Elenco / Direção

(Bom)

Ação

  • Estreia: 29 de Outubro de 2004
  • País / Ano de Produção: EUA / 2004
  • Duração: 86 minutos
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Crítica: Com as próprias mãos

Com as próprias mãos

28/10/2004 - 0:00 - Mario "Fanaticc" Abbade

Durante quinze anos Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger reinaram absolutos no cinema em papéis de heróis solitários. Normalmente, eles enfrentavam exércitos sozinhos e resolviam seus problemas distribuindo bordoadas e tiros para todos os lados. Com o avançar das idades dos dois, Hollywood precisava criar novos ícones. A saída veio com Vin Diesel e Dwayne "The Rock" Johnson, ambos herdeiros dos heróis estilo brucutu. Com as próprias mãos (Walking tall, 2004), estrelado pelo segundo, atinge seu objetivo de divertir a todos que gostam do lema "exército de um homem só". É pura diversão para o público masculino. Tem ação, mulheres bonitas e um herói que parece ter saído da época das cavernas.

The Rock interpreta Chris Vaughn, soldado aposentado das Forças Especiais do Exército Americano, que volta à sua cidade natal para reatar laços e iniciar uma nova vida. Mas enquanto ele esteve fora, a cidade de sua infância sofreu uma degradação e tornou-se um local controlado pelo crime. Seu ex-rival dos tempos de colégio, o ricaço Jay Hamilton (Neal McDonough) fechou a antes próspera serraria, a empresa que mais empregos dava à região, e transformou a cidade num local de crime, drogas e violência. Vaughn elege-se xerife e ao lado de seu amigo Ray Templeton (Johnny Knoxville), promete acabar com as operações de Hamilton.

A história é baseada na vida do xerife do Tennessee Buford Pusser. Esse fato já tinha chegado aos cinemas em 1973. A primeira versão chamou-se Fibra de valente (Walking Tall) e foi estrelada por Joe Don Baker. O sucesso foi tão grande, que gerou duas seqüências: Fibra de valente II (1975) e Fibra de valente: o capítulo final (1977). Em ambas as continuações o ator Bob Svenson interpretou o famoso xerife. Buford Pusser era um típico branco morador de uma cidade do sul dos Estados Unidos. Essa região americana sofre até hoje pelo racismo e maioria dos seus habitantes possuem armas e costumam ser muito agressivas. Buford conseguiu eleger-se xerife e sua notoriedade veio do uso de um cedro em forma de bastão para manter a lei na cidade. Parece inusitado, mas era a forma sulista de combater a violência que imperava.

Nesta nova versão foram feitas adaptações para que a trama ficasse verossímil. The Rock, por ser de cor, nunca seria eleito numa cidade do sul americana. A ação foi transportada para Fergunson, Washington. O uso do bastão veio por ser ele um carpinteiro e antigo empregado da serraria. Inclusive a cena de seu primeiro contato com o bastão é muito bem realizada. Sua motivação para fazer justiça também é construída com dignidade no roteiro. Ele vê sua antiga namorada do colégio sendo dançarina do cassino, quase é morto pelos seguranças de Hamilton e por muito pouco não perde seu sobrinho, que tem uma overdose com as drogas compradas dos homens de Hamilton.

O filme também tem problemas, principalmente de coerência. A cidade de Fergunson parece ser o local da mansão da Playboy. Todas as mulheres que trabalham no cassino parecem playmates. A quantidade de drogas produzida poderia abastecer todo o Estado de Washington. O armamento usado pelos bandidos é de causar inveja ao exército americano. Johnny Knoxville, da série Jackass, está na produção apenas para ser o alívio cômico. Ele faz aquele estereotipado amigo do protagonista. Mas você não deve prestar atenção a esses detalhes se quiser curtir a sessão. Até porque ao fim dela, você já terá esquecido o filme.

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