Elenco / Direção

(Ótimo)

Ação

  • Estréia: 28 de Setembro de 2012
  • País / Ano de Produção: EUA / 2012
  • Duração: 118 minutos
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Looper - Assassinos do Futuro | Crítica

Ficção científica de viagem no tempo mistura subgêneros e surpreende

06/09/2012 - 20:51 - Érico Borgo

Filmes de viagem no tempo são inerentemente confusos. Não existe um sequer que sobreviva ao escrutínio "científico" de suas improbabilidades. Mesmo assim, representam um dos mais fascinantes e divertidos subgêneros desse tipo de obra.

Looper - Assassinos do Futuro, felizmente, é um desses casos, uma ficção científica extremamente confusa, mas que usa esse entendimento difícil (talvez nem o próprio diretor e roteirista, Rian Johnson, saiba ao certo o que está acontendo) ao seu favor. Os diálogos divertidos e inteligentes frequentemente referenciam esse problema, tornando-os parte do entretenimento.Na trama, Joseph Gordon-Levitt vive um "looper", um executor da máfia especializado em dar cabo de vítimas que são despachadas do futuro. Seu trabalho é matar o "pacote" e dar sumiço no corpo (não existe lugar melhor para isso do que um tempo em que a vítima sequer existe). Viciado, desregrado e com um plano, o protagonista depara-se com o maior problema possível para um looper: quando sua vítima foge. Pior ainda... quando a vítima é ele mesmo - ou sua versão 30 nos mais velha (Bruce Willis).

Gordon-Levitt está perfeito como o jovem Willis.  É o ano dele depois de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Seu rosto foi modificado com próteses e maquiagem para ficar com o formato do ator veterano e ele usa com segurança as feições alheias, dando vislumbres da canastrice controlada de Willis, já tão conhecida (o filme só funciona tão bem nesse aspecto porque Willis tem trejeitos tão conhecidos, que Gordon-Levitt pode explorar).

Além do vai-e-vem temporal, o filme encontra espaço para outros subgêneros sci-fi, como o cyberpunk, que é inserido em um contexto de máfia retrô, com um governo ausente e gangues e indivíduos poderosos dominando o cenário. Há também mutação e outras surpresas interessantes, que culminam em uma mistura de De Volta Para o Futuro com Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança e - pasme - até Akira!

O diretor Rian Johnsonequilibrou muito bem todos os elementos que tinha à disposição, dando personalidade inesperada a um grande filme de gênero, que certamente se destaca das demais esquecíveis tentativas de ficção contemporânea. E o melhor: não é remake, nem continuação ou adaptação.

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