Amores Imaginários

Elenco / Direção

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Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires)

(Ótimo)
País: França
Lançamento Brasil: 18/11/2011
Duração: 95 minutos

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Amores Imaginários | Crítica

Diretor canadense Xavier Dolan explora com delicadeza e muito estilo as emoções de um triângulo amoroso

Carina Toledo
17/11/2011 - 20:30

Em seu segundo filme, o diretor canadense Xavier Dolan volta a atacar pelo emocional. Enquanto Eu Matei Minha Mãe, sua estreia como diretor, explora as relações familiares, Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires, 2010) examina as paixões e a amizade.

Talvez por sua juventude (Dolan tem 22 anos atualmente, escreveu o roteiro de Eu Matei Minha Mãe aos 16 e o de Amores Imaginários aos 20) suas narrativas tenham como ponto central a expressão de sentimentos. Ao externar suas emoções no cinema, o diretor-protagonista conecta-se mais profundamente com o espectador que já viveu experiências similares às suas. Xavier Dolan explora o emocional com tanta delicadeza que torna a identificação um diferencial para a experiência cinematográfica.

A trama é centrada na paixão platônica de Marie (Monia Chokri) e de seu melhor amigo gay, Francis (Dolan), pela mesma pesssoa. Nicolas, vivido por Niels Schneider, inicia uma amizade com os dois e, no decorrer das semanas, mostra-se tão enigmático quanto no primeiro dia. Sem qualquer pista da orientação sexual de Nicolas, que ora flerta com a garota, ora com o garoto, uma rivalidade começa a nascer entre os dois amigos.

Em paralelo ao triângulo amoroso, são inseridos vídeos confessionais de estranhos sobre suas paixões, loucuras feitas por amor e fracassos românticos, servindo de descanso para a narrativa e para os excessos visuais, como os trechos em câmera lenta.

Dolan não esconde sua pretensão como cineasta, pesando a mão para criar um filme estiloso e, mesmo com orçamento baixíssimo, é detalhista na direção de arte, fotografia e figurinos. Seu exagero, na maior parte do tempo, é um dos méritos do filme, mas às vezes cansa pela repetição, como é o caso da música "Bang Bang", de Dalida (cover italiano de "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", da trilha de Kill Bill), que é usada à exaustão.

Em Amores Imaginários, Xavier Dolan volta a mostrar que tem talento - aguardamos seu amadurecimento.

Amores Imaginários | Cinemas e horários

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