ovos a esse é muito simples: para fazer filme de desgraceira, não pode sobre-expor. Uma das características no cinema é a imersão, mas o diretor também tem que lembrar que tudo tem limites; o expectador não é retardado pra ter que ficar sendo lembrado a cada instante o quão merda é o mundo na visão do diretor.
Quando o filme intercala cada cena de desenvolvimento de personagem com algo triste e decadente que é intercalado com uma cena de avanço de história com outra coisa triste e decadente, o filme começa a ficar caricato... Não precisa ficar inserindo esses bocados de mal estar a cada instante, quando se pode fazer algo sutil e funcional e integrar na história central.
Foi a mesma coisa com o filme da Susane Biers, que todo mundo defende porque ganhou globo de ouro, como se prêmio americano fosse sinônimo de qualidade.



Rodrigo Rodrigo (20/01/2011 20:12:48)   0 0
Agora a chiadeira virou moda nesse site, toda vez que o Hessel dá três ovos ou menos a um filme que muitos disseram que é bom, agora é isso, como se todo mundo fosse obrigado a gostar de um filme só porque a maioria gosta. O que ta faltando a esse pessoal é amadurecer, gostou do filme otimo, vem aqui e posta os argumentos de vc te-lo achado tão bom,não gostou da critica otimo também, mas pelo menos respeite a opinião dos outros em ñ ter gostado.



DDanilo DDanilo (20/01/2011 20:10:00)   -162 0
Excelente filme!!
Agora em relação a critica, não é o primeiro filme excelente que o Hessel critica por isso o meu conselho é ignora-lo!!!!!!!



G. brucew G. brucew (20/01/2011 20:08:26)   5 0
é , eu acho q no final da crítica ocorreu algum erro de concordancia, mas entendi que esse apego do diretor à tregedia é um ponto fraco do filme...



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