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Crítica: G.I. Joe - A Origem de Cobra

Depois de Transformers, novos brinquedos chegam ao cinema para divertir o público

Marcelo Forlani
06 de Agosto de 2009

G.I. Joe - A Origem de Cobra

G.I. Joe - A Origem de Cobra

G.I. Joe - The Rise of Cobra
EUA , 2009 - 118
Ação / Aventura

Direção:
Stephen Sommers

Roteiro:
Stuart Beattie, David Elliot, Paul Lovett, Michael Gordon, Stephen Sommers

Elenco:
Dennis Quaid, Channing Tatum, Sienna Miller, Marlon Wayans, Joseph Gordon-Levitt, Ray Park, Christopher Eccleston, Brendan Fraser, Rachel Nichols, Jonathan Pryce, Arnold Vosloo, Adewale Akinnuoye Agba

Bom
G.I. Joe: A Origem de Cobra
G.I. Joe: A Origem de Cobra
G.I. Joe: A Origem de Cobra
G.I. Joe: A Origem de Cobra
G.I. Joe: A Origem de Cobra
G.I. Joe: A Origem de Cobra

O que mais tenho lido e ouvido sobre G.I. Joe - A Origem de Cobra (G.I. Joe - The Rise of Cobra, 2009) é: "Até que me diverti" e "Não é tão ruim quanto pensava que ia ser". E a partir disso é fácil tirar duas conclusões: 1. os vídeos mostrados até agora não inspiravam confiança ou causavam nenhum tipo de empolgação; 2. com uma expectativa tão baixa, é mesmo mais difícil ficar decepcionado... o que não necessariamente quer dizer que o filme seja bom.

Uma história de oportunidades

Agora, antes de mais nada, vamos lembrar quem são os G.I. Joe, que no Brasil nasceram como Falcon e depois, na versão reduzida dos anos 80, viraram Comandos em Ação. Se Deus primeiro criou Adão e de uma de suas costelas criou Eva, o pessoal da Hasbro viu no sucesso da Barbie a oportunidade de lucrar fazendo bonecos para os meninos. E nada mais masculino do que bonecos de ação, ou action figures - sim, foi por causa dos G.I. Joe que o termo "action figures" (figura de ação) se popularizou. Não fossem eles, os meninos estariam até hoje brincando com "dolls" (bonecas).

Mas foi nos anos 80, pegando carona do sucesso que os brinquedos da série Star Wars estavam fazendo, que a Hasbro relançou os G.I. Joe, agora com cerca de 9.5cm, contra os 30 cm da versão anterior. Para ajudar a reforçar a marca, essa época também teve as HQs com os personagens publicadas pela Marvel em uma ação conjunta das duas empresas, que tinham comerciais na TV que ao mesmo tempo divulgavam os quadrinhos e a marca dos bonecos e trazia lucros para todos. E daí veio o desenho animado de 1985 e o estrago estava feito nos bolsos dos pobres pais, que tinham de se esquivar de comprar não apenas bonecos mas também jipes, aviões, bases e o que mais aparecesse pela frente.

E agora, nos anos 2000, vendo o sucesso que o filme Transformers (2007) fez nos cinemas, nada mais óbvio do que ver os velhos Joes correndo mais uma vez na cola dos outros, pegando o vácuo e fazendo mais dinheiro para a Hasbro e quem quer que esteja aliado a ela.

Operação de guerra

E nenhum verbo poderia ser melhor utilizado aqui do que "correr". Para conseguir entregar o script antes que a greve dos roteiristas se iniciasse foram chamados nada menos do que cinco pessoas, que seguiam as ordens do chefe dessa verdadeira operação de guerra, Stephen Sommers.

E acho que não é precipitado dizer que foi aqui que a desconfiança começou a nascer. Sommers tinha como ponto alto de sua carreira (e bastante explicitado no pôster e no trailer do filme) a criação da série A Múmia (1999). Mas ele também tem no seu curriculo o vexaminoso Van Helsing - O Caçador de Monstros (2004), seu último trabalho. Junte isso a uma série de trailers genéricos e carregados de computação gráfica sem novidades e não demora muito para surgir o boato de que Sommers havia sido demitido depois que sessões-teste do filme apontaram notas baixas e um descontentamente geral do público. Tudo prontamente desmentido, é claro, mas a essa hora o ventilador da Internet já havia espalhado a sujeira para todos os lados.

E como se já não houvesse uma aura negativa o suficiente ligada ao projeto, o longa-metragem não foi exibido à imprensa dos Estados Unidos, o que só ocorre quando os produtores estão com medo das críticas negativas e escondem o produto final da mídia. É a desculpa "deixe o público decidir por si só", que os executivos de Hollywood gostam de usar quando sabem que têm uma bomba nas mãos.

Afinal, como ficou?

Talvez pela boa performance dos filmes anteriores do Sommers nos mercados exteriores, talvez pelo time internacional que são esses G.I. Joe de agora, o Brasil ficou de fora desse "embargo" e podemos já adiantar que todo o temor é infundado. G.I. Joe - A Origem de Cobra é talvez o mais divertido blockbuster desse verão americano. Porém, há de se lembrar que este ano estamos nivelando por baixo, afinal, nem X-Men Origens: Wolverine, nem Transformers 2 são primores de história e Harry Potter e o Enigma do Príncipe é mais um prelúdio para o final do que um filme por si só.

Na trama, os G.I. Joe são um grupo de soldados de elite das mais diferentes nacionalidades que usa a mais moderna tecnologia para deter o corrupto vendedor de armas chamado Destro e o surgimento da cada vez mais poderosa e ameaçadora organização chamada Cobra, que quer acabar com o mundo como conhecemos.

A verdade é que apesar do exagerado e (algumas vezes) desnecessário uso de computação gráfica em cenas como a perseguição nas ruas de Paris, Sommers soube como equilibrar ação e situações cômicas... e mais ação. E até quando ele erra, inserindo no filme um número maior de flashbacks que o necessário, ele faz com um motivo: não dar tempo ao público relaxar e, assim, cada uma daquelas piscadas mais lentas que traz memórias antigas, vem recheada de mais cenas de ação. É assim até o desfecho em uma batalha subaquática que mais uma vez peca pela falta de realidade vinda da computação gráfica.

Sem surpresas quanto à história (bom, talvez uma lá no final, que é até bem interessante), o roteiro usa todas as fórmulas conhecidas de Hollywood e entrega tudo mastigado para o espectador, que não tem como sair do filme com dúvida de quem é quem e porque estava agindo daquele jeito. Novamente, é um nivelamento por baixo, mas que desta vez tem tudo para funcionar. Resumindo, G.I. Joe - A Origem de Cobra até que não é tão ruim quanto pensava que ia ser e, sim, eu me diverti. 


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Comentários (8)

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Danilo Danilo (13/12/2011 11:33:48)   0 0
nao gostei nada do filme, os efeitos sao ruins de mais. Em algumas cenas fui utilizando o pause e dava para ver nitidamente a computaçao grafica, espero que agora eles acertem



Calebe Calebe (21/11/2011 16:29:26)   293 2
Gostei do filme sim, e achei até melhor que as continuações de Transformers.
Pipocão bacana!



DDanilo DDanilo (29/05/2011 23:33:35)   -165 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Edgar Edgar (26/05/2011 19:41:27)   111 0
Achei até legal...

2,5 ovos.



João Luiz João Luiz (24/04/2011 14:35:38)   23 1
Não foi tão ruim quanto eu esperava... até que diverte agente. Pra um filme que foi inspirado em bonecos vindos lá dos anos 80, ficou legal!!



Leandro Leandro (13/03/2011 17:21:17)   19 0
Apesar de ter assistido o desenho quando eu era um moleque,nâo me lembro mais de como era.Agora quanto ao filme,nâo me surpreendeu muito,pra mim é um filme de açâo normal com muitos efeitos especiais.A presença de Marlon Wayans funciona apenas como alívio cômico e nada mais.Sua atuaçâo para filmes de açâo nâo convence,é a mesma coisa que pegar Jim Carrey pra fazer o papel de Rambo,atores de comédias nâo funcionam nesse tipo de gênero.Foi um bom filme e nada mais.



Diego Calixto Diego Calixto (03/01/2011 12:42:44)   2 1
Voces são críticos demais! o filme foi ótimo! muita ação e muito uso de computação gráfica e eu gosto disso! eu dou 4 ovos e não concordo com a crítica totalmente, afinal é um filme inspirado em brinquedos, era pra ser exagerado e eu me empolguei sim quando vi o trailer!Oras, que façam o 2, estou esperando!



marcelo marcelo (04/04/2010 18:49:05)   0 0
a sensação quando comecei a ver este filme era esperar pra ver todas as falhas e motivo de críticas que ouvira falhar , algumas frases patriotatas do personagem de dennis quaid e um certo exagero nos efeitoa especiais . até que não é um filme tão ruim assim , ofinal deixa claro que vai aver uma continuação . vamos esperar que o diretor finalmente acerte , porque depois de a múmia , nada mais relevante foi feito por ele , mais ou menos como p . anderson , se não acertar com o novo resident , acabou pra ele .




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