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Crítica: Treze Homens e um Novo Segredo

Steven Soderbergh corrige as falhas do segundo filme e investe nos acertos do primeiro

Érico Borgo
21 de Junho de 2007

Treze Homens e um Novo Segredo

Treze Homens e um Novo Segredo

Ocean's 13
EUA , 2007 - 122
Policial

Direção:
Steven Soderbergh

Roteiro:
Brian Koppelman e David Levien

Elenco:
George Clooney, Andy Garcia, Elliott Gould, Al Pacino, Don Cheadle, Brad Pitt, Matt Damon, Bernie Mac, Casey Affleck, Scott Caan, Eddie Jemison, Shaobo Qin, Carl Reiner

Ótimo
oceans 13
oceans 13

Depois de um início apreciado e uma seqüência bastante inferior, a série dos ladrões de Danny Ocean (George Clooney) encerra sua trilogia de volta ao topo. Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean´s thirteen, 2007) traz novamente tudo pelo qual o primeiro filme ficou famoso e evita os erros do segundo.

Depois de assaltarem o Bellagio de Terry Benedict (Andy Garcia - curiosamente, o único ator que arrancou suspiros da platéia feminina na sessão que vimos) e de terem que pagar pelo que fizeram numa série de roubos milionários na Europa, o grupo retorna a Las Vegas - agora em busca de vingança.

Reuben (Elliott Gould), o mentor financeiro de todos os salafrários charmosos, foi passado pra trás em grande estilo pelo mega-empresário inescrupuloso Willy Bank (Al Pacino, adição à série, canastrão e divertindo-se à beça), que constrói o maior e mais imponente cassino da capital estadunidense do jogo, que pode ser seu quinto sucesso consecutivo. Na lógica deturpada dos protagonistas, roubar pode. Quebrar a palavra, jamais. Essa é uma das regras de ouro da velha guarda da cidade, "aqueles que apertaram a mão de Sinatra".

Atacando em todas as frentes, os ladrões vividos por Clooney, Don Cheadle, Brad Pitt, Matt Damon, Bernie Mac, Casey Affleck, Scott Caan, Eddie Jemison, Shaobo Qin, Carl Reiner e Gould - sim, estão todos de volta - colocam em ação seu mais audacioso plano até hoje, um em nome da honra, e por que não, de alguns milhões de dólares.

Steven Soderbergh novamente não poupa a mão e injeta estilo em cada frame do longa-metragem. A música, a câmera calculadamente inquieta, os figurinos, as atuações "cool", está tudo lá outra vez. Só não vieram as piadas internas (o grande defeito de Doze homens) e o mulherio - Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones, as namoradas dos protagonistas, foram deixadas lá na primeira seqüência, o que sabiamente tirou todo e qualquer elemento romântico da trama (há pelo menos dois diálogos que comentam como eles são azarados com as mulheres). Afinal, pra quê mais atrativos para o público feminino se Pitt, Clooney, Garcia e Damon já bastam?

Melhor mesmo balancear o público e valorizar as complicadíssimas e divertidas explicações técnicas sobre os desafios do roubo impossíveis de serem superados, os diálogos afiados, o bom humor e o golpe em si - porque ninguém resiste a um bom filme de golpe, sem violência, que emprega apenas inteligência e habilidades, um dos mais populares e divertidos sub-gêneros de Hollywood.


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Comentários (1)

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Carlos Carlos (11/02/2011 11:02:25)   1363 0
Muito bom filme...
Superou fácil o segundo, que foi bem fraco!

O terceiro filme conseguiu ser tão bom quanto o primeiro!

Essa é uma franquia que eu acho excelente (apesar do segundo ser bem inferior aos outros dois)...




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