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Noites de Tormenta - Festival do Rio 2008

Richard Gere e Diane Lane repetem dobradinha de Infidelidade

Érico Borgo
26 de Setembro de 2008

Noites de Tormenta

Noites de Tormenta

Nights in Rodanthe
EUA , 2008 - 97
Drama / Romance

Direção:
George C. Wolfe

Roteiro:
Ann Peacock, John Romano

Elenco:
Richard Gere, Diane Lane, Scott Glenn, Christopher Meloni, Viola Davis

Bom
noites de tormenta

Filme de público-alvo bastante definido, Noites de Tormenta (Night in Rodanthe, 2008), já faz sua seleção de espectadores logo no cartaz. Afinal, quem parou pra olhar uma segunda vez para os rostos próximos de Richard Gere e Diane Lane, na iminência de um beijo, naquele jeitão de romance de banca de jornal, sabe exatamente o que esperar do filme.

As comparações com Sabrinas e Julias, aliás, não param por aí. A sinopse parece coisa que mulheres sonhadoras buscam nesses romances escapistas: Uma dona de casa recém-separada, com dois filhos, parte sozinha para tomar conta da pousada de uma amiga na paradisíaca Rodanthe, na costa da Carolina do Norte, nos EUA. No local, há um único hóspede a ser atendido. Com a proximidade de uma tormenta, o charmoso médico que esconde um segredo e a ferida mãe de família descobrem uma inesperada conexão.

Imagino que para as fãs do gênero, ver Lane e Gere novamente reunidos depois de Infidelidade, seja o equivalente a um nerd como eu assistir a um embate no cinema de Hulk e Thor. São duas forças poderosas e excepcionais quando fazem esse tipo de filme. Ou existe algum ator que represente mais o grisalho ideal romântico das mães que Richard Gere? Ou atriz que melhor as represente nas telas com seu jeito inocente, forte e protetor?

É filme cuidadosamente desenhado pra fazer chorar (os soluços era audíveis durante toda a sessão), mas com uma boa reviravolta, que não vi chegando. Não faltam também os belos cenários, necessários aos romances, registrados aqui com a mão de mestre do diretor de fotografia carioca Affonso Beato (O Amor nos Tempos do Cólera), que completa 40 anos de carreira em 2009.

O diretor George C. Wolfe, egresso da Broadway, também escolheu muito bem o material-base, já que o filme, seu primeiro longa no cinema, adapta o romance de Nicholas Sparks. O escritor já foi sucesso nas telas com Um Amor Para Recordar, Uma Carta de Amor e Diário de uma Paixão.

Com Lane, Gear, Beato e Sparks ao seu lado, Wolfe não tinha como errar dentro de suas pretensões. Ele cercou-se dos talentos certos e deve colher os frutos - e as lágrimas - do público que pretende atingir.

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