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Meia-Noite em Paris | Crítica

Woody Allen volta ao realismo fantástico para, de novo, desmistificar a arte

Marcelo Hessel
16 de Junho de 2011

Meia-Noite em Paris

Meia-Noite em Paris

Midnight in Paris
Espanha/EUA , 2011 - 100 minutos
Comédia

Direção:
Woody Allen

Roteiro:
Woody Allen

Elenco:
Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Carla Bruni-Sarkozy, Michael Sheen, Nina Arianda, Alison Pill, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Corey Stoll, Kurt Fuller, Mimi Kennedy

Ótimo
meia-noite em paris
meia-noite em paris
meia-noite em paris

Pseudointelectual é uma palavra muito mal utilizada hoje em dia - qualquer discussão sobre cultura termina nessa ofensa, como uma Lei de Godwin dos ignorantes orgulhosos - mas, quando a usa em Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris), Woody Allen o faz com propriedade.

Owen Wilson interpreta Gil, roteirista de Hollywood que está passando férias em Paris com a família da noiva, Inez (Rachel McAdams). Gil adora voltar à Cidade Luz. É lá que se reconecta com a "grande arte", longe do dia a dia de enlatados encomendados de Los Angeles. Seu sonho era viver nos anos 1920, quando F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso circulavam por ateliês e cafés da cidade. Certa noite, Gil misteriosamente realiza esse sonho.

Allen adere ao realismo fantástico para discutir uma imagem de Paris que, amargamente, os americanos engoliram ao longo do século 20: é a cidade que prestigia os mestre, um lugar onde artistas sem crédito nos EUA podem se refugiar para ter seu valor reconhecido. Uma cidade-museu. Não deixa de ser irônico: o cineasta que não conseguia financiamento para rodar em Nova York e partiu para uma bem-sucedida turnê de filmes europeus, ao chegar em Paris, debate essa própria acolhida.

A questão é que Allen (que já fez piada com ostracismo parisiense no final de Dirigindo no Escuro) não acredita na arte como museologia. Daí a provocação de Gil contra o erudito amigo (Michael Sheen) de Inez, que leva todo mundo pra conhecer as estátuas de Rodin, os jardins de Versalhes, e derrama seus conhecimentos. "É um pseudointelectual", diz Gil. O cara está tentando pegar a noiva dele, então dá pra entender a raiva. Em todo caso, Allen defende aqui que a arte não deve ser ostentada, mas experimentada.

É uma noção presente em muitos filmes do diretor, essa valorização do "consumível" (ou cultura popular, se preferir, afinal Cole Porter também é pop) versus o intelectualismo de pedestal - cuja imagem fundamental talvez seja a presença de Marshall McLuhan na fila do cinema em Annie Hall. Em Tiros na Broadway, John Cusack aprende que até mesmo os gângsteres podem ser dramaturgos. Em Manhattan, assim como em Meia-Noite em Paris, Allen abre o filme com imagens da cidade em movimento, o cartão-postal em transformação. É o anti-museu.

O parentesco mais imediato de Meia-Noite em Paris, claro, mesmo por conta do realismo fantástico, é com A Rosa Púrpura do Cairo. Além da repetição dos "Gils" (Gil Shepherd no filme de 1985, Gil Pendler agora), há as referências a Buñuel: os personagens grã-finos de Rosa Púrpura congelam como a aristocracia de O Anjo Exterminador, e em Meia-Noite em Paris aprendemos - é uma das melhores piadas do filme - como o cineasta espanhol teve aquela ideia surreal.

Mais importante, tanto A Rosa Púrpura do Cairo quanto Meia-Noite em Paris defendem com humor e melancolia que não se deve abdicar da vida em nome da arte - afinal, a arte mais elevada é aquela que nos ajuda a entender a vida.

Meia-Noite em Paris | Cinemas e horários


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Comentários (63)

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sem avatar Sérgio (13/09/2012 01:55:02)   25 0
Sugiro também a seguinte crítica sobre "Meia-noite em Paris":
http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2012/09/03/meia-noite-em-paris-2011/

Abraços



Raphael Raphael (08/07/2012 14:43:23)   -54 0
Critica PERFEITA. Parabéns Hessel.



sem avatar Nikolas (25/05/2012 20:02:30)   23 0
Na boa, eu nao vi um otimo filme como todos disseram, eu vi... um rinoceronte ! AHAHAHAHAHAHAHAHA (melhor piada).
Na boa, eu me perdi com tantos icones antigos que varrem esse filme, muito magico. Ao mesmo tempo que vc fica com aquela sensação de que o cara ta biruta, ao final vc simplesmente esquece a logica e aceita que tudo aquilo foi real, afinal de contas, a cidade das luzes também eh magica !
Merecia mil ovos, na boa, faz MUITO tempo que eu nao vejo um filme romantico tao bom (e olha q eu nao gosto de romance). Ainda bem q nao fui na ideia da minha irmã (detestou o filme, apesar de ela adorar romances). Otimo !



Matheus Matheus (28/04/2012 15:08:49)   3 0
Muito legal esse filme. O Owen Wilson muito bem, e este filme se passa em um lugar onde eu tenho um sonho de ir, Paris. E este filme me ajudou, com a minha faculdade de cinema. Nota 10 para esse filme.



sem avatar Víctor (24/04/2012 19:47:45)   5 0
4 Ovos merecidos. Quando eu assisti o filme, antes mesmo de ler a critica,eu ja achava que esse belo filme merecia 4 ovos. Esse é um filme que eu recomendo. Filme muito gostoso de se assistir. Muito melhor que a porcaria de Hugo Cabret.



sem avatar Daniel (05/04/2012 11:39:07)   0 0
Em seus últimos filmes, Allen abandonou a América e migrou para o Velho Continente. Londres, Barcelona e, finalmente, Paris. Ah, la belle Paris! Já no início da película, o cineasta apresenta a cidade em uma série de tomadas. Os movimentos e as cores da cidade mais romântica do mundo são registrados por sua nostálgica e bem posicionada câmera. Pronto. Sua atenção está capturada e você se tornou mais uma vítima de uma das mais brilhantes ambientalizações do cinema.

A história gira em torno de Gil (Owen Wilson), um roteirista aspirante à escritor em busca de inspiração na capital francesa. É curioso tentar imaginar como ele, um romântico e sonhador artista, pode ter se casado com Inez (Rachel McAdams), sua materialista e "patricinha" esposa. A aventura fantástica começa quando Gil, alheio à chatice dos passeios que sua mulher insiste em fazer com um casal de amigos que encontram em sua viagem, decide se embrenhar pelas ruas da noite parisiense.

Magicamente, Gil mergulha na Paris dos anos 20 e encontra os seus (meus, e de muitos!) ídolos em carne e osso. Mais que isso: ele os encontra humanizados, com suas personalidades fortes, vícios e emoções à flor da pele. Ernest Hemingway, o casal Fitzgerald, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Cole Porter, Luis Buñuel, entre outros, estão todos presentes no círculo intelectual, em sua Era de Ouro.

Com desenvoltura e bom humor, os encontros casuais entre as inúmeras personagens da história e seu protagonista são traçados. A surpresa e o fascínio expressados por Owen Wilson a cada um destes encontros são convicentes ao ponto de você achar que ele também está assistindo ao filme. Allen, desta vez, deixa de lado seus cinismo e sarcasmo, para se enveredar em um romance inteligente e despretensioso. E não é pela quase pin-up Adriana ou mesmo pela simples Gabrielle que o protagonista se apaixona; aqui o romance é entre Gil e a Cidade Luz.

Os destaques desta obra-prima são a genial piada sobre O Anjo Exterminador (1962), de Buñuel, e o escárnio em relação aos pseudo-intelectuais. Allen deixa claro que apenas estudo e cultura não transforma ninguém em um intelectual. Precisa-se viver, se apaixonar, amar intensamente as artes. Porém, ironicamente, a lição de moral do final contesta toda a tese defendida no filme. Você pode se inspirar em seus ídolos e mesmo suas vidas, mas não pode esquecer de viver sua própria. Entretanto, isso não muda o fato de que, em Midnight In Paris, Allen deixa-se levar aos mais altos sonhos e devaneios num passeio inspirador pela Sétima Arte.



Orlando Orlando (14/03/2012 00:39:43)   1865 0
Ótimo filme. COmo bem disse o Hessel, esse ar meio cômico e meio melancólico dão uma atmosfera bem interessante ao filme.
Ótimo exemplar de realismo fantástico. Engraçado, simples e inteligente...



sem avatar Janaina (29/02/2012 10:44:58)   0 0
EXTREMAMENTE CHATO E MAÇANTE!



Jonas Jonas (25/02/2012 22:39:00)   -6 0
Aproximamos-nos da 84th Academy Awards™ e não podemos dizer que temos um filme TÃO FORTE E TÃO PERTO de receber a premiação principal da noite. Nas demais categorias o cenário também está indefinido, prever OS DESCENDENTES dos grandes filmes do ano passado não é uma tarefa fácil. Em meio a tantas HISTÓRIAS CRUZADAS, George Clooney será O ARTISTA vencedor como tudo indica, ou na segunda-feira Brad Pitt será O HOMEM QUE MUDOU O JOGO? A briga será intensa, pode apostar, haverão injustiçados, emocionados, enfim, teremos um campo de batalhas recheado de beldades e brutos, com direito a CAVALO DE GUERRA. Fico feliz de ter sido um ano bom, poder ter acompanhado todos os indicados e preferir que dia 26/2/2012, quando em Hollywood estiver começando a noite e já for mais de MEIA NOITE EM PARIS, sejam beneficiados os que resolveram sobre a sétima arte discorrer, se não for o calado que seja A INVENÇÃO DE HUGO CABRET. Ah, Terrence Malick dissecando entranhas com o seu A ÁRVORE DA VIDA, é um caso a parte.



Guilherme Guilherme (16/01/2012 15:01:34)   4 1
Cada dia que passa, acho que tudo na vida tem seu momento, inclusive Woody Allen... Tinha desprezo pelo trabalho do carinha franzino... Hoje em dia, com alguns fios brancos na barba... Acho ele genial...



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Leandro - nerd do interior mineiro Leandro - nerd do ... (16/01/2012 01:17:48)   254 0
Puxa, esse filme é excelente, bem melhor que muitos filmes que ganharam 5 ovos aqui.

Quem não assistiu assista, o filme tem um ar romântico e me conquistou logo nos primeiros minutos, e Paria é linda.



Rodolfo Rodolfo (15/01/2012 15:28:38)   12 0
A maioria do pessoal que vê esse filme na prateleira pensa: "mais uma comédia água com açúcar".
Achei o filme genial. Parabéns pela crítica, Hessel.



Felipe Felipe (10/01/2012 19:24:48)   75 2
- Vejo uma fotografia.
- Vejo um filme.
- Vejo um problema insuperável.
- Eu vejo... Um rinoceronte...
- E eu, um ótimo filme.


Brucekleston Brucekleston (18/01/2012 15:18:18)   0 -1
Mó comédia esse Dalí!!kkk


sem avatar Wellington (04/01/2012 23:36:17)   1 2
"Quem é você? Guardas... peguem-no e cortem sua cabeça!!!"

Sensacional...



sem avatar Derley Alberto (24/12/2011 23:14:54)   5 0
Bom quanto ao 2 a questão do museu foi bem explicada, mas ele é sim uma coisa estagna ainda mais se o seu dirigente, for alguém da área de História, Ciências Sociais e ou Pedagogia... e esquece que a informação precede e procede o movimento e é uma unidade cultural. E por isso a Museologia é disciplina da Ciência da Informação e não de outra área
talvez isso Allen fez essa comparação e utilizou essa metalinguagem viciante e terápica ao mesmo tempo. Já que ele é um erudito e viciado em conhecimento e cultura pode traspor o essa ideia em cada passo e fala dos personagens
Além do fato que Woody Allen na minha modesta opinião seja um dos poucos ao lado de Eastwood e Scorciese, que são ótimos diretores de atores...é muito difícil um ator no filme desse trio que tenha uma atuação aclamada, basta ver a lista de indicados a premiação, ou quantos atores conseguiram um Oscar graças aos filmes de Allen
quanto a crítica do Hessel, não sei se só eu percebi... mas a muitas alfinetadas a cada linha que tb refletem seu momento atual
e crítica está boa e condiz bem com o filme, mas a impressões do Hessel
muito boas por sinal



marcilio marcilio (16/12/2011 23:47:34)   -1 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

sem avatar Fernando Morais (14/08/2012 02:09:14)   8 0
o que posso dizer sobre teu comentario..... deixa eu pensar....que seu gosto pra filmes varia de A era do gelo.á Madagascar, so pode pra voce n ter curtido nada no filme, respeito voce n ter gostado porem sua opiniao foi pra la de exdruxula



sem avatar Nero (24/11/2011 23:02:01)   -3 0
Deixando a tão falada pseudointelectualidade de lado, assistí ao filme no final de semana passado.
Saí da sala com aquela feliz sensação de que o bom cinema ainda existe.
O velho e querido Allen me fez lembrar que, mesmo gênios como Picasso, Degas, Dali e outros, foram pessoas comuns, nas horas comuns.
Obcecadas por rinocerontes, temperamentais, sexistas, briguentas, etc. Assim como nós, reles consumidores da arte alheia, somos.
Não acho que tenha sido a obra prima do Woody. Mas um filme imperdível prá quem gosta de cinema de verdade.

Nero Barrabás



Henrique Henrique (16/10/2011 19:36:54)   18 2
É maravilhoso, pra se apaixonar. A sensação é que você pode sentir o cheiro do filme, as belas imagens, o cavalheirismo e a amizade boêmia de 1920, novamente, maravilhoso e apaixonante.



sem avatar Monique (12/09/2011 09:27:28)   3 -1
Achei o filme ruim.

A noiva do Gil é hipócrita, chata, não trata o noivo bem, não entendo como o casal chegou ao ponto de ficarem noivos. MAs Gil só percebe isso depois de passar pelos anos 20 e conhecer Adriana?

A lição de moral também achei bem fraca, mostrando que todo mundo que está no seu tempo prefere um tempo já passado....muito besta para o meu gosto.

E claro que no final não poderia faltar o óbvio do amor!! Ainda bem que ele não quis ficar nos anos 20, afinal a lição de moral teria q estar presente. AMs ele tinha mesmo que conhecer alguém do seu tempo muito melhor que a noiva idiota!


sem avatar Nero (24/11/2011 22:28:10)   -3 -1
Monique,

Pelos seus comentários, tão sucintos, ficou-me a impressão que você nem detestou tanto o filme.
Sugestão: assiste novamente e nos dê seu veredito final.

Pois o filme é ótimo.

Nero Barrabás

Brucekleston Brucekleston (18/01/2012 15:21:10)   0 -1
Acho que além de ser uma mulher negativa ...ela foi mal-amada!rs


Audrey Audrey (07/09/2011 18:56:40)   267 1
Vi o filme e me apaixonei. Fazia tempo que não assistia um filme no qual o final não era o mais importante e sim o desenrolar, na verdade deseja que não tivesse acabado.Tenho certeza que alguns vão odiar- normal arte é assim_ mas eu amei.


Brucekleston Brucekleston (18/01/2012 15:23:54)   0 -1
Pensei da mesma forma que vc.....quando Gil começou a andar na chuva com a Grabielle....queria que começasse outro filme bem ali!
Nunca fui muito fã de arte nem literatura, mas esse filme mostra uma visão bem mais feliz e menos problemática destes conhecimentos!


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sem avatar Luciano (01/08/2011 16:09:05)   1 0
O filme é bom, e ponto.

Não precisa ser especialista em história da arte para ter uma ideia que quem foi Picasso, Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway, e isso é sufuciente para se fruir do filme.

Quem for com o espírito armado para captar todas as nuances, metáforas e referências do filme, provavelmente as encontrará.

Para quem como eu foi assistí-lo pelo lazer e deleite de acompanhar uma história original, bons diálogos e humor, também vai gostar.



Márcio Márcio (12/07/2011 15:37:06)   21 0
Muito bom! Todo o elenco está excelente. As cenas em que Owen Wilson destila ironia contra Michael Sheen e seu pedantismo são hilárias. E Rachel McAdams está belíssima!



sem avatar Fernando (12/07/2011 00:36:15)   -5 0
Muito bom mesmo o filme, demorou pra passar aqui pelo interior, mas valeu a espera. É um filme onde nada se pode esperar, mas tudo agrada. Falei mais no blog: http://temumcoelhonocinema.blogspot.com/2011/07/meia-noite-em-paris.html



Chandra Chandra (11/07/2011 22:32:13)   8 0
Mas que crítica excelente!



Dogbert Dogbert (11/07/2011 20:00:47)   524 4
Quem diria, há alguns anos, que Owen Wilson, um ator típico de comédias, protagonizaria um filme de Woody Allen — e em Paris? E, melhor ainda, se sairia muito bem no papel?

Surpreendi-me com o filme: a cada novo personagem que surge no decorrer do longa, uma surpresa ainda mais fascinante do que a outra.

Não consigo ver mais ninguém fazendo isso pela gente. Não desse jeito. Tem coisas que só o velho Woody pode nos proporcionar.



sem avatar Evandro (11/07/2011 14:47:10)   7 1
Esse foi um daqueles filmes em que ler a crítica antes de assistir ao filme, ajuda bastante.
Parabéns Hessel! Crítica bem construída para um filme que só quem entende e gosta de cinema e arte consegue perceber todas as referências e inferências artísticas utilizadas no filme. Também concordo com alguns que falaram do Owen Wilson, surpreendente! Não sabia que o cara mandava bem fora das comédias. Só faço uma ressalva ao filme que foi o gasto de muito tempo na apresentação de vários intelectuais que viveram na época. Não sei, acredito que poderia ter reduzido um pouco essas passagens.



ARS ARS (09/07/2011 15:03:59)   58 1
Achei ótimo o filme.
É daqueles filmes que quando acabam, você pensa: "Cara, como é bom assistir a um filme bom."
Woody Allen dirige de uma forma que você não quer que o filme acabe mais. Por que tão curto?!



sem avatar Diogo (27/06/2011 18:27:17)   4 1
isso sim eh uma critica.



João Luiz João Luiz (26/06/2011 17:48:39)   46 0
Assisti ontem e o filme é EXCELENTE!! Só mesmo o gênio do Woody Allen pra arrancar atuações tão boas de atores que até então, eu considerava como "bonzinhos" ou "medianos"(Owen Wilson e Rachel McAdams). Quem não viu ainda, vá ver que é satisfação garantida!!!

A crítica do Hessel está ótima.



Rodrigo Rodrigo (24/06/2011 15:54:49)   -5 0
Assisti o filme ontem no cinema, muito bom. Um filme bem diferente daquilo que estou acostumado, mas gostei muito, o filme passou rápido demais, prendeu minha atenção completamente.



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Katia Katia (23/06/2011 16:22:43)   -3 0
Parabéns pela crítica Hessel...eu que já estava com vontade de ver o filme fiquei mais afim ainda!
=)



Saulo Victor Saulo Victor (23/06/2011 14:34:57)   40 1
Melhor crítica do Hessel que eu li! Inspirada e incrível! Como os próprios filmes do Woody Allen!



sem avatar Ricardo (22/06/2011 13:43:48)   -1 0
Ia assistir ao filme somente porque mês que vém esterei indo a Paris, mas depois desse texto, é impossívem vê-lo com os mesmos olhos.



sem avatar Vagner (21/06/2011 20:59:51)   6 0
Adorei o filme. Ao q parece, Allen reverencia a cidade, sua história e principalmente toda a intelectualidade vibrante q uma dia fez com q Hemingway dissesse q Paris é uma festa.
No entanto seu olhar não é nostalgico e sim, como já disse, reverente.
Owen Wilson está muito bem como o alter ego da vez. Incrível com o ele falando, vc parece estar ouvindo o próprio Allen divagando sobre situações tragicômicas da vida.



Agnnes Agnnes (20/06/2011 20:16:46)   0 0
Caramba, mandou bem Hessel, ótimo texto!
"...a arte mais elevada é aquela que nos ajuda a entender a vida." Que frase hein! Vou assistir, depois de um texto desses...



Lucas Lucas (19/06/2011 20:24:11)   45 0
Fiquei com muita vontade de assistir depois que li a crítica.



sem avatar Paulo R. B. (19/06/2011 15:16:19)   0 0
No fim do filme a gente percebe que o Woody Allen é um romântico,sim, e afinal nada há de mal nisso. Depois de 90 minutos imersos na beleza inebriante de Paris, temos direito às escolhas idealizadas e às belas perspectivas de futuro, como o personagem de Wilson. Um filme que nos deixa feliz.



Nelson Nelson (19/06/2011 01:27:37)   176 0
Ótima crítica do Hessel e excelente filme do Allen, faz tempo que não vejo algo tão inspirado e apaixonado dele. A cena que Gil conhece Dalí e Buñuel é marcante.



sem avatar Marco A (18/06/2011 00:52:36)   503 0
Max,
também senti falta disto.
Acho Owen Wilson muito bom ator e como o Ad Samp disse, muito versátil, apesar do nariz dele me causar um pouco de aflição. rss....
Gostaria de vê-lo mais fora das comédias e mais em dramas, suspenses e ação, principalmente neste último, ele foi muito bem em Atrás das Linhas Inimigas, mas não deu sequência neste tipo de filme, uma pena.



Max Max (17/06/2011 19:37:53)   26 0
Eu nao sou desse chatos que adoram criticar a critica do critico. Mas tive que me manifestar, pq senti falta do Hassel falar do elenco, só falou do diretor. Queria saber oq ele achou da atuação do Owen Wilson, o cara geralmente só faz comédia, queria saber como ele se saiu nesse filme. Mas quem sabe um dia...



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Ad Samp Ad Samp (17/06/2011 19:13:50)   184 0
O que me surpreende é Owen Wilson.

Faz filmes como: Drilbit Taylor, Bater e correr-2 vezes, Eu você e Dupree, Passe Livre.

Ator versátil que não discrimina nenhum tipo de trabalho.

E ao mesmo tempo tem prestígio de diretores como o próprio Woody Allen e Wes Anderson.



Felipe Felipe (17/06/2011 12:07:40)   4 0
Não tem como dizer outra coisa a nao ser ótima ccritica Hessel!

Mas também... Um filme de Woody Allen só poderia ter uma critica dessas...



Digo Digo (17/06/2011 09:35:30)   20 0
Woody Allen me surpreendeu neste filme de novo,acho que é o melhor dele nos ultimos anos.



Thiago Thiago (17/06/2011 08:55:47)   39 0
Hessel, tu é f@da!



Rafael Rafael (17/06/2011 08:41:06)   1 0
Só pra dizer... supercrítica. Isso porque ele já usou fenomenologia na da cachaça... e não há nada de pseudointelectual nisso



Felipe Felipe (17/06/2011 02:42:57)   26 0
Crítica fantástica, e eu estou louco para ver!

Woody Allen sempre arrebenta.



Carlos Carlos (17/06/2011 00:53:58)   1944 1
Tô muito a fim de ver esse filme...

Deve ser ótimo!



Joel Schumacher Joel Schumacher (16/06/2011 22:38:29)   443 0
Quero muito ver esse filme.

Ótima critica Hessel! (2)



Gusta Gusta (16/06/2011 19:49:22)   110 0
Tava ansioso pra ler a crítica aqui do Omelete. E que bom que é mais uma elogiando o filme.
Agora é correr pro cinema.



Jefferson Madeira Jefferson Madeira (16/06/2011 19:19:56)   958 1
Ótima critica Hessel!



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