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Crítica: Noivas em Guerra

Comédia romântica observa essa criatura anacrônica conhecida como Bridezilla

Marcelo Hessel
05 de Fevereiro de 2009

Noivas em Guerra

Noivas em Guerra

Bride Wars
EUA , 2009 - 89
Comédia / Romance

Direção:
Gary Winick

Roteiro:
Greg DePaul, Casey Wilson e June Diane Raphael

Elenco:
Kate Hudson, Anne Hathaway, Bryan Greenberg, Chris Pratt, Steve Howey, Candice Bergen, Kristen Johnston

Ruim
noivas em guerra

Amigas de infância crescem sonhando em se casar no Plaza Hotel de Nova York. Aos 30 e poucos anos, ambas estão prestes a relizar juntas seu principal projeto de vida. Noivas em Guerras (Bride Wars, 2008) não esclarece, mas parece que a trama se passa nos dias atuais, e não nos anos 50.

Piadinha à parte, não dá pra dizer que a nova comédia romântica de Gary Winick (De Repente 30) é um ofensivo anacronismo, porque quem já viu pelo menos um episódio desses reality shows de noivado, como Bridezillas, sabe que de fato resiste ao tempo essa criatura jurássica que é a mulher sem interesses ávida para se vestir de branco. O que o filme de Winick faz é expor as noivas Godzillas - e por tabela expor o espectador - à vergonha pública.

Kate Hudson se encontra em seu habitat natural, como a egocêntrica Liv, enquanto Anne Hathaway, a prestativa Emma, está infinitamente melhor em outro casamento, o de Rachel. A tal guerra começa porque a secretária da planejadora de casamentos fez uma confusão e marcou o casório de Emma e Liv para o mesmo dia - e agora nenhuma das duas quer desmarcar.

Noivas em Guerra não é deprimente por causa das noivas nervosas, mas pelo retrato que se faz delas, e das mulheres em geral (a secretária que faz a burrada tinha que ser a tiazona feia...). Winick vai do chauvinista (a câmera sobe "olhando" Kate Hudson começando pelas pernas, como se fosse um pedreiro) ao abertamente misógino (faz uma perder o cabelo, a outra ficar laranja, etc).

É uma fórmula que já se provou boa de público, a de Noivas em Guerra. Temos várias situações cômicas que apresentam belas jovens como se fossem o Stan Laurel e o Oliver Hardy modernos - a diferença é que o nome da dupla teria que ser A Magra e a Magra - misturadas a momentos de "gravidade", o fiapo de melodrama que toca a trama adiante. E nem nessa hora de fazer chorar Winick acerta a mão: a personagem tem dúvidas se deve ou não se casar e o marido faz o favor de roncar na cama... Sem condição.


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